Peace
20 Gay
Notas iniciais
– Então, vocês simplesmente o mataram? – Hermione pergunta.
– Não foi tão simples assim.
– Vocês sabem dizer se a menina que morreu tinha 26 anos?
– Claro, Hermione. Antes de matar o cara que queria nos matar, e lutar com mais de 200 pessoas que também queriam nos matar, em seguida, impedir que o lugar explodisse e nos matasse, tivemos uma brechinha pra perguntar a idade da menina. – Rony ironiza.
– Isso saiu no Profeta Diário, não saiu?
– Sim, mas não informou a idade da menina.
– Nós precisamos descobrir.
– Vamos por mais isso na lista.
– Ele disse mais alguma coisa importante?
– Não tivemos muito tempo pra papo, mas, pouco antes do cara morrer, ele disse a mesma frase que o Tio do Draco, então, suponho que isso deve ter haver com Bellatrix também.
– Qual era a aparência dele?
– Nenhuma. Não conseguíamos olhar pro rosto dele, e, quando ele morreu, poucos segundos depois o exercito do mal veio nos matar, quando nós voltamos, o corpo tinha sumido.
– Isso está cada vez mais complicado...
–Se é complicado pra você, imagine pra nós? Você é o gênio do grupo.
– Agora, mais do que nunca, precisamos começar com nossos planos. Vocês três já sabem como vão entrar no Ministério?
– Poção Polissuco, é claro. Menos Harry, ele vai usar a capa. Eu e o Draco iremos amanhã espionar alguns bruxos, como fizemos alguns anos atrás na guerra contra Voldemort. E no dia seguinte já invadiremos.
– Mas como vocês podem fazer assim? Algo dessa magnitude deve ser planejado! Você não lembra quanto tempo ficamos pra invadir da ultima vez? Precisamos investigar quem são os que ficam isolados, a hora que chegam, a hora que saem, a sua fun...
– Porque nossos planos sempre dão certo. – Ironiza Harry.
– Acho que o melhor nessa hora é agir espontaneamente, Mi. Dá ultima vez nós planejamos todos os detalhes e deu errado.
– Mas vocês precisam de um plano base! Pelo menos isso...
– Já temos o plano base, Mione. – Todos, exceto Hermione, se espantaram por Draco tratar ela carinhosamente. Afinal, era algo público a raiva que Draco ainda guardava dela. Pelo menos era isso que pensavam. – Iremos distrair os guardas do registro, e Harry entrará.
– Mas como vocês vão fazer isso? Eu acho que precisamos planejar mais, eu posso...
– RELAXA, HERMIONE! Você está uma pilha de nervos! O que houve?
– Eu consegui falar com o David!
– Esse cara de novo?
– Sim, Malfoy, esse cara de novo! O cara que, por acaso, é a única pessoa que esteve ao meu lado todos esses anos!
– Mas qual o problema de ter falado com o David? Você estava desesperada por isso, não é mesmo? Aconteceu algo com a Melody?
– Queria, Ron... Não, não! Mel está bem. Apenas com saudades de mim, mas...
– Qual o problema então?
– David quer vir pra cá. Mas eu sei que se ele vier, vai estar correndo perigo! MAS ELE É TEIMOSO! MAIS TEIMOSO QUE VOCÊ, RONY! – Ela não conseguiu falar porque lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto.
Rony se apressou pra abraçar a mulher. Hermione não era de chorar fácil, e todos sabiam disso.
– Xiii, Mi. Calma, ele vai ficar bem!
– Você não entende, Ron. Ele colocou na cabeça que vai me ajudar a solucionar isso! Ele sempre foi metido a detetive! Eu devia ter ficado calada... Não ter falado nadinha! Mas não... fui egoísta! Queria que ele me ajudasse a enxergar algo que não vi... MAS NÃO IMAGINEI QUE ELE VIRIA ATÉ VEGAS PRA ISSO!
– E Melody? Ficará com quem? – Draco, que se afeiçoou a garotinha, perguntou.
– Provavelmente com a mãe dele. Ou com minha mãe.
