–Walpurgisnacht está vindo. — Murmurou Junko, limpando sua Soul Gem enegrecida. Mukuro levantou uma sobrancelha, curiosa. — É uma bruxa muito poderosa, de acordo com Kyubey.
–Eu posso fazer um contrato. — Mukuro ofereceu, como um lembrete gentil à irmã.
–Irmã mais velha boba, esquecendo que está proibida de fazer isso. — Junko riu, jogando a Grief Seed usada para Kyubey (que a "comeu" com suas costas. Aquilo era absolutamente absurdo.), e o animal assentiu.
–Correto. Você deveria se preparar.
Junko sorriu docemente, e Mukuro ficou arrepiada.
Semanas depois, Junko estava deitada no chão, metade do corpo dela enfiado na água suja que inundava a cidade. Metade da Soul Gem dela estava ali também.
A outra metade estava na mão de Mukuro, cortando profundamente enquanto ela apertava o pedaço de jóia, e sangue fez um caminho vagaroso para o chão.
–O quê aconteceu? — Perguntou Mukuro, sentindo os olhos de Kyubey nas suas costas.
–Ela superutilizou sua Soul Gem para derrotar Walpurgisnacht. — Ele respondeu. — Então, quando ela derrotou a bruxa, a Soul Gem dela se quebrou ao meio. Na verdade, eu estou surpreso que ela demorou tanto para morrer.
Mukuro se virou, raiva e surpresa escritas no rosto dela.
–O que isso quer dizer?
Kyubey olhou para ela, sem se mexer, sem piscar. Mukuro semicerrou os olhos, suspeita crescendo no peito dela.
–Puella Magis são movidas a base de esperança, e Junko Enoshima, de alguma maneira, usou desespero para se mover. Muito curioso, realmente. Mas você, Mukuro Ikusaba, você tem o mesmo potencial de Junko Enoshima. Qual vai ser o desejo que vai fazer sua alma brilhar?
Mukuro respirou profundamente e se virou, observando o rosto morto de Junko por um momento, tentando se lembrar de todos os detalhes.
Ela poderia quebrar as regras, agora. Junko ficaria irritada, mas era para ela.
–Me deixe tentar salvar a Junko, tantas vezes quanto eu precisar. — Mukuro disse, suavemente, virando-se para encarar a criatura.
–Muito bem. Seu desejo superou a entropia.
Kyubey sorria sinistramente enquanto Mukuro caia de joelhos na água suja, dor enchendo a visão dela com negro, uma sugestão de azul-claro nas bordas da vista dela.
Ela ia proteger Junko, desta vez. Ou tantas vezes quanto necessário. Mukuro não se importava. Ela ia continuar até Junko estar segura.
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