— Conhecendo um Anjo —

- Ei Nick! Acorde! Já é de manhã! Irei fazer o café da manhã. — Minha mãe me chamou.
— Ok, ok! Já estou indo mãe! – Respondi.
— Aaah que droga! Gostaria de pelo menos mais umas duas horas pra dormir. — Pensei comigo mesmo.
Levanto-me da cama e vou direto escovar meus dentes e logo em seguida tomo banho. Saio do banheiro, coloco minha roupa. Ponho minha badana e depois o Headfone em minha cabeça e... Aaah... Que maravilha! ACϟDC! Cara, aquilo realmente me fazia me sentir bem. E finalmente coloco o colar que minha mãe me deu quando eu era bebê.
— Agora sim, estou pronto! – Sai pela porta e desci as escadas deslizando sentado sobre o corrimão. E lá estava ela, minha mãe! Quem eu admirava.
Ela me olhou e logo me lançou um sorriso
– Oh Nick! Aqui está o seu café! Toma direitinho e mamãe já está indo para o trabalho. – Veio até mim e me beijou na bochecha — E feliz aniversário! – Disse ela.
Eu a olhei e respondi — Obrigado! – Fiquei com vergonha de dizer que eu havia esquecido que hoje eu completaria meus 16 anos!
Retirei meu Headfone e coloquei- o em meu pescoço assim comecei a devorar meu café da manhã! Ela tinha feito pão com ovos, café e um bolinho de chocolate com uma vela presa a ele com um cartãozinho ao lado escrito “Feliz aniversário garotão!”. Ela me chamava assim.
— Aaah! Ela já se foi! – Tremi desde a minha espinha até o meu crânio ao ouvir uma voz estranha atrás de mim!
Olhei para trás e uma luz de cegar alguém começa a se brotar sozinha no ar, e fica cada vez mais forte.
– Mas que diabos...?!! ESTÁ SAINDO UM CARA LÁ DE DENTRO?! ISSO REALMENTE É POSSÍVEL?! – Falei comigo mesmo.
Sai correndo e peguei duas baquetas de bateria que estavam no sofá, que meu amigo Gunter deixou aqui certa vez, e segurei- as em forma de cruz apontando para ele – S- SAI CAPETA! – Gritei.
Ele era um cara loiro, pele branca, olhos azuis e usava uma roupa totalmente branca. Parecia os deuses da Grécia antiga.
— Oh! Então é você! “O filho dos anjos!” – Disse ele surpreso.
— Filhos dos anjos?! C- como assim?
— Você não sabe ainda? Okay deixe- me lhe explicar... – Respondeu ele com um sotaque formal. – Sua mãe me mandou aqui para isso. Você é descendente de dois anjos. Seu pai, Elyion, e sua mãe, May apaixonaram- se há algum tempo... – Começou a falar muitas coisas que me deixaram confuso, então resolvi sentar.
Ele disse algo sobre meus pais biológicos terem se apaixonado há algum tempo e isso causou uma guerra entre Deus e o Capiroto que forçou meus “pais” a fugirem e se esconderem até que eu nascesse daí me deixaram na casa de uma mulher solitária que provavelmente ele estava falando da minha mãe.
— Tá, mas como posso ter certeza de que isso é tudo verdade? Isso tudo pode ser uma pegadinha justo em meu aniversário — Disse eu com um olhar de curiosidade.
— Aaah claro! Eu iria fazer toda essa encenação de aparecer do nada aqui só pra te fazer cair em uma “pegadinha”! – Cadê aquele sotaque formal?!
— Ok, digamos que eu acredite em você. Como posso ter certeza?!
— Agora vem à parte boa! – Disse ele com um olhar malicioso.
— Seu pai lhe deixou esse colar que você está usando para te proteger. Essa pedra presa a ele...
— Opa, opa e mais um opa! Esse colar minha mãe me deu quanto eu era criança!
— TALVEZ SE VOCÊ ME DEIXASSE TE EXPLICAR AO INVÉZ DE ME CORTAR QUANDO EU ESTOU FALANDO VOCÊ ENTEDERIA!! – Gritou ele comigo. Não tenho certeza, mais acho que o deixei um tanto irritado...
— Okay, pode se explicar cara – Disse eu fazendo movimentos de “relaxa aí cara” com as mãos para ele.
— Prosseguindo... – Fechou os olhos e respirou fundo – Essa tal pedra presa em seu colar é um pedra do mundo dos anjos. Como você é filho de dois anjos de lados opostos você poderá usar ela tanto pro mal quanto pro bem. Com ela, tudo que basta é ter fé para que seus desejos se realizem. – Segurei a pedra e olhei fundo para ela
— Sério? E como faço para utilizar esse tal poder que realiza meus desejos? – Disse eu ainda olhando para a pedra
— Cara, eu acabei de falar! É só ter fé! Você não prestou atenção?! – Respondeu ele.
