Pecados Íntimos

6 Capítulo 5 – Sempre presente


Notas iniciais
Antes de mais nada eu queria agradecer a Nahh Somerhalder pela primeira recomendação da fic!!!1 Eu amei!!!! E também quero agradecer a todos os comentários e também quero pedir aos leitores fantasmas para aparecerem (se for usar PI e NP como referencias, essa fic está com poucos coments :C) Bom, aqui está o cap, espero que gostem.

Damon

*Flash Back*

Parei o meu carro em frente ao hospital de Mystic Falls, já estava há um ano fazendo residência aqui e posso dizer que ultrapassou todas as minhas expectativas. Quando me formei não tinha a menor ideia de qual especialidade seguir, mas agora eu já tenho certeza de que quero ser cardiologista e grande parte dessa escolha se deve ao meu orientador.

Entrei no local e fui até a recepção assinar a folha de ponto, algo que todos os residentes tinham que fazer quando chegam e quando saem. A recepcionista abriu um enorme sorriso assim que me viu.

Bom dia doutor Gilbert! — ela disse – Está um dia lindo hoje, não é mesmo?

É verdade, Julie! — concordei, fazia cinco dias que chovia direto em Mystic Falls e apenas hoje tinha feito sol – Estou até pensando em dar uma volta no parque quando sair daqui mais tarde.

Claro, se exercitar faz muito bem – concordou, estava sorrindo ainda mais.

Depois de tanto tempo aqui eu já tinha me acostumado com o “assédio” das mulheres do hospital. Uma vez eu escutei um grupo de enfermeiras comentando que ainda iriam fingir ter um ataque cardíaco só para serem atendidas por mim, não pude deixar de achar graça disso.

Já ia me esquecendo – falou antes que eu fosse para a área dos médicos residentes – O doutor Gilbert pediu para o senhor ir até a sala dele assim que chegasse.

Para ir até a sala dele? — a olhei, confuso – O que será que ele quer comigo?

Não tenho a menor ideia – deu de ombros – Ele só pediu para te dar o recado, não me deu nenhum detalhe.

Certo! — suspirei – Bom, acho melhor eu ir até lá, então.

Doutor Grayson Gilbert era o meu orientador durante a residência, mas eu nunca tinha ido até a sala dele, apesar de saber aonde ficava. Bati duas vezes na porta e quando ninguém respondeu a abri, o local estava vazio.

Como ele tinha pedido para me chamar, decidi ficar ali esperando. Era bem organizado, com todos os materiais para exame todos em seu lugar ao lado da maca, e na mesa tinha alguns porta-retratos, nunca fui enxerido, mas decidi dar uma olhada, só porque não tinha nada para fazer.

A primeira foto era o doutor Gilbert juntamente com uma mulher, que devia ser a sua esposa, e duas crianças, uma menina e um menino, deviam ter, no máximo, 5 e 3 anos respectivamente. Na outra estava somente ele e os dois filhos, um pouquinhos mais velhos. A terceira mostrava apenas as duas “crianças”, que agora deviam ser adolescentes, em frente a uma casa de madeira. No último porta retrato estava somente a garota usando uma roupa de líder de torcida e segurando dois pompons, pude vê-la com mais detalhes agora: era morena, com olhos castanhos e um lindo e caloroso sorriso, a foto era um pouco antiga, o que significa que ela deve ser um pouco mais velha que isso, imagino que seja um pouco mais no do que eu, provavelmente a idade do meu irmão, Stefan.

Olá, Damon, você já está aqui – a porta da sala foi aberta e o doutor Gilbert entrou – Espero que não tenha te feito esperar muito.

Oh não, acabei de chegar, para a falar a verdade – expliquei – Estava aqui olhando as suas fotos espero que não se importe, o senhor tem uma linda família.

Claro que eu não me importo e obrigado pelo elogio – aproximou-se e pegou o primeiro porta retrato – Essa era a minha esposa, Miranda, a perdemos há 13 anos, acidente de carro. Até hoje sinto muita falta dela.

Sinto muito – foi tudo que consegui dizer, um outro médico já tinha me dito que ele era viúvo, mas não sabia que tinha perdido a esposa há tantos anos.

Não precisa ficar assim, Damon – garantiu – É difícil, mas eu tento superar a cada dia. Devo grande parte disso aos meus filhos.

São esses dois? — me referia as duas crianças daquela foto e ele balançou a cabeça afirmativamente – Quais são os nomes deles?

O menino é o Jeremy – respondeu – Ele agora está com 17 anos e está no último do Ensino Médio, ainda está meio confuso sobre o que quer fazer no futuro, mas ainda tem o ano inteiro para pensar nisso, então não estou preocupado. Jer é um bom garoto.

Sei como é isso – admiti – No fundo, eu sempre quis estudar medicina, mas no meu último ano fiquei meio em dúvida se era mesmo o que eu queria para o restante da minha vida. Acho que todo mundo passou por isso uma vez na vida.