– Relaxa, Mi. Vamos colocar a cabeça em invadir o Ministério. Quem sabe o David não ajuda mesmo? Ele é adulto, sabe o perigo que está correndo. Deixe-o vir.
– Vamos dormir. – Hermione disse, mudando o assunto rapidamente – Amanhã eu e Gina iremos começar nossa busca pelo Profeta Diário e por jornais trouxas.
– E pela internet.
– Exato. E vocês tem que estar em pé de madrugada, quero que estejam lá antes dos bruxos começarem a chegar.
– Sim, senhora.
– Boa noite, mãe. – Rony brinca.
Hermione força uma risada, mas não se sentia nada feliz. Sabia que Rony não fez por mal, mas aquilo a fez lembrar de Melody, sua pequenina filha postiça. Ela esperava voltar viva daquela aventura pra rever a menina.
De repente, mais lágrimas, dessa vez silenciosas, escorreram. Ela se permitiu chorar por tudo: Pelo medo por não conseguir voltar pra Melody, pela raiva por não ter paz, pela revolta por David vir até Vegas, pela tristeza por tudo isso, e, no fim, por amor à Draco.
Enquanto a garota chorava com seus pensamentos, por um tempo que ela não sabe dizer, mas que imagina ser muito, pois ouvia seus amigos roncarem nas camas ao seu redor, sentiu algo empurrando-a em sua cama, fazendo ela afastar-se para o lado.
– Mas que...?
– Sou eu, Mi. – Draco a interrompe, sussurrando.
– O que você está fazendo aqui, Malfoy? – Disse, devolvendo o sussurro.
– Vim ficar com você. Ouvi você chorando.
– Estava alto assim?
– Só se você soubesse por qual ruído procurar, e já imaginei que você iria chorar. Isso é pressão demais em cima de você. – Dizendo isso, ele chegou mais perto e abraçou a castanha, que, pra surpresa de Draco, não recuou. Ao contrário, ela enterrou a cabeça no peito do loiro e chorou mais ainda, enquanto ele mexia em seu cabelo.
Hermione não percebeu quando estava começando a ficar sonolenta, mas o cheiro de Draco a acalmou. Os braços, tão conhecidos por ela, era o lugar mais confortável de mundo. Ela se sentiu segura e com uma luz de felicidade, como ela não se sentia há muito tempo.
POV. DRACO
– Está pronto? – Meu ruivo me pergunta.
Estávamos em nosso esconderijo, em frente à entrada do Ministério da Magia, esperando nossos alvos chegarem.
– Nasci pronto, gato! – Respondi lançando um sorriso pra ele.
Mas, eu não conseguia me concentrar direito na nossa missão. Minha cabeça voava pra minha conversa com Rony, noite passada.
Flash Back
– Então, — Rony me aborda, enquanto estou deitado em minha cama – o que está rolando entre você e a Hermione?
– Nada. – Digo, triste.
– Qual é, Malfoy? Deu pra mentir pro seu melhor amigo?
– Não é mentira. Infelizmente, não está rolando nada entre a gente.
– Você ainda é apaixonado pela Hermione. – O tom de voz dele me surpreende um pouco. Ele pareceu estar convicto em sua afirmativa.
– Isso não foi uma pergunta, certo?
– Tá sendo difícil pra admitir pra mim?
– Foi difícil de admitir pra mim mesmo. – Confesso.
– Por favor, me fala que você vai perdoar ela! – Ele diz num tom desesperado.
– Você tinha razão. Você tem razão. Não tem nada pra ser perdoado... Eu... Estava enganado. E perdi a mulher da minha vida.
– E o que você vai fazer em relação a isso?
– Eu conversei com ela, falei tudo o que sentia, mas...
– Mas...?
– Ela me deu um tapa na cara. – Falei, mais deprimido ainda. E, pra piorar minha situação, meu melhor amigo cai na gargalhada – Obrigado pelo apoio, Weasley.
– Cara, — diz ele, tentando se controlar – o que você acha que ela faria? Correria pros seus braços? Te beijaria e diria que te ama? Isso não faz o estilo da Hermione, Draco.
