Notas iniciais
Boa noite, perdão a demora. Boa leitura.

Minha mãe?. Não podia acreditar no que estava ouvindo, tentei me mover mais não conseguia sair do lugar, ouvia chamando meu nome mas meus pensamentos estava naquela palavra, mãe, voltei aos sentidos com o toque de Heriberto, ele me ajudou a ir ate a sala.

— Victória filha... – Meu pai não sabia o que fala.

— O que eu ouvi agora, o que é isso...o que...não entendo... – Heriberto acaricia meus braços.

— Fica calma.

Respirei. – Eu quero uma explicação, agora, papai o que a senhora Olivia disse é verdade.

Meu pai ficou em silencio, já sentia as lagrimas escorrendo por meu rosto, quando Olivia começou a falar.

— É verdade, Victoria eu...eu sou sua mãe.

Fechei os olhos, não querendo acreditar naquilo, mentiras e mentiras, foi isso que ouvi minha vida toda, minha mãe não é a mulher que achei que fosse, que morreu a 12 anos atrás, minha mãe não estava morta.

— Não entendo, como?

— Acho que chegou a hora da verdade, sente-se filha vou te contar tudo, mesmo que depois você chegue a me desprezar.

Me sentei, do meu lado Heriberto, e meu pai começou a contar, ele se apaixonou por outra mulher, ela iria embora e meu pai iria com ela mas não queria me deixar, assim ele me tirou da minha própria mãe. Eles me criaram, tiveram a Julia e ela faleceu, ao fim da historia estava confusa, meus sentimentos desencontrados, levantei com Heriberto ao meu lado.

— Victória você esta bem?

Balancei a cabeça. – Não posso, me tira daqui por favor. – Pedi.

— Filha. – Senti o toque do meu pai em meu braço, recuei.

— eu não consigo pensar, preciso sair daqui.

Heriberto me guiou pra fora, ouvi Olivia me chamar, mas no momento precisava ficar longe deles, entrei no carro e saímos, não falei nada com ele, que respeitou meu silencio, uma mae, eu tinha minha mãe viva, uma mulher que sofreu e me procurou, senti quando o carro parou, se Heriberto me trouxe pra casa dele a qualquer momento Olivia poderia chegar.

— Heriberto, na sua casa não, Olivia...

Ele me interrompe. – Não se preocupe não estamos na minha casa, voltamos para barco.

Assenti, sai do carro com a ajuda dele, entramos no barco, fiquei do lado de fora sentada, sentindo a brisa do mar, tentando colocar ordem em meus pensamentos, primeiro sei que minha mãe não teve nenhuma culpa, agora meu pai, mesmo doendo tanto tenho que aceitar que ele foi um monstro. Não sei por quanto tempo fiquei sozinha, quando sinto Heriberto .

— Minha pequena, precisamos ir, sei que não quer encontrar nenhum deles então podemos ir pra uma cabana que eu tenho, um pouco afastada.

— Não quero atrapalhar, vou fica na praia.

Ele me abraçou, deitei a cabeça em seus braços, d]senti o perfume, era maravilhoso.

— De maneira nenhuma, vou ficar com você sempre, vamos pra cabana, ficamos juntos e quando se sentir bem pra encarar tudo voltamos.

— Mas, não tenho nada, nenhuma roupa nada.

— Não se preocupe, vamos.

Ele me levantou, me abraçando, deitei a cabelo em seu ombro, ele beijou meu pescoço.

— Obrigada, obrigada por tudo, Heriberto eu preciso tanto de você.

— E eu estou aqui meu amor, sempre.

Fechei os olhos, foi tão bom ouvi meu amor da boca dele, voltamos paras o carro e fomos para a cabana, nem vi o tempo que passou quando o carro parou, fui levada pra dentro.

— É uma cabana grande, vou preparar alguma coisa pra comermos.

— Esta frio aqui.

Ele me abraça. – Sim, aqui é serra então faz frio, mas eu vou ligar a lareira, quer tomar um banho quente e relaxante de banheira?

Sorri pra ele. – Acho que eu vou aceitar.

Ele me puxa para um beijo, o abraço, apertando em meu corpo, como queria ve-lo, ver seus olhos, ele cessa o beijo.

— Vem, vou te levar até o banheiro e te mostrar tudo.

Dou um grito de surpresa quando ele me pega no colo, mas logo me acomodo em seus braços, escuto ele abrir e fechar portas, quando me coloca no chão.

— Bom, vou encher a banheiro, que esta aqui, vou deixar uma camisa minha que tenho aqui para você vestir, vai ficar como uma camisola.

