Notas iniciais
Olá! Bom essa é minha primeira fanfic do universo Tolkien e algumas coisas estou criando e outras seguindo o livro e o filme, espero que gostem... Se passa pouco antes da batalha do cinco exercito, vamos ter o durante e o depois. Coloquei alguns personagens de LOTR que pretendo introduzir apesar de algumas idades não coincidirem, mas é uma fanfic e estou me dando ao luxo de criar e espero que se divirtam com a leitura ou passem raiva ou amem hahahaha Boa leitura ♥

“Algumas lendas são contadas

Algumas se tornam pó e outras ouro

Mas você vai lembrar de mim,

Lembrar de mim por séculos

E apenas um erro

É tudo o que vai precisar,

Nós vamos ficar na história

Lembrar de mim por séculos”

A mulher cavalgava apressadamente em direção a entrada da Floresta das Trevas, a égua para bruscamente perante os portões élficos que pareciam chifres de um alce, ela olha sua companheira de viagem sentindo que aquelas criaturas estavam cada vez mais próximas, sai de cima do animal negro passando a mão em sua crina colocando a cabeça contra a dela sussurrando um encantamento para a égua, que sai de lá em disparada, seu corpo já tinha sido castigado naquelas últimas semanas para que conseguisse chegar em terras élficas.

Sente o odor podre dos orcs, pega suas duas espadas gêmeas deixando-as preparadas contra seu peito, olhava aquelas criaturas repugnantes que se aproximavam, haviam pelo menos trinta. Mantinha os olhos verdes fixos neles não queria ter que se expor antes de estar totalmente segura, via o líder deles sorrir, para ele era como se tivesse encurralado um cordeiro, uma humana pequena que fingia brincar de lutar com duas espadas.

Dug orgadak!— Grita o orc na língua negra, enquanto ordenava que a flecha fosse atirada.

Ela podia sentir o cheiro do veneno na flecha que vinha em sua direção, enquanto orcs vinham para cima dela, só se move com suas espadas girando quebrando primeiro a flecha em duas antes de arrancar a cabeça dos dois primeiros orcs que haviam chegado até ela deixando seus corpos caírem aos seus pés. Seu olhar era focado no líder daquele bando enquanto lutava, sente a espada de um cortar sua barriga, no mesmo instante movida pela fúria se vira perfurando sua garganta sem se importar com o sangue daquelas criaturas putrefez sobre si, a dor era aguda, mas não podia se deixar cair por aquele ferimento.

Continua sua luta contra os orcs que restavam com mais fúria não se importando com os pequenos cortes que recebia continuando a avançar queria chegar ao líder, seu cabelo que antes tinham um brilho loiro agora estava manchado pelo sangue sujo dos orcs. Atinge a criatura a sua frente no estomago subindo a espada cortando até a altura da garganta vendo suas entranhas cair, enquanto parava diante ao líder enquanto jogava uma das espadas na cabeça de um restante do bando que estava atrás de si.

— Essa mulher humana aqui vai arrancar todas as suas entranhas nojentas. – Diz friamente, o orc sentia o cheiro do sangue dela misturado com os dos seus.

— Você não vai sobreviver vadia humana. – Ri puxando sua espada atingindo-a, mas ela se defende, ele ia para cima dela com o intuito de cansa-la por ver que estava machucada, mas a mulher não pretendia cair. Mesmo sabendo que perdeu muito sangue ainda podia se manter em pé, ela não era uma simples humana e não cairia por um ferimento.

Quando o orc a derruba ela vê a oportunidade de se deixar atingir, a espada dele vem em sua direção, a mulher muda seu corpo e sente aquela lamina negra atravessar seu ombro esquerdo, queria gritar pela dor, mas não o faz, podia ver o sorriso nojento em seu rosto deformado, porém o sorriso logo some quando ele sente a espada dela em seu peito o rasgando, uma armadilha em que ela se usou como a própria isca. A mulher dá um sorriso fraco sentindo o sangue sair por seus lábios pegando sua espada se levantando com dificuldade caminhando até o outro orc pegando a gêmea.

