Pecados Capitais
13 Em meio ao ódio existe o amor .
Notas iniciais
Na manhã seguinte eu já havia acordado fazia horas desde que o despertador tocara . A agressividade que Nathan falara comigo e em seguida apertara meu pulso não me saia da cabeça . Caminhei até o banheiro e enquanto lavava o rosto pude ver o quanto meu pulso estava roxo .
Toquei brevemente o local e pude ver que ainda estava dolorido ... aquilo apenas me decepcionara ainda mais . Eu me vesti com apenas um short e um blusão e um simples allstar ... para mim estava mais do que perfeito .
O primeiro olhar que encontrei fora o de Nathan . Ele ainda me fitava com a fúria de ontem a noite e isso me perturbava . Me sentei ao lado de meu pai e assim que estendera a mão para pegar a jarra de suco a manga de meu blusão se comprimiu e então a marca ficara completamente exposta .
Nathan a vira imediatamente e então seu olhar se suavizara . Mas não apenas ele ... meu pai pegara meu pulso no mesmo momento demonstrando uma extrema expressão de preocupação .
– O que houve aqui querida ? — perguntou meu pai analisando meu pulso .
– Nada dimais ... acho que dormi de mal jeito . Devo ter dormido sobre o pulso novamente ... fique tranquilo ...isso acontece com frequência . — eu disse sorrindo .
– E dói ? — perguntou ele ainda tingido pela preocupação .
– Dói . Mas a dor e muito mais do que carnal . — A dor na verdade era por dentro . Como Nathan teve a coragem de falar comigo daquela maneira ...? Gritando e então me machucando ...como ele pode ?
– Quer que enfaixe para você Sophie ?- perguntou Nathan gentilmente .
– Não . Não precisa — eu posso ter sido levemente grossa ... mas ele merecia .
Assim que terminei de comer , como de costume eu dera um beijo em meu pai e em vez de sair eu fora para o jardim por que havia uma certa pessoa que ... eu gostaria de encontrar .
Quando avistei Erik , corri até ele sem que ele percebesse e então o abracei por trás . No começo ele se assustara mas depois abrira um belo sorriso ao perceber que era eu . Seu perfume era muito cheiroso e isso era uma das coisas que mais me agradava .
– Oi — eu disse próxima ao seu ouvido .
– Oi — disse ele pegando minhas mãos para então ficar frente a frente para mim . Seu sorriso era sincero e verdadeiro mas diminuíra assim que olhara para meu pulso ...será que estava assim tão feio ? — O que houve aqui ?
– Ahm ... um idiota me machucou .
– Quem ... ?
– Nathaniel .
– E por que seu irmão faria isso com você ?
– Por que ele é um idiota ? — eu disse ironicamente — Está tão feio assim ?
– tá bem roxo ...
– Em alguns dias irá sair ... você verá .
– Assim espero — disse ele voltando a sorrir .
– O que tem pra hoje ?
– Bem ... vou levar Amanda para resolver uns assuntos pendentes . E você ... ?
– Acho que pretendo escrever um pouco ..
– com o pulso deste jeito ?
– Urgh ... não quero ficar em casa .
– Acompanhe Amanda ... tenho certeza que ela não se importaria .
– Vou pensar nesta ideia — eu disse sorrindo . — Até mais Erik — eu disse me virando mas ele então me puxara para um breve beijo que com certeza balançara as minhas estruturas . Eu não iria mentir ... Erik beijava bem mas me irritava em pensar com quantas já havia treinado .
– O que foi ? — perguntou ele olhando profundamente em meus olhos .
– N-nada ... não é nada — eu disse sorrindo .
– Não gostou de ter sido beijada ? — tomei seu rosto em minhas mãos e sorri .
– Como poderia não ter gostado ?
– Não sei ... talvez minha companhia não a agrade .
– Não diga besteiras — eu disse sorrindo .- O vejo mais tarde ?
– Com certeza — disse ele sorrindo .
