Penas Ao Vento
15 Almoço de domingo – Parte 1.
Notas iniciais
7 anos depois...
Alguma coisa áspera roçava o meu rosto, pisco os olhos algumas vezes até eles se acostumarem com a claridade do sol matinal, quando eu consigo focar vejo um belo sorriso dançando pelos lindos lábios do dono dos olhos azuis por quem eu estava perdida e terrivelmente apaixonada, ele estava sobre mim, me impedindo de me mover prendendo-me com os lençóis da cama de casal, ele aproximou a cabeça da minha bochecha e raspa novamente aquela barba irresistível que estava por fazer.
– Você é muito injusto – falei rindo – não pode aproveitar de mim enquanto estou dormindo, e não pode me acordar seminu e ficar fazendo gracinhas enquanto estou presa com os lençóis.
Ele ri do meu comentários e raspa a barba novamente eu me apoio nos cotovelos e roubo-lhe um beijo e com isso ele vira para o lado sentando na cama, dando espaço para que eu sentasse.
– Bom dia! – ele fala animado.
A luz do sol entrava iluminando o quarto e o seu peitoral bem definido, ele vestia apenas uma cueca samba-canção azul com pintas brancas.
– Bom dia meu anjo – vou até ele e o beijo novamente passando a mão pelo seu tórax.
Observo o quarto, a porta de vidro da varanda estava aberta e a cortina branca esvoaçante brincava com a brisa gélida e suave, o sol da manhã banhava o quarto, o papel de parede marrom claro pastel com flores que tinha me dado muito trabalho na hora de escolher dava um ar tranquilo ao quarto, roupas estavam espalhadas pelo quarto, principalmente no chão, me recordo da noite anterior e um sorriso malicioso escapa das meus lábios, volto a olhar para o anjo que agora me encarava animado.
– Quer comer? – ele puxa uma bandeja e estende na minha direção – tem suco de laranja, panquecas com cobertura de chocolate, torrada e morangos frescos.
Um pano branco cobria a bandeja de madeira, um pequeno vaso segurava um buque de flores amarelas, as panquecas estavam organizadas em um pilha grande com uma deliciosa cobertura marrom escorregando pelas bordas, um copo comprido de suco de laranja estava no canto na bandeja, os morangos estavam molhados e o seu aroma me atinge em cheio, aquele delicioso aroma que me faz ter agua na boca, e as torradas estavam no canto em cima de um pequeno prato com desenhos abstratos azuis.
– Mas é logico que eu quero!
Pego a bandeja e a coloco no meu colo, começo a comer e ofereço algumas coisas na boca dele, mesmo ele não sentido tanto o gosto da comida como eu, já que eu estava acostumada com o gosto, mas ele comia porque sabia que eu gostava.
– Vou arrumar a cozinha – ele fala pegando a bandeja quase que vazia quando eu já estava satisfeita – toma um banho porque hoje vai vir visita.
– Está bem, mas quem vai vir?
– Surpresa – ele fala rindo e virando para sair.
– Não esquece da roupa – falei rindo e admirando a bunda dele.
Ele olha para baixo e ri também.
– Tinha esquecido da roupa – ele coloca a bandeja em cima da cômoda.
Eu pego dentro do guarda roupa uma camisa azul e uma calça jeans azul escuro e jogo para ele e depois pego um vestido verde água comprido e indo até o banheiro.
Depois do banho vou até o quarto vizinho do meu, estava escuro, o papel de parede era amarelo claro com cavalinhos pretos em diversas posições, as cobertas se movem preguiçosamente quando eu me aproximo.
– Bom dia meu amor – falo suavemente e beijando a testa da pequena figura escondida.
Ela abre os olhos azuis iguais aos do pai e me fita.
– Bom dia mamãe – ela senta na cama e eu sento ao lado dela.
– O papai disse que vai vir visita hoje, vamos nos preparar – falei carinhosamente acariciando os longos cabelos negros dela.
– Está bem mamãe – ela senta da cama e coça os olhos e boceja.
Vou até o guarda roupa dela e pego uma camisa vermelha e uma jardineira e dou para ela se vestir.
– Quando estiver pronta me chama que eu venho amarrar o seu cabelo, vou acordar o seu irmão.
Saio e vou para o quarto ao lado, abro a porta silenciosamente, uma luz azul preenchia o quarto, no canto esquerdo próximo a cama uma tela estava ligada e via-se uma silhueta na frente, procuro o interruptor e ligo a luz, o garoto se vira revelando os olhos cinza, seus cabelos loiros eram compridos, grandes fones cobria-lhe os seus ouvidos e ele usava um óculos com armação preta.
– Olá mamãe – ele fala voltando ao jogo.
Ando até ele e puxo um dos lados do fone para que ele me ouvisse.
– Já disse para comer e socializar antes de ficar nesse computador.
– Mas mãe, hoje tem um campeonato de Counter-Strike – ele fala com os olhos grudados na tela – eu não tinha tempo de comer.
– Quando você acabar essa partida quero te ver lá embaixo comendo.
– Está bem – ele revira os olhos.
Solto o fone delicadamente e alguém puxa a minha camisa, me viro e vejo Jane parada segurando uma escova, faço uma trança com os compridos cabelos dela. Descemos as escadas juntas, sentamos no balcão da cozinha e ficamos observando o Castiel lavando a louça e esperando para seca-la.
– Quem vai vir papai?
– É surpresa, querida – ele desliga a agua e seca as mãos – aonde está o John?
– Campeonato – falo revirando os olhos.
– Quantos campeonatos ele ainda vai participar?
– Ele gosta de jogar! – defende Jane.
Olho para o Cass e ele ri, era tão bom ver como os dois eram unidos.
Sequei a louça e o John desce e toma café junto de Jane que havia esperado até então, depois os dois saíram para brincar um pouco na casa na arvore no fundo do quintal.
Eu estava estendendo a roupa no varal perto da casa na arvore quando um conhecido ronronar do motor de carro chega aos meus ouvidos, sigo o som e avisto um carro preto serpenteando a trilha que ia até o chalé marrom, jogo o ultimo lençol branco por cima do varal sem prende-lo ao mesmo, pego a cesta e olho para os lados e me teleporto para a sala dando de cara com o anjo.
– Isso é sério? – falei rindo.
– Fazia tanto tempo, achei que seria legal nós nos reencontrarmos – ele fala abrindo a porta para ir cumprimentar as pessoas que saiam do Impala 67.
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