Pecados Íntimos

29 Capítulo 28 – Miranda


Notas iniciais
E aqui está o cap novinho para vocês. Como o próprio título já diz, conheçam a Miranda!! Espero que gostem.

– Com licença, senhora Mikaelson – Bonnie entrou no quarto – Trouxe um chá para a senhora, vai se sentir melhor com isso.

– Obrigada, Bonnie – sorri pegando a xícara na mão dela e bebendo um gole, era de camomila – Mas não precisa se preocupar, eu estou me sentindo muito bem.

– Tive que mudar de ideia sobre o que acabei de falar quando uma nova contração me atingiu. Tudo que consegui fazer foi apertar com força a primeira coisa que vi na minha frente, no caso, a mão de Bonnie.

Um minuto depois a dor passou e eu consegui relaxar novamente.

– Desculpe-me, Bonnie – disse quando vi a careta que ela fez – Não queria ter apertado a sua mão com tanta força. É que eu não consigo pensar direito na hora da contração.

– Está tudo bem, não é a primeira vez que isso acontece comigo – garantiu – Quando minha irmã teve bebê eu fiquei ao lado dela. Acredite em mim, a senhora até que está bem calma.

– Já passei por isso antes – dei de ombros – Sei que não adianta nada começar a me desesperar, não vai fazer com que o bebê nasça mais rápido.

– A maioria das mulheres deveriam aprender isso – sorriu – Ia me esquecendo, sua sogra ligou, ela disse que ia buscar a senhorita Rebekah em algum lugar e as duas estavam vindo para cá.

Claro que nenhuma mulher quer passar por essa situação sozinha. E como Damon não está aqui do meu lado, como sempre sonhei, fico feliz em ter Esther perto de mim, ela está muito empolgada com a chegada da nova netinha.

– Ela não precisa ter tanta pressa assim, acho que temos bastante tempo – avisei.

– Sabe, a senhora tem mesmo muita sorte – continuou – Quero dizer, sem o pai do bebê aqui nesse momento, pelo menos a senhora tem alguém ao seu lado.

De uma coisa Bonnie estava certa, o pai da minha filha não está aqui comigo, e nunca vai estar. Na realidade, ele nem ao menos sabe que ela está nascendo hoje.

– Bonnie, eu preciso de ajuda com o … — Eve entrou de uma vez no meu quarto e parou assim que me viu – Oi, mãe...

– Oi, minha princesinha – a cumprimentei – Será que eu posso saber o que a senhorita está fazendo? — ela estava segurando um papel e tentou esconder de mim o máximo possível.

– Queria fazer uma surpresa para você – explicou – Eu estou fazendo um desenho para a minha irmãzinha.

– Eu disse que tudo indicava que a irmã ia nascer ainda hoje e ela correu para o quarto para fazer um desenho – nossa governanta explicou.

– Ora, princesinha, isso é adorável – sorri – Será que eu posso ver o desenho?

– Ainda não, só quando estiver pronto – negou com a cabeça – Bonnie, você pode me ajudar com o meu desenho?

– A senhora vai ficar bem aqui sozinha? — quis saber antes de qualquer outra coisa.

– Claro que vou ficar bem – garanti – Pode ir ajudar a Eve sem o menor problema, qualquer coisa eu te chamo.

Então vamos lá – segurou a mão da minha filha antes das duas saírem do quarto.

Não pude deixar de sorrir, tenho muita sorte de ter Bonnie aqui comigo, ela é uma das poucas coisas boas que tem acontecido comigo nessa palhaçada que tem sido os últimos seis meses. Ainda me lembro de como foi o dia em que voltei para casa.

*Flash Back*

Acordei, totalmente assustada, com um toque de telefone. Levei alguns minutos para me lembrar de que estava em um quarto de hotel junto com Eve, que dormia tranquilamente ao meu lado.

Alô! — minha voz saiu totalmente sonolenta, mas não me preocupei com isso, devia ser umas seis horas da manhã, eu tinha direito de estar dormindo.

– Senhora Mikaelson – ouvi uma voz de mulher do outro lado da linha – Seu marido, o senhor Niklaus, pediu para acordá-la. Ele está te esperando dentro de vinte minutos para poderem ir embora.

