Peace Point
1 Capítulo 1
Julieta Wood. Julie, para os mais íntimos. Bom, acabei de voltar para Londres e ao lugar onde eu me refiro como inferninho, a escola. A mesma escola depois dessas férias. Pois bem, agora é o ensino médio, mais liberdade! Aleluia. Estudei a vida toda nessa escola, Campus High School. O pior lugar para se estudar no mundo, onde você realmente sofre. Digo, é deprimente. Desde os meus 10 anos aos 13 eu era muito magra, quando digo magra é porque eu era um palitinho. E é claro que ninguém deixava isso passar despercebido, sempre havia aqueles comentários infames como “Olha a magricela” “Minhas mãos fechadas conseguem contornar seu corpo” “Você é esquelética” “Aprenda a comer” dentre outros comentários que eu não faço questão de comentar. Eram absolutamente depressivos, uma espécie de bullying. Imagina você ser taxada de “esqueleto” o seu fundamental 2 todinho. E os meninos? Eles nem se quer me olhavam, achavam isso muito estranho. Mas agora eu mudei, para minha alegria. Estou encorpando, ou melhor, estou encorpada. Ninguém nem se quer lembra da esqueleto da sala, a Julieta Palito, como eu era chamada. Hoje ficam me olhando, de uma maneira totalmente diferente. As meninas ficavam me zoando, falavam que eu nunca iria mudar, eu seria feia, e extremamente magra. Eu chegava da escola me sentindo um lixo, uma idiota, uma inútil. E pra piorar eu era muito baixinha, hoje em dia vejo isso como uma qualidade (não me perguntem o porque). A menina que me fazia implorar para que eu não perdesse meus materiais escolares que ela jogava fora ou escondia era a Bessie Walker, a menina que eu sempre odiei e nunca vou me esquecer o que ela havia feito pra mim. Ela tinha nome de cachorro, que fique bem claro, pelo menos é o que eu falava pra ela. Malvada eu? Talvez não. A Bessie tinha saído do colégio na 7ª série, quando foi expulsa por tentar colocar fogo na minha bolsa. Maldita seja essa menina que eu odeio tanto. A única pessoa que sempre esteve comigo, e tenho certeza que sempre estará é a Carly. Ela, ao contrário de mim, sempre foi graciosa. Tinha um jeito fofo e era simplesmente invejada por muitas que a olhavam. Bessie nunca gostou de nós duas. Mudei de escola na 8ª série, quando fui fazer intercâmbio na Espanha, e logo agora voltei. Como eu havia dito, mudei muito e estou disposta a fazer todo mundo que me taxava de Julieta Palito engolir o que sou hoje. Não sou de guardar rancor, mas sempre fui muito reservada e sofria sozinha, sem contar a ninguém. Meus pais se separaram quando eu tinha 12 anos, o que me deixou bem pior. Mas, agora é vida nova. Eu tinha uma paixãozinha sim... o nome dele era nada mais nada menos que Harry Styles. Esse roubava meu coração totalmente, ele era lindo e eu nunca negava nada pra ele. Era tipo aqueles garotos que se aproveitavam da “obsessão” da menina para desfrutar proveitos, tais como as lições de casa que ele pedia para eu fazer e os trabalhos da escola. Todas gostavam dele, mas a única que havia domado ele era a Walker. Maldita seja essa garota.
- Julie, Julieta acorda meu amor. – Abri meus olhos lentamente, com bastante preguiça. Mamãe estava me chacoalhando, eu parecia um chocalho literalmente.
- Tá, já to indo. – Disse me revirando da cama.
- Vamos, é seu primeiro dia de aula, você não vai faltar hoje. – Ela dizia autoritária.
- Mais que ânimo, nossa que emoção. – Eu dizia ironicamente enquanto tirava o cobertor de cima de mim.
- Para de graça Julie, levanta logo. Falta só meia-hora pra você entrar pra escola. – Minha mãe saiu do quarto rindo, sabendo da minha reação.
