Pelas Sombras de Uma Luz
4 Capítulo 4 - Por Demácia.
Notas iniciais
Choro, pois não há nada mais que eu consiga fazer.
Olhar para os escombros da minha ex-casa só piora a situação, ninguém aparece para ver o quê acontece, prefiro assim. Encontro um bilhete, preso por uma faca.
"Isso, é só o começo, pequeno herói.
Você sofrerá muito antes de sua morte."
Uma raiva se desperta dentro de mim. Não foi por acaso que aquilo aconteceu, quem quer que seja que tenha feito aquilo, deve ter um bom motivo para arruinar minha vida. Não pensarei nisso agora... O quê irei fazer? Exatamente nada.
– O quê aconteceu aqui!? — Duas vozes falam simultaneamente, uma feminina e a outra masculina.
Me viro para ver quem fala comigo.
– Lux! Senhor Jarvan! Atacaram minha vila, porém vandalearam somente minha casa! — Enfurecido pelo acontecimento, não me repreendo de gritar com o Rei de Demácia.
– Venha conosco, nos levaremos para meu castelo em Demácia. — O Rei Jarvan, um homem humilde que se tornou rei, ótimo homem.
Sem recusar, sigo-os, Lux me ajuda a caminhar já que estou abatido de mais.
– Como você soube que aconteceu isso? — Sussurro para Lux.
– Olhe seu braço direito.
Olho, tem uma espécie de símbolo, uma letra L no começo, uma linha vermelha escrito Demácia, e um H no final. Não entendo o quê significa.
– Uma linha vermelha. — Digo sem pensar.
– É um jeito de eu estar sempre conectada com você, soube que você não estava bem por causa disso, é tipo um radar. — Ela ri.
– Ah. Um radar. Obrigado, Dama da Luz. — Brinco.
Chegamos a Demácia, uma das melhores e maiores Capitanias do Mundo. Vamos direto para o aposento do Rei. Lux me deita na cama, se vira, quando está na porta, para.
– Não saia. — Falo por impulso.
– Por quê? Desculpe, mas você está pedindo que eu fique? — Ela fica vermelha. Acho que de raiva.
– Desculpe-me, mas quero falar sobre A Liga, se você quiser é claro, e perdão se te irritei. — Percebo que a vermelhidão não era da raiva.
– Claro, não iria fazer nada mesmo... Ansioso?
– Um pouco. — Dou espaço para que ela possa se sentar na cama. — E você?
– Também... Estou com medo.
– Medo? De quê?
– Morrer.
– Você não irá morrer, enquanto eu estiver vivo — Levanto-me da cama e sem pensar, abraço-a. — Isso é uma promessa. — Sussurro em seu ouvido.
– Então eu não irei morrer enquanto você viver. Isso foi um "eu te amo?" — Dessa vez, eu que fico vermelho.
– Não. Não não. Você deve gostar de outro. — Fico mais vermelho.
– Durma. Você é lerdo de mais. — Ela me beija no rosto.
Adormeço sem pensar duas vezes. Uma forma de nos comunicar de longe, Lux é incrível.
– Eu sei que eu sou incrível, bobo.
– Pode ler meus pensamentos também?! — Me surpreendo.
– Sim, a marca, se lembra? Durma, vou tentar não ler sua mente. — Ela sorri.
Acordo com um BOOOM. Demácia está sobre ataque.
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