Notas iniciais
Boa Leitura!

Em meus pensamentos acho que pessoas com dislexia e TDAH não deveriam freqüentar escolas, muito menos escolas técnicas (bem vindo ao universo dos semideuses brasileiros). Minha vida não é nada fácil, acordo as 6h da manha faço curso, durante a tarde faço estagio em uma firma e para completar vou para o colégio, sem esquecer do meu curso de idioma aos sábados.

Meu nome é John Calgary tenho 16 anos e moro em São Paulo... Eu sei, eu sei semideuses moram nos EUA, mas depois de serem revelados meio-sangues nos quatro cantos do mundo, temos agora mini-acampamentos, apenas para reuniões e treinamentos simples. E se você deseja ser um semideus não faca isso principalmente se você for brasileiro, mas vamos ao que importa.

Meu dia estava normal como sempre, no curso fiquei conversando com os meus amigos: Glauber e Kevin. Ambos são semideuses, mas Glauber e um tanto quanto especial não sei o que, mas ele emana uma aura diferente.

Fui para a minha empresa e tive que encarar o meu chefe, ele era irritante! Algo nele me da vontade de socá-lo e matar ele com as minhas próprias mãos, sem armas, mas acabo chorando de tanta raiva. A única parte legal, além do meu salário tinha a Giovanna, ela era uma menina nova na firma e ela é tão baixinha e tão fofinha e ao mesmo tempo esquecida e atrapalhada.
Já estava preste a ir embora quando meu chefe me chamou.
– John! –Sua voz saiu grave e seus olhos estavam leitosos. –A batalha contra o Olimpo não acabou! Meus servos irão renascer meu pai e ele me vingara! – Fiquei nervoso, queria correr, chorar ou ate mesmo pedir socorro. –Os peões dos deuses não serão pareôs para os meus servos.

Com um baque meu chefe caiu no chão e eu saio correndo. O que foram aquelas palavras? Os semideuses mais próximos de mim vão ser convocados para uma reunião!

Semideuses não podem usar celulares, certo? Errado principalmente quando fora do território Americano. Mandei um whatssapp alertando meus amigos semideuses sobre a reunião e eu os convoquei. Marcamos os encontros para sábado na Starbucks da Av. Paulista.
E essa história do celular, nos só somos permitidos usar iPhones da 5ª geração acima. Os semideuses são capazes de acessar a internet móvel, mas são proibidos de fazer ligações e mandar SMS. Por isso usamos whatssapp, o que quase levou Iris a falência e a deixou muito brava.
“Tudo agora é esse tal de whatssapp, maldita filha da Atena!” — Vive dizendo isso.

Enfim, reunião marcada e graças que já é quinta-feira, porém ver a cara de preocupados de meus amigos me deixava aflito só de pensar e o pior de tudo e que nenhuns de nós foram reclamados ainda.

***


Sábado, 15h

–Olá senhor, o que vai querer?– Disse a atendente do Starbucks.

–Um Latte com néctar e 300g de ambrosia! – Disse empolgado, era o único lugar que vende alimentos divinos em nosso país e isso é de dar água na boca. Enquanto esperava o pedido de meus amigos vasculhei a área, dez semideuses devem atrair muitos monstros, mesmo não existindo muitos no Brasil. Pegamos nossos cafés para a viagem e saímos em direção ao Conjunto Internacional e entramos na Livraria Cultura, nosso escritório, pegamos os livros do Rick que mais gostamos e nos sentamos em circulo, afastados de todos e então começamos a reunião.

–Bem, boa tarde a todos.– Disse eu mais formalmente possível.

–Ah vai ser formal assim lá na casa de Hades! – Disse Glauber, ele sempre foi assim, serio o que não combinava com a sua estatura baixa.

Para adiantar as coisas tirei um tipo de narguile do bolso e ele emanou fumaça e logo um arco-íris apareceu e joguei uma dracma.

–Oh! Rainha Íris, aceite a minha oferenda e juro passar três dias sem usar o whatssapp. –Logo estávamos conectados a Long Island.

–Que surpresa! – Disse Quiron parando seu toca disco.

–Quiron temos pouco tempo. – Disse Glauber escondendo suas mãos e arregalando os olhos.

Sabia que algo de ruim estava por vir, e quase tudo o que Glauber falava acontecia. Só de pensar me arrepiei de medo, mas prossegui e contei o ocorrido em minha firma e então por surpreendente que pareça a Rachel apareceu atras dele com os olhos brilhando e uma fumaça verde a envolvendo e pronunciou:

–Venham para Long Island! – E então ela voltou ao normal com um sorriso de que nada aconteceu.

–Vocês ouviram, mandarei as dez passagens amanha de manha e o vôo parte ao anoitecer e mais uma coi... – Mas ele é logo interrompido quando uma estante de livros é derrubada logo atras de nós.

De todos nós apenas dois tinham espadas, e logo eu e Ana nos levantamos e percebemos o que era, era uma espécie de leão com asas de morcego, calda de escorpião e para piorar ele tinha um rosto humano.

