Pecados Íntimos

19 Capítulo 18 – Paradise


Notas iniciais
Antes de mais nada eu quero agradecer a HuntersBra pela linda recomendação... :D Desculpem a demora para postar, mas esse é um cap basicamente só com hots e não é tão fácil assim escrever... Sem contar que eu fiquei assistindo a patinação artística nas olimpíadas de inverno e isso também atrapalhou processo criativo. Enfim, espero que gostem do cap. Nos vemos lá embaixo nas notas finais.

Nós ainda permanecemos dentro da banheira por mais uns vinte minutos. Ainda estava no colo de Damon e continuávamos a nos beijar, embora ele já tivesse saído de dentro de mim.

– Vamos mesmo continuar aqui o resto da noite? — separei os meus lábios dos dele e segurei o seu rosto – Não que eu esteja achando ruim, mas pensei que fossemos usar o resto dos “brinquedinhos” que você comprou.

– Então quer dizer que você está animada com o “brinquedinhos”? — sorriu – Pensei que você tinha ficado receosa em usá-los?

– Confesso que eu estava um pouco receosa – admiti – Mas agora nós já usamos os sais de banho, então vamos usar o resto também.

– Se é isso que você quer – deu de ombros se fingindo de inocente, não pude deixar de revirar os olhos.

Levantei a sai da banheira com todo o cuidado, já que tinha caído um pouco de espuma no chão e fiquei com medo de cair por causa disso. Fui até o espelho e percebi que meu cabelo estava totalmente bagunçado, por sorte eu tinha trazido um prendedor de cabelo no bolso da saia jeans, então eu o amarrei com um coque improvisado no alto.

Nesse momento Damon já estava parado atrás de mim, ele me abraçou pela cintura e começou a beijar a minha nuca. Claro que eu percebi que ele já estava ficando “animadinho” novamente.

– Mas já? — brinquei – Espere chegamos ao quarto, pelo menos.

– Você está facilitando muito as coisas para mim deixando a nuca exposta – sussurrou com os lábios contra a minha pele – Você me deixa totalmente doido, sabia disso?

Fez com que eu virasse de frente para si e Damon me “atacou” em um beijo enquanto puxava as minhas pernas para enroscar na sua cintura. Soltei um gemido no momento em que eu percebi que estava sentada na bancada da pia.

– Espera, Damon – o empurre, delicadamente – Não quero transar aqui.

– Mas nós já transamos nesse banheiro, Lena, esqueceu? — continuou – Naquela banheira, há uns vinte minutos.

– Como você é engraçadinho – revirei os olhos – Estou me referindo a transar comigo aqui sentada aqui na pia.

– Eu tinha achado uma boa ideia – passou a mão pela minha perna e começou a sussurrar provocativamente no meu ouvido – Você não acha isso excitante?

– Acho... — imitei o tom de voz dele – Mas na cama é bem melhor, você tem que admitir.

Ele se afastou antes de me pegar no colo, fazendo com que eu soltasse um gritinho de surpresa. Quando chegamos ao quarto, me colocou, delicadamente, na cama.

– Sei que você está ansiosa, principalmente pelo grampo e pelo vibrador – deitou-se ao meu lado e passou a mão pelo meu rosto – Mas é só você relaxar, confia em mim.

Ansiosa? Eu, na verdade, estava totalmente apavorada só de pensar no que iria acontecer. Mas, mesmo assim, eu confiava em Damon, por isso eu apenas balanceira a cabeça afirmativamente.

– A primeira coisa que eu vou fazer é te algemar – afastou-se um pouco e pegou as algemas, além de peludas e cor-de-rosa, daquelas que se vê em anuncio de sex-shop – Com risco de te deixar com mais medo, essa é a primeira vez que eu faço uma coisa dessas.

Revirei os olhos, claro que descobrir que ele não sabia exatamente o que estava fazendo não era legal. Só que a ideia de pensar que ele já tinha feito isso outras vezes, e com outras mulheres, era perturbadora, então fiquei feliz.

Damon prendeu cada lado da algema nos meus pulsos. Como ela era acolchoada, eu podia me mover o jeito que eu quisesse que não iria me machucar, nem deixar qualquer tipo de marca.

– Acho que podemos começar com o creme – avisou, já abrindo o pote.

Pegou um pouco do conteúdo e espalhou no meu seio direito e depois no esquerdo, só o contato daquele creme gelado com a minha pele, fez com que meu corpo inteiro se arrepiasse. Ele passou a língua pela aureola e não não pude reprimir um gemido, era verdade, todas as sensações tinham se intensificado.

– Morango, o meu favorito – disse – Está gostando disso?

– Sim! — balancei a cabeça afirmativamente de maneira desesperada – Isso é maravilhoso!

