Penas Ao Vento
3 Descreva Amor.
Notas iniciais
– A Charllote faz isso comigo, já observei alguns humanos e isso é comum — ele pende a cabeça pensativo e sorri para mim — me proporciona uma sensação.. diferente..
Meu rosto começou a queimar e eu me levanto em um salto atraindo a atenção de todos, olho para a porta desesperada e me movo rapidamente abrindo-a com foça e depois corri para o meu carro pulei para dentro e deitei nos dois bancos esperando a minha respiração e o meu batimento cardíaco voltarem ao normal.
– Mas que merda acabou de aconteceu!? — pergunto para mim mesma exasperada, algumas lagrimas escorriam lentamente pelo meu rosto — porque estou chorando? Porque eu sai com aquela urgência da casa? Será que eu estou sentindo alguma coisa pelo Castiel? — eu paro e respiro ofegante — mas.. isso seria errado! Eu sou uma nefilim! Ele é um anjo! Ele pode ser.. o meu tio avô.. e isso.. é.. estranho!
Eu me sento rapidamente no banco do motorista, enxugo algumas lagrimas e dou partida no carro, não tenho certeza de para onde ir, mas sei que quero chegar rápido.
Depois de 20 minutos de estrada, eu já estava razoavelmente calma, o percurso das lagrimas que estavam no meu rosto já estavam totalmente secos, então um barulho de asas preenche os meus ouvidos, acredito que sege o Gabriel, já que era muito improvável que o Castiel dê as caras tão cedo, não é?
– Gabriel, será que estava tão na cara?
– Desculpe por te constranger, não sabia que isso iria deixa-la tão abalada — olho para o lado assustada pois a voz que havia me respondido não era brincalhona e divertida como a do Gabes, e lá estava ele sentado no banco no carona com o mar azul que era os seus olhos, os quais eu vivia me perdendo em pensamentos profundos e serenos, o seu cabelo castanho levemente bagunçado, a sua gravata que estava frouxa dava um realce extra em seus olhos e o seu sagrado sobre-tudo estava imponente sobre os seus largos ombros, então ele pende a cabeça e olha para o volante — Oque estava tão na cara?
Eu paro o carro no acostamento, na frente de um grande prado, eu adorava a vida que os fazendeiros levavam, parecia tão.. normal.. tão humana.. se eu fosse uma humana comum e tivesse uma vida comum eu gostaria de morar em uma fazenda e ter os meus animais pra cuidar, então eu viro o meu corpo na direção dele, mas sem sair do lugar, os seus olhos estavam fixos na minha boca e um brilho diferente dominava o seu olhar.
– Eu sinto algo só quando estou com você, alguma coisa diferente, uma coisa boa — dessa vez eu não desvio o olhar.
– Eu também sinto isso Charllote, será que.. — eu coloco o meu dedo indicador suavemente sobre os seus lábios.
Eu me aproximo dele um pouco indecisa, eu não fazia a menor ideia do que eu estava fazendo, só estava tentando repetir oque as mulheres faziam em filmes românticos, ele me olha espantado estranhando a aproximação repentina, mas logo percebe oque estava prestes a acontecer e então mudou de ideia, ele me segurou pela cintura e me fez sentar em seu colo com uma força sobre-humana, fazendo com que as minhas pernas fiquem uma de cada lado do seu corpo.
– Eta — falei surpresa.
– Te machuquei? — ele pergunta preocupado.
– Não.. eu só.. fiquei surpresa, aprendeu isso com o cara da pizza, foi?
– Não, não isso — ele me olha com um sorriso malicioso.
