Pecados Íntimos

10 Capítulo 9 – Para que servem as amigas?


Notas iniciais
Já estava com saudades de escrever essa fic!!!! Bom gente, ano novo vida nova e 2014 já começou cheio de planos para mim e espero que para vocês também! *** Antes que eu esqueça, quero agradecer a Camila Nogueira CahNog pela linda recomendação. Enfim, aqui está o cap, espero que gostem

Estava deitada no sofá da sala do meu pai mudando os canais rapidamente procurando alguma coisa para assistir na televisão. Em um dos canais de filmes estava passando uma cena romântica em que o casal se beijava debaixo da chuva, eu desliguei na mesma hora.

– Uau, pelo jeito você não quer mesmo ver uma cena de beijo, irmãzinha – foi nesse momento que percebi que Jer estava parado bem atrás de mim – Por que tanto ódio assim?

– Apenas não estou com vontade de assistir nenhuma cena romântica hoje – dei de ombros – Acho que eu tenho esse direito, não é mesmo?

– Isso tudo é saudade do seu marido? — brincou enquanto se sentava em uma ponta do sofá e colocava as minhas pernas sobre o seu colo.

– Queria que fosse – dei um longo suspiro, na verdade eu não queria me lembrar do beijo que tinha trocado ontem com o Damon, o que, por mais que eu queira, está cada vez mais difícil de fazer.

– Não estou gostando dessa cara – observou — Se eu não te conhecesse, diria que está apaixonada por outro.

Mordi, levemente, o lábio inferior antes de me sentar e encarar o meu irmão.

– Jer, será que você promete guardar segredo de uma coisa que eu vou te contar? – pedi, precisava desabafar isso com alguém o mais rápido possível ou ia acabar enlouquecendo.

– Mas é claro, Elena, nem precisa pedir duas vezes – garantiu, beijou os dois dedos indicadores, um em cima do outro em formato de “x”, o mesmo juramento que fazíamos quando crianças. Não pude deixar de sorrir — Me conte, quem sabe eu possa te ajudar.

– Duvido muito, mas não custa nada tentar – admiti.

Antes que eu pudesse falar qualquer outra coisa, Eve desceu as escadas correndo e sentou entre nós dois no sofá, ela segurava um giz de cera em uma das mãos e um papel na outra.

– Mamãe, olha só que lindo o desenho que eu fiz para o vovô – disse enquanto me mostrava a folha, totalmente animada – Essa daqui é a casa do vovô, esse é o tio Jer, essa é você, essa sou eu e esse aqui é o papai – os quatro primeiros “bonequinhos” estavam próximos a casa e o último, que ela mesma disse que representava o Klaus, estava bem distante, não pude deixar de sentir um aperto no coração, essa é a visão que minha filha tem do próprio pai, como alguém ausente.

– É lindo, minha princesinha – disse, dando um pequeno sorriso – Não é mesmo, Jer?

– Está maravilhoso, Eve – meu irmão concordou – Você é uma verdadeira artista.

– Vou dar de presente para o vovô quando ele chegar em casa – falou – Ele pode colocar no quarto e olhar para o desenho todos os dias.

Depois de uma longa semana no hospital, meu pai, finalmente, recebeu alta e está voltando para casa hoje. Eu não poderia estar mais feliz, principalmente pelo fato de que não vou precisar ver Damon todos os dias, embora isso também me deixe bem triste.

– É uma ótima ideia, filha – dei um beijo no topo da cabeça dela – E quando seu avô voltar a trabalhar, pode colocar o desenho na mesa dele, não é mesmo?

– Sim! — concordou.

– Acho que vou começar a ficar com ciúmes – Jeremy cruzou os braços, se fingindo de bravo – Eu também quero um desenho para levar para a faculdade.

– Eu faço um desenho para você também, tio Jer – afirmou.

– Oba! — levantou os dois braços, totalmente feliz – Só tem um problema, princesinha, eu estou indo embora daqui a pouco, será que dá tempo de você fazer o desenho? — uma outra coisa triste é que Jeremy estava voltando para a faculdade hoje, já estava totalmente acostumada a ter o meu irmão por perto e vou sentir muita falta dele.

– Deixa eu ver o que posso fazer – colocou a mãozinha no queixo, pensativa – Já sei, eu te dou esse desenho e faço outro para o vovô.