Virou para traz como se alguém estivesse o chamando – Oh?! Aaah sim! Já pode vir! – Fiquei curioso em saber o que era. E de repente sobe um... eer... Bicho acho que posso me referir assim, em seu ombro.
Fiquei realmente espantado!
— O- olá... – Disse o tal “animal”, ou seja lá o que for isso.
Levantei do sofá – C- COMO ASSIM?! ESSA COISA FALA!?!
— Ei! Não fale assim dele! – Disse o anjo mudando sua expressão.
— Okay – Respirei fundo – O que é isso?
— Esse aqui é seu novo companheiro! – Respondeu ele sorrindo.
Troquei olhares com o animal. Ele tinha orelhas grandes parecidas com as de coelhos, porém as dele eram caídas e pontudas também. Tinha os pelos brancos e parecia macio, e andava em quatro patas, porém sabia utilizar bem as mãos como se fosse a mão humAnne só que com quatro dedos, tinha uma cauda de mais ou menos 25 cm ou quase não sou muito bom em matemática, seu olhos eram totalmente pretos e pra variar tinha asas, como se não fosse o bastante ter vindo do mundo dos anjos.
— É... Ele até que é bonitinho... – Respondi cruzando meus braços.
— Que bom que acha isso, ele é seu de qualquer jeito mesmo. – Disse ele lançando outro sorriso malicioso. – Ele é da raça Netano, tem muitos desses lá no paraíso, eles são espécies muito inteligentes, e às vezes até mais que os homens hehe... Cada um deles tem um poder diferente, May escolheu este para você. – May seria minha suposta mãe.
O animal pulou para cima de mim, eu o peguei.
— Puxa! O pelo dele é realmente macio! – Disse eu acariciando o tal animal — E esse tem que poderes? – Perguntei.
— Não sei, descubra! – Respondeu o tal anjo.
— E qual é o nome dele? – Perguntei curioso.
— May disse para você decidir – Respondeu ele.
— E falando em nome... – Mudei minha expressão – Qual é o seu?
— Hm?! Pode me chamar de Aro. – Mudou sua postura.
— Aro? Mais esse nome não parece nome de anjo. – Disse eu
— Eu sei, mas o que posso fazer né? – Disse o... err... Aro – Mas então! – Continuou – Vou te dar missões e você vai cumprir. Esse é o preço mais barato a se pagar por ser filho de anjos de lados opostos!
— E qual seria o mais caro?! – Perguntei ainda acariciando o animal.
— Não queira nem saber! – Disse Aro mudando sua expressão mais uma vez. Admito que senti um calafrio quando ele disse isso. – Como você completa hoje 16 anos, sua aura fica mais forte e é mais fácil de eles o acharem. – Terminou ele
— Eles? Eles quem? – Perguntei
— Os demônios! Não só eles como os anjos caídos – Continuou – Eles querem o levar para Lúcifer, parece que ele ainda não aceitou um de seus demônios se apaixonar por um anjo. E ele quer que você pague por isso, e por esse motivo irei lhe ensinar a como utilizar a pedra e lutar. – Finamente terminou ele.
— O que são anjos caídos?!- Perguntei
— Oh cara, como você pergunta! Anjos caídos são os anjos que não são realmente gratos a Deus! Querem ser muito mais do que apenas anjos. Cometem pecados e tudo mais. Ao invés deles se tornarem iguais a Lúcifer, o nosso senhor resolveu que apenas terão suas asas cortadas de cairão para o mundo dos homens. – Ele parecia estar cansado de falar.
— Ah! Entendi agora! – Disse eu com um grande sorriso no rosto.
— Okay, agora tenho que ir porque já deu a hora de polir minhas asas. E também por que nós anjos não podemos ficar tanto tempo no mundo dos homens. – Disse ele com a luz de cegar aparecendo atrás dele – Até mais!
— Espera! Quando vai voltar pra me ensinar a usar a pedra?! – Gritei eu antes que ele terminasse de entrar na luz.
— Em breve! – Respondeu ele.
Entrou de vez dentro da luz.
Troquei olhares com o animal e disse – Tenho que pensar em um nome para você! – Ele levantou a cabeça e exclamou.
— S- SIM!
— Tinha que acontecer esse tipo de coisa logo no segundo dia das minhas férias?! – Pesei comigo mesmo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.