Passei a mão pelo cabelo. Sabia que Klaus queria voltar para casa ainda hoje, mas não sabia que seria tão cedo assim, pelo visto ele quer mesmo me deixar o mais longe possível de Mystic Falls.

Tudo bem, avise a ele que já estou indo – completei antes de desligar o telefone e me virar na direção da minha filha – Eve, minha princesinha, é hora de acordar.

Mas já? — ela abriu os olhos lentamente e coçou um deles, parecia com tanto sono quanto eu.

Sim! — afirmei com a cabeça – Está na hora de irmos. Você não quer chegar em casa logo?

Tem razão – concordou – Vamos lá.

Fui até o banheiro e fiz a minha higiene pessoal, ajudando Eve com a dela. Depois de nos duas estarmos arrumadas descemos para o saguão do hotel, aonde Klaus já nos esperava, ele parecia muito bem humorado para aquela hora da manhã.

E aqui estão as três mulheres da minha vida – aproximou-se pego a filha no colo, tentou me beijar, mas eu desviei, fazendo com que ele encostasse os lábios na minha bochecha – Como vocês passaram a noite?

Teria sido melhor se você não tivesse mandado alguém nos acordar a essa hora da manhã – reclamei.

Ora, Leninha, nós precisamos voltar para casa – lembrou – Você não quer perder o voo, não é mesmo?

E desde quando tem voo de Richmond até Nova York que saia nesse horário? — perguntei – Essa hora só costumam ter voos internacionais.

Tem um pouco de paciência, meu amor – respondeu – Logo você vai entender, o que está acontecendo.

Tudo bem – apenas dei de ombros.

Enquanto a você – virou-se para Eve – O que acha de comprarmos um monte de chocolate para comermos durante o voo? Você pode comprar quantos você quiser.

Oba! É uma ótima ideia – concordou – Eu adoro você, papai!

Foi impossível revirar os olhos, subornar uma criança de dois anos com balas e doces é um golpe muito baixo.

Pegamos um táxi na porta do hotel e seguimos para o aeroporto, mas invés de irmos para a área de embarque junto com os outros passageiros, Klaus pediu para o motorista seguir na direção da área dos aviões particulares. Dentro de um dos hangares, tinha uma aeronave esperando por nós.

Então era isso – comentei – Você comprou um avião particular?

Na verdade foi o meu pai – deu de ombros tentando parecer indiferente – Ele disse que é para a campanha, mas que podemos usar sempre que quisermos. E vamos admitir, isso é muito melhor do que ficar pegando voos comerciais.

Não disse mais nada, só consegui pensar que, sendo um voo só nosso, poderíamos sair a hora que quiséssemos, não precisava ser a essa hora.

Com licença, senhor Mikaelson – um homem, que imaginei ser o piloto, se aproximou de nós – Está tudo pronto para irmos.

Oh sim! — acenou com a cabeça – Vamos entrar logo, tenho certeza de que vocês vão gostar do voo, é bem tranquilo.

O avião por dentro era bem mais deslumbrante que por fora, isso eu preciso admitir, era bem espaçoso e tinha tudo para que o nosso tempo lá dentro fosse o mais confortável possível.

Eve, é claro, passou uma parte da viagem sem parar de falar o quanto estava achando tudo aquilo maravilhosa e, mais ou menos na metade do caminho, ela acabou dormindo. Eu me sentei o mais longe possível de Klaus e fiquei folheando um livro sem, realmente lê-lo.

Quando chegamos em Nova York, tinha um novo táxi esperando por nós. Nosso apartamento ficava bem longo do aeroporto, o que significa que é uma longa viagem até lá.

Papai, será que podemos ir ao parque amanhã? — minha filha perguntou, de repente — A gente pode andar de bicicleta e fazer um monte de coisas legais.

Infelizmente eu não posso, Eve – disse – Como eu passei dois dias fora, preciso ir para a empresa.

Que pena! — soltou um suspiro frustrado.

Se você quiser eu posso falar com a sua tia Bekah para ir com você – sugeriu – Já que a sua mãe não deve estar podendo fazer muito esforço.

Não precisa, papai – garantiu – Vou ficar em casa cuidando da mamãe e da minha irmãzinha.

