Pelos Meandros do Mal
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Eu não consigo postar em dia, porem a arte de postar caps horríveis seguidos essa eu domino.
Ta aí, podem ler...
P.O.V. Carol
Deuses por que? Eu devia ter chutado uma cruz na vida passada porque não é possível, por que eu tinha que ficar presa?
- Ahn, eu to indo me trocar... Por que você não tenta a porta dos fundos?
- AQUI TEM PORTA DOS FUNDOS?
- Aqui tem de tudo amiguinha, agora vai tentando achar uma maneira da gente sair.
Como assim aqui tinha uma porta dos fundos e eu não tinha visto? Mas deixa eu tentar né, fui andando até os fundos do chalé e sim tinha uma porta, ela parecia ter um brilho diferente, não sei. Quanto mais eu me aproximava, mais o brilho parecia ganhar forma.
- Tem alguém aí?
- Não desperdice as oportunidades, por tua causa o Olimpo pode correr perigo.
Eu fiquei tipo “oi?”, quando eu me aproximei mais o brilho desapareceu, e quando eu coloquei a mão na maçaneta senti a mesma quentura que antes, pior ela não abria.
- E então, conseguiu?
Ai meu coração, aquele cabelo molhado e bagunçado estava tão fofo E OK CAROL NÃO PERCO O FOCO!
- Como?
- É, a porta, ta aberta?
- Ahn, não... — Não sei porque, mas preferi não contar pra ele a parte daquele brilho.
- Ok, eu to com fome, não sei você. Então, se quiser comer pode vir comigo.
Ele saiu andando e eu tive que seguir porque minha barriga já estava roncando. Ele chegou perto de seu beliche, tirou o baú que tinha no pé da cama, e por incrível que pareça tinha uma “porta” falsa ali. Quando a gente chegou lá embaixo tudo parecia tão acolhedor, tinha fotos lá embaixo mas estava escuro então não dava pra ver direito, tinha um colchão e um cobertor lá e uma prateleira cheia de comida.
- Mas como isso aqui existe?
- Longa história, agora o que importa é que vamos comer.
- O que tem aí?
- Salgadinhos, doce e refrigerantes... acho que só.
- Isso deve bastar.
Peguei qualquer salgadinho da prateleira e sentei no colchão, ficamos os dois ali no colchão comendo ate não aguentar mais.
- Nós não devíamos subir?
- Eu acho que vou passar a noite aqui, mas se quiser pode subir...
Eu não estava afim de ficar sozinha lá em cima, o pessoal nem devia ter voltado ainda, então por que não ficar aqui?
- Que tal me contar como esse lugar surgiu?
- Foi no ano que eu cheguei aqui. Uma vez eu tentei me esconder no baú, não me pergunte o porque, e fez um eco estranho quando cai lá dentro. No outro dia eu tirei as tábuas do chão e vi esse lugar. No início eu sentia muita falta de casa, então resolvi recriar ela aqui, só pra mim. Então quando eu quero ficar sozinho venho pra cá.
- Nossa, sua casa é uma bagunça assim? – ele deu uma risada gostosa e disse:
- Não, lógico que não, mas com minha casa eu digo, quarto. Esse sim era uma bagunça.
Agora era a minha vez de rir.
- Ei, não vale rir. Eu sei que o seu quarto também deve ser uma bagunça!
- HÁ-HÁ não mesmo, minha empregada nunca deixa isso acontecer.
- Pera ai, empregada? Você tem uma empregada?
- Ué, tenho sim. O que tem?
- Ok, você é definitivamente rica.
- Não sou não!!
Ficamos nessa por um longo tempo. Ficamos conversando sobre diversas coisas, desde os assuntos mais fúteis até os mais íntimos. Conversávamos como se fossemos velhos amigos, era tão bom falar com alguém que pelo menos parecia te entender.
P.O.V. Guilherme
Acho que nunca me senti tão a vontade de conversar com alguém assim, o assunto fluía facilmente, não era difícil conversar com ela.
A ultima vez que eu levei uma garota ali comigo ela quase me matou, começou a gritar que ali poderia ter aranhas e tal, e olha que ela nem era filha de Atena. Já a Carol não, ela nem sequer pareceu se incomodar com a ideia de que talvez ali pudesse ter aranhas.
Ela certamente era diferente.
“Ela certamente é diferente, mas não o tipo de diferente que é bom, tenha certeza” uma voz disse na minha cabeça.
Ok, primeiro a conversa com Quíron, depois aquele brilho atrás da árvore enquanto eu conversava com a Clarisse, e agora isso. Estava muito estranho essa situação, mas a conversa estava boa demais pra eu ficar nesses devaneios malucos.
- Acho que temos que voltar lá pra cima né? – perguntou Carol
- Melhor, antes que todo mundo volte.
Assim que coloquei o baú no lugar todo o chalé de Hermes entrou com a bagunça tradicional.
- Sentimos sua falta viu Guilherme? – disse o Bryan batendo a mão nas minhas costa com um leve sarcasmo na voz
- Por que vocês não foram pro jantar? – Perguntou uma outra garota do chalé
- Porque a porta estava trancada, ficamos trancados aqui.
- Ué, eu vim aqui umas cinco vezes durante todo o jantar e aporta estava aberta.
Olhei para a Carol e pela sua expressão também não acreditava no que ouvia.
- Então quer dizer que a porta estava aberta o tempo todo? – perguntei a menina
- Sim né seu cabeção, esperava que eu entrasse atravessando as paredes?
Eu não acredito que tive que passar a noite a base de salgadinhos e refri enquanto eu podia estar comendo algo melhor na mesa do meu chalé, apesar que a noite não tinha sido tão má assim.
Eu não estava com um pingo de sono então achei que dar uma volta seria legal, quando eu me dei por mim estava na praia do Acampamento, e aparentemente tinha alguém sentado lá. Quando cheguei mais perto percebi que não era um dos campistas, era na verdade meu querido e amado pai. (sintam a ironia das palavras querido e amado)
- O que o senhor esta fazendo aqui?
- Sente- se Guilherme, precisamos conversar.
- Não precisamos não
- Você não pode ser amigo da Carol meu filho.
- Desde quando você escolhe minhas amizades? E outro, por que não?
- Isso é assunto dos deuses Guilherme, apenas não seja amigo dessa garota.
Notas finais
Me digam o que vocês acham que precisa melhorar, se precisa colocar algo a mais...
Enfim, até o próximo
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