Atravessar os portões para a floresta dos elfos pareciam os passos mais longos da sua vida, ainda trazia consigo a espada do orc cravada em seu ombro, mas naquele momento não tinha mais forças para a tirar, só precisava continuar a andar pelas trilhas e deixar aqueles corpos para trás. No meio do caminho seu corpo já não conseguia mais se sustentar, podia escutar vozes pela floresta, não eram vozes humanas, eram aracnídeos, luta para se manter em pé e acordada, mas seu corpo já não a respondia, se deixa cair de joelho levando a mão em sua barriga sentindo seu sangue ali, podia começar um processo de cura antes de virar o jantar de aranhas, mas ela sabia que aquilo exigiria um tempo que ela não tinha no momento.

Antes que pudesse fazer qualquer coisa no processo de cura iniciado, ergue o olhar vendo um elfo alto de cabelo loiros e belos olhos azuis com uma flecha apontada para o seu rosto. – O que uma humana faz aqui e nesse estado? – Sua voz tinha curiosidade e seu rosto avaliava o estado em que a mulher se encontrava.

— Eu lhe agradeceria se ao invés de me apontar uma flecha assim como seus amigos elfos, você me ajudasse a tirar essa espada do meu ombro. – Tinha sinceridade no som fraco que tinha se tornado sua voz, seus lábios haviam voltado a escorrer sangue.

Ele olha para uma elfa ruiva que estava a sua esquerda abaixando o arco guardando-o, ela vai atrás da humana a segurando, enquanto o loiro puxava a espada em um único movimento, escutam apenas um ofego de dor e podiam ver o sangue dela escorrer.

Mellon Legolas, ela precisa urgente ser levada para um dos curandeiros do palácio ou irá morrer está perdendo muito sangue... – A ruiva olhava com preocupação para a humana que já não tinha mais forças para falar.

Legolas assente a pegando no colo ignorando o fedor de orc que ela emanava, mas não consegue evitar perceber as espadas gêmeas que ela trazia consigo, eram espadas Sindar, eram de seu povo, do povo de seu pai. – Essas espadas... – Sussurra, mas aquela altura a mulher estava desmaiada em seus braços, não conseguia ver o rosto dela corretamente estava suja demais com sangue.

Ao chegar no palácio Legolas leva a mulher direto para a enfermaria solicitando que Azlos fosse cuidar dela com urgência, não demora para que o curandeiro chegasse. – Por Eru o que aconteceu com essa mulher? – Dizia enquanto tirava os panos rasgados de cima do ferimento olhando.

— Ao que tudo indica ataque de orcs. – Legolas diz.

— Farei o possível por agora, mas terei que pedir para Ninnie e Arie deem um banho nela, precisarei dela limpa para poder cuidar melhor de seus ferimentos meu príncipe.

— Faça o que for necessário Azlos.

Após falar isso Legolas pega as espadas que encontrou com a humana saindo de lá indo até a sala do trono onde encontra Tauriel, os dois repassariam a seu pai sobre a ronda daquela noite e dariam a notícia sobre a visitante, o príncipe olhava aquelas espadas em sua mão perdido em seus pensamentos até que vê Tauriel, ela parecia perturbada com alguma coisa, mas deixa um sorriso aparecer ao vê-lo, ele para ao seu lado diante ao trono de seu pai que os olhava com a frieza e indiferença de sempre.

— E então o que vocês têm para me relatar? – Pergunta tranquilo.

Ada havia uma intrusa humana na floresta essa noite. – Legolas começa.

Thranduil olha friamente para o filho. – E porque ela não está diante de mim Legolas?

— Ela estava muito ferida, quase sem vida então a levei diretamente para os curandeiros, não sabemos o que aconteceu...