- MEIA-HORA? – Disse pulando da cama. Eu era extremamente pontual, e eu não queria ser zoada de Julieta Atrasada, justo no meu primeiro dia na escola. Se bem que não era o meu primeiro dia no inferninho.
- Corre Julieta! — Ele dizia rindo no pé da escada, o mãe que gosta de me ver sofrer, não é possível.
Corri para meu guarda-roupa e me arrumei, me maquiei e ajeitei minha mochila. Desci as escadas parecendo um raio e quase caí.
- Calma aí filha, falta ainda 15 minutos, a escola é só 10 minutos daqui. – Ela disse calma. – Tô te esperando no carro querida. – Ela disse saindo de casa.
Corri e tomei meu café da manhã, escovei os dentes e fui correndo pro carro na velocidade da luz.
- Corre mãe! – Disse ofegante, depois de tanto correr.
- Calma aí Julie. – Ela disse rindo.
- Sinceramente, eu não estou calma. A única coisa que quero fazer é ver a Carly e depois ir embora. – Eu disse emburrada.
- Filha, aquela garota já saiu da escola, então sem stress ok? – Ela disse tentando me animar.
- Eu quero que a Bessie cadela se cague, peide e depois cheire. Não ligo pra essa galinhazinha não mãe.
- Palavreado forte né Julieta? Pois bem, chegamos. – Ela disse parando o carro em frente ao portão em que eu já reconhecia. – Boa sorte filha. – Ela disse beijando minha testa e eu retribui com um sorriso. – Agora vai, antes que você se atrase.
- Até mais mãe.
Sai do carro. Respirei fundo. Fiquei pensando em como seria ter tudo aquilo de novo. Pelo menos a vaca da Walker não estaria mais lá, graças a mim. Andei reto em direção ao pátio e pude encontrar Carly distraída mexendo em seu celular. Conforme eu andava em sua direção, milhares de olhares se focavam em mim. Era como se eu fosse uma formiga albina no meio de milhões de formigas normais. Olhei pra ela e logo ela fez o mesmo. Sorrimos e fomos de abraços.
- Julieta! — Ela disse animadamente.
- Que saudade Carly! – Disse quase chorando.
- Saudade é pouco, sua boba. Foi pra Espanha e me deixou sozinha por aqui. – Ela dizia rindo. – Catou vários espanhóis lá que eu sei né?
- Ah claro, eu chorando aqui por você e você aí me zoando...até já vou casar com um de lá Carly fofinha. – Disse irônica.
- É, então, já bateu o sinal...vamos? – Ela disse entre sorrisos.
- Ah sim, estou de volta ao lugar em que eu nunca mais pretendia voltar, uepa que felicidade. – Disse ajeitando minha mochila nas costas de novo e indo em direção a sala em que eu estava com a Carly.
Chegando lá havia dois lugares, um perto do outro na frente. Ao contrário de muitas pessoas na minha escola, a frente sempre ficava com lugares vagos ao contrário do fundão. Eu sempre sentava na frente, acompanhada de Carly.
- Licença professor. – Disse Carly abrindo a porta e entrando na sala, eu só segui ela.
- Uma aluna nova? – O professor disse sorrindo abertamente pra mim. Mas é claro que eu sorri devolta, ele era gato demais cara, parecido com o Ian Somerhalder. – Se sentem crianças a aula já vai começar.
Carly sentava na minha frente, então nós ficávamos trocando cochichos toda hora.
- Quem é ele? – Disse sorrindo.
- Nosso professor de Química, legal né? – Ela disse rindo.
- Claro que é legal. – Disse rindo também.
- Mas então turma... – O professor disse em um tom de voz bem alto, fazendo toda a sala prestar atenção no que ele iria falar. – Temos uma aluna nova aqui. – Ele disse olhando pra mim. Eu torcia para que isso não acontecesse, porque pensa bem, eu não era nova na escola né tiozinho.
- Uma aluna nova? – Pude ouvir uma voz repetindo isso com um certo nojo em seu tom. Mas espera aí, eu reconheci essa voz, não pode ser, é a Walker.
