Notas iniciais
Hallo Hallo! Eu só queria agradecer a uma amiga minha, raffysparrow, que tem me ajudado a escrever essa fic, dando ideias, etc. Te amo ^^

PdV do Axl

Eu meio que relaxei depois de ter tido aquela conversa com o Izzy (e depois de ter caído de ressaca na casa dele de um jeito que ele não teve outra opção a não ser me deixar dormir lá também). Eu dei mais espaço para eles na escola. Não que eles fossem aqueles casais que parecem que querem que o mundo saiba que eles estão juntos. Eles agiam como amigos apenas amigos, na frente dos outros. Porque, afinal de contas, se alguém soubesse que o Flake ou o Izzy eram gays, isso ia gerar um escândalo maior do que um terremoto. Maldita escola cristã.

Fiquei com eles até mais tarde na escola, o Izzy tinha recuperação de química. Grande merda. Nós odiávamos ficar até mais tarde na escola, principalmente depois do que tinha acontecido com o Izzy. O cara tinha sido preso, mas mesmo assim a atmosfera ainda não era boa. Eu evitava qualquer conversa prolongada com o Flake. Não que eu o odiasse, mas eu não queria falar com ele por enquanto.

Hallo. – veio aquele professor de religião falar comigo e com o Flake (Izzy estava na aula).

Hallo, Herr Lindemann. – Flake disse, sorrindo. O professor sorriu também.

–Axl, o nome dele é Till. – Flake disse.

–Hm. – eu disse, cruzando os braços. Till começou a rir.

–O Christian teve essa mesma reação.

Flake sorriu desconfortável. Till se aproximou dele.

–Você parece não gostar quando eu te chamo pelo seu nome. Por quê? – ele correu uma mão pelo cabelo loiro e oleoso do Flake. “Atrevido” eu pensei, me sentindo quente.

–Eu só não gosto do nome. – Flake murmurou, corando. Till aproximou o rosto do dele. Eu estava alarmado com a situação, mas a ideia de um Flake sendo violado me pareceu confortável. De repente, Flake o empurrou.

–Eu tenho namorado! – ele disse, andando apressadamente. Eu tentei segui-lo, mas uma mão forte agarrou meu pulso.

–Me solta, filho da puta! – eu disse, tentando me libertar. Ele só apertou a mão ao redor do meu pulso dolorosamente.

Till me puxou para si e me prendeu em um abraço. Eu tentei me debater com todas as minhas forças, mas o homem era muito forte. Por um lado, eu gostei do quente de seu peito e do seu cheiro de mel.

–Eu já saquei tudo. – ele disse – Eu sei que você morre de ciúmes dos dois juntos.

–Ahn?! – eu tentei empurrá-lo mais uma vez, mas ele nem se mexeu.

–Então... Eu tenho uma proposta para te fazer... – a mão enorme dele deslizou para dentro da minha calça. Eu engasguei – Você não quer ficar comigo? Quer dizer...

–Eu entendi! – eu finalmente consegui empurrá-lo de modo que ele me soltou e eu consegui olhar para ele. Tentei olhar com raiva, mas algo me parou. O homem era irresistivelmente bonito, tinha um rosto cansado e olhos verdes meio azulados cristalinos. Esses olhos... Me hipnotizaram – Mas aqui?

Ele riu. Sua voz era grave.

–Claro que não!

Ele me pegou pela mão e me levou até a sala dos professores. Estava vazia, por sorte. Me coração estava batendo forte contra o meu peito. Metade de mim já estava achando aquela idéia estúpida e a outra metade não demoraria muito tempo para achar também.

–Till... – eu disse, olhando para o computador em cima da mesa. Ouvi a porta sendo trancada.

–Hmm? – ele disse.

–Não me beija.

–Ok. – ele disse – Como é seu nome de verdade mesmo?

–Ahnn... William, mas me chama de Axl. – eu disse nervosamente.

Ele veio por trás de mim e me deu um beijo no pescoço. Minha mão foi voando na sua cara.

Tut mir leid. – ele disse, segurando o rosto machucado. Arrependimento tomou conta de mim – Você é maravilhoso.

A mão dele foi parar dentro da minha calça de novo. Eu suspirei de medo.

–Relaxa... – ele disse, me acariciando lá em baixo. Mordi o lábio para conter os gemidos.

Till começou a acariciar a si mesmo para ficar duro.

–Não quer me ajudar aqui? – ele riu.

–Não. – eu disse friamente. Uma foda já basta.

–Não vai nem chupar? Aí eu entro menos dolorido...

–Não. – me arrependi na hora do que disse – Entra logo.

Ele riu apenas e enfiou seu pau duro na minha entrada.

–Aaah! – eu gemi e ele me deu um tapa na bunda. Eu me contorci de dor, eu nunca pensei que aquilo doía tanto.

Till foi mexendo os quadris para frente e para trás com força e o pau dele era tão grande que aquilo poderia ser considerado um estupro. Com o tempo, a sensação horrivelmente dolorida melhorou. Eu comecei a gemer alto e eu quis que Till me tocasse, me acariciasse até o orgasmo. Tentei afastar esse pensamento da cabeça, enquanto meu pau endurecia.

Quando nós terminamos foi quando o meu pau começou a esguichar. Till riu.

–Quer uma ajuda com isso?

Eu achei que eu poderia dar um pouco de confiança a ele.

–Eu quero... – eu gaguejei um pouco.

Till se colocou de joelhos na minha frente e começou a me chupar. O cara, para um religioso (eu não sabia se ele era religioso de verdade ou só estava nessa vaga de professor por diversão), era bem talentoso, espremendo meu gozo pra fora do pau e me chupando até eu ficar seco.

Saímos da sala como se nada tivesse acontecido.

–Till. – eu o chamei antes que ele fosse embora. Ele se virou e levantou as sobrancelhas. – Não teve sentimento nisso... Né?

Ele sorriu. O sorriso dele era bonito também.

–Não. Mas se algum dia você quiser...

–Não, obrigado. Tchau.

Eu me apressei e saí do prédio da escola. Eu encontrei Flake e Izzy, mas eles logo “fugiram”. Ou melhor, Flake puxou Izzy, olhando para mim com um cara de nojo e desprezo. Ele sabia o que tinha acontecido. Eu apenas sorri internamente.



Notas finais
GLOSSARIO:
Hallo - olá
Herr - senhor
Tut mir leid - sinto muito (me perdoe)