Pelos Teus Olhos
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Quando vi Heriberto paralisei, o olhar dele era de duvida, de incertezas, mas tinha chego a hora da verdade, a hora de enfrentar minhas decisões, olhei para minha irmã.
— Julia por favor leve o Joaquim para o quarto, preciso conversar com o Heriberto.
Julia o pegou e saiu, fui até o meio da sala, sendo seguida por ele, o olhei de frente.
— Victoria me responde, aquela criança e meu filho?
Respirei fundo. – Sim Heriberto, Joaquim é seu filho.
O homem que eu conheci desapareceu, ele veio em minha direção pegou com força meus braços.
— Que espécie de mulher é você, que monstro você se transformou?
— Me solta, esta me machucando.
Ele apertou mais o toque. – Te machucando, e o que você fez comigo, me privou por 3 anos da vida do meu filho, não pensou nele, em mim e nem na sua própria mãe.
Consegui me soltar dele, andando para o outro lado.
— Precisava me afastar, descobrir que o homem que amo me atropelou e me deixou pra morrer.
— Chega, chega dessa desculpa. – Heriberto estava fora de sí, não media mais o tom de voz. – Você sofreu, mas eu tenho certeza que não tive culpa, nem sabia que tinha atropelado alguém, quando descobrir não sabia o que fazer, sabia que ia me odiar, que teria que lutar por nosso amor, mas você não me deixou, você só se preocupou com a sua dor, quis se vingar não foi, conseguiu Victoria. – Vi ele controlar a respiração, não conseguia responder, nada saia, mas não iria chorar na frente dele. – Seu egoísmo passou dos limites, você não me deixou provar nada, que espécie de amor era o que sentia por mim? Que nem me deu um voto de confiança, fugiu e ainda carregando um filho meu, cadê aquela mulher por quem me apaixonei, pra mim não existe mais.
Me aproximei dele. – Fiz isso pelo meu filho, não conseguiria fica aqui, pode ser que você não tenha culpa, mas infelizmente foi você que eu vi, e é essa imagem que eu levo cravada em meu peito, é essa historia que vou contar ao meu filho quando ele me perguntar porque os pais estão separados, ‘’ Olha filho, seu pai atropelou a mamãe e a deixou cega’’, vamos começar assim Heriberto?
— Nada justifica você ter tirado um filho de um pai, eu posso ate ser esse homem que esta cravado ai em seu coração como o cara que tirou o brilho de seus olhos, quer dizer pra você não importa o que saia da minha boca eu serei sempre o culpado, porque eu não tenho defesa pra você! Mais o que mais me surpreende é uma mulher como você, com a historia que tem, uma mulher que passou a vida inteira achando que a mãe estava morta porque o pai mentiu vir repetir o mesmo erro do pai. – Via os olhos dele com raiva e decepção. — O que pensava em fazer Victoria? Se nossa mãe não tivesse quase morrido? Ia dizer também para o nosso filho que o pai estava morto?
— Pra proteger meu filho eu faço tudo.
— Proteger do que, de mim, Deus Victoria que diabos. – Via ele tetando se acalmar, ele me olhou, mas ali eu não vi ódio, eu vi magoa. – Uma coisa você conseguiu Victoria, me tirar da sua vida, mas tenha a certeza que você não me afasta mais do meu filho, nem que pra isso eu tenha que ir na justiça.
O medo tomou conta de mim. – Você não vai tirar meu filho de mim.
— Não Victoria, eu não vou jogar baixo como você, vou na justiça pra fazer valer meus direitos como pai, agora a única coisa que quero e ver meu filho, com licença.
Ele foi em direção ao quarto, me sentei no sofá, não estava aguentando ficar em pé, a primeira lagrima caiu.
Segui em direção ao quarto, bati na porta ouvi a voz da Julia pedindo para entrar, entrei devagar, meu filho estava na cama brincando com um carrinho, me aproximei devagar, Julia sorriu pra mim e se afastou, me abaixei ao lado dele, ele me olhou.

Meu coração parecia que ia sair do peito, meu filho, me menininho, meus olhos se encheram de lagrimas, não pude conter, o peguei no colo.