— Na verdade meu rei... – Tauriel começa, mas para até que o rei a olha incentivando que ela continuasse. – Encontramos o cadáver de cerca de trinta orcs na entrada da floresta, ao que tudo indica a mulher os matou. – Os olhos de Thranduil ficam ainda mais frios.

— Estava com alguém? Tinha mais alguém com ela? – Questiona.

— Não meu senhor.

— Está me dizendo que uma única mulher humana foi capaz de matar trinta orcs? – Quase cospe suas palavras.

Legolas segurando as espadas se aproxima um pouco do trono do pai, o olhar de Thranduil cai para aquelas espadas gêmeas que há muito não via, se levanta de seu trono descendo até onde o filho estava pegando a espada Sindar segurando-a, podia sentir tantas coisas com ela em mãos, fecha os olhos deixando as memórias virem, há muito não as via, abre os olhos novamente encarando o filho – Onde encontrou isso Legolas? – Pergunta olhando no fundo dos olhos do mais jovem.

— Estavam com a humana ada. – Responde.

— Assim que ela acordar você irá trazê-la até mim. – Sua voz era carregada de fúria.

— Ada essa espada tem um significado especial? – Legolas questiona.

Thranduil olha para o filho e Tauriel. – Essas eram as espadas de Oropher. – Dizendo isso o rei retorna para o trono e os outros dois elfos se entreolham entendendo que já não eram mais bem-vindos ali se retirando deixando-o sozinho com seus pensamentos.

Quando a humana acorda três dias depois de ter chegado em Mirkwood já não sentia mais dor, seu corpo estava leve quando se senta naquela cama da enfermaria, olhava tudo percebendo que estava sozinha, via que haviam lhe dado banho e lhe colocado um vestido novo agradecia por isso, olha seu ombro onde tinha sido atingido vendo que já não havia nem mesmo uma cicatriz, o processo de cura que ela tinha iniciado na floresta e a medicina élfica como combinação tinha lhe sido favorável.

Se levanta caminhando até a janela onde tem a visão dos elfos treinando, estava aliviada por ter conseguido sobreviver e por ter chegado com vida ao seu destino. – Fico feliz em ver que já está em pé senhorita. – Escuta a voz do elfo que havia lhe ajudado na floresta, se vira o olhando sorri ao reconhecer os mesmos belos olhos daquela noite.

— Senhora Elbereth, sou uma viúva, e qual o seu nome elfo?

— Sou Legolas é um prazer a conhecer apropriadamente. – Legolas olhava encantado a mulher a sua frente, nunca tinha visto tamanha beleza fosse em uma elfa ou em uma humana.

— Meu salvador foi o príncipe, agradeço pelo que fez. – Tinha sinceridade na voz.

O elfo a olhava preso em seus olhos verdes intensos, até que se lembra das palavras de seu pai. – O rei deseja que a senhora seja levada até ele agora que acordou. – Mantinha o olhar sobre ela.

— Podemos ir, estou aqui por ele. – Elbereth diz calma se aproximando de Legolas.

— Como assim está aqui por ele? – Pergunta confuso enquanto saiam da enfermaria.

— Isso só poderei tratar com ele – Mantinha a voz tranquila o seguindo até a sala do trono.

Legolas não diz mais nada só a guiava, Elbereth havia esperado estar na presença do rei élfico desde que sua mãe lhe contou sobre o acordo, mas quando chegou na sala do trono sentiu que tudo que havia ouvido falar sobre ele não fazia jus, era sem sombra de dúvidas a criatura mais bela que ela já tinha visto, seus olhos eram de um azul intenso a sobrancelha grossa perfeitamente desenhada, as maçãs do rosto bem marcadas e lábios que a fizeram se perder por alguns instantes, até recuperar a sanidade e o motivo que a fez chegar até lá, faz uma reverencia diante dele que a olhava com frieza e um certo desprezo, embora não deixasse de analisar a beleza da humana a sua frente, Thranduil viveu tempo suficiente para dizer que a beleza dela era fora do padrão de qualquer humana ou elfa que havia conhecido, faz um sinal para que o filho saísse e os deixasse a sós.