Entrei em casa já me arrependo por não ter passado mais um tempo junto a Erik . Em meu quarto eu apenas sentara na cama com o caderno em mãos mas não conseguia pensar em nada no que poderia gostar de escrever ...a inspiração havia simplesmente sumido ... mas também ... depois de tudo o que acontecera .
A porta do meu quarto se abriu e Nathan entrou . Talvez eu devesse manter a porta trancada para evitar que ele se aproxime mas acho que ele não conhece o conceito de privacidade provavelmente quebraria a porta para entrar ... por que é simplesmente um perfeito tosco .
– O que você quer ? — eu perguntei irritada — Veio me machucar novamente ?
– Eu queria me desculpar por ontem a noite — disse ele se sentando a minha frente .
– Desculpas não irão apagar o que você fez ou muito menos tirar o roxo do meu braço Nathan .
– M-me desculpe ... não queria machuca-la .
– Por que agiu daquela maneira ... POR QUE ME ATACOU ?
– Eu não a ataquei .
– Sim atacou .
– Eu ... eu ...
– DIGA NATHAN — fora a minha vez de gritar e apertar seu pulso por mais que soubesse que não conseguiria machuca-lo .
– Acho que ... não gosto de sua aproximação com Erik .
– Não gosta ?
– É . Não acredito que ele seja o melhor para você .
– E quem seria ? Você ? Meu irmão ? — perguntei . — Pelo amor de Deus . Não preciso que ache certo ou errado ou muito menos preciso de sua opinião . Saia do meu quarto . — Ele apenas me fitava ... estava sem expressão talvez eu estivesse sendo um pouco cruel . — SAIA ! — fora meu ultimo grito e então ele saíra batendo a porta atrás de si .
Será que ele não entende que quero me afastar ? evitar o pior ? Por que ele tem que se aproximar tanto de mim e causar tanta confusão dentro de mim mesma ? O que é isso que eu sinto ? Sei que sinto ódio . Muito ódio pelo simples fato de ele achar que ele pode opinar em minha vida mas ao mesmo tempo não paro de pensar nele ... Ah ... o que é isso meu Deus ?
Mais tarde Amanda viera me convidar para acompanha-la em suas atividades pendentes . Eu aceitara por que seria um pretexto excelente para sair de casa . No caminho eu não dissera uma sequer palavra , eu ainda estava confusa e perdida em meus pensamentos ...
Amanda fora arrumar papéis e me surpreendera ao saber que eram sobre mim . Aparentemente eu era agora oficialmente Sophie Parker com direito a passaporte e tudo . Mas não era apenas isso ... começaríamos a ver as vagas em faculdades para começar antes do mês que vem . Eu poderia optar por um perto de casa ou mais longe ... mas Amanda me aconselhara estudar próximo a nossa casa ... é engraçado ouvi-la dizer ... nossa casa .
Na volta eu encontrara meu pai e Nathan . Os dois estavam bem vestidos a pareciam felizes em uma conversa que não aparentava ser interessante . Assim que nos viram , meu pai caminhara em nossa direção .
– Por que está tão bem vestido papai ? — perguntei sorrindo enquanto o abraçava .
– Não quero passar a noite em casa ... que sair com minha família .
– E aonde iremos ?
– Jantar ...
– Ahm ... vou me trocar — eu disse começando a subir as escadas .
– Talvez devesse pedir a Erik para nos levar papai .
– Erik não ! — eu disse retornando — Está de noite e seu turno já acabara . Você sabe muito bem que ele precisa da noite para estudar — eu disse me dirigindo a Nathan .
– Sophie tem razão . É um bom garoto e precisa se formar — disse meu pai . E sendo maturo ou não ... pus língua para Nathaniel e então tornei a subir para então me arrumar .
Eu não sabia o que esperar desta noite . Mas algo me dizia que algo muito ruim estava para acontecer ... eu podia sentir ... que algo não estava certo .
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