– Ora, obrigado, Eve – sorriu, enquanto pegava o desenho – Bom, vou deixar vocês aqui enquanto vou terminar de arrumar as minhas coisas.

– Não acredito que você já vai embora, Jer – fiz um biquinho antes de olhá-lo – Bem que você podia ficar mais um pouco aqui em Mystic Falls.

– Eu queria, mas já passei tempo demais aqui – deu de ombros – Além disso, semana que vem começam as minhas provas e eu preciso estar lá para poder fazê-las, não é mesmo?

– Tem razão – concordei – Bom, então vai lá, você vai sair assim que o papai chegar, não é?

– Exatamente – foi a última coisa que falou antes de subir as escadas.

– E então, minha filha? — segurei Eve e a coloquei sentada no meu colo – O que você está achando de ficar mais tempo aqui em Mystic Falls?

Conversei com ela sobre isso ontem à noite quando recebi a notícia de que meu pai já iria sair do hospital. Afinal, se ela teria que ficar aqui comigo teria que saber disso, caso Eve quisesse voltar para Nova York, teria de deixá-la ficar lá com o Klaus.

– Eu gostei de saber disso, aqui é muito legal – disse – Mas eu estou com saudades do papai.

– Sei que você está com saudades dele, Eve – apesar do meu marido passar muito mais tempo no trabalho do que em casa, ela não tinha passado mais do que 24 horas sem ver o pai, pelo menos não até agora.

– Queria que ele viesse aqui nos visitar – admitiu.

– Quem sabe se você pedir isso a ele o seu pai não venha passar um fim de semana aqui em Mystic Falls com nós duas? — sabia que isso era quase impossível, mas não queria destruir os sonhos dela.

– Vou fazer isso quando falar com ele da próxima vez, tudo bem? — pediu, agora estava totalmente animada.

– Claro, faça isso – concordei.

– Agora eu vou lá para o meu quarto fazer o novo desenho para o vovô – pulou do meu colo e começou a saltitar em direção as escadas.

Fiquei observando minha filha enquanto ela desaparecia no andar de cima da casa. Foi nesse momento que meu celular começou a tocar, quando o peguei na mesinha de centro, o nome de Caroline piscava no identificador de chamadas, eu já tinha salvo o novo número da minha amiga na agenda.

– Alô! — disse assim que coloquei o aparelho no ouvido.

Lena, sou eu – ouvi a voz da minha amiga do outro lado da linha – Você ligou para mim mais cedo? Só agora eu vi a sua chamada.

Tinha ligado para ela mais cedo com o intuito de conversarmos. Talvez tenha sido bom não ter conseguido conversar com o meu irmão, Caroline conhecia melhor o Damon e poderia me ajudar com a grande questão que não sai da minha cabeça, Jer é capaz de me julgar por estar tendo pensamentos impróprios com o médico do nosso pai, sendo que meu marido está a quilômetros de distância.

– Sim, Car, eu te liguei – respondi – Queria saber se a gente pode se encontrar ainda hoje.

Mas é claro que sim – disse, sem nem pensar duas vezes – Aconteceu alguma coisa? Você parece preocupada.

– Apenas queria conversar um pouco com a minha melhor amiga – expliquei – Sabe como é, colocar o papo em dia.

Temos nos visto todos os dias desde que você chegou aqui, o nosso papo está em dia – lembrou, rindo levemente – Mas tudo bem, o que acha de irmos até o Grill agora?

– Agora eu não posso – falei – É que o meu pai está quase vindo para a casa e meu irmão também está voltando para a faculdade hoje, então não tem a menor condição de eu sair de casa agora.

Seu pai recebeu alta? Mas que maravilha – ela parecia mesmo feliz com a notícia – Então vamos mais para o final da tarde, umas quatro horas, pode ser?

– Confirmadíssimo, nos vemos lá no Grill, então – concordei, foi nesse momento que a campainha tocou – Car, agora eu tenho que desligar.

Tudo bem, eu também tenho umas coisas para fazer agora – completou – Até mais tarde.

Uma ambulância, juntamente com um enfermeiro, ia trazer o meu pai para casa, assim, nem eu nem Jer teríamos que ir até o hospital somente para isso. Mas eu tive uma grande surpresa quando encontrei Damon Salvatore parado na entrada da casa.

– Oi! — deu um sorriso sem graça, será que ele estava tendo os mesmos pensamentos que eu a respeito do beijo? — Como eu só tenho paciente depois do almoço decidi trazer o seu pai, assim ele não precisava vir dentro de uma ambulância, temos que concordar que isso é muito desconfortável.