Se você diz – completou antes de se virar para a janela, olhando a paisagem.

Klaus tinha achado que tinha ficado tudo bem, mas eu sabia a verdade. Eve queria passar um tempo com o pai e não com outra pessoa, mas ele está estragando tudo com sua obsessão pelo trabalho. Algumas coisas não mudam mesmo.

Prontinho, aqui estamos – falou novamente quando o táxi parou em frente ao prédio – Prontas para irem para casa.

Sim! — respondemos ao mesmo tempo.

O apartamento estava exatamente do jeito que eu deixei quando fui embora e, por mais que não esteja me sentindo mais em casa aqui, tem um ar totalmente familiar, afinal, fui eu quem escolhi cada item da decoração do local e gastei muito tempo com isso.

Ouvi, passos e logo Bonnie apareceu na porta que separava a sala da cozinha.

Senhora Mikaelson! — disse assim que me viu – Mas que bom vê-la por aqui novamente.

Oi para você também, Bonnie – a cumprimentei – Eu voltei para ficar, agora que meu pai está bom, não tem necessidade de que eu fique em Mystic Falls com ele.

Fico feliz que ele tenha ficado bem – declarou – E o senhor Mikaelson disse que vocês terão um outro bebê, isso é mesmo incrível.

Decidi contar para a Bonnie e para a minha família a novidade antes de vir te buscar – admitiu – Espero que não fique chateada com isso.

Então ele já estava indo me fazer a proposta contando que eu já fosse aceitar e voltasse com ele. Saber disso tornava tudo mais irritante.

Claro que não tem problema, meu amor – dei o sorriso mais falso que consegui colocar no rosto – E sim, Bonnie, vamos ter um bebê. É uma menina, na verdade.

Mas que incrível – sorriu, mais uma vez – Só quero que você saiba que estou aqui para o que precisar e posso, inclusive, ajudar com qualquer coisa sobre o bebê.

Obrigada, mais uma vez, Bonnie – disse – E vou mesmo precisar disso. Estou com alguns projetos e vou precisar de ajudar, não só com um bebê, mas também com a Eve.

Está vendo, meu amor, não precisa se preocupar com nada, tem várias pessoas ao seu redor que se preocupam com você – colocou a mão nas minhas costas – Agora acho que você devia ir descansar. Precisa de ajuda com a alguma coisa?

Não preciso de nada, Klaus – garanti – Ainda sei perfeitamente aonde fica com o meu quarto e posso chegar lá sozinha – dei enfase no “meu”, lembrando a ele sobre o acordo que fizemos ontem.

Sem nem ao menos olhar para trás, subi a escadaria que me levava ao andar de cima do apartamento.

*Fim do Flash Back*

Pensar em tudo aquilo me fez lembrar, automaticamente, de Damon. Claro que me deixou ainda mais triste, pois esse é um assunto muito delicado para mim.

Uns quatro meses depois de voltar para cá, Caroline me disse que ele tinha decidido ir embora de Mystic Falls e voltou para Atlanta, sua cidade natal. Isso foi tudo que eu quis saber, mesmo sabendo que Stefan deve entrar em contato com o irmão sempre e que minha amiga me contaria tudo.

Gosto de pensar que ele está totalmente instalado, conseguiu um bom emprego em um hospital, um apartamento legal, vai almoçar todas as semanas na casa dos pais e, quem sabe, até não conheceu uma garota legal que possa lhe dar o amor que merece. Isso faz com que as coisas sejam menos dolorosas para mim.

Meu celular começa a tocar em cima da mesinha. Eu o pego e lá está o número de Caroline piscando no identificador de chamadas.

– Oi, Car! — digo, assim que atendo a ligação – Fico feliz que tenha ligado.

Esqueci o celular em casa e só tive tempo de ir buscá-lo agora, foi só então que vi a sua mensagem – explicou – Está tudo bem? Você está no hospital? A Miranda já deve estar quase nascendo.

– Caroline, fica calma! — pedi – Eu estou ótima. Ainda estou em casa, esperando minha sogra e minha cunhada que vão vir acompanhar tudo. Ainda deve demorar um pouco, mas assim que a Miranda estiver aqui nos meus braços, eu te aviso.