Isso me deixou com raiva. Não dele, mas de mim mesmo. Droga! Ele tinha razão... Mas, ainda alimentei a esperança que ela talvez fizesse isso. Eu mesmo me controlei pra não beija-la, em todos os momentos que a vi.
– Você está certo.
– Claro que estou, agora me diga o que você vai fazer a respeito disso?
Flash Back Off
O que eu iria fazer pra provar pra Hermione que a amo e que sempre a amei? Ela estava certa de não acreditar no meu amor. Não dei motivos pra isso. Nem sempre quando dizem “Eu te amo” é uma prova que o sentimento é verdadeiro. Ela mesma me disse isso ontem, quando tentei conversar com ela novamente.
Meus pensamentos foram interrompidos por um cutucão. Olhei para Rony e vi que ele apontava para a esquina, onde nossos alvos estavam vindo, juntos.
– Vamos lá! – Ele disse, excitado. O Weasley sempre fica assim com missões.
Posicionamo-nos atrás das lixeiras, no beco onde estávamos, e, quando eles passaram, lançamos um feitiço estuporante neles, os puxando rapidamente.
Pingamos na boca deles uma poção do sono que tinha na bolsa que McGonagall preparou para Hermione e pegamos suas roupas e um fio de seus cabelos.
– Vou ter que abandonar meu lindo rosto por esse rosto gordo e bigodudo. – Disse Rony, se referindo ao homem que ele escolheu como alvo.
– Pensa pelo lado positivo.
– Qual?
– Esqueci. (N/a: Pior que eu realmente esqueci o que ia esquecer, então vai ficar assim mesmo porque eu sou linda) – Rony revirou os olhos, nós colocamos as roupas, depois o fio de cabelo na poção polissuco.
A transformação era extremamente incomoda, mas, suportável. Ao fim, as roupas que antes eram muito curtas e apertadas para mim, couberam perfeitamente no corpo do homem minúsculo que escolhi como alvo.
Olhei pra Rony ao mesmo tempo que ele me olhou e soltamos uma gargalhada.
Saímos do beco e seguimos para a entrada do Ministério, onde sabíamos que Harry estaria nos esperando, coberto com a capa.
Fomos seguindo e senti uma cutucada, que indicava que Potter nos seguia.
Em resumo de tudo: Entrar foi fácil. Chegar ao quartel do aurores, mais fácil ainda, pois nós o conheciamos de cabo à rabo. Chegar nas portas dos registros, também foi fácil. Mas, depois disso, só complicou.
O Ministro da Magia em pessoa se encontrava nas portas do cofre onde eram guardados os registros.
– Ministro – a minha voz fina (ou melhor, a voz fina do homem em que me transformei) ecoou pelo salão de entrada para o cofre. – que prazer lhe encontrar.
– Ora, não me venha com asneiras, Calisto. O que você está fazendo aqui novamente? Já não lhe mandei ficar longe dos registros?
– Mandou? – E olhando pra cara desconfiada do Ministro, Draco se tocou – Ah claro, mandou sim. Me desculpe, Ministro, mas estão chamando o Walter no departamento de mistérios.
– Por quê?
– Não me informaram, Ministro. Apenas me mandaram dar o recado.
– O senhor me permite ir, Ministro? – Walter, o homem que cuida das portas do cofre, pede.
– À vontade, Walter, eu mesmo guardarei essas portas. E vocês dois – disse apontando pra mim e para Rony, que ficou muito calado durante todo o momento – vão embora.
– Com certeza. Se me permite licença...
– Esperem! Você está bem, Laur? Nunca te vi tanto tempo sem falar uma palavra. – Falou, se referindo a Rony.
E, aproveitando a deixa, Rony simplesmente se jogou no chão, desmaiando.
O Ministro se adiantou até ele e o lançou um feitiço de levitação.
– Venha, Calisto! Vamos leva-lo até a enfermaria.
– Sim, senhor.
Quando ia saindo, recebi outro cutucão do Potter, indicando que ele iria começar a busca.
Segui o Ministro até a ala hospitalar do Ministério e ele repousou Rony, que estava atuando muito bem, na maca mais próxima.
– Senhorita Martin, esse homem desmaiou do nada. Cuide dele e depois os encaminhe até minha sala.