- Qual é o seu nome? – O professor disse pra mim.
- Bom, meu nome é Julieta, Julieta Wood.
- E de onde você veio?
- Eu estudava aqui e sai ano passado pra fazer intercâmbio na Espanha...e eu estou de volta. – Me deu uma enorme vontade de subir em cima da mesa e dizer: I’M BACK BITCHES! A Walker me olhou de cima abaixo e estava espantada, assim como o resto da sala.
- V-você é a Julieta? A Julieta Palito? – Ela disse gaguejando, mesmo assim em um tom de deboche.
- Walker, meu nome é Julieta tá? – Disse sorrindo sarcasticamente – E sim, eu voltei. – Disse com um sorriso maior ainda.
- Bom, que ótimo que vocês já se conhecem...Então já podemos começar a aula né? – Ele disse cruzando os dedos. A sala toda começou a resmungar falando que não e que era o primeiro dia e tals, mas mesmo assim, o professor encheu o quadro de exercícios que deveriam ser entregues no término da aula. Eu e Carly fizemos e quando bateu o sinal para a troca de aula o professor pediu para que nós entregássemos o relatório de exercícios. Fui em direção a sua mesa para entregar o meu relatório, meio tímida olhando para a folha, mas pude sentir ele sorrindo ao me ver envergonhada.
- Terminou Wood? – Ele disse sorrindo.
- Ah, sim eu terminei . – Disse entregando meu relatório a ele.
- Ótimo. – Ele disse sorrindo.
- Terminei professor. – Disse uma voz masculina, muito familiar a mim me analisando.
- Ótimo Styles, pode se sentar agora. – Ele disse pegando o relatório de pera aí, o Harry? Sério, o Harry? Do meu lado? Era muita coisa pra uma aula só.
- Até mais Wood. – O professor dizia enquanto eu ia em direção ao meu lugar. Sorri como resposta. Senti uma mão segurar firmemente meu ombro enquanto eu me virava para continuar o meu caminho a minha humilde carteira.
- Ei, Julie. – Aquela mesma voz, aquele mesmo idiota, aquele mesmo Styles.
- O que foi Harry?
- Nossa, você tá tão diferente... – Ele disse admirado.
- Ah, é verdade...Agora eu não vou ficar mais fazendo as suas liçõezinhas enquanto você sai com a cadela da Walker né? – Disse rindo sarcasticamente.
- Não, eu iria dizer que você está linda mais como você é uma ignorante não merece meus elogios. Cadê aquela menininha quieta que eu conheço hein?
- Acho que ela ficou no passado Harry. Aceita que eu não sou mais “aquela” idiota tá? Cansei de pessoas como vocês, que tratam os outros como lixo. E outra, não quero seus elogios. – Disse cuspindo essas palavras que estavam entaladas na minha garganta.
- Não acredito nisso. – Ele disse incrédulo.
- Sem problemas. – Disse rindo dele, de maneira mais provocativa o possível.
- Você vai ter um problema. – Ele disse e saiu de perto de mim. Pude sentir uma pessoa rindo atrás de mim, era a Carly.
- Mandou bem Julie, ele mereceu depois de ter feito você sofrer. – Ela disse me abraçando de lado.
- Tomara amiga. – Eu disse respirando fundo.
As outras aulas foram de matemática e biologia, passaram devagar demais, me fazendo quase dormir. Logo já estávamos no intervalo e de certo eu não parava de ficar olhando pro Harry.
- Ele não mudou nada, né Carly? – Disse olhando pra maça em minhas mãos e depois dei uma mordida nela.
- Ele quem? – Ela disse mexendo totalmente desinteressada em seu celular. – O Harry?
- É... – Disse a olhando.
- Não, ele nunca mudou. – Ela disse olhando pra mim e depois voltando sua atenção para seu celular.
- Pensei que ele fosse diferente. – Disse olhando pro chão.
- O Harry? – Ela disse rindo – Diferente? Tá Julie, planeta Terra chamando.
- Que foi? Ele me disse “Você vai ter um problema” – Disse em uma tentativa falha de imitar sua voz.