Avise mesmo– pediu – Por favor, não me deixa aqui, totalmente ansiosa.

Eu queria tanto que ele estivesse aqui – ela sabia muito bem de quem eu estava falando – Sei que isso é totalmente impossível, mas ele, pelo menos, o direito de saber que a filha dele nasceu, pelo menos para ter a consciência de que já é pai.

Olha, Lena, eu vou ser bem direta agora, o Damon não quer saber como você está ai em Nova York da mesma maneira que você não quer saber sobre ele em Atlanta – explicou – Mas pode deixar que eu vou fazer com que a notícia, nem que seja de uma maneira indireta, ou, quem sabe, por uma mensagem subliminar.

– Obrigada, Car – dei um pequeno sorriso, apesar de ter algumas lágrimas no canto dos meus olhos – Nem sei o que faria sem você.

Nada de chorar, ouvi bem?– e por isso ela é minha melhor amiga, sabe, mesmo a quilômetros de distância, quando eu estou chorando – Logo minha sobrinha vai estar ai e você precisa estar bem e equilibrada para cuidar dela.

– Sei disso – concordei enquanto passava a mão pelo rosto, enxugando as lágrimas – E falando nisso, como é que está o meu sobrinho.

Nem só de coisas ruins foram feitos esses últimos meses, e uma coisa boa foi saber que Car também está grávida. Ela está com quatro meses de gestação e soube, há alguns dias, que vai ter um menino.

Ele está ótimo! – tinha certeza de que ele estava sorrindo e passando a mão pela barriga – Embora esteja deixando a mamãe com muita fome.

– Ora, Car, isso é normal – ri – É como as pessoas sempre dizer, mulheres grávidas comem por dois.

E valem por dois, também – reclamou – A doutora Fell disse que eu estou com o meu peso normal, mas eu estou me sentindo enorme.

– Certo! — decidi não discutir com a minha melhor amiga, mas provavelmente a doutora Fell está certa e ela deve estar mesmo muito bem. O problema é que Caroline Forbes sempre foi conhecida por ser exagerada.

Nesse momento eu ouvi um sino tocando do outro lado da linha. Esse som indicava que alguém tinha acabado de entrar na livraria.

Lena, eu preciso ir – avisou – Mas boa sorte no seu trabalho de parto e me avise assim que a minha sobrinha nascer.

Me despedi dela e desliguei o telefone, esse foi somente o tempo para começar uma nova contração. Apesar de estar sentindo dor, tentei me fazer de forte, pois sabia que logo ia passar.

Dei um olhada no relógio do celular apenas para verificar que o intervalo das contrações continuavam de meia em meia hora. Nada tinha mudado, o que significa que isso tudo ainda está bem longe de acabar.

– Olá, Elena, querida – a porta do quarto foi aberta novamente, dessa vez era Esther, minha sogra – Como você está se sentindo?

– Bem impaciente – dou um longo suspiro de frustração – As contrações ainda estão com um espaçamento bem longo.

– Não se preocupe, eu e a Rebekah vamos ficar aqui com você até a hora do bebê nascer – avisou – Espero que não se importe, mas eu disse para a Bonnie que ela podia ir para casa.

– Claro que não tem problema – garanti – Ela tem feito muito por mim e merece um descanso.

– Oi, mamãe do ano – Bekah entrou no quarto – Estava falando com Nik no telefone. Sei que ele está viajando a trabalho, mas deveria arranjar um tempo para vir aqui, nem que seja para ver a filha nascer.

Na realidade Klaus não está viajando a trabalho. Desde o inicio ele tem se mostrado bem indiferente em relação ao bebê, provavelmente por não estar aceitando muito bem a “filha de outro” como gosta de se referir a minha pequena Miranda.

Foi então que fizemos um acordo dele viajar quando estivesse entrando no último mês de gestação. Provavelmente foi junto com uma amante ou conheceu alguém aonde está, mas, sinceramente, não estou me importando com isso.

– Não precisava ter feito isso, Bekah – respondi – Não quero tirar o foco do Klaus no trabalho para se preocupar comigo, estou muito bem. Ele conhece a filha quando voltar para casa, não deve demorar muito para isso.