– Nunca andei de ambulância, mas se você diz que é desconfortável, eu acredito – dei de ombros – E obrigada por ter feito isso, você não tinha a menor obrigação.

– Não foi nada – garantiu – Como eu já te disse, o seu pai foi muito importante para mim quando eu vim morar em Mystic Falls, era o mínimo que eu podia fazer.

Meu pai estava sentado no banco do passageiro do carro de Damon, percebi que ele estava nos observando atentamente, mesmo daquela distância.

– Será que você pode me ajudar a retirá-lo do carro? — pediu.

– Acho melhor eu chamar o Jeremy – avisei, apontando para dentro da casa – Mesmo só se apoiando em mim, não sei se vou conseguir ajudá-lo a subir as escadas.

– Está bem! — concordou – Vou ficar esperando aqui.

Como meu irmão já tinha terminado de arrumar as suas malas, então pode ir até o andar de baixo sem nenhum problema. Mesmo protestando muito, meu pai acabou concordando em ir para o andar de cima e deitando em sua cama.

Para a minha sorte, Damon precisava ir para o trabalho e não demorou muito para ir embora. Jeremy foi o próximo a ir, saiu cerca de meia hora depois.

– Tchau, irmãozinho – o abracei quando estávamos em frente ao carro dele – Vou sentir muito a sua falta.

– Também vou sentir a sua falta, Lena – beijou a minha testa – E você, pequena, cuida muito bem da sua mãe, está bem?

– Claro, tio Jer – afirmou enquanto ele bagunçava o seu cabelo.

– Vou ligar todos os dias para saber como está o papai – avisou – E vou tentar vir aqui quando as minhas provas acabarem.

– E quando vier traga a sua nova namorada – pedi – Quero muito conhecê-la.

– Pode deixar que eu vou trazê-la – garantiu e, em seguida, deu uma rápida olhada no seu relógio – Bom, acho melhor eu ir se quero chegar no campus antes de anoitecer.

Nos despedimos mais uma vez antes dele entrar no carro e ir embora. Fui para a cozinha e dei o almoço de Eve, quando ela terminou a deixei na sala assistindo um pouco de televisão antes da hora da sua soneca, depois coloquei um pouco de sopa em um prato e levei para o andar de cima da casa.

– Pai! — abri a porta, lentamente, antes de entrar no quarto – Trouxe a sua comida.

– Se é que você pode chamar essa sopa rala de almoço – fez uma careta enquanto se sentava.

– Você sabe que ainda não pode nada com sal, muito menos gorduroso – lembrei – São ordens do doutor Salvatore.

Sentei na ponta da cama colocando a bandeja entre nós dois. Peguei um pouco de sopa na colher e levei até ele, exatamente como eu fazia com a minha filha quando ela era bebê.

– Não precisa fazer isso, Elena, não sou um bebê – reclamou, mais uma vez – Posso muito bem tomar essa sopa sozinho.

– Se você diz – empurrei o prato mais perto dele e meu pai começou a comer – Mas é bom comer, é melhor ficar aqui para garantir isso.

– Não tem nada mais interessante para fazer do que ficar de olho em mim? — quis saber – Por exemplo, tomar conta da sua filha?

– Acredite, cuidar da Eve dá menos trabalho do que cuidar de você – o reprimi – Pelo menos ela faz o que eu peço.

– Eu também faço isso – mostrou a colher cheia antes de colocá-la na boca – Mas agora me diga, como estão as coisas entre você e o Damon?

No mesmo instante eu pude sentir as minhas bochechas esquentando e fiquei olhando para a colcha da cama tentando disfarçar e espero que tenha conseguido. Só tem um motivo para ele ter feito essa pergunta, será que Damon comentou alguma coisa a respeito de ontem?

– Por que quer saber? — dei de ombros, me fingindo de indiferente – Não conseguiu arrancar nada com o doutor Salvatore enquanto ele te trazia até aqui?

– Não, eu não consegui – admitiu – Mas eu percebi que vocês dois estavam conversando bem à vontade enquanto eu estava no carro.

– É porque somos amigos, pai, não veja coisas onde não tem – não pude deixar de suspirar aliviada, eu estava me preocupando a toa – Sou casada e amo o meu marido.

