O que fazer?

CALUM, 13 ANOS.

Calum considerou isso (considerou muito isso) e tudo parecia tão... sem sentido.

Porque... Como você se apaixona por alguém?

Quando você tem essa certeza?

Como ele tinha essa certeza?

Calum tinha certeza que estava apaixonado e que sua paixão era Luke, mas como?

Como ele sabia disso?

Como ele sentia isso?

Como ele sabia que aquelas voltas e todos aqueles sentimentos de montanha russa que se reunia em seu estomago quando estava perto de Luke ou aquela falta de fôlego como se estivesse em queda livre quando estavam tão perto quanto aquele instante de Luke era por causa de... Oh, sim, Luke. O fator dominante.

Como... O que seria agora?

Calum estava com medo – medo de que tivesse perdido um amigo, medo de perder um amigo, medo de que as coisas não fossem como sempre, medo das coisas serem como sempre, medo de não querer, não suportar, que nada mudasse, medo de perder Luke e... medo de perder muito mais do que Luke.

Calum tinha medo de perder sua casa.

Sua família.

Sua verdadeira família.

Por que o quê seria dele sem Andrew, Liz, Julie? E Luke? O que seria dele sem aquelas pessoas que eram tão importantes para si?

Quem seria sem eles?

Os Hemmings era a família que ele escolheu e que o acolheram. Andrew e Liz eram como os pais que nunca teve e sempre quis (e agora ele tinha), Julie era sua irmãzinha e Luke...

Calum nunca sentiu como se Luke fosse seu irmão – ele era importante, querido, seu melhor amigo, mas não era seu irmão.

Calum não sabia explicar porque se sentia assim, ele apenas sempre se sentiu assim. Luke era um primo que odiou ao primeiro olhar e depois se tornou o seu melhor amigo, seu parceiro de confusões, sua primeira paixão.