– E vamos garantir para que ela fique bem – minha sogra completou – Rebekah, por que você não vai ver como está a Eve. Tenho certeza de que deve estar louca para passar um momento com a sua sobrinha, não é mesmo?

– Claro, vou lá – concordou – Mas vocês não acham que seria melhor irmos logo para o hospital?

– A doutora Becker aconselhou que eu só fosse para o hospital quando as contrações estivessem de dez em dez minutos – expliquei – Antes disso seria uma perda de tempo e só iria causar estresse, para mim e para o bebê.

– Se você diz – deu de ombros – Bom, acho que vou lá ver a Eve, então.

Mas o tempo passou e as contrações continuavam no intervalo de meia em meia hora, já estava escurecendo do lado de fora e eu completamente exausta, tanto que decidi ir para o hospital de qualquer maneira. Esther foi junto comigo, enquanto minha cunhada ficou para tomar conta da Eve.

No meio do caminho conseguimos falar com a minha obstetra, que estava esperando por nós assim que chegamos a entrada do hospital. Ela me fez sentar em uma cadeira de rodas e me levou diretamente para uma sala aonde fez uma ultrassonografia.

– E então, doutora? — perguntei enquanto ela passa o aparelho na minha barriga e analisava as imagens, sem olhar para mais nada – Está tudo bem com a minha filha?

– Mande preparar o centro cirúrgico o mais rápido possível – pediu para e a enfermeira – Precisamos fazer uma cesariana de emergência.

– Imediatamente, doutora – afirmou com a cabeça antes de sair da sala.

– Cesariana? — fiquei totalmente confusa – Por que isso? Por favor, doutora, me conte toda a verdade. Meu bebê corre algum risco?

– Eu receio que sim, Elena – disse, um pouco cautelosa – Você está em trabalho de parto há mais de 12 horas, mas apesar das contrações, a sua bolsa não estourou. Todo o esforço do seu útero de colocar o bebê para fora, fez com que ela entrasse em sofrimento e isso é sempre um risco.

As lágrimas começaram a descer dos meus olhos, de repente todo o sofrimento do início da gravidez voltou. E eu achando que estava tudo bem e era somente uma questão de tempo até ter Miranda aqui comigo, mas estava enganada.

– Não precisa chorar, vai dar tudo certo – ela tentou me acalmar – Precisamos ser o mais rápidos possível e seremos.

– Eu quero acompanhar o parto da minha nora, se for possível – Esther se manifestou, tinha até me esquecido que ela estava aqui.

– Lamento senhora, mas por ser uma cirurgia de emergência, só permitiríamos a entrada do pai da criança – explicou – Espero que entenda.

– Claro! — concordou antes de se virar para mim – Não se preocupe, querida, estarei aqui rezando por vocês, vai dar tudo certo – deu um beijo na minha testa antes de sair.

Depois disso eu fui levada para trocar de roupa e logo estava dentro do centro cirúrgico. Estava totalmente nervosa, quando Eve nasceu foi de parto normal, durou apenas o tempo necessário, mas agora eu teria que passar por um cirurgia e isso sempre apavora.

Tomei a anestesia que logo começou a fazer efeito, colocaram o soro, um pano verdade na frente do meu rosto e começaram a monitorar os meus batimentos cardíacos. Logo, a doutora Becker apareceu.

– Bom, vamos logo começar essa cirurgia – avisou – Imagino que você deva estar ansiosa para ter a sua garotinha aqui contigo, não é mesmo?

– Pode ter certeza! — concordei.

Não sei quanto tempo se passou, eu só via as pessoas passando por mim e fazendo comentários ou outros, sem ter a menor ideia do que eram ou do que estava acontecendo. Tudo que sei é que quando eu ouvi o chorinho agudo de bebê ecoando pelo local, tudo se esvaiu da minha mente, aquela é a minha filha.

– Parabéns, Elena! — a médica disse – Ela parece forte, saudável e tão um pulmão bem potente.

– Eu quero vê-la? — estiquei os braços.

– Já vão vim trazê-la para você – garantiu – Só precisam saber se está mesmo tudo bem.

