Penas Ao Vento

7 Para Onde os Anjos Vão Quando Morrem?


Notas iniciais
Hello cupcakes!! Voltei com mais um capitulo, curto mas com um pouco de emoção, acharam que o Cass não ia mais sofrer é? Poisé, estou aqui com um POV dele!! Aêêê o/ o/ o/ Admito que nunca tinha feito isso antes.. hehehe Mas eu achei que ficou bem fiel ;) ;) Peguem as suas pipocas e a sua Coca e bora pra leitura!! o/ o/

A minha cabeça latejava e eu abri os olhos mas não consegui ver nada, apalpo o local a minha volta, era pequeno muito pequeno, escuro, quente e parecia ser de algum metal, então eu me lembro oque tinha acontecido, eu estou morta, Naya cortou a o meu pescoço, a minha mão vai instintivamente ao pescoço, ele estava intacto, sem nenhum arranhão, então uma pergunta cresce na minha cabeça '' aonde estou? '', será que é para cá que anjos e nefilins vão quando morrem? Será que o Castiel está bem? Apalpo novamente o meu corpo para ver se tudo estava no lugar, eu estava bem, sem furos ou feridas. comecei a ficar apavorada, as minhas mãos vão novamente a busca de uma saída no pequeno cubículo que eu me encontrava, como se por algum milagre eu conseguisse atravessar a caixa ou uma passagem secreta havia aparecido, tento falar e o som sai abafado.

– Melhor você ficar quieta, não vai querer que eles descubram que você acordou — uma voz calma e charmosa adentra os meus ouvidos, era baixa mas vinha da minha frente, deveria ser de algum lugar do lado de fora, mas quem será que é? Porque eu estou com a impressão de já ter ouvido essa voz?

Começo a bater na parede para a pessoa falar novamente, era bom escutar alguém falando, parecia que eu não o fazia a décadas.

– Fique quieta! Você vai chamar a atenção deles! — falou o estranho com veemência.

– Quem é você? — pergunto colando o ouvido na parede.

– Sou eu, Crowley o rei do inferno — a voz aveludada e sedutora falava calmamente.

–Rei do inferno? Pelo que eu sei esse titulo lhe foi tirado — falei ironicamente — deduzo que você está no mesmo buraco que eu.

– Isso é só um pequeno detalhe.

– Aonde estamos? Estou morta mesmo?

– Estamos no calabouço de força máxima no inferno — ele suspira — claro que você está morta, você achava mesmo que a Naya ia te manter viva? Você é determinada garota, o único jeito de te manter ''consciente'' é te matando e nutrindo a sua meia alma enquanto isso. Seu corpo deve estar guardado em algum lugar lá em cima, bem guardado por sinal.

– Mas.. e os ceifeiros? Eu não tive ceifeiro! Eu não escolhi para onde ir!

– Você não tem uma alma completa, o seu corpo era dividido em meia graça e meia alma, os ceifeiros não tinham necessidade de ceifar uma meia alma, se não fosse por Naya o que sobrou de você, que é essa meia alma ai já teria deixado de existir — ele dá uma breve pausa — e a sua meia graça foi destruída ou se você tiver sorte a Naya pegou para si.

– Porque ela me trouxe para o inferno?

– Ela te trouxe aqui e te matou, tudo por baixo dos panos. Provavelmente ela não queria que o seu anjo soubesse, por isso que eu disse que o seu corpo deve estar guardado em algum lugar lá em cima.

– Castiel? Ele se aliou a ela?

– Não tenho certeza, sei muito pouco do que acontece lá em cima — ele fala calmamente — Sei que os Winchester estão desaparecidos do radar de Naya.

– Sabe quanto tempo fiquei desacordada?

– Talvez uns oitenta dias..

– Oitenta dias? — falo exasperada.

– Sim, oque pelas minhas contas é.. dois dias na terra.

– Céus! Tenho que sair daqui imediatamente! E você vai me ajudar!

– Se eu conseguisse sair daqui você acha que eu já não o faria? Deixa de ser burra.

