Pela Princesa - Interativa

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Notas iniciais
olá, espero que todos estejam bem! primeiro, gostaria de agradecer por todos os comentários, o apoio e as respostas em relação da escrita e tamanho dos capítulos. obrigada a todos :) segundo, a primeira parte do capítulo está um pouco mais saliente do que sou acostumada a escrever, então se alguém se incomoda com tais coisa fique avisado(a) por fim, uma boa leitura!

p o r t o r e a l

Walda e sua trupe de atores se separam de Tilda assim que passaram pelo Portão do Leão. Sendo que os artistas desceram rumo a Praça do Peixeiro e a Hill continuou seguindo pelo coração da capital de Westeros, rumo à longínqua Rua da Seda.

Teria que atravessar toda a cidade para chegar até onde queria, seria um bom galope pelas ruas e travessas malcheirosas da maior metrópole daquele lado do mundo. Onde parecia que fedia ainda mais do que da última vez que ela passou por ali, principalmente por conta das ruas apinhadas ao meio-dia e as pessoas que batiam e gritavam uma com as outras tentando chegar até seus destinos. Para Tilda parecia que a recompensa do Rei havia surtido todo o efeito necessário, pois aquela cidade aparentemente tinha o dobro de população e estava prestes a explodir com o fluxo que ainda vinha descendo ou subindo de todas as outras regiões.

Enquanto seguia com seu cavalo pelo meio da multidão conseguia ver mulheres gordas e velhas, magras e jovens, donzelas e outras nem tanto, algumas estendendo seus panos amarelados em cordas bambas e outras fazendo qualquer serviço banal. Mantos Dourados, cavaleiros ou guardas abrindo espaço sem qualquer delicadeza rumo a seus afazeres ou apenas matando o tempo. Um sacerdote vermelho estava gritando que o fim da paz estava próximo e que todos deveriam se render a R'hllor quanto antes. Comerciantes tentavam vender qualquer coisa por um preço salgado e um padeiro gritava contra um rapaz que havia roubado um pão que provavelmente era dormido e duro.

A capital estava efervescente e ela tinha se jogado no meio de um caldeirão.

Sabia que as chances dela não eram as melhores sobre a busca pela princesa. Porém, tinha um ponto maior do que todos os nobres mesquinhos que agora deveriam estar se juntando ao redor do trono de Aegon. Ela teria o povo, pois sabia que nenhuma dama gostaria de sujar as saias andando nas ruas barulhentas ou os lordes pisariam ali com suas botas lustrosas. Já a Hill era diferente e sabia onde poderia encontrar amigos no meio daquela bagunça que era Porto Real.

A cidade foi mudando enquanto ia atravessando ruas e caminhos esguios.

Ela tinha uma visão boa em cima do animal veloz, conseguindo ver o Septo de Baelor ao longe, resplandecente em mármore contra a luz do sol e quando ela chegou mais perto percebeu que estava cheio com pessoas mendigando nas escadas. Ninguém parecia notar a presença deles ali. Mais distante também era possível ver a Fortaleza Vermelha em contraste com o azul do céu, provavelmente tão lotada de visitantes quanto as estalagens estavam de camponeses com sonhos de achar uma garota desaparecida. Ela até teve o vislumbre de dois dragões ao longe, dois pequenos pontos negros voando nas alturas. Sendo que ela sabia que poderiam comer ela viva em apenas uma bocada. Entretanto, Tilda não se demorou observando nenhuma dessas coisas distintas.

Incitou seu caminho pela Rua das Irmãs até finalmente sair na Rua da Seda.

Ainda a luz do dia era possível ver apenas alguns poucos homens se aventurando por ali. Dois deles tendo acordado apenas naquele momento, ainda bamboleando por conta do vinho e da luxúria da noite passada. Sendo que a bastarda tinha total conhecimento que aquela parte da cidade apenas se iluminava de verdade após a noite tomar conta de Porto Real.

