Pedaços Transformados
96 Tudo, nada, livre
tudo, nada, livre
ANDREW, (?) ANOS
A vida era passageira e ela passou em frente aos seus olhos.
Andrew viu tudo.
Andrew compreendeu nada.
Andrew sorriu, orgulhoso.
E chorou, triste.
Andrew suspirou e viu sua vida indo embora e não sendo mais sua, mas dela.
Andrew viu mais do que entendia, mas o que entendeu o fez aceitar a morte, porque ele fez tudo que podia e aquele era o fim.
Sempre era.
Nascer.
Morrer.
Quem nasce, morre.
Todos os seres vivos tem que morrer, um dia chega a hora para todos.
Chegou a hora dele, o momento dele.
Mas ele tinha vivido.
E não se arrependia.
Aquela foi sua escolha.
E, até mesmo agora, nos braços suaves de sua irmã, Andrew não se arrependia, porque ele tinha vivido.
E viveria.
Sua filha viveria.
Seus filhos viveriam.
Sua esposa viveria.
Ele continuaria vivendo neles depois da sua morte e aquela era a maior certeza de que escolheu o caminho certo, de que fez o bem.
Andrew morreu.
Mas continuou vivo, sendo o que sempre foi.
Tudo.
Nada.
Livre.
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