- E você tá preocupada com isso? – Ela disse calma.
- Não, eu não tenho medo dele.
Fiquei observando Harry por mais 2 minutos e vi um garoto junto dele. Ele era meio alto, cabelos um pouco arrepiados e tinha uma musculatura forte, era branco e tinha seus olhos castanhos e era muito bonito por sinal.
- Carly, quem é ele? – Disse apontando pro garoto.
- Sério que você não lembra dele? – Ela disse surpresa e eu neguei com a cabeça. – É o Liam Julie! – Liam era meu melhor amigo no jardim de infância. Assim como Harry me usava de objeto, ele fazia o mesmo com o Liam, mesmo assim eles eram melhores amigos também.
- O L-liam? – Disse incrédula. Ele era meio cheinho quando pequeno e totalmente diferente, ele havia mudado muito.
- É, muito lindo mesmo. – Ela disse babando, e eu não estava diferente dela.
- Será que ele lembra de mim? – Disse mordendo mais um pedaço de minha maça.
- Não sei, você mudou demais Julie... Se o Harry ficou hipnotizado pelo teu corpinho imagina o Liam...
- Não pelo corpo mongoloide, por mim... tipo eu sabe?
- Nossa Julieta, que explicação mais explícita a sua hein. – Ela disse rindo. – Mas eu entendi, acho que sim vai la falar com ele.
- Não! – Disse assustada. – Tá louca?
- Se você quer fazer o Harry pagar, fala com o Liam e não olha na cara dele.
- A vaca de nome de cachorro tá lá, eu não vou lá, pode esquecer.
- Tem medo dela? – Carly disse erguendo uma de suas sobrancelhas.
- Eu? Medo dela? Tá louca minha filha? – Disse decidida.
- Então vai lá, eu ainda falo com ele. É que nós não nos vimos hoje, mas eu vou lá com você.
- Tem certeza? Eu to bonita amiga? – Disse totalmente estranha, arrumando meu cabelo, o que fez a Carly rir.
- Vai logo Julie, vamos lá. – Ela disse me arrastando para a mesa onde Liam estava.
— Tem certeza Carly? Ele não lembra de mim. – Disse parando no meio do caminho.
- Julieta, para com isso, claro que ele lembra. Respira fundo e vai, agora.
- Tá. – Respirei fundo como Carly havia dito para eu fazer, decidida. – Eu vou lá. – Disse estufando o peito em direção a mesa em que o Liam estava. – Não vou lá não. – Disse voltando onde Carly estava.
- Para de ser medrosa, anda. – Ela disse andando, numa tentativa falha de me fazer seguir seus passos. – Anda Julie, vem. – Ela voltou pegando em meu braço.
Seguimos em direção a mesa de Liam, meus batimentos cardíacos eram tão acelerados que eu acho que não podia mais senti-los. Já Carly estava naturalmente solta, sem vergonha nenhuma. Paramos na mesa e Carly, que andava com eles antes deu chegar, se sentou ao lado de Liam.
- Ei, lembra dela? – Carly disse apontando pra mim. Uau, e ela que havia dito que ele lembrava de mim.
- Não... – Ele disse me olhando. – Mas, se bem que ela é a Julieta? Ah, não acredito! – Ele disse levantando da mesa e vindo me abraçar, aquele braço musculoso quase me esmagou por completo. Eu não sentia aquele abraço fazia tempos, e que falta aquilo me fazia. Afundei minha cabeça em seu peitoral, que era super definido, ui.
- Parem de se comer aí, credo. – Pude ouvir aquela voz repugnante da Walker falar.
- Deixa eles. – Carly disse sorrindo.
- Concordo com a Bessie, para com isso. – Harry disse irritado.
- Que saudade eu senti. – Ele sussurrou em meu ouvido. – Da minha tampinha. – Ele se desfez do abraço pegando sua mão e bagunçando meu cabelo e rindo, bastante.
