Notas iniciais
Sim, uma semana sem postar. O que posso dizer? Meu computador quebrou. Novamente. O que já é a quinta ou décima vez que isso aconteceu? Estou começando a acreditar que quem concerta está quebrando - porque... sinceramente.

não existia

MALIA, 9 ANOS.

Malia acordou e preferia ter continuado dormindo, porque acordada.... acordada ela não podia fingir que não sabia, que isso não acontecia, que Andrew não a olhava tristemente.

—Eu vou morrer? — questionou Malia, simplesmente.

—O caminho para a felicidade vai ser longo, Malia — disse ele sem encontrar seus olhos, como se a sabedoria transpirasse da sua pele, como se fosse um mago e soubesse de tudo, quem vivia, quem morria, quem não existiria. — Mas vai valer a pena. Sempre vale. Existem muitas dificuldades a vista e pode ser que no fim não seja alcançado o que se espera, mas isso não significa que é ruim. Ou porque algo aconteceu irá acontecer de novo, não se pode temer o futuro. No final do arco-íris — Andrew finalmente a olhou e seus olhos refletiam as lágrimas dela — sempre tem um pote de ouro.

Pote de ouro?, Malia sentia a boca amarga, os lábios pesados, o coração afundando. Não existia pote de ouro, não existiam fadas e anões, não existia esperança. Não existiria... ela.

—Eu vou morrer — respondeu a si mesma.

E algo se aquietou dentro de si.

Algo escuro, algo sombrio, algo que finalmente iria parar de crescer.