– Não estou vendo o Klaus aqui – lembrou – Ele não parece gostar tanto assim de você quanto pensa.

– Ele precisa trabalhar – tentei defendê-lo, mas sabia que meu pai tinha razão, Klaus nem ao menos cogitou a ideia de vir aqui me ver – Mas, mudando de assunto, vou precisar dar uma saída daqui a pouco, você se importa de ficar um pouco com a Eve?

– Claro que não me importo, nada me deixaria mais feliz que ficar tomando conta da minha neta – respondeu – Assim eu me sinto um pouco útil, já que você não me deixa fazer nada.

– Não vai ter trabalho nenhum, a Eve vai dormir daqui a pouco e não deve acordar até a hora de escurecer e eu já vou estar de volta — avisei – Não vai precisar nem levantar da cama.

– Sabia que era um milagre muito grande você me deixar aqui tomando conta dela – revirou os olhos – Bom, será que eu posso, ao menos, preparar alguma coisa para a Eve comer? Provavelmente, ela vai acordar com fome.

– Eu trago alguma coisa da rua – garanti – Não precisa se preocupar com isso.

– Estou começando a me sentir como um inválido que não pode sair dessa cama – fez uma careta – Desse jeito eu vou acabar ficando doente mesmo.

– Deixa de ser dramático papai – revirei os olhos – Precisa descansar, pelo menos nos primeiros dias em que estiver aqui, é por isso que eu estou aqui.

Quando voltei para a sala, Eve já estava dormindo profundamente, então eu a coloquei na cama antes de ir trocar de roupa para sair. Cheguei ao Mystic Grill alguns minutos depois do que eu tinha combinado com Caroline, assim que eu entrei no local, um dos garçons veio falar comigo.

– Lena? — me olhou, totalmente surpresa – Elena Gilbert, é você mesma?

Foi então que eu o reconheci. Aqueles olhos azuis, cabelos loiros e jeito atlético, só podia ser uma pessoa.

– Matt! — o abracei – Quanto tempo que eu não te vejo.

– Também, nunca mais veio aqui na cidade – lembrou – Soube que você se casou e que tem uma filha.

Matt Donavan estudou comigo desde a pré-escola até o último ano do Ensino Médio. Sei que ele tinha uma quedinha por mim quando éramos mais novos, inclusive ficou com a minha melhor amiga na tentativa de me fazer ciúmes, mas meio que desistiu quando eu comecei a namorar o Tyler.

– Sim, eu estou casada e tenho uma filha linda – afirmei, enquanto mostrava a aliança na minha mão esquerda – Sabe se a Caroline já chegou? Vim aqui me encontrar com ela.

– Ela já chegou sim, está lá dentro – disse – Venha, deixa que eu te levo até a mesa dela.

Car estava em uma mesa no canto do Grill. Assim que ela me viu se levantou para me cumprimentar com um beijo no rosto.

– Desculpa a demora, Car – disse – É que eu tive que verificar se não tinha nenhum problema em deixar a Eve sozinha com o meu pai, sabe como é né?

– Claro que não tem problema, eu também acabei de chegar – avisou.

– Elena, você quer beber ou comer alguma coisa? — Matt perguntou, só agora que eu reparei que ele ainda estava ali.

– Quero a mesma coisa que a Caroline – disse, minha amiga estava tomando um chocolate quente, apesar de o verão ter acabado há menos de um mês, hoje está um dia relativamente frio.

– Já vou trazer – afirmou antes de se retirar.

– É, parece que as coisas não mudam – Car deu um sorrisinho malicioso – Parece que ele gosta de você tanto quanto na época do colégio.

Fiz uma careta, tudo que eu não precisava era de mais um problema amoroso na minha vida.

– Tudo bem, Elena, pode me contar agora mesmo porque foi que você quis marcar esse encontro – pediu – Aquela história de colocar o papo em dia não me convenceu.

– Eu precisava desabafar com alguém – expliquei – Ontem de tarde eu acabei indo até o apartamento do Damon e nós dois nos beijamos.

– Você fez o quê? — gritou tão alto que algumas pessoas viraram na nossa direção.

– Fica quieta, Car, já é constrangedor o suficiente sem a cidade toda ficar sabendo – pedi – Na verdade ele me beijou, mas eu também não fiz nada para impedi-lo. Se o Stefan não tivesse aparecido, eu não sei o que teria acontecido.

