PdV do Till

Eu fui o primeiro a acordar naquele dia. Eu não estava enjoado, ou com dor de cabeça, porque eu tinha bebido pouco. Tirei meu braço debaixo da cabeça de Flake cuidadosamente. Ele gemeu baixinho, mas não se mexeu ou abriu os olhos. Eu sorri, acariciando o cabelo dele e dei um beijinho em sua bochecha. Coloquei os pés no chão e comecei a andar para a cozinha tomando cuidado para não tropeçar em um ruivo e um moreno, desmaiados no chão. Eu parei para “admirar” a cena. Izzy estava encolhido numa posição fetal, de costas para Axl, usando seu braço de travesseiro. Axl estava deitado de barriga para cima, uma de suas mãos em cima de sua barriga, a boca entreaberta, as pernas entortadas de um jeito estranho. Eu ri baixinho. Fui até o meu quarto e peguei dois lençóis e dois travesseiros. Voltei para a sala e comecei a minha tarefa de arrumar os meninos. Eu levantei a cabeça do Izzy suavemente e coloquei um travesseiro embaixo dela. Ele abriu os olhos e me olhou confuso.

–Tá tudo bem. – eu sussurrei. Ele sorriu e se ajeitou com o lençol. Enterrou o rosto no ombro de Axl, que nem se mexeu.

Eu não tive problemas para arrumar o Axl, já que o sono dele estava pesado por causa da bebida, colocando cuidadosamente um travesseiro sobre a cabeça ruiva dele e jogando um lençol sobre a cintura dele. Tenho que dizer que até dormindo esse cara é bonito. Izzy tem sorte de ter um namorado tão lindo. Mas eu estou feliz com o meu espaguete cru.

Fui para a cozinha e coloquei água numa panela para fazer café. Enquanto a água fervia, eu fui fazer panquecas. Ouvi o barulho de algo pesado cair no chão e dei um pulo. Saí correndo e fui para a sala, encontrando um Flake no chão. Ele parecia confuso e esfregava sua testa machucada. Suas pernas estavam enroladas no cobertor, sendo que metade dele tinha ficado no sofá ainda. Corri até ele e o tomei nos braços.

–Machucou? – eu perguntei suavemente, beijando a cabeça dele. Ele não falou nada, devia estar dormindo ainda.

–Me leva no banheiro? – ele disse calmamente. Desenrolei suas pernas do cobertor e o carreguei até o banheiro. Ele rastejou até a privada e se curvou sobre ela, tentando vomitar. Abriu a boca de novo e de novo, mas nada saiu. Ele respirou fundo – Alarme falso.

Eu ri suavemente. Flake foi até a pia e esfregou com um pouco de água o roxo que tinha ficado em sua testa.

–Você caiu do sofá? – eu perguntei.

–Uhum. – ele parou de esfregar a testa e ficou um bom tempo olhando para o seu reflexo no espelho. Aí ele suspirou e disse na voz mais baixa possível – Tem alguma coisa acontecendo comigo.

–Você está crescendo, mein liebchen. – eu respondi, sorrindo.

–Acho que eu estou deprimido.

Eu ri alto.

–Claro que não, às vezes a gente fica triste por algum motivo que a gente nem sabe qual é.

–Eu acho que eu sei qual é o motivo. – ele agarrou os lados da pia e abaixou a cabeça. Fui até ele e o abracei.

–É por causa de...?

–Sim. E também é saudade. Da Alemanha. Eu acho que já deu o meu tempo aqui. – ele enterrou o rosto no meu peito.

Ficamos lá, abraçados por um tempinho, até que eu comecei a sentir um cheiro estranho. As panquecas.

Verdammt! – eu exclamei e saí correndo. Lá estava a massa que eu tinha feito, toda grudada na frigideira e queimada. Eu suspirei tristemente – Pelo menos temos café ainda.

–É... – Flake disse, se servindo de uma xícara. Ele tomou o primeiro gole e fez uma careta de dor.

–Meu bebê queimou a boquinha, foi? – eu disse melosamente. Flake fez um biquinho e eu o agarrei e o beijei com violência. Nossos dentes se bateram por vezes e ele deslizou sua mão para baixo da minha camisa, acariciando a pele que encontrou lá. Eu mordi o lábio dele com força e minhas mãos foram parar atrás dele, arranhando suas costas.

Fick mich. – ele sussurrou, ofegando. Eu o arrastei para o nosso quarto (que estava vazio já que o Aljoscha tinha dormido na casa da namorada dele) e tranquei a porta.

Flake se jogou na cama, agarrando sua ereção por cima de seus shortinhos. Eu sorri maliciosamente.

–Eu não disse que você podia se tocar. Você tem que me esperar.

Ele riu e levantou os ombros. Eu rastejei até a cama e o beijei ardentemente enquanto minha mão passeava sobre sua ereção, sem tirar uma peça da roupa. Flake gemeu e eu tirei sua camisa do Ramones, para encontrar outra, azul clara, por baixo. Eu comecei a rir.

–Você dorme com duas camisas?!