– Já vai, Ministro? – perguntei, tentando parecer despreocupado.
– Preciso cuidar do cofre, Calisto. Se me der licença...
– Mas preciso falar algo com senhor.
– Fale logo, por Merlin!
– Eu... eu... ESTOU APAIXONADO POR VOCÊ, MINISTRO!
Só percebi a merda que tinha dito depois de fechar a boca. Vi o Ministro ficar vermelho, roxo, azul, verde, amarelo, e, depois, voltar a sua cor natural, com as bochechas ainda coradas.
– Como ousa...? Gritando aos quatro ventos...? Venha até minha sala, Calisto. AGORA!
Ok, talvez não tenha sido tão ruim assim. Impedi ele de voltar pro cofre. Isso é bom. Dei mais alguns minutos ao Potter. Mas agora, Rony está sozinho. Sorte que, por ideia de Hermione, marcamos um ponto de encontro pro caso de nos separarmos.
Cheguei ao gabinete do Ministro e assim que o fiz ele partiu pra cima de mim, me abraçando.
Opa... Acho que o tiro saiu pela culatra.
– Calistinho, querido, fico feliz em finalmente você assumir seus sentimentos por mim, mas não feliz em você ter feito em público. Lembre-se que nós somos um segredo! Que polêmica seria se descobrissem que o Ministro da Magia é gay!
Não sabia o que fazer. Comecei a suar frio e a entrar em pânico... E se aquele cara tentasse algo comigo? Sou fiel ao meu Roniquinho.
– Me desculpe, amorzinho. – Forcei minha voz a sair. Tentei imaginar que aquele cara era o Rony, e como eu falaria com ele, e consegui formar as frases. – Mas isso estava guardado dentro de mim há algum tempo...
– Eu sei, eu sei. Também precisava te dizer que sinto o mesmo! Mas, que história é essa de aparecer naquele cofre, de novo? Já não te falei que aquilo está altamente vigiado? Todos os documentos importantes estão ainda mais protegidos... Pode parecer suspeito você ir lá direto... Eu acho que aqueles queridinhos da McGonagall irão voltar em busca de algo... Ei, por que você está tremendo?
– Só estou um pouco nervoso. Eu... não consegui comprar aquela chapéu que vi ontem...
– Você comentou comigo. Não se preocupe, aquele vai sair da moda muito rápido. Gostaria de ficar mais tempo aqui com você, mas não posso. Tenho que voltar a vigiar as portas. Te vejo de noite?
– Claro.
– Ótimo. – Já íamos saindo da sala quando ele se curvou e, por pouco, não me beija. Nesse momento, Rony aparece dizendo que estão me chamando na minha sala e saio em disparada.
– Está me traindo, loira?
– Jamais. Mas aquele cara é gay! Ele queria me agarrar!
– Também, com aquela história de “estou apaixonado por você”! Foi bem convincente...
– Cala boca, Weasley! Vamos dar o fora daqui e esperar o Potter lá fora.
Nós ficamos numa cabine telefônica por duas horas, e nada do Potter aparecer. Quando já íamos formar um plano para voltar e regata-lo, ele aparece.
– Por que tanta demora, Harry?
– Fiquei preso dentro do cofre.
– Como? Você é burro ou o que?
– Malfoy, aquele cofre é antifurto. Só o Walter pode abri-lo. Usei alguns feitiços que aprendi, e acabei ativando o alarme de furto e ficando preso lá dentro. Peguei os arquivos e os escondi, fiquei esperando todo esse tempo por alguém abrir o cofre, e, só agora o Ministro abriu, junto com uma orla de aurores. Vocês não tem noção do sufoco pra sair dali.
– Bem, vamos embora. Já tive experiências ruins suficientes por um dia. A enfermeira gata era homem! – Rony disse e, enfim, nós aparatamos para o conforto do Hotel e Cassino Flor de Lótus.
AMORES DA TITIA BEA, FAÇAM-ME O FAVOR DE MANDAR AS PERGUNTAS PARA MIM OU PARA ALGUM PERSONAGEM DA FIC PORQUE IREI FAZER UM BONUS NO FINAL DA FIC COM ISSO, OBG DND!
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