Ela desceu do cavalo em um pulo ágil e suas pernas reclamaram logo em seguida depois de dias nas costas do animal. Pagou a um adolescente magro e alto demais para guardar a montaria num estabulado que ela já havia usado algumas vezes em visitas passadas. Suas pernas doloridas a guiaram até um dos muitos bordéis que dominavam a rua. Aquele se destacava pela fachada de pedra e pelas varandas por onde as “Irmãs” chamavam seus clientes durante a noite sedutora.

Um homem guardava a entrada.

Tilda era uma mulher alta, porém ainda assim se sentia minúscula perante a presença do robusto com mais de dois metros. Cruzava os braços acima do peito em uma pose séria e de quem diz para não perturbá-lo, como se a barba por fazer e a cabeça careca já não dessem a impressão. Porém, ela avançou ainda assim, pois o conhecia. Havia salvado Rodrick da Muralha e agora ele trabalhava para a Hill.

— Chefe! — Ele praticamente berrou e a pegou nos braços como se a mulher fosse palha. Girou-a três vezes antes de colocá-la no chão um pouco mais dolorida do que antes.

— É bom te ver também Rod. — Disse verdadeiramente dando dois tapinhas no ombro largo dele, pois gostava do homem e sabia que o coração era tão mole quanto o de uma criança. Havia sido condenado as terras frias do Norte apenas por dado um murro num Manto Dourado que estava importunando uma moça na Baixada das Pulgas. Tilda havia pago um agrado para o capitão que havia dado a sentença e depois um emprego como guarda para o grande homem. — Receberam minha mensagem? Diga que sim, pois foi caro fazer um mensageiro vir tão rápido.

— Claro, tudo já foi preparado. — Rodrick respondeu feliz em ser útil e fazer sua chefe feliz, como se ainda estivesse pagando pelo favor que ela havia feito. Para Tilda Hill a dívida já estava paga há bastante tempo por conta de todos os serviços que ele havia feito.

— Ótimo, agora me deixe entrar. — Pediu já abrindo a porta. — Os Sete sabem o quanto eu preciso me sentar em algo que não seja uma cela.

O lugar por dentro era luxuoso e embriagante, literalmente. Um cheiro adocicado e agradável tomava conta do ambiente por conta dos incensos acesos, tirando da mente dela o ruim da rua. Cortinas de seda e quase transparentes, junto de panos pendurados em ganchos, criavam pequenas áreas reservadas para quem não tinha dinheiro para os quartos ou queria algo rápido. Coisa vinda dos bordéis de Lannisporto, não dali onde tudo “mal-feito”. Nenhuma das irmãs da noite estavam ocupando seus postos ali, provavelmente dormindo no andar de cima ou fazendo qualquer outra coisa nas ruas ao redor. Ela sorriu sentindo como se estivesse em mais um dos bordéis da mãe, porém não tinha nada da cidade natal dela ali.

Além de Lyla, é claro.

A outra mulher era metade dornesa, por isso que tinha os cabelos negros e cacheados que faziam contraste com a pele de amêndoa e os olhos castanhos. Era mais baixa do que Tilda, além de ter mais curvas e ser mais volumosa. Nada que a impedisse de se aproximar com passos elegantes e suaves pelo chão coberto de tapetes vindos do outro lado do mar.

— Senti sua falta. — Lyla murmurou antes de invadir sua boca.

Os braços dela foram ágeis também em tomar seu pescoço e Tilda a abraçou pela cintura. O beijo das duas fora tudo o que um casal de amantes separadas pelo tempo e distância precisava. Foi demorado e intensivo, uma precisando da outra e mergulhando ambas na pura sensação de afeto que apenas o toque mais quente poderia proporcionar. As mãos da filha de Lorde Lannister desceram pelo vestido longo, mas que cobria pouco, encontrando pele bem conhecida e que ela estava sedenta para beijar e morder.

Entretanto, se segurou, sabendo que ainda não era o momento para se perder no desejo.

— Eu também. — O sussurro de Tilda saiu abafado pela respiração entrecortada.

— Ótimo, então vamos matar a saudade lá em cima.

Lyla a puxou pelo braço, mas a filha de Lorde Lannister a trouxe de volta.

— Ainda não minha querida, sabe que os negócios vêm primeiro.

