limite

ANDREW, (?) ANOS.

Colocar de lado quem era para que o mesmo não acontecesse com a pessoa que ama?

Andrew sentia-se feliz por sua filha ter alguém disposto a fazer isso por ela, mas...

Como pai de Luke, Andrew sentia-se triste.

O que Luke não faria por Julie? Precisava haver um limite!

Andrew tinha que colocar um.

Andrew tinha que, como pai, ajudá-los a entender que eles eram irmãos, mas não eram grudados um no outro; eram gêmeos, mas não eram idênticos.

Eles eram pessoas diferentes — eles tinham desejos e sonhos diferentes.

Eles podiam se amar, (eles se amavam), mas eles não podiam ficar dependentes um do outro — eles não eram dependentes um do outro.

Eles eram pessoas diferentes — e tinham que começar a perceber isso.

Julie tinha que começar a estender suas asas para que quando pulasse pudesse voar e não temesse cair, para que soubesse que podia cair e avaliasse os riscos, soubesse de certeza que isso era o que realmente queria, porque Luke não estaria lá ao lado dela, que nem sempre seu irmão estaria ao seu lado e que ela não podia esperar que ele a salvasse sempre.

E Luke... Luke tinha que perceber que seu mundo não era Julie, não girava ao redor dela nem de qualquer outra pessoa, mas ao redor de si mesmo; que ele não era simplesmente o gêmeo de Julie, mas Luke Hemmings, que ele era tão importante e valioso e impressionante como ela, que ele era quem era e que tinha que aceitar isso, se aceitar, aceitar que as lágrimas da sua irmã não eram sua culpa.

Andrew tinha que colocar limites para o que eles faziam e isso nunca era fácil, nunca era indolor, mas era preciso.

Andrew precisava separá-los.

Notas finais
Último capítulo por hoje!