– Então relaxa que eu só estou começando – avisou.

Depois de limpar todo o creme que estava em mim, pegou mais um pouco e passou por toda a minha barriga, especialmente no umbigo. Quando ele começou a lambê-lo novamente quase enlouqueci, queria abaixar as mãos, passar os dedos por seu cabelo, mas eu não podia, pois estava presa.

– Você vai me deixar louca desse jeito – falei por fim.

– Já estamos chegando na melhor parte, baby – Baby? De onde ele tinha tirado essa? Soa totalmente brega, mas, ao mesmo tempo, é fofo.

Sem qualquer aviso, Damon introduziu um dedo cheio de creme na minha intimidade. Preciso admitir, valeu a pena esperar até aquele momento, a sensação é indescritível.

Ele começou a estocar com força, simulando o ato sexual e eu, como não tinha muito o que fazer, comecei a mover os quadris na mesma velocidade tentado ajudá-lo. Abaixou a cabeça e começou a estimular o meu clitóris com a língua.

– Ah Damooooooon! — gritei – Acho que não vou aguentar por muito tempo.

Em vez de parar e falar alguma coisa, ele continuou os movimentos na mesma velocidade, ignorando completamente o que eu disse. Senti um aperto totalmente familiar e não demorou muito para chegar ao ápice, me derramando totalmente em cima de Damon.

– Você está bem, Lena? — passou a mão pelo meu rosto, como minha respiração ainda estava pesada, tudo que consegui fazer foi balançar a cabeça afirmativamente – E o creme, está aprovado?

– Totalmente! — disse, por fim.

– Muito bom saber disso, quer dizer que eu posso usá-los outras veze – estava com um sorriso safado, só não entendi se ele queria usar outras vezes comigo ou com uma outra qualquer – Já está pronta para o terceiro round?

– Mas já? — fiquei totalmente espantada – Queria tomar um banho antes, não sei se reparou, mas eu estou toda suja de creme.

– Você pode tomar banho depois que terminarmos de usar todos os nossos brinquedinhos – insistiu – Ou, se preferir, eu mesmo posso limpar tudo.

– Engraçadinho, mas você sabe que não é a mesma coisa – mostrei a língua para e ele – Mas então vamos logo ao próximo “brinquedinho”.

– Pensei em usarmos logo os dois de uma vez só – deu de ombros – Afinal, a vendedora da loja disse que os dois meio que se completam.

Ele falou isso de uma maneira tão calma e seria que parecia ser o assunto mais normal do mundo. Mas acabei concordando, afinal, dessa maneira acabava logo com isso de uma vez só.

– Lembre-se, se sentir dor qualquer tipo de incomodo, me avisa que eu tiro na mesma hora – estava segurando os dois grampos, um em cada mão, todos os sentidos do meu corpo me alertavam para que eu pedisse para não fazermos isso, mas eu, simplesmente, assenti.

Quando ele prendeu os grampos nos meus mamilos, tenho que admitir que doeu um pouquinho. Mas logo toda a dor foi substituída apenas por prazer.

– Apenas relaxe... — aproximou o rosto do meu e me beijou, tudo isso com o objetivo de me acalmar.

Em seguida, Damon estava com o “batom” nas mãos e o ligou. Claro que eu já tinha usado um vibrador antes, na época da faculdade, mas foi sozinha, não sei qual sensação que ele poderia me proporcionar estando acompanhada.

Passou o objeto pelos meus seios e depois pela minha barriga, contornando o meu umbigo várias vezes. Quando chegou a minha intimidade, mas precisamente, no meu clitóris, dei um pulo de alguns centímetros da cama.

– Wow! — disse quando ele começou a fazer movimentos circulares com o vibrador – Ah!

Além das estimulação no meu ponto mais sensível, Damon me penetrou com dois dedos. Isso tudo combinado com os dois grampos nos meus mamilos, fazia com que meu corpo entrasse em completo êxtase, obviamente não demorou muito para chegar a mais um orgasmos, já era o terceiro daquela noite.

– Isso foi incrível! — disse, por fim – Certamente a melhor ideia que você teve.

– Fico feliz que tenha gostado – pegou a pequena chave que abri a algema e soltou os meus pulsos – Queria que essa noite fosse mais que especial, para nós dois.

– Mas você quase não aproveitou – lembrei – Quero dizer, eu estou aqui totalmente maravilhada e você não teve metade do prazer que eu senti.

– Se você está feliz, isso é tudo que importa – deu de ombros – Mas, para fechar com chave de ouro, podemos transar, lenta e tranquilamente.