– Eu sabia que estava acontecendo alguma coisa – bateu palmas, totalmente convencida – Vocês dois estavam muito juntinhos aquele dia aqui no Grill, o Stefan também percebeu isso.

– Caroline, você não está me ajudando nem um pouco com os seus comentários – reclamei.

Nesse momento, Matt voltou trazendo o meu chocolate quente e esperamos até que ele saísse para voltarmos a falar.

– Tudo bem, Elena, mas o que você quer que eu fale sobre isso, então? — quis saber, por fim.

– Quero um conselho – disse – Estou me sentindo a pior mulher do mundo, como se tivesse traído o Klaus.

– Você não traiu ele – me confortou – Teria traído se vocês dois tivessem chegado a transar. Foi só um beijo e, pelo que você está dizendo, não teve significado.

– Esse é o problema, Car, teve significado! — não acredito que estava dizendo isso para ela, mas agora eu já tinha começado e aquela era a minha melhor amiga, não tinha mesmo ninguém melhor para desabafar – Eu queria muito ter continuado e não consigo tirar isso da minha cabeça desde a hora em que eu saí do apartamento dele ontem, pouco depois de ter quase sido flagrada pelo Stefan.

Caroline começou a abrir um sorriso malicioso, foi totalmente inevitável jogar um guardanapo no rosto dela.

– Car, o que eu faço? — implorei, mas uma vez – Eu amo o Klaus, tenho certeza, mas o Damon mexe comigo de um jeito que eu não sei.

– Se quer saber a minha opinião, se você amasse mesmo Klaus não estaria pensando em outro, mesmo que involuntariamente – deu de ombros – Ou o casamento de vocês não é tão feliz quanto você pensa.

– Tudo bem, eu admito que o Klaus tem trabalho muito e não me satisfaz sexualmente tanto quanto antes – já estava sentindo as minhas bochechas ficarem vermelhas, não gostava de falar sobre esses assuntos, nem mesmo com o meu marido, talvez seja por isso que a gente tenha tantos problemas na cama – Mas isso não é desculpa para querer traí-lo, principalmente com um cara que eu mal conheço.

– Conheço o Damon há, pelo menos, cinco anos e sei que ele é um completo galinha que não se prende a uma mulher – explicou – Se ele estiver mesmo pensando em dar continuidade com isso, não deve ser nada sério. Nada que comprometa o seu casamento.

– Você está mesmo me aconselhando a seguir em frente e trair o Klaus? — a olhei, totalmente chocada – Car, como você pode me dar um conselho desses?

– Só estou dizendo para deixar rolar e matar a sua curiosidade de uma vez por todas – parecia que ela estava falando a coisa mais normal do mundo pela naturalidade que as palavras saíam da sua boca – Não sou cega, Lena, o Damon é o homem lindo e sem aquela roupa deve ser mais ainda. Se eu não estivesse com o irmão dele, investiria.

– Nunca imaginei que você pudesse ser tão safada, Caroline Forbes – de repente, nós duas estávamos rindo.

– Foi você quem começou, só estou apenas dando os conselhos que me pediu – lembrou – É para isso que servem as amigas.

– Eu agradeço pelos conselhos, Car, mas não sei se vou ser capaz de segui-los – admiti – Por mais que eu esteja sentindo algo pelo Damon e tenha vontade de ir adiante, não sei se sou capaz.

– Bom, eu dei a minha opinião – completou – Mas você não precisa resolver tudo agora, de cabeça quente, se eu fosse você, pensava bastante nisso. Você não vai embora tão cedo, tem bastante tempo para isso.

Continuamos a conversar sobre vários assuntos que não incluíam o meu casamento, Damon ou traição. Quando saímos do Grill já estava escuro e, provavelmente, Eve já tinha acordado, precisava voltar para casa.

A conversa com Caroline não foi reconfortante nem me deu nenhuma resposta para as minhas dúvidas, mas foi bom falar sobre isso com a minha amiga, não podia mais prender tudo aquilo dentro de mim. Agora eu tinha muita coisa para pensar e tomar uma decisão da qual eu não me arrependa pelo resto da minha vida.

Notas finais
Pois é gente, a conversa com a Car nã ajudou muito e a Leninha está ainda mais confusa. Será que ela vai demorar muito para ceder? E será que o Damon não quer nada mais sério como a Caroline sugeriu? *** É isso gente, comentem e digam o que estão achando Recomendações?