Talvez! — deu de ombros – E essa é a minha garotinha, Elena – continuou – Ela é dois anos mais velha que o irmão, agora está no segundo ano da Colúmbia, estuda veterinária.

Acho que se pode dizer que ela seguiu os seus passos – sugeri.

Era o que ela falava quando era criança, que queria ser médica como eu, mas para tratar os animais – riu – Ela sempre se preocupo com os bichos, se eu deixasse levava todos os animais abandonados para casa.

Legal, ela ser determinada desde que era pequena – completei – Ela é muito bonita, com todo o respeito, é claro.

Eu sei que ela é bonita, se parece muito com a mãe – afirmou – Sabe, se a Elena estivesse solteira eu apresentava vocês dois, acho que fariam um casal legal. Ela está agora com um namoradinho da faculdade, não acho que vá para frente, mesmo assim, ela insiste que está apaixonada.

Fiquei encarando os próprios sapatos. Claro que a filha do doutor Gilbert era mesmo muito bonita e qualquer cara ficaria muito feliz em sair com ela, nem que seja uma vez, mas eu nunca foi do tipo de cara que se compromete sério com alguém e acho que ele não ficaria muito feliz com isso.

Obrigado pelo voto de confiança, senhor – foi tudo que eu disse – Mas, mudando de assunto, por que me chamou aqui?

Oh sim, já ia me esquecendo – falou – Vou fazer uma cirurgia muito importante hoje na parte da tarde e gostaria de saber se você não quer assisti-la?

Não pude deixar de sorrir com esse convite. Ainda não tinha tido a oportunidade de assistir um cirurgia desde que cheguei e esse era o momento pelo qual eu mais esperava.

Mas é claro que sim – respondi sem nem ao menos pensar duas vezes.

Perfeito, esteja pronto as duas da tarde, vai ser no centro cirúrgico número 5 – avisou – E Damon, eu vejo um grande futuro para você.

Muito obrigado, senhor – afirmei com a cabeça antes de sair da sala.

*Fim do Flash Back*

Já se passaram cinco anos daquela conversa e muitas coisas aconteceram desde então. Mas aqui, na sala do doutor Gilbert, as coisas continuavam as mesmas, exceto que agora tinha quatro porta-retratos, os outros três iguais e um novo de Elena sentada em uma poltrona rosa segurando um bebê com o cara ao seu lado, quem eu imaginei ser o seu marido.

Lembro-me de quando ele me contou que a filha estava grávida, que iria se casar com o namorado de faculdade por causa disso e o quanto não estava feliz com toda essa situação. Desconfio que ele não gosta muito do genro.

Eu tinha uma impressão totalmente diferente de Elena Gilbert, mesmo sabendo que ela não tem nem 25 anos a imaginava uma mulher madura e que tivesse cara de ser bem mais velha do que realmente é. Em vez disso eu encontrei um menina que ainda não viveu nada da vida, o que prova que as aparências enganam e me deixou ainda mais encantado por ela.

É claro que é algo totalmente proibido, ela é filha do meu antigo orientador e apesar do doutor Gilbert ter dito que queria nos apresentar, sei que estava só brincando. Além disso ela é casada e tem uma filha pequena. Acho que vou continuar mesmo com a minha convicção de não me envolver sério com ninguém.

– Finalmente te achei – a porta da sala foi aberta – Me falaram na recepção que você estava aqui, acho que te procurei por todo o hospital.

– Oi, Ric! Eu só estava aqui perdido nos meus pensamentos – expliquei – Esse hospital fica tão silencioso sem o doutor Gilbert, ele está sempre por ai dando ordem em todo mundo.

– Verdade! — concordou – Mas eu tenho certeza de que ele vai se recuperar e logo vai estar aqui de volta.

Não pude deixar de sorrir com isso. Conheci Alaric quando começamos a residência juntos, ele hoje é o clínico geral aqui do hospital, não demorou muito para virarmos companheiros de bebidas e podemos ser encontrados todos os finais de semana no Mystic Grill, o bar mais conhecido da cidade.

– Mas não foi por isso que eu vim até aqui – continuou – Vim perguntar se você quer ir até o Grill. É sábado e sabe o que significa.

– Claro que sei – afirmei com a cabeça. Final de semana vários estudantes da Whitmore vem para cá e ter diversas estudantes bêbadas por perto é sempre muito vantajoso – Você pode ir indo se quiser, preciso fazer uma última ronda nos meus pacientes internados antes de ir embora.

– Tudo bem! — concordou – Mas não demore, o local já deve estar lotado.

Assim que Ric saiu e sai da sala e fui visitar os meus pacientes, a área da cardiologia estava particularmente cheia naquela semana, por isso levei uma meia hora nesse processo. O último, é claro, foi o doutor Gilbert.

– Olá, Grayson – disse assim que entrei no local – Estou indo embora e só vim aqui ver como você está se sentindo.

– Entediado e a melhor palavra para definir o que estou sentindo – reclamou – Mas aposto que você está indo beber.