Um estalo forte que vinha da minha esquerda calou tanto a mim quanto ao meu vizinho de jaula, a tensão preenche o lugar, escuto um barulho na tampa da minha caixa e eu rapidamente deito e fecho meus olhos com força, a tampa se abre uma luz fraca e avermelhada banha o meu corpo e alguém pronuncia algumas palavras em alguma língua que eu não conseguia distinguir e depois joga um liquido quente que quando toca a minha pele evaporava, depois de ter todo o liquido derramado, o que eu deduzi ser um demônio, fecha a porta a tampa com violência e o mesmo estalo que avia preenchido o local de tensão diz que ele havia ido embora.

– Oque é isso que eles jogaram em mim?

– É isso oque eles fazem para manter você ''viva'', eles vem de cinco em cinco horas.

E uma luz se ascendeu na minha cabeça, era um ótimo jeito de escapar! Vou usar isso ao meu favor.

– Certo. Eu tenho um plano! É arriscado mas é a nossa unica chance.

– Nossa? Desde quando eu faço parte dos seus planos? — ele pergunta irônico.

– Sim, nossa, desde quando a vida do meu anjo depende disso — falei decidida e dando enfase no nossa.

POV Castiel

O som do grito de Charllote ainda ecoava pela biblioteca do céu, eu fiquei estático enquanto via a vida dela se esvaindo dos lindos olhos azuis dela que antes possuíam tanta determinação e coragem, os mesmos olhos que eu me apaixonei pela primeira vez que os vi, a sua cabeça pendeu para o lado e o sangue escorria molhando a sua camisa e calça, senti alguma coisa molhar o meus rosto e me surpreendi com o sentimento que nunca tive, tristeza, ela era avassaladora, as lagrimas começaram a lavar o meu rosto e a molhar a minha roupa, e eu abaixei a cabeça e apertei a minha espada com força.

– Ha.. Não chore querido, eu não a matei — eu levantei a cabeça e vi a Naya curando a Char, mas a deixando ainda desmaiada, ela solta tirando as facas que fixavam ela na estante.

Antes que a Naya tirasse a ultima faca eu corro até a Char para que ela não caísse no chão e se machucasse, coloco a sua cabeça cuidadosamente sobre o meu colo, coloco uma mecha de seus longos cabelos negros sujo de sangue atrás da sua orelha, eu a abraço levemente sentindo o coração dela bater devagar, passo o dedo indicador sobre os seus lábios macios, estava claro que ela era com certeza a coisa mais importante para mim, porque eu a amava, amava ardentemente. Acaricio o seu rosto e tento cura-la mas eu estava muito fraco.

– Que lindo, chega a ser quase que tocante. Mas você não vai conseguir cura-la, você está agora no meu território Castiel, mas eu posso salva-la — eu viro o rosto rapidamente na direção da Naya, ela então dá um sorriso irônico — mas... isso vai depender de você.

– Oque você quer? — perguntei tentando manter a calma.

– Sabe, eu gostava de observa-lo.. você era devotado a Deus, você é um guerreiro fiel, Castiel. Você tem tanto conhecimento prático do mundo e de guerras, eu adoraria te-lo como aliado — ela disse inocentemente, como que não quer nada.

– Eu não faria isso!

– Mas é claro que faria, se a vida dela — ela aponta para a Charllote — depender disso.

Eu tento me levantar com a Charllote nos braços mas a Naya foi mais rápida e me jogou contra a estante e depois se agachou ao lado de Charllote.

– Vamos Castiel eu a manterei segura e viva, e quando tudo isso tudo acabar você pode viver feliz com.. ela.

Eu me levanto e observo a Naya, parecia que ela falava a verdade, eu estava em um beco sem saída, eu precisava manter Char viva, nem que eu tenha que me sacrificar ou sacrificar a todos para isso então eu cedi, ela levou a Charllote para longe, me assegurando que ela estaria viva e bem, e eu fui para a guerra lutar contra o céu novamente.

Notas finais
Enfim pessuar, oque acharam? Eu achei um pouco triste :/ Tadinho do Cass, né? Oque vocês acham que é o plano da Char?? Oque vocês fariam no lugar dela? Spoiler para o próximo cap: Vai ter cavalo, fuga, homens tarados e muita treta!! NÃO ESQUEÇAM DE COMENTAR SEUS SEM VERGONHA!! e.e sei que vocês são tímidos mas eu não mordo povo ;3