Eu o puxo levemente pela gravata sentindo o seu doce aroma de morangos silvestres, meu coração está acelerado e as nossas respirações se misturavam, ele as mãos dele percorrem as minhas costas, um calafrio sobe a minha espinha, ele me puxa para si encostando os nossos lábios, ele tinha um gosto doce e os seus lábios eram macios, depois ele encosta a sua língua de leve nos meus lábios e eu cedo a passagem, então as nossas línguas dançam em perfeita sincronia, as minhas mãos sobem para a sua nuca e os seus cabelos, puxando alguns tufos, eu queria que aquilo não acabace, as suas mãos descem para a minha coxa que estava coberta pela calça jeans, mas infelizmente por falta de fôlego nos separamos. Foi ótimo, acho que oque eu estou sentindo por ele vai realmente além da amizade, talvez.. amor?
– Isso foi.. como posso dizer.. perfeito — falei corando.
– Você fica linda quando está corada — ele fala com um sorriso divertido nos lábios, aqueles mesmos lábios que eu havia tomado a alguns segundos atrás.
– Obrigada, eu acho.. — falo corando ainda mais — bem.. acho que deveríamos voltar para o ferro velho.. ainda tem muita coisa para conversar..
– Sim — ele fala se ajeitando em baixo de mim.
Quando eu ia sair de cima dele ele me puxa novamente e me dá um selinho eu sorrio para ele, eu queria, não.. eu necessitava que aquilo se repetisse não só uma mas diversas vezes, depois eu volto para o meu banco e dirijo até o ferro velho. Eu contei para os garotos e o bobby sobre o ataque de demônios que aconteceu antes de eu chegar lá, passou dois dias e nenhum sinal de possessão ou enxofre, Bobby ligava perguntando para os amigos se eles sabiam de alguma coisa que pudesse nos ajudar, alguma notícia ou algo do gênero, o Dean saia para visitar alguns amigos dele mesmo, ou para torturar algo ou alguém para ter noticias, Sam ficava no computador navegando na internet em busca de noticias, o Castiel pouco aparecia, ele ficou sumido desde o nosso.. beijo, e eu, bem.. eu não tinha muita utilidade, eu não sabia trabalhar em equipe, nunca o fiz, então eu pegava alguns jornais e via noticiários na televisão em busca de noticias.
Eu fiquei esses dois dias em um quarto que o Sam havia me indicado, ele era no segundo andar, tinha uma cama de casal com um colchão bem fofo por sinal, tinha um papel de parede amarelo claro com flores, o papel de parede estava descascando e o banheiro era pequeno, mas era um quarto confortável, tirando o fato de estar todo empoeirado, até mesmo o chão e o trinco da porta, provavelmente fazia muito tempo que ninguém entrava ali, muito tempo mesmo, havia uma janela perto da cama que dava para a parte de trás da casa, não dava para ver nada além de mato.
– Achei alguma coisa — berrou Sam da sala, eu estava cuidando do meu carro, quando escutei aquilo tratei de largar o pano e correr para a fonte da voz.
– O-oque é? — falei ofegante.
– Uma nuvem preta — ele aponta para a tela do computador, em uma imagem avisto uma grande nuvem preta cobrindo uma cidade — essa nuvem está cobrindo a metade da Flórida, mas no centro dela tem um pequeno buraco, uma falha talvez.. e com certeza isso tudo — ele circula a nuvem preta com o dedo — são demônios.
– Mas como eu não vi isso na televisão ou jornal?
– Não faço ideia, mas pela data dessa noticia.. — ele olha fixamente para a tela procurando a data — é, ela foi publicada ontem, esse '' fenômeno natural '', começou ontem..
– Fenômeno natural?
– Bem, os pesquisadores afirmam que não precisamos temer, é apenas um fenômeno natural, mas é ''aconselhado'' que os moradores não saiam das suas casas com tanta frequência — ele olha incrédulo para mim — dá pra acreditar nisso?
Eu solto uma pequena risada, é os seres humanos são mesmos ignorantes, quando aparece algo diferente e assustador eles mandam os civis ficarem em casa enjaulados! Porque eles não tiram os malditos do estado e mandam para outro lugar seguro?
– É melhor a gente ir lá — falei pensativa.
– Verdade, vou ligar pra o Dean enquanto você arruma as suas coisa — ele fala subindo as escadas com o seu computador em baixo no braço.