Ele me mostrou tudo, quando senti a banheira cheia, tirei o vestido e entrei, foi relaxante, tentei expulsar os pensamentos, esse dia e noite será apenas para esquecer, amanha eu penso o que farei, depois de um tempo na banheira sai, com cuidado, procuro pela toalha, encontro e me seco, acho a camisa e coloco, faço um coque no cabelo molhado, saio do banheiro com cuidado, tentando não bater em nada, quando escuto a voz dele.

— Victoria.

— Pode entrar.

Sinto sua presença, ouço suspirar e sorrio.

— Você esta linda.

Ele toca meu rosto, beijando minha testa.

— Obrigada por tudo.

— O lanche esta pronto, vem te ajudo a descer.

Me guiando até a cozinha, me ajuda a senta.

— O cheiro esta ótimo.

— É apenas um lanche, mas bem gostoso. – Ele fala, me dando um beijo atrás da orelha.

Comemos em silencio, quando acabei ele retirou os pratos, se aproximou de mim, me beijou, coloquei minha cabeça em seu peito.

— Não pensa em nada, só fique aqui comigo, amanha e outro dia.

Acariciei seu rosto, e o beijei, o beijo foi intenso, sentia o desejo dele, o abracei pela cintura, abrindo minhas pernas e o acomodando no meio, suas mãos passeavam pelas minhas pernas, chegando a minha bunda que ele apertou, gemi eu seus lábios.

— Heriberto, quero você.

Ele me levantou me sentando no balcão, tirou a camiseta dele do meu corpo, me deixando nua, não podia ver seus olhos com desejo mas eu sentia tudo em dobro, senti seu peitoral em minhas mãos, a calça era fina sentia sua ereção em mim, ele pegou um de meus seios e chupou forte, mordeu de leve, gemi alto, acariciei seu membro por cima da calça, ele gemeu em meus seios.

— Deus, você é deliciosa. – Ouvi o gemido dele quando alcançou minha intimidade com os dedos, sentindo ela toda molhada, ele enfiou dois dedos dentro de mim, gritei de prazer,tirei sua calça, estava sem cueca, retribui o carinho.

— Assim não vou aguentar muito tempo.

O balcão era largo, ele me ajeitou mais pra trás, colocando minhas duas pernas abertas em cima.

— Heriberto...

Senti sua respiração em meu pescoço, seus dedos ainda dentro de mim, me levando ao prazer intendo, outra mão estava em meus seios, ele passava de um para outro.

— Minha pequena, vou sentir seu sabor agora, gemi Victoria, gemi alto meu nome.

Ele desceu os beijos, retirou os dedos de mim, não consegui nem protestar, já senti sua língua me chupando, joguei a cabeça pra trás, o tesão era avassalador, sentia pequenas mordidas, estava a ponto de explodir.

— Ahhh Heriberto, vou gozar, ahhhhh.

— Isso, deixa eu sentir seu sabor, vem.

Ele foi mais intenso, explodir na boca dele, como eu queria olha-lo nos olhos, ele me ajeita no balcão, beijando minha boca, enrosquei minhas pernas em sua cintura e ele entrou em mim, forte, mordi o ombro dele.

— Vai amor, rápido.

Ele se moveu rápido, entrando e saindo, ouvia os gemidos dele em meu pescoço, sabia que ele estava perto, queria gozar com ele de novo, estimulei meu clitóris com os meus dedos.

— Isso, se toca, goza comigo meu amor.

Apenas mais alguns movimentos gozamos juntos.

— Ahhhh...Heriberto, que gostoso.

Ele ainda dentro de mim beijou meu ombro, parando apenas na minha boca.

— Você é perfeita.

Toquei seu rosto. – Como eu queria ver seus olhos agora, seu rosto depois do amor.

Juntamos nossas testas. – Você vai, vai me olhar nos olhos enquanto fazemos amor, vai ver o desejo que tenho por você refletido em mim.

O abracei apertado, ele me pegou no colo, relaxei em seus braços, ele me colocou em cima de um lugar fofo, deitando do meu lado, nos cobriu, sentia o fogo da lareira, me abraçou apertado, eu me virei ficando em cima dele.

— Preciso te senti bem perto de mim.

— Eu estou aqui pequena, descansa.

Fechei os olhos e me entreguei ao sono.

Depois que acordamos resolvi enfrentar a verdade, primeiro minha mãe e por fim meu pai, sabia o que tinha que fazer, Heriberto me disse que Olivia estava na casa dele, e aqui estou, nervosa me preparando para entrar.

— Preparada?

Balanço a cabeça, sinto sendo guiada para porta de entrada, escuto o barulho dela sendo aberta, Heriberto me ajuda a entrar.

— Filha.

A voz dela me impedi de continuar, a voz da minha mãe.

Continua...