–Não, é que o Izzy me deu a do Ramones e eu coloquei por cima da camisa do pijama. – Flake riu. Eu dei um beijinho na bochecha dele e tirei a camisa azul. Arranquei os shortinhos dele (mas só os shortinhos), agarrando a ereção pulsante dele por cima da cueca. Eu só estava provocando-o, fazendo-o esperar.

Flake corou um pouquinho e mordeu os lábios enquanto eu o acariciava. Eu chupei o pescoço dele, mordendo em seguida e ele gemeu alto, puxando minha camisa com força. Eu praticamente a arranquei do meu corpo. Os olhinhos do Flake brilharam e ele pulou em cima de mim, me fazendo cair para trás na cama. Seus lábios finos e famintos exploravam cada canto do meu pescoço e peito, dando uma atenção especial aos mamilos. Eu puxei a cueca dele para baixo e ele gemeu quando eu o acariciei finalmente. Ele puxou minhas calças junto com a minha cueca e me acariciou urgentemente. Nossos movimentos sincronizaram, até que Flake gozou, gritando, e eu gozei logo depois dele. Eu conseguia sentir o meu coração batendo forte contra o meu peito. Ele sorriu, como se indicasse que não tinha acabado ainda. Eu rastejei rapidamente até a mesinha e peguei o frasco de lubrificante que estava em cima dela. Espalhei um pouco no meu membro endurecido e voltei o rosto para Flake. Ele já estava de quatro, esperando, sem olhar para mim. Eu ri.

–Não. – eu disse – Tá errada essa posição.

Ele se virou para mim e levantou uma sobrancelha. Eu sorri e o empurrei para que ele se deitasse de costas na cama, melecando-o um pouco com o resto de lubrificante que tinha ficado na minha mão. Separei as pernas compridas e deliciosas dele com cuidado e posicionei meu membro na entrada. Flake abriu a boca, soltando um suspiro estranho, e agarrou os lençóis quando eu entrei nele. Eu comecei devagar, mas depois de um tempo, Flake foi pedindo para que eu aumentasse a velocidade (e a força). Eu o fiz e arranquei deliciosos gemidos agudos dele. Era engraçado. Eu o puxei para mim, de modo em que o fiz praticamente se sentar sobre o meu pau. Flake abraçou o meu pescoço, gemendo, e eu só ia aumentando a força das estocadas, grunhindo com isso. Nós dois gritamos quando eu gozei, tirando rapidamente o meu pau de dentro dele. Um pouco de gozo ficou dentro e um pouco jorrou na barriga dele. Ele riu e eu saí de debaixo dele.

–Foi incrível. – eu o ouvi sussurrar e ri. Eu o abracei e nós nos beijamos. As mãos de Flake passeavam pelo meu peito.

–Flakechen – eu disse, quebrando um pouco o beijo – Eu queria tentar algo diferente.

Flake saiu de cima de mim, sentando-se com os joelhos encostados no peito e levantou as sobrancelhas.

–Como assim?

–Eu queria que você... “Tomasse as rédeas” um pouco. – eu ri. O queixo dele caiu.

–Mas Till, olha o meu tamanho! – ele riu nervosamente – E eu sou muito fraco...

–Você acha que é fraco. – eu sorri suavemente e as bochechas dele ficaram vermelhas – Agora entra em mim.

Ele riu e eu me botei de quatro na cama, apenas esperando o que ele ia fazer. Eu logo senti seu pau deslizando para dentro de mim e suas duas mãos ossudas nos meus quadris. Aí ele congelou, ficando dentro de mim e deu uma risadinha.

–Me sinto como uma formiga tentando estuprar um sapo.

–Ah, cala a boca! – comecei a rir. Esperei mais um tempo até que ele começou a estocar. Estava indo bem, mas parou.

–Till, eu não sei... – ele começou a dizer.

–Tudo bem. Você deve estar cansado, né? – notei o roxo na testa dele mais uma vez.

–Hmm... – ele disse timidamente, coçando a cabeça. Levantei uma sobrancelha.

–Por que você tá tão tímido? Tem alguma coisa que você quer me falar?

–É... Hmm... – ele começou a gaguejar. Acho que eu sabia o que estava por vir – Till... Ick liebe dirr...

Eu comecei a rir, acariciando o rosto dele com os dedos e beijando-o.

Ich liebe dich auch, Flocka. – eu grunhi, sorrindo – Acho que os outros acordaram já.

–É, acho que sim. – ele riu, levantando os ombros – Vamos lá?

–Ok. – eu sorri.

Nos vestimos e voltamos para a sala. Axl e Izzy ainda estavam dormindo, na mesma posição de antes. E já devia ser por volta da 1 da tarde. Ouvi Flake rir suavemente ao meu lado.

–Então... – ele começou – O que você quer fazer?

–Ah... – eu joguei meu braço por cima do ombro dele – Quer ir pro parque?

–Beleza. – ele riu.

Notas finais
GLOSSARIO:
Mein liebchen - meu amorzinho
Verdammt - maldição
Fick mich - foda-me
Ich liebe dich - eu te amo
Ich liebe dich auch - eu também te amo