Pelas Sombras de Uma Luz
1 Capítulo 1 - Ao Alvorecer
Notas iniciais
Acordo simplesmente com a luz do amanhecer entrando pela janela de meu quarto, olho de relance para o canto esquerdo debaixo da entrada de luz, meus equipamentos de treino ainda estão lá. "É hoje o grande dia" — penso.
Me arrumo para encontrar meus pais e meu irmão caçula, me aguardando para o café matinal. Sento-me a mesa, está vazia.
– Dormiu bem, meu pequeno herói? — Minha mãe fala com cautela entrando pela porta da sala, seguindo ela, está meu pai e meu irmão.
– Sim, obrigado. E vocês?
– Igualmente — Meu pai responde sorrindo.
– Estávamos rondeando na praça principal, e caçando pombos! — Meu irmão entra correndo e me abraça, sorrindo.
Tomamos o café sem mais delongas. Olho no relógio, 08:30, às 09:15 começará o recrutamento. Peço-lhes licença e me dirijo ao meu quarto para me arrumar. Quando acabo já são 08:55, despeço da minha família e me dirijo à rua que da acesso à praça principal.
– Hoje é seu grande dia. O quê irá optar? — Meu pai me surpreende me impedindo de prosseguir.
– Entrarei para o Esquadrão de Alberanth. Servirei à nossa Aldeia. — Respondo olhando em seus olhos.
Meu pai normalmente parece um homem carrancudo, mas debaixo de tudo, ele é uma criança, carismática, rindo para tudo.
– Filho, eu sei que é seu sonho servir a Alberanth nessa guerra, mas o nosso Universo se fundiu em um único mundo, você encontrará Golens, Bruxas, Magos, Gnomos, Fadas, Encantadores, Manipuladores, Escuridão e todo tipo de ser vivo que imaginar. tem certeza que quer ir?
– Pai. Honrarei minha família, minha aldeia e porei fim a essa guerra milenar entre nossas Capitanias. — Respondo sem mais enrolação.
– Haron, não vá! Você será morto no próprio treinamento se bobear, por favor. Fique, viveremos em nossa humilde casa, vivendo em paz.
– Paz? O senhor chama isso de paz? Temos que nos esconder e torcer para que as outras Capitanias não ataquem a nossa! Isso é paz?! — Viro-me e saio — Adeus pai, você se orgulhará de seu filho, ao anoitecer, volto com o resultado se fui aprovado ou não.
Não me atrevo a olhar para trás. Olho para a viela em minha frente, o caminho que tomarei por uns minutos antes de tentar entrar para A Liga. Com uma lágrima escorrendo desculpo a mim mesmo por ter gritado com meu pai.
Fale com o autor