Eu ando lentamente com a cabeça baixa observando as minhas mãos em direção a porta quando eu bato a cabeça em algo, olho para cima e vejo um lindo oceano de pensamentos que também olhava para mim, desvio o olhar.
– Preciso passar, você está bem na minha frente — falo olhando para o chão, ele não havia ido me visitar nem um dia sequer, ele havia me abandonado desdo nosso beijo, eu estava chateada, triste.. eu achava que ele ia fazer igual aqueles carinhas de filme romântico que depois de ter dormido com a personagem principal desaparecia no próximo dia.
– Desculpe Charllote, o céu está muito agitado, uma minha irmã desapareceu, ela era muito importante não só para mim mas também o andamento do céu — ele levanta a minha cabeça devagar — minha querida, desculpe-me, eu tentei.. mas era impossível.. mas agora tem outros anjos procurando ela.. agora eu posso ficar com você..
– Está bem.. — eu sorrio envergonhada, não acredito que pude ficar com raiva dele — temos que ir, não sei se você notou, mas tem uma nuvem enorme sobre a Florida, acho que são demônios.
– São sim — ele fala me olhando pensativo.
Depois de ter arrumado as minhas coisas e trocado de roupa, colocado a minha jeans mais confortável, um all star azul escuro, e a minha camiseta dos The Beatles dei tchau para o Bobby e conversei com o Dean sobre ele ir na frente e eu ir atrás com o meu carro, abaixo o teto, fazia um lindo dia de sol, eu não iria desperdiçar, olho para o banco aonde nós nos beijamos e o meu rosto ficou vermelho.
– Pelo seu rosto posso deduzir o que você está pensando — Castiel aparece do meu lado e começa a sorrir — você está vermelha.
– B-bem.. deve ser o sol!
Ando até a porta do motorista e eu sinto as mãos dele na minha cintura, ele me vira e senta sobre a porta do carro, tudo isso como se eu fosse uma simples boneca de pano, eu o puxo pela gravata com força e os nossos narizes estão encostados, vejo que as suas asas estão bem abertas e os seus olhos emitiam um brilho forte, luxuria talvez, as suas pupilas estavam dilatas e a sua respiração estava acelerada, então eu me inclino na sua direção e o beijo, as minhas mãos vão direto para a sua nuca puxando os seus cabelos, as mãos dele escorregam para dentro da minha blusa e acariciam as minhas costas com vigor, um arrepio desce a minha espinha, então eu o puxo para mais perto entrelaçando as minhas pernas na cintura dele. Então eu o solto por falta de ar e escuto um barulho de palmas, me viro rapidamente para localizar quem estava produzindo o barulho e então eu vejo o Gabriel sentado no capo do carro, eu coro.
– Os pombinhos já acabaram? Ha.. Char tem baba angelical — ele aponta para o meu rosto e faz uma cara de nojo — por tudo.
– Gabriel — Castiel o cumprimenta com a cabeça.
– Gabes.. o-oque você está fazendo aqui? — eu coro com o comentário dele e tento limpar sem que ninguém perceba.
– Olá, maninho! — Ele fala animado — Eu vim aqui para ver como você está e como trataram a minha garotinha, a e já pode solta-lo — Gabriel piscou para mim — não precisa se preocupar não irei rouba-lo de você.
– Eu estou ótima Gabes — ele murmura alguma coisa como '' dá para ver '', eu ignoro — Eles são bem simpáticos, mas eu ainda não criei um vinculo de confiança, esse tipo de coisa demora.. né.
Eu olho para o Castiel e percebo que uma das minhas mão estavam pousadas na nuca dele, então eu abaixo ela para o meu colo.
– Então tá, Char.. — ele olha fixamente com o rosto sério — Mas oque vem pela frente é mais poderoso que o Crowley, disso você pode ter certeza..
Ele some e eu engulo a seco, pulo para dentro do carro e o Castiel entra do outro lado, dou partida e vou para a estrada.
Fale com o autor