Pelos Meandros do Mal
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Bom gente eu peço desculpas pq não sei se vcs perceberam eu fiz uma pequena confusão nos dois ultimos caps, o Guilherme e aquela reunião eram na arena em um cap e no outro eu coloquei que era na casa grande. MIL PERDÕES mas só fui ver hoje e eu ainda não sei mexer direito no nyah pra ficar arrumando!
Enfim, ta ai mais um cap, mas a inspiração ta faltando então não me crucifiquem ok? ok
boa leitura
P.O.V. Guilherme
A hora que eu virei apenas consegui ver um feixe de luz e nada mais. Olhei de volta para Clarisse que olhava assustada para a mesma direção na qual tinha apontado:
- Eu juro Guilherme, tinha alguém te observando. Não sei quem poderia sumir assim...
- A não ser que foi um deus que veio nos visitar – falei com sarcasmo
- Não brinque assim, você sabe que boa coisa não deve ser.
- Talvez seja só um semideus com poder diferente Clarisse, pare com essas ideias malucas sim?
Meu dia não estava sendo dos melhores, então preferi deixar minha cabeça acreditar que aquilo era um semideus.
- Mas então Clarisse, parceria com o chalé de Hermes ou nada? – era bem possível que ela já estivesse se esquecendo disso.
- Ahn, claro! Por que não certo? Mas é bom vocês jogarem bem, não estou nenhum um pouco afim de perder.
- Claro, claro! Vamos planejar estratégias depois ok? Não quero me atrasar para o jantar.
Sai andando, não podia me dar ao luxo de gastar meu tempo assim, gosto dos jogos do acampamento, mas refeições são a melhor parte do meu dia. E eu ainda precisava de um banho, pois nem tive tempo de arrumar minhas coisas depois que voltei.
Do lado de fora do chalé já se podia ouvir a gritaria, eu estava de volta a minha casa, minha família. Era um sentimento tão bom que surgia ao ver aquela bagunça que ninguém mais poderia entender. Eu havia passado esses últimos 3 meses vigiando a Carol e visitando minha mãe, mas nada se comparava ao que eu tinha aqui no Acampamento.
Mas o momento apreciação teve que passar, e rápido. Estava quase na hora de ir pro Anfiteatro e eu ainda nem tinha tomado banho.
P.O.V. Carol
Alguém teria que definitivamente ensinar boas maneiras a essa garoto, onde já se viu sair correndo assim? Mas pelo menos estávamos bem agora.
Não entendi direito a parte do “caça a bandeira” mas isso teria que deixar pra depois, pois de longe eu avistei uma praia. Nada melhor que água para me acalmar, não importasse o que acontecesse, a água sempre me acalmava.
Corri até lá e sentei a uma distância que apenas meus pés fossem molhados pelas pequenas ondas. Estava dando o por do sol, a visão estava linda, o que favoreceu aos meus devaneios. Eu estava ali por um motivo, meu pai. Eu não fazia ideia de quem ele era, esse assunto não era muito bem vindo em casa, pelo menos com a minha mãe. Já minha avó eu nunca seguei a perguntar.
Nunca o conheci, e com o foco que minha mãe dava ao trabalho eu tinha praticamente certeza que eu era o grande motivo de algum dia eles não terem ficado juntos. E por isso eu me esforçava ao máximo na escola, fazia várias atividades extra curriculares, eu pensava que assim um dia ele iria se interessar em me conhecer.
Eu já podia sentir gotas salgadas escorrendo pelo meu rosto, e uma brisa calma e tranquila começou naquele momento, como se fosse para me consolar.
- Você esta bem?
Eu me virei e me deparei com uma garota linda, ela estava vestida com um vestido florido, e havia uma margarida atrás de sua orelha. Já dava ate pra perceber que essa garota gostava de flores.
- Ahn, oi. Estou, acho que sim. – ela me olhava carinhosamente, até me lembraria um anjo se não tivesse tantas flores em si mesma.
- Então por que o choro?
- Meu pai...
- Você é nova por aqui não é? – assenti com a cabeça – meu nome é Alícia...
- O meu é Caroline, mas pode me chamar de Carol, sou nova sim, cheguei hoje.
- E seu pai é mortal ou...?
- Não, minha mãe é a mortal, o meu pai eu ainda não sei quem é...
Ficamos conversando durante um bom tempo, minhas lágrimas caiam, mas a Alícia estava me dando uma força. Ela parecia até ser uma boa amiga, alguém em que eu poderia confiar.
Mas logo nos lembramos que tínhamos que ir ao Anfiteatro e depois ao refeitório. Saímos correndo, cada uma indo em direção a fila de seu chalé. Todos já estavam do lado de fora, mas eu não encontrava ninguém do chalé de Hermes, então resolvi entrar, quem sabe não tivessem se dado conta do horário.
Quando entro, me deparo com Quíron brigando com todos, inclusive um Guilherme todo molhado apenas com uma toalha se cobrindo.
- Mas o que..?
- NUNCA MAIS ENTREM AQUI SEM A COMPANHIA DO CONSELHEIRO CHEFE! FUI BEM CLARO?!
Quíron não parecia ser o cara, ou centauro como quiser, que sai por ai gritando com as pessoas, então suspeitei que algo realmente serio tivesse acontecido. Ele saiu marchando chalé a fora e várias meninas >perfeitas< saíram atrás dele.
- Mas o que foi que aconteceu aqui? – perguntei ao Bryan
- Umas filhas de Afrodite resolveram entrar no banheiro enquanto o Guilherme tomava banho.
Ele falou aquilo como se não fosse nada, como se acontecesse com frequência tal acontecimento. Não pude evitar a risada, e todos que estavam no chalé me olharam.
- Que tal você ir terminar de se arrumar Guilherme? Estamos pra lá de atrasados e a fome já ta batendo — disse uma menina que parecia estar impaciente.
- Que foi Lucy? Vai dizer que você também não quer um pouco de mim! – alguns abafaram o riso, mas não pude deixar de perceber que ele tinha um humor um tanto peculiar.
A menina o fuzilou com o olhar e saiu do chalé.
- Ok, chega de gracinha, anda logo Guilherme – disse Bryan
Com isso todos saíram do chalé, e quando eu estava na porta ela se fechou e começou a brilhar intensamente. Eu tentei girar a maçaneta mas estava quente como fogo.
Ótimo, estou aqui dentro morrendo de fome e preza com o Guilherme! Ótimo fim de dia o meu! Obrigado deuses realmente muito obrigado!
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