– Talvez! — não pude deixar de revirar os olhos, ele, realmente, me conhecia muito bem.

– Certo, não precisa dizer mais nada – continuou – Mas então, o que você achou da minha Elena, ela é linda não é mesmo?

Posso dizer que ela é muito mais bonita pessoalmente do que ela pela foto – admiti, não tinha porque mentir para ele nesse momento.

– Eu sei – concordou – Mas eu não pude deixar de notar que ela parecia um pouco triste.

– Não posso afirmar isso, não a conhecia antes de hoje – dei de ombro.

– Mas eu sim – deu um longo suspiro e ficou olhando para o teto – Elena sempre foi uma garota animada, era a capitã das líderes de torcida e sempre estava a frente de todos os eventos da escola, nada nunca a desanima. Acredite em mim, tem alguma coisa muito errada acontecendo.

– Talvez ela esteja preocupada com o senhor – sugeri – Nunca passei por isso, mas ter o pai no hospital deve ser motivo o suficiente para te deixar para baixo.

– Não é isso – me corrigiu – Aposto, o que você quiser, tem que alguma coisa a ver com o Klaus, o marido dela. Ele não está aqui em Mystic Falls, não é mesmo?

– Quando eu fui falar com ela hoje estava conversando com ele pelo celular, parece que ficou mesmo em Nova York – lembrei do que aconteceu mais cedo – Mas, provavelmente, deve ter ficado trabalhando ou coisa parecida.

– Klaus sempre foi obcecado com o trabalho – falou – Da última vez que eu estive na casa deles, ele só não foi ao escritório no natal.

Eu não disse mais nada, apenas comecei a verificar os aparelhos para ver se tinha tido alguma alteração.

– Nunca achei que esse casamento fosse ter muito futuro – explicou – Disse que não tinha necessidade dela se casar só por causa do bebê e que podiam criar a filha muito bem em casas separadas. Mas Elena consegue ser muito teimosa quando quer.

– Talvez ela o ame de verdade – sugeri – Os dois estão juntos desde que ela começou a faculdade, não é mesmo? É bastante tempo.

– Ela ama a ideia de ter alguém – me corrigiu – Foi a mesma coisa com o primeiro namorado, ficaram anos juntos e ela decidiu terminar quando ele foi para a faculdade. Acho que ela e a Eve ficariam muito melhores morando sozinhas.

– Se realmente não for para os dois ficarem juntos um dia eles terminam, é sempre assim – lembrei.

– Quem sabe esses dias que ela esta aqui em Mystic Falls você não se conhecem melhor – brincou – Talvez até a convença de não voltar para Nova York.

– Acho muito difícil isso acontecer – fui sincero – Mas acho importante o senhor não deixar de sonhar.

– Eu estou falando sério, Damon – riu – Te conheço há bastante tempo e tenho certeza de que pode fazer a minha filha feliz.

– Não faria não – revirei os olhos – Não sou o tipo de cara que entende as mulheres, se é que o senhor me entende.

– Acredite, você não sabe o poder que tem sobre o sexo feminino – comentou – Vejo as mulheres nesse hospital.

– O que não significa que eu sou o cara certo para elas – lembrei – Bom, eu preciso ir, mas amanhã eu estou de volta. E tenho certeza de que seus filhos irão vir te visitar também.

– Tente chamá-la para sair uma vez, tem o meu consentimento – ignorou o que eu tinha acabado de dizer – Depois nós dois conversamos se você não é o cara certo para ela.

– Pode deixar que eu farei isso – completei só para fazê-lo ficar quieto – Agora descanse, Grayson, amanhã faremos mais exames.

O Mystic Grill não ficava tão longe assim do hospital, por isso fui a pé até lá. O local não estava tão longe assim quanto eu imaginava, só tinham quatro universitárias em uma mesa, elas sorriram para mim quando passei.

– Cheguei! — sentei no balcão ao lado do Ric, aquele era o nosso lugar cativo, eu ia sugerir ao dono para colocar os nossos nomes nos bancos.

– Pedi um Wisky para você – passou o copo para mim.

Enquanto eu bebia fiquei pensando na conversa que acabei de ter com o doutor Grayson. Sem dúvida isso deve ser por causa dos remédios que ele vem tomando em grande quantidade, não gostar do genro é uma coisa, mas tentar empurrar a filha para outro cara é completamente diferente, tenho certeza de que não faria isso no seu juízo perfeito.

Elena pode ser linda, isso eu não posso negar, mas tenho os meus princípios. Posso ser considerado um galinha, como muitas mulheres com quem eu sai já me falaram, mas jamais sairia com uma que fosse casada.

Notas finais
E ai está o cap no ponto de vista do Damon, deu para entender um pouco melhor ele, não é mesmo? Posso dizer que os dois vão negar o que estão sentindo até quando não puderem mais. Mas tenho uma boa notícia, o primeiro beijo deles está bem perto de acontecer.... *** Bom, é isso, comentem e digam o que estão achando. Recomendações?