– Semideuses! Vocês não vão atrapalhar meu chefe! – Rinha uma moca nas costas do leão. Seus olhos eram de um preto absoluto e sua pele levemente bronzeada entrava em total contraste com o seu cabelo e o penteado rabo de cavalo. – Eu sou Lia, filha de Marte ou Ares para vocês gregos. – E ela resmungou algo como "Não a credito..."

– Romana! – Eu e Ana demos um passo à frente brandindo nossas espadas, mas recuamos com o rugido do leão, que com sua calda ricocheteou minha espada para longe.

– O que foi? Medo da Manticora? – Ela gargalhou. – Pode atacar.
E para nosso azar a Manticora avançou eu rolei para o lado e olhei para Ana perguntando se ela conseguia enfrenta-lo só e ela concordou. Acho que todos esses nossos cinco anos de amizade nos fez compreender a mente um do outro. Cortando o assunto o leão cuspiu fogo, queimando metade da coleção de livros do andar técnico.

– Legal, além de venenoso ainda cospe fogo! – Gritou Kevin do outro lado da livraria.

– Qui... – Fernanda e Giovanna estavam próximas da fonte quando olhou para a ligação, ela tinha encerrado e só iria continuar quando fosse depositada outra dracma, que infelizmente não se encontrava perto delas. – John, dracma!- gritaram.
Vasculhei meu bolso e percebi que essa era a ultima e com um tiro certeiro a moeda vôo em direção da névoa e logo Quiron estava de volta.

– Quiron o que fazemos? – Fernanda estava de joelhos ao lado da névoa. Ela teve uma resposta, mas não consegui ouvir. – Giovanna! – Ela silabou um plano com ela.

– John! – Chamou Giovanna apontando para cima de minha cabeça, pensei que fui reclamado. Mas na verdade ela se referia ao Dragão de Madeira, mas o único problema era que ele era feito de madeira e a coisa não é um autônomo. Assenti com a cabeça teríamos que correr o risco.
Elas partiram em disparada em direção ao caixa e só então olhei que ainda tinha pessoas no lugar e que por incrível que pareça elas não estavam espantadas, estavam agindo normalmente não se preocupando com os barulhos de coisas quebrando e o sétimo andar estarem explodindo em chamas. Fiquei perplexo

– É a névoa, não se preocupe. Em países que existe poucas pessoas crentes na mitologia ela é mais densa. – Disse Bianca ao meu lado e com minha espada em punho. A encarei e logo ela entendeu. – Ah! É sua. – A devolveu para mim e foi para o canto da sala se jurar aos outros.

A batalha estava rolando ainda, quase todo o segundo andar estava ardendo em fogo. Ana tinha conseguido ferir As patas do leão o deixando imóvel e na calda da fera se encontrava presa uma coletânea de Harry Potter e isso o incapacitou de usar a mesma o único problema agora era que ele cuspia fogo e que sua juba agira soltava espinhos venenosos. Dei graça aos deuses pela fera esta imóvel e Ana estar se recuperando atrás de uma estante de livros lotada com os espinhos da fera, mas por sorte ela estava inteira apenas com um corte na testa e a salvo atrás da estante.

Virei-me para ver onde as meninas estavam, achei que estariam tendo sucesso, mas apenas pensei. Lia as encurralou e então corri o mais rápido possível em direção a elas.
Minha espada logo se encontrou com a dela e faíscas voaram para todos os lados.

– Desista você não tem nenhuma chance! – Gritou Lia me empurrando, antes de cair encontro os olhos das meninas e gesticulei para irem.
Me levantei rapidamente e comecei a lutar contra Lia, mesmo estando em desvantagem em relação a experiência , mas em verdade eu sou apenas uma distração e sem contar que minha espada não serve para mim, ela é muito curta e muito leve sendo que espadas pesadas e grandes são o meu forte.
Foram suados dez minutos de distração e isso me rendeu um corte no lábio e vários cortes no antebraço.

Ouvi uma microfonia e somente então os mortais notaram que o prédio estava em chamas e saíram todos correndo.
– Battle Mode! Dragon manobra defensiva. – Assim que Giovanna terminou a frase o Dragão de Madeira despencou do teto.
Em questão de segundos CD's e livros voavam em direção ao seu corpo e se juntando ao mesmo.

"Legal agora temos uma fogueira ambulante” Pensei, mas logo percebi o quão errado estava. Sua carcaça antes de papel agora estava se transformando em ouro, seus olhos eram dois CD's do Super Juniors rodando em alta velocidade e tocando os hits da banda.
A Larissa e a Giovanna se juntaram e começaram a dançar e cantar igual loucas.

– Uou! – Disse apreciando a criatura.

Ele avançou em direção a Manticora e uma batalha de fogo contra fogo se iniciou. Ambos soltavam chamas para todos os lados e em questão de segundos o dragão vôo com as presas abertas e cravou no pescoço do monstro que logo virou pedra e em estantes depois virou areia.

– Merda! – Lia correu ao ver o dragão indo a sua direção. – Me vingarei semideuses dos... – Mas logo ela tremeluziu em verde e sumiu.
Um minuto de silencio entre nos ate que somos interrompidos por um grito.

– Ana! – Larissa correu em direção ao local onde ela esta antes.

Notas finais
Dragão:
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Espero que tenham gostado! Desculpas pelos passiveis erros de português mas é porque digito pelo celular!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.