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LUKE, 12 ANOS.

Não era como Luke pensou que seria, era muito mais estranho do que sua mente poderia lidar.

Era estranho, não tinha outra palavra para descrever.

E doloroso

Seus dentes bateram com força, seu narizes se chocaram de forma desconfortável e havia língua.

Nojento.

E, estranhamente, viciante.

Era estranho.

E Luke não podia parar de querer mais.

Era estranho como comer algo que não gostava e repetir.

Era estranho como ter algo que você nunca teve e estar confortável com isso, como se sempre tivesse tido, como se fosse familiar.

Era estranho.

Era novo.

Era bom.

E Luke queria mais.

(E não podia.

Porque aquela foi uma segunda tentativa e existia um limite para o quanto ele podia “tentar até acertar”; existia um limite para o quanto podia beijar seu amigo sem ser estranho [mais estranho do que já era, já foi], mas...

Luke queria mais.)

Luke engoliu em seco, porque queria mais.

Luke apertou as unhas fortemente contra sua pele, porque queria mais.

Luke tentou se concentrar no filme, porque queria mais.

E não podia.

Era um sonho, decidiu ele por fim. Nunca aconteceu. Calum estava dormindo, ele estava dormindo, Julie estava dormindo e... Luke ainda queria mais.