Damon voltou a me beijar e ficou por cima de mim. Minha intimidade estava tão lubrificada que ele conseguiu me penetrar sem qualquer tipo de problema

Começou a se mover e agora que eu estava com as mãos livres podia fazer o que quisesse, então arranhei as suas costas e passei a mão pelos seus cabelos, intercaladamente. Enquanto isso ele estava se apoiando no colchão, tentando se mover de uma maneira que não me machucasse.

– Damon! — segurei seu rosto para poder olhar melhor para aquele par de olhos azuis – Você é totalmente incrível.

– Você que é incrível – sussurrou.

Chegamos ao ápice quase que ao mesmo tempo. Damon saiu de dentro de mim e ficamos esperando até que as nossas respirações voltasse ao normal.

– Acho que agora não mais desculpas para me negar aquele banho – brinque enquanto fazia movimentos circulares em seu peito como o meu dedo indicador – Aliais, nós dois precisamos de um banho.

– Tenho uma ideia melhor – avisou enquanto se sentava – O que acha de tomarmos um banho de piscina? — apontou para a enorme piscina que ficava no meio do carro.

Era uma ideia totalmente tentadora. Com toda a nossa atividade das últimas horas tinha ficado muito calor e um mergulho poderia ser refrescante.

– Seria perfeito se você tivesse me avisado para trazer roupa de banho – lembrei – E não adianta me dizer que eu posso nadar de calcinha e sutiã, foram os únicos que eu trouxe e não vão secar até a hora de irmos embora amanhã.

– Não tinha pensado nisso – levantou as mãos se defendendo – A ideia era nadarmos sem roupa mesmo.

– Parece aquela ideia de adolescentes que ficam sozinhos em casa pela primeira vez com a namorada – revirei os olhos – Está falando sério mesmo, Damon?

– Depois de tudo que fizemos hoje acho que essa é a coisa mais natural – completou – Duvido que você me pegar.

Saiu correndo e pulo na piscina. O seu mergulho levantou tanta água que acabou respigando um pouco em mim.

– Já que é assim – sorri e me levantei.

Pulei atrás e comecei a nada atrás dele, que fugia cada vez mais de mim. De repente, Damon parou e ficou jogando água em mim, também entrei na brincadeira.

Estava tudo bem divertido, mas tinha feito com que ficássemos cada vez mais perto e logo estávamos nos beijando e senti minhas costas arranharem na borda da piscina. O movimento seguinte foi ele me penetrar e começou a se mover lentamente.

– Nunca tinha transado em uma piscina – cometei – E estou feliz que a minha primeira vez seja com você.

– Também estou feliz que a sua primeira vez seja comigo – escondeu o rosto no meu ombro e dar uma mordida de leve, certamente deixaria uma marca.

Não sei como isso é possível, mas a água fazia com que o meu prazer só aumentasse. Senti meu corpo ficar mole como gelatina quando cheguei ao meu orgasmos de número cinco da noite e sabia que Damon não estava muito longe do seu.

– Elena, eu te amo! — gritou enquanto se derramava dentro de mim.

De repente todos os meus pesadelos estavam se tornando reais. Damon apaixonado por mim, eu não podendo corresponder aos seus sentimentos e ele, fatalmente, se magoando, da mesma maneira que Caroline tinha alertado e como Stefan tinha temido que poderia acontecer.

Não tinha jeito, eu precisava me afastar, antes que fosse tarde demais.

– Acho melhor eu ir dormir – avisei enquanto saia de dentro da piscina – Temos que acordar cedo amanhã, afinal você tem que ir para o seu trabalho no hospital de Mystic Falls.

– É verdade – afirmou – Mas, Lena, não precisa ser assim....

– Depois conversamos sobre isso, Damon — pedi – Estou mesmo cansada e preciso dormir.

Virei de costas para ele e fechei os olhos. Não vi mais nada pois cai, quase que imediatamente, na inconsciência, isso não era mentira, estava mesmo cansada.

Tive vários sonhos estranhos naquela noite, todos envolvendo Klaus, Damon e até mesmo minha pequena Eve. Apesar disso não acordei de madrugada e quando abri os olhos já estava claro.

– Bom dia! — Damon estava de pé e vestindo a sua calça jeans, já que a camisa estava comigo – Pedi o café da manhã para nós.

Quando olhei para a mesa, ela estava arrumada. Tinha duas xícaras de café, dois copos de suco de laranja e dois pratos com duas torradas cada.

– Isso é incrível – sorri – Muito obrigada.

– Vem aqui – puxou a cadeira para que eu pudesse me sentar – Sabe, acho que precisamos conversar sobre ontem a noite.

– Não precisa explicar nada – garanti – Só sinto te dizer que não posso corresponder aos seus sentimentos e tenho medo de te magoar por causa disso.

– Tudo bem, Elena, eu entendo, é tudo muito complicado para você por causa do Klaus e tudo mais – continuou – Acho que eu disse isso no calor do momento.