Depois de fazer os primeiro exame, ser pesada e limpa, Miranda, finalmente, veio para os meus braços. Ela parecia um pouco menor do que a irmã quando nasceu, seu rosto estava um pouquinho roxinho (algo normal devido ao tempo que levou para nascer, segundo a doutora Becker) e seu olhinho azuis olhavam diretamente para mim.

– Oi, minha princesinha – sussurrei enquanto passava a mão pela sua cabecinha – Passamos por muita coisa nesses últimos nove meses, mas agora você está aqui comigo e isso é tudo que importa.

Não demorou muito para levarem a minha filha para o berçário e eu fui transferida para o quarto. Não tenho ideia de que horas são, mas estou totalmente exausta e tudo que quero fazer agora é dormir.

– Com licença, Lena – minha sogra entrou no quarto – Sei que você deve estar cansada, mas só queria dizer, assim que você entrou na sala de cirurgia, eu liguei para a Rebekah e pedi para ir com a Eve para a minha casa. Ela vai dormir na minha casa, espero que não se importe.

Sem forças para falar nada no momento, eu apenas balancei a cabeça afirmativamente.

– Só me deixaram ver a Miranda pelo vidro do berceiro, mas deu para ver o quanto ela é linda – deu um sorriso bobo – Bom, agora vou deixar você descansar, mas amanhã eu volto aqui.

Assim que Esther saiu e fechei os olhos e não demorou muito para eu cair na inconsciência. Tive um sono tranquilo e sem sonhos, acordei já de dia com um barulho dentro do meu quarto, abri os olhos lentamente e vi uma silhueta perto da janela, que logo reconheci como sendo do meu marido.

– Klaus? — minha voz ainda saiu meio grogue, mesmo assim ele ouviu e se virou para mim – O que você está fazendo aqui?

– Rebekah, minha persuasiva irmãzinha, me ligou ontem a noite e não desligou até eu dizer que estava vindo imediatamente para Nova York – explicou, revirando olhos – O maior argumento dela foi que eu não sai do seu lado quando a Eve nasceu e deveria fazer a mesma coisa agora.

– Você não precisa ter se preocupado – garanti.

– Sim, eu precisava – afirmou – Somos um casal apaixonado que acabou de ter um bebê, as pessoas precisam acreditar nisso.

Minha vontade era de perguntar por quê ele tinha praticamente me obrigado a voltar para Nova York sendo que não consegue ficar mais de cinco minutos perto de mim. Por que viver uma mentira?

– Com licença! — a enfermeira entrou quarto trazendo um embrulho rosa – Alguém está aqui querendo mamar.

Sorriu e me ajeito para poder segurar a minha filha no colo.

– E você deve ser o pai, imagino? — virou-se para o Klaus – Você quer segurá-la um pouco? Sei por experiência própria que se deixá-la ir para o colo da mãe, não vai sair de lá pelos próximos cinco meses.

– Não precisa – negou com a cabeça – Tenho medo de derrubá-la ou qualquer coisa parecida.

– Isso é verdade – concordei, entrando na história dele – Quando Eve nasceu, Klaus só a segurou quando estava sentado na poltrona.

– Bom está certo — completou, me entregando Miranda e saindo do quarto.

Fiquei mais um pouco admirando minha filha, alguns pequenos detalhes que não tinha reparado ontem. Ela parecia muito comigo, mas tinha algo no seu rostinho que parecia muito com Damon.

Um barulho de celular interrompeu os meus pensamentos, quando me virei Klaus estava tirando o aparelho do bolso interno do paletó.

– Com licença, eu preciso atender – avisou enquanto caminhava em direção da porta – Niklaus Mikaelson falando...

Miranda estava mesmo com fome, pois começou a sugar o leite com bastante força. Eu ao apenas fiquei a admirando e passando a mão pela sua cabecinha.

– É, minha filha, pelo jeito tem coisas que nunca mudam – fui tudo que eu disse.

Notas finais
Bem tenso, mas ficou tudo bem com elas. O que acharam da Miranda? Fofa né? *** Bom, esse é, oficialmente, o último cap da fic, semana que vem teremos o epílogo (que vai ser no ponto de vista do Damon, como eu já disse antes) e também vou postar junto o prólogo da segunda temporada. *** Bom, gente, é isso comentem e digam o que estão achando. Recomendações?