A mulher mordeu o lábio sensualmente, instigando para ver se a mais alta iria realmente fazer tal desfeita. Desistiu após Tilda se afastar e se sentar em uma das grandes almofadas que era como uma dádiva para suas pernas cansadas. Lyla se aproximou depois, se sentando no chão perto dela e enchendo duas taças com o vinho mais doce da Árvore.

— Rob disse que tudo já está preparado.

A outra concordou com um aceno, piscando os olhos e mexendo os longos cílios escuros. Ela havia sido mandada para a capital meses antes, com o trabalho de supervisionar o novo bordel de Tilda na capital e cuidar dos negócios enquanto a Língua de Ouro cuidava de Lannisporto. Tudo não poderia ter se encaixado melhor após as oportunidades surgirem com o que havia acontecido em relação à princesa.

— Todos os homens que entram aqui despejam tudo o que sabem na cama para nossas irmãs contarem depois. — Ela explicou bebericando no vinho e se apoiando no braço estendido de Tilda. — Até agora não soubemos de nada importante, apenas as mesmas fofocas que até mesmo o povo da Baixada das Pulgas sabe.

A loira concordou bebendo um gole de seu vinho.

— E meu navios?

— Já chegaram, faz cinco dias. — Lyla afirmou deslizando a mão por sua clavícula. — E metade da tripulação já veio até aqui pedindo desconto. Eu obviamente não dei.

Tilda mostrou um sorriso para a amante, dando um beijo rápido em seus lábios belos.

— Eu realmente vou precisar dos tecidos que eles trouxeram.

— Por qual motivo? Eles se vendem sozinhos…

Lyla questionou desinteressada, mais focada nas unhas bem cuidadas que agora deslizavam pelo pescoço de Tilda fazendo a mesma se arrepiar.

— Vou precisar de uma boa razão para os guardas da Fortaleza Vermelha me deixarem perambular pela corte. — A Hill começou pensando consigo mesma que deveria inspecionar os estoques ainda amanhã, para separar as sedas mais finas e que sabia que os nobres iriam se interessar. — Vou ter de me disfarçar de costureira, dizendo que meu marido é mercante e você vai ser minha ajudante.

Lyla riu um pouco, mais interessada no assunto, antes de levantar uma das sobrancelhas grossas.

— E como pretende se passar de costureira casada com esse cabelo e essas roupas? Nunca soube que você era tão boa atriz. — A mulher questionou se referindo as roupas nada comuns às mulheres e ao cabelo dourado cortado curto.

A loira apenas deu de ombros.

— Nada que um vestido e um véu casto não resolvam. — Explicou virando o cálice. — Presumo que você vai me ajudar com tais coisas, não é mesmo?

Ela respondeu que sim com a cabeça também terminando com seu vinho e sorrindo da forma que deixava Tilda louca.

— Agora que os negócios já foram tratados, podemos matar nossa saudade de verdade?

Tilda a beijou novamente, sabendo que havia apenas uma resposta ideal para tal pergunta.

Eleonora e as damas da rainha finalmente se viram livres dos aposentos de Rhaerys.

A Tyrell mais do que as outras ficava extremamente aliviada quando ficava longe de toda a melancolia e tristeza que rondava a esposa do rei. Achava que tanta amargura não resolveria nada e que a mulher platinada deveria arrumar algo com que ocupar a cabeça, como ela mesma fazia a todo tempo no castelo onde se podia encontrar de tudo.

Muita pompa veio com a chegada dela e de Fuchs, que entraram pelos portões da Fortaleza Vermelha com uma comitiva de cem cavaleiros e todo o verde e dourado que poderiam vestir. Aegon ainda havia recebido eles diante de seu trono retorcido e no momento Eleo ficou imaginando como seria a sensação de se sentar lá no alto. Também percebendo que todas as histórias malignas sobre o rei não pareciam tão ameaçadoras aos olhos dela, quando ela notou o quão velho Vossa Graça estava ficando e que talvez não passasse de um homem amargurado. Porém, a magia que a capital e o palácio real traziam não durou muito, não com tantos nobres gananciosos atrás da mesma coisa que ela queria.

Foi pensando no futuro dela e no que queria para seu irmão, que ela entrelaçou o braço rapidamente no de Roberta Baratheon.