- Ah seu bolota, para com isso. – Disse em uma tentativa frustrada de tentá-lo fazer parar, o que o motivou a bagunçar mais meu cabelo.
- Você não me chama de bolota desde a 5ª série tampinha! — Ele disse parando de bagunçar a minha juba de leão, se é que posso chamar aquilo de cabelo.
- Idiota. – Disse rindo.
- Boba. – Ele disse rindo mais.
- Eu disse que ele lembrava de você Julie. – Carly disse.
- Como não lembrar dela? Mas se bem que ela mudou muito. – Ele disse dando um sorriso pervertido, acompanhado de um belo tapa na curvatura de seu pescoço que eu acabara de ter dado. – Você tá forte hein Julie, credo. Acho que você vai poder entrar no time se continuar desse jeito. – Ele disse passando a mão em seu pescoço, no lugar em que eu havia dado um tapa.
- Não, prefiro entrar pra algo que tenha ginástica. – Disse rindo.
- Que tal fazer o teste pra líder de torcida? Eu sou uma das pessoas que vão julgar, também faço ginástica Julie. – Carly falou animadamente.
- Não, tudo menos isso. – Ouvi a Walker falar, com nojo. – Não vou deixar ela entrar, não no meu turno de animadora de torcida.
- Você não manda em nada, é apenas outra jurada Walker. – Carly disse rendendo-a.
- Que seja, você não vai entrar. Que fique claro. – Foram as palavras que a Walker acabara de dar antes de sair furiosa da mesa. NÃO TENHO MEDO DE CADELAS, que fique claro.
- Até mais cachorrinha. – Disse acenando rindo enquanto ela saía.
- Que malvada Julie. – Liam dizia rindo.
- Digamos que eu mudei, não sou mais aquela menininha que eu costumava ser.
- Então tá, você vai fazer o teste, amanhã depois da aula. – Carly disse, decidida, se levantando da mesa.
- Tem certeza que mudou? – Liam disse sério.
- Tá Julie? – Carly disse calma.
- Continuo sendo sua tampinha, idiota. – Disse dando um tapa em seu braço e dando um sorriso de leve.
- Julieta? – Carly falou mais uma vez.
- Entendi Carly, eu vou fazer o teste. – Falei decidida.
- Bom mesmo. – Ela disse dando um sorriso vitorioso. – Você não tem vergonha né? Tipo, de ficar em um lugar com muita gente...entende?
- Não sei...que tipo de pessoas? – Disse confusa.
- Time de futebol, as garotas pro teste e quem quiser ver. – Ela disse dando de ombros.
- É, eu vou estar lá. – Liam disse.
- Pra me ver né? Eu sei. – Disse rindo.
- Sou do time tampinha, nós também escolhemos quem entra no grupo de líder de torcida. – Ele disse me abraçando de lado.
- Aff, você vai me ver só de shortinho, não pode. – Disse emburrada.
- Finalmente uma notícia boa. – Pude ouvir Harry rindo na mesa me encarando, com um sorriso pervertido.
- Você não vai estar lá gênio. – Disse mostrando o dedo do meio, pra ele.
- Eu – Ele disse se levantando e vindo em minha direção. – Sou do time de futebol, gênia. – Ele disse me dando um beijo no canto de minha boca e saiu rindo de mim, em uma gargalhada tão contagiante e ao mesmo tempo maléfica.
- Eu juro que ainda vou enfiar a minha mão na cara dele, é sério. – Disse irritada, acompanhada do sinal que acabara de bater para entrarmos na sala.
- É melhor irmos. – Carly disse rindo de mim. – Se não vai que o professor fecha a porta na nossa cara ou sei lá oque.
- É, vamos. – Disse rindo.
Chegamos na sala e tudo foi normal. Tive aula de português com a professora Ramonna e até que foi legal. A última aula foi de matemática e digamos que eu quase dormi, no primeiro dia de aula. Fui pra casa, tomei um belo de um banho relaxante e dormi. Me peguei sonhando com o Harry por mais que ele fosse a pior coisa do mundo, o pior pesadelo, a pior coisa repugnante.
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