— O que faz em meu reino humana? – Tinha certo desprezo na voz.

— Eu vim por você rei Thranduil. – Responde firmemente.

— Por mim? – Ri com ironia. – Você me traz orcs para as portas de meu reino e me diz que veio por mim? Me dê um único motivo para que eu não a considere uma ladra por estar carregando um artefato Sindar que pertenceu ao meu pai e que há muito foi roubado dos elfos. – Se levanta do trono descendo até ela o que a faz ter noção da altura do rei em comparação a ela.

— As gêmeas Sindar foram presentes de Oropher para minha mãe. – Mantém o olhar firme.

— Isso é impossível, você é uma humana. – Thranduil a olhava.

— Minha mãe é a grande feiticeira Tíssaia a Verde, seu pai Oropher a presenteou com as espadas gêmeas pouco antes de sua morte, como parte de um acordo selado pelos dois. – Elbereth embora não gostasse daquele acordo ou muito menos fosse feliz com o motivo que a levou até lá tinha que manter aquilo até o fim, cabia a ela agora falar sobre aquilo com o rei élfico.

— Feiticeiras não fazem acordos com elfos, são criaturas desprezíveis e mesquinhas, quase se igualam a anões. – Sua voz agora era carregada de repulsa, agora entendia a aparência daquela mulher, feiticeiras eram conhecidas por serem dotadas de uma beleza superior a qualquer outra criatura existente, podiam seduzir e enlouquecer qualquer um, tinha uma verdadeira predadora a sua frente, mas ele também era um.

— Tampouco desejava tudo isso, mas o acordo entre nossos pais foi selado com o sangue e a magia de ambos majestade. – Faz um pergaminho aparecer, ele olha surpreso que ela conseguisse realizar tal coisa sem seus grimórios ou runas. – Nós dois fomos acertados como animais, eu antes mesmo de minha mãe pensar em me ter e você quando ainda era um príncipe.

Thranduil pega o pergaminho olhando a assinatura de seu pai sentindo o cheiro do sangue dele que havia sido mantido fresco, embaixo via o nome da feiticeira citada pela mulher a sua frente e o sangue dela, ele corre o olhar pelo papel sentindo sua face endurecer, a fúria tomava conta de si enquanto encarava a criatura a sua frente. – Ele acordou um casamento entre seu herdeiro, futuro rei trono élfico com a herdeira de uma maldita feiticeira? – Controlava-se para não deixar sua fúria ser demonstrada em gritos.

— E caso o contrato não seja honrado você vagará por essas terras eternamente sem a escolha nem Mandos o aceitará e nem Valinor lhe será uma opção, enquanto eu viverei uma prisão eterna em sua Floresta sem poder sair de lá. – Olhava no fundo dos olhos dele, que agora lia com mais atenção as palavras escritas.

Veste novamente a máscara de frieza, elfos nunca deveriam ser forçados a se casarem e ele já fora casado uma vez e em sua vida só existiria sua amada rainha, ele nunca precisou de outra mulher para a substitui-la, mas Oropher havia lhe deixado uma surpresa nada agradável, ele desprezava feiticeiras, olha a mulher a sua frente. – Minha égua Zatana foi atrás de Mithrandir em Imladris creio que ele virá junto com ela, apesar de não gostar de magos ele sabe de tudo isso e poderá nos orientar...

Segura com firmeza aquele pergaminho em mãos não confiava em magos e agora estava encurralado em seu próprio reino em uma emboscada criada por seu pai, chama um guarda pedindo que escoltasse a feiticeira para um dos quartos de hospede, enquanto ele saia de lá, iria escrever para Elrond pedindo para que viesse para Mirkwood, naquele momento seus conselhos seriam bem-vindos.

Notas finais
Dug orgadak - Imundície humana Ada - Pai Espero que tenham gostado