A filha de Ottis era apenas um ano mais nova e uma das únicas damas reais que não era extremamente entediante. Falava de coisas interessantes quando estava junta das outras mulheres, era animada e sabia ainda dar risada. Tinha os mesmos cachos negros da família e olhos de corça que olhavam para Eleonora com completa curiosidade e desconfiança.

— Vamos a algum lugar, Lady Tyrell? — Questionou indicando os braços entrelaçados.

— Oh, eu tenho um convite para ti. — Começou lançando um sorriso meio falso e meio verdadeiro. Nada comparado com os perfeitos que Fuchs usava o tempo todo e que ela havia aprendido a desgostar. — Vou escolher alguns tecidos de uma costureira que acabou de chegar na corte, gostaria de me acompanhar? São peças novas, vindas de Essos.

A outra garota pareceu pensar por alguns segundos, ainda observando a face de Eleo, antes de concordar por um aceno.

Eleonora ditou o passo apressado das duas, usando os caminhos desconhecidos que ainda tentava decorar até os jardins que a lembravam vagamente de Jardim de Cima. Os de dali não era bem cuidados igual os da família dela, além de serem pobres em flores e árvores. A grama verde estava ocupada por um pequeno toldo que ela havia pedido para ser montado mais cedo e a costureira e sua ajudante já esperavam de pé aguardando por mais tempo do que imaginaram que ficariam. As duas damas da corte não se dignaram a dar atenção para as mulheres próximas, como era de costume dentro da aristocracia. Apenas se sentaram em suas cadeiras e levantaram os cálices que foram enchidos pelo criado Tyrell.

— E então, o que tem para nos mostrar. — Não fora uma devida pergunta, mas praticamente uma ordem e a mais alta tratou de pegar o primeiro tecido de seus estoque com os pés batendo contra o chão gramado.

Eleonora dispensou a primeira peça com um aceno rápido, não havia gostado da cor púrpura. Roberta fez o mesmo.

— E então, Lady Baratheon. — Começou sondando a moça que sentava ao seu lado e que se servia do queijo na mesinha entre as duas. — Está feliz com sua família aqui em Porto Real? Fiquei sabendo que você está aqui há meses.

Roberta acenou positivamente, terminando de engolir o laticínio.

— Mamãe ficou em casa, mas fico feliz pelo senhor meu pai estar aqui. Ele é muito leal ao rei, como todos bem sabem, e veio o mais rápido que pode para se prontificar na busca.

Eleo bem sabia como aquilo era verdade. Ela e Fuchs haviam ouvido sobre o grande acampamento dourado que acampava na base das muralhas, prontos para partir assim que a ordem fosse dada. Ela não gostava do poder que Ottis Baratheon possuía, sua avó sempre havia dito que ele era um homem irritadiço e volúvel. Porém, a Tyrell gostaria de saber de outra pessoa em especial.

— E quanto ao seu irmão?

— Borys? O que tem ele?

Eleonora quase respondeu o que não deveria sarcasticamente, mas se conteve. Não daria o gosto para avó e o irmão comprovando que ela não conseguia se conter, mesmo que nenhum dos dois estivesse ali. Além de que precisava ficar próxima de Roberta, pelo bem de seus planos e do Baratheon em que ela estava interessada. Ela sabia que o herdeiro de Ponta Tempestade nunca havia se casado novamente depois da morte da própria tia dela, Millian Tyrell, e sempre o achou o homem mais belo que vira na vida.

O interesse da dama não era novo.

— Ele também vai sair em busca da princesa?

— Sim, ele vai liderar a busca. — Roberta respondeu com o semblante um pouco mais triste, enquanto passava a mão pelo tecido verde-água que havia recebido da mulher de cabelos negros. — É uma pena que tenha que partir tão cedo, eu e meu amado irmão sempre fomos próximos. Entretanto, é claro que entendo que o motivo pelo que ele vai partir é mais importante do que minhas próprias vontades.

Eleonora quase revirou os olhos perante tanto drama, mas colocou a palma sobre a mão dela em apoio e Roberta sorriu de volta.