Claro que saber que um cara havia acabado de retirar o “eu te amo” que te disse a menos de doze horas é doloroso, mas não pude deixar de me sentir um aliviada. Talvez seja possível que ninguém saia magoado nessa história.

– Quero dizer, temos passado bastante tempo juntos e tem sido muito divertido – afirmou – Eu nunca me apaixonei de verdade antes, mas imagino que seja algo totalmente diferente e não da mesma maneira como eu sempre me senti.

– Se apaixonar é algo especial na vida de alguém – concordei – Acho que nem eu mesma sei como é isso.

– Só não quero que o que eu disse ontem prejudique isso que a gente tenha – continuou – Que a gente possa continuar a se encontrar.

– Claro que eu quero – afirmei – Também não estou disposta a “terminar” com você tão cedo.

Depois disso nos beijamos antes de tomar café tranquilamente. Era bom saber que não tinha ficado nenhum clima esquisito entre nós.

Quando terminamos de comer, nós trocamos de roupa e descemos para a recepção. Damon pagou a conta e logo estávamos saindo do Motel Paradise em direção a Mystic Falls. Foi uma viagem de volta bem tranquila e agora que estava sol percebi que o local não ficava tão longe assim da estrada e já devo ter passado por lá várias veze indo para Richmond.

– Vou te deixar na sua casa e vou direto para o hospital – avisou – Vai ser um longo dia, mas pelo menos não vou fazer plantão.

– Você falando de médico e de hospital me lembrou que preciso marcar uma consulta – observei – A ginecologista de lá e a doutora Fell, certo?

– Isso mesmo – afirmou – Mas porque você precisa de uma ginecologista? Posso te examinar você eu mesmo, e de graça.

– Engraçadinho – fiz uma careta – Quero marcar uma consulta para começar a usar anticoncepcional. Não sei se você reparou, mas não somos muito cuidadosos e quase não usamos camisinha.

– E qual seria o problema de você engravidar? — brincou e eu dirigi um olhar mortal na sua direção – Certo, você tem razão. Quero ter filhos algum dia, mas esse não é mesmo um bom momento.

Nesse momento me veio a cabeça um garotinho de olhos azuis e cabelo castanhos no mesmo tom do meu, um filho meu e do Damon seria a coisa mais linda do mundo e, com toda a certeza, seria muito amado. Claro que isso não seria uma boa ideia, engravidar agora e do meu amante seria o maior erro que eu poderia cometer.

– Então quer dizer que você vai começar a tomar pílula? — continuou.

– Na verdade eu estava pensando em uma injeção de hormônio, sou muito descuidada para tomar uma pílula que precisa se ingerida todos os dias na mesma hora- expliquei – Fiz isso uma vez, no inicio até conseguia, mas com o tempo, acabava esquecendo. Foi assim que a Eve nasceu...

Já estávamos passando pela ponte Wickery, que ficava na entrada da cidade e não demorou muto para avistarmos as primeira casas. Damon me deu um beijo de despedida quando parou o carro em frente a minha casa e eu sai do veículo com a promessa de que ele iria me ligar quando saísse do trabalho.

Antes que eu pudesse abrir a porta, meu pai fez isso. Ele parecia totalmente preocupado, o que fez com que eu ficasse da mesma maneira.

– Finalmente você chegou, Elena – disse – Estou ligando para o seu celular desde que eu acordei e está caindo na caixa de mensagens.

– Desliguei o meu celular ontem a noite – peguei o aparelho dentro da bolsa e o liguei, tinha dez chamadas não atendidas dele e mais duas do Klaus, mas essas eu decidi ignorar, quando ele estivesse menos ocupado com o trabalho, ligaria novamente – Aconteceu alguma coisa? Está sentindo dor? Ou foi algo com a Eve?

– Não é nada disso! — negou – Por que você não entra e descobre você mesma.

Entrei em casa e já na sala pude ouvir um barulho vindo da cozinha, então me dirigi ao outro aposento, ainda não porta tomei um grande susto. Lá estava meu marido sentado em uma das cadeiras em frente a nossa filha enquanto dava um pouco de cereal para ela.

– Klaus? — consegui dizer, por fim – O que você está fazendo aqui?

Notas finais
E então, o que acharam das hots? E do "eu te amo" do Damon? E da desculpa dele depois? E, o mais importante, da chegada do Klaus? Garanto a vocês que o próximo capítulo promete... *** Agora sobre a fic que será escrita depois dessa, fico feliz em dizer que decidi escrever "A Light Touch of Vegeance". Espero que vocês gostem dela tanto quanto de PI. *** Bom gente, é isso Comentem e digam o que estão achando. Recomendações?