— Ei meu pequeno, sabe quem eu sou, sou seu papai, é. – O apertei em meus braços, beijando sua cabeça, Joaquim me olhou, não chorou, apenas colocou a cabeça em meu ombro, me sentei na cama com ele nos braços, ele voltou a olhar pra mim, me ofereceu o carrinho.
— Car, to.
Sorri, pegando o carrinho. – Sim um carro, vem vamos brincar. – O sentei na cama, fazendo barulho com a boca imitando um motor de um carro, ele riu, foi o som mais perfeito do mundo.
Fiquei com ele por um tempo, quando fui embora Victoria estava na sala, a olhei.
— Eu não vou contar pra mamãe que ela tem um neto, vou deixar isso pra você. – A olhei a ultima vez e sai.
Fui direto para o hospital, entrei no quarto onde estava minha mãe, ela estava acordada, sem todos aqueles fios, sorri.
— Mãe, como esta?
Ela sorriu pra mim. – Bem, graças a Deus, não vejo a hora de sair daqui.
Dei risada. – Calma dona Olivia, primeiro vai sair daqui e ir para um quarto, mas daqui dois dias só.
— Fazer o que né. – Ficamos conversando mais um pouco, ela acabou dormindo e sai do quarto, precisava falar com Lorena, liguei pra ela e fui pra casa, ela me encontraria lá.
Quando descia pra sala vejo Lorena entrando, fui até ela e a abracei, ela me deu um beijo, a levei para o sofá.
— Preciso falar com você, te contar uma historia.
Ela apenas balançou a cabeça, contei tudo a ela, o que se passou com Victoria, sobre o acidente e meu filho, depois que acabei ela levantou.
— Nossa Heriberto, eu sinto muito por tudo. – Ela voltou a sentar ao meu lado, pegou minhas mãos. – Eu tenho certeza que você não é p culpado, e sobre o seu filho fico feliz por você, e saiba que enquanto estivermos juntos vou amar ele também.
— Você é única Lorena. – A beijei mais forte, a peguei no colo e a levei para o quarto.
Dois dias depois.
Cheguei no hospital cedo, hoje minha mãe já estava no quarto e hoje ela conheceria o Joaquim, entrei devagar ela estava olhando a tv, olhou pra mim e sorriu, viu o Joaquim em meu colo estranhou, fechei a porta e me aproximei, me sentei na cadeira.
— Como esta mamãe?
— Bem filha, e esse príncipe quem é?
Respirei fundo. – Mãe esse é o Joaquim, meu filho.
Vi minha mãe arregalar os olhos, olhar pra Joaquim e pra mim.
— Seu filho, Victoria...
A interrompi. – Vou te explicar mamãe. – Contei tudo pra ela, no final ela estava chorando.
— Deus Victoria, minha filha como pode ter sido tão egoísta, você sabe o que eu sofri sem você quando seu pai foi embora te levando, ninguém merece isso.
— Mãe na época achei o que era certo e fiz, mas agora eu voltei, decidir ficar, não vou separar mais Joaquim do pai e nem da avó. – Quando ela ouviu a palavra vó ela abriu um sorriso.
— De meu neto. – Passei Joaquim para o colo dela, ficamos conversando, ela teria alta em dois dias.
Ouvi a porta do quarto abri, era Heriberto.
— Olha quem esta aqui, oi Victoria. – Apenas assenti, ele se aproximou da cama.
— Heriberto ele é lindo, meu neto.
— Eu sei mamãe. – Ele pegou Joaquim no colo. – Ei garotão.
— Victoria, será que amanha eu posso levar ele pra passear?
Não podia negar. – Sim claro, vai busca-lo que horas?
Ele sorriu para Joaquim. – Umas 10:00, passamos os dia juntos.
— Tudo bem. — Fiquei mais um pouco e fui embora.
Sábado de manha Joaquim já estava pronto para sair, esperava apenas o Heriberto, quando a campainha tocou, abri a porta, Lorena e Heriberto de braços dados.
— Bom dia Victoria, viemos buscar o Joaquim, não esta muito cedo esta?
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