— Unhum. — Ambas escutaram o murmúrio.

Eleo se virou para ver a mulher mais alta chamando a atenção das duas, com mais um tecido em mãos. A Tyrell sentiu raiva por tal pessoa a interromper como se tivesse tal direito, olhando com raiva aparente para os olhos verdes da outra. Mas, apenas suspirou, pegando a bela peça das mãos dela e finalmente achando algo que a agradasse.

— Esmeralda, combina comigo, não acha? — Questionou a costureira e sua ajudante.

A mais alta que cobria os cabelos com um véu brega apenas moveu a cabeça em um aceno.

— Sim, milady. — A outra foi mais educada e certa na resposta.

Roberta também achava a mesma coisa.

— Vai ficar lindo em você.

— Realmente. — A própria Tyrell comentou.

As duas mulheres separaram a peça e continuaram trazendo mais. Eleonora continuou com suas perguntas incisivas sobre o homem que cobiçava.

— Lady Baratheon, seu irmão nunca pensou em se casar novamente?

Quando Eleo levantou os olhos da seda azulada percebeu que Roberta parecia incomodada com a questão, mas respondeu mesmo assim.

— Ele sentiu muito a morte de Millian, vocês mesmas eram parentes não é mesmo?

— Ela era minha tia, mas nunca fomos próximas e como os deuses a tiraram de nós tão cedo, nunca pude chegar a conhecê-la de verdade. — Comentou tentando colocar o máximo de falsa comoção que conseguia na voz, já que não sentia nada de tristeza por uma mulher morta que ela nunca soube mais do que o nome e histórias da boca dos outros. — Mas, é realmente uma pena, seu irmão um dia terá que dar continuidade a linhagem como o costume manda. Ou ele pretende deixar os títulos para seu irmão mais novo?

Roberta riu um pouco e Eleo ficou incomodada, achando que a risada era por conta de sua fala.

— Oh não, Warren nunca quis terras ou um senhorio, ele é dado aos livros e estudos, é um noviço na cidadela.

Eleonora não pôde conter seu sorriso com a fala da Baratheon.

— Então, temo que em um momento ou outro seu irmão terá de se casar novamente.

A irmã de Borys piscou duas vezes, visivelmente ciente do rumo daquela conversa.

— Realmente, isso acontecerá em algum momento.

As duas continuaram escolhendo tecidos, até que não houvesse nada que agradasse a ambas e estivessem saturadas do rodízio de cores. Eleonora deixou que o criado pagasse o que era devido à costureira, saindo dali incomodada pela forma como a mulher alta a encarava perpetuamente. Porém, imaginou que fosse apenas os delírios que a plebe sentia ao ver a nobreza tão de perto. De braços entrelaçados mais uma vez, ela deixou Roberta diante das portas de seu aposento.

— Foi realmente uma tarde agradável, sou grata pelo convite. — A Baratheon levou as mãos até as saias do vestido dourado e longo, abaixando a cabeça numa reverência idêntica a que Eleonora fez em seguida. — Te esperarei amanhã para nossos serviços com a rainha, Lady Tyrell.

— Por favor, me chame de Eleonora.

— Certo, acho que continuaremos nos vendo frequentemente, então títulos realmente ficariam massantes. Também me chame de Roberta. — A outra respondeu com um último sorriso cortês e fechando a porta atrás de si.

A jovem Tyrell virou-se e seguiu para seus aposentos sorrindo, achando que havia encontrado alguém realmente útil para si. Se questionava se Fuchs havia sido tão produtivo quanto ela no jogo da corte e o que mais seria necessário para que ela conseguisse convencer o irmão de que uma união dela com a Casa Baratheon seria extremamente proveitosa.

Notas finais
espero que tenham gostado! comentários são sempre importantes, eu vou responder os do dez logo ;) e é importante ressaltar também que existe passagem de tempo entre os capítulos ou não, nesse por exemplo é apenas um dia depois do banquete do capítulo passado, mas algumas vezes podem ser dias ou até semanas enfim, algumas coisinhas vão sair no tumblr, então fiquem de olho nos próximos dias. obrigada por todo o apoio :D beijinhos ♥