País das Guerras
4 Capítulo 3 - Mais Uma Pessoa que Devo Proteger
Finalmente entendia seus poderes e o preço para usá-los, decide que que chegou a hora de recomeçar sua jornada, se preparava pra sair da cidade, dessa vez levando consigo água e alimentos.
Já haviam se passado dois anos desde sua falha, mas sábio e poderoso e com o conhecimento que o mundo lá fora esconde pessoas perigosas, ao ir em direção ao portão passava por sua antiga vila, trazendo-lhe uma estranha nostalgia, decidindo ir pela ultima vez em sua casa, ao chegar batia na porta e ninguém atendia, percebendo a porta aberta acabou entrando, mas não havia ninguém por lá, queria esperar seu pai mas sabia que não tinha tempo para ficar ali parado esperando alguém, assim saindo sem se despedir pela ultima vez de seu pai.
Os dias foram se passando e no terceiro dia da jornada a comida e a água estavam chegando ao fim, estava na zona urbana próxima ao portão, nisso lembrou-se que nas proximidades havia uma taberna, mesmo sem lembrar o rosto do homem que lhe atendeu no fatídico dia, sentia que queria vê-lo novamente, na época uma garoto que estava apenas a pele e o osso, hoje possuia alguns músculos que faziam sua aparência destoar do resto dos habitantes de lá, e sua presença que havia se tornando um tanto quanto sinistra, afastava todos os ladrões da região.
Ao chegar próximo do lugar onde antigamente a taverna se localizava, ele não a via em lugar algum, olhando em várias direções viu um homem nos becos, chegou o encurralando na parede não dando-o chances de fuga:
— Poderia me dizer se há alguma taberna próxima daqui?
Assustado o homem olha para os lados procurando seus companheiros que viviam nos becos, mas todos haviam fugido, então sorrateiramente puxava uma faca que trazia consigo escondida em sua cintura, antes de conseguir levantá-la para deferir um golpe, é parado por Hanno, que prensava-o contra a parede agora segurando com força em sua mão, impedindo-o que se mova, o imobilizava totalmente colocando o antebraço direito forçando-o contra a parede, o impedindo de respirar e o repreende:
— Não faça isso, apenas responda-me. Existe uma taberna por aqui?
Ao terminar de falar o solta, pegando para si a faca que o homem empunhava.
— Não, não há.— Respondia com alguma dificuldade, sua respiração estava fraca e a cada segundo ficava mais pálido.
— Oque ouve com a taberna que evistia aqui à dois anos?— Perguntava com alguma desconfiança
— Dois anos? Não conhece a realidade daqui? O velho Thomas já estava com mais de 40 anos, ele já está morto, e com sua morte a taberna deixou de existir.— Falava pausadamente enquanto puxava ar
Lagrimas escorriam pelos olhos do garoto enquanto ouvia a resposta lenta do homem a sua frente, muito pela morte de Thomas, que não pode agradecer, mas na realidade chorava mais pelo o pensamento que seu pai também podia estar morto, já que tinha a praticamente a mesma idade do dono da taberna.
— Eu não imaginava que aquele velho ranzinza significasse tanto para alguém. — Ironizava a morte de Thomas.
Ainda que com alguma dificuldade para respirar ria, e ao perceber um momento de distração, tenta recuperar sua faca, antes de conseguir investir à direção que desejava, a sua própria faca havia atravessando sua clavícula direita, varando todo seu corpo, a irá era tanta que acabou perfurando a parede, virando-se deixando para trás um homem sozinho agonizando de dor.
Continuava mesmo sem alimentos seu destino, o caminho hostio e aspero hoje em dia não era nada, um dia caminhando em direção ao grande portão também passou facilmente, pela segunda vez estava em frente ao enorme maciço de madeira e metal, olhando aquele gigantesco portão, sorriu e tirou de seu manto o anel, usava o antigo manto de Shisa, oferecendo-o ao demônio um dia de sua vida pelo direito de usá-lo:
—Traga de volta o melhor homem para derrubar esse portão!— Ordena ao anel, querendo testar seus poderes.
— Com prazer, o preço será. Pam pam pam, cinco dias de sua vida!— Fazia um suspense idiota que irritava Hanno.
— Você havia dito um dia!
— Não,não! Eu disse um dia por uma informação, para trazer umhumano poderoso de volta a vida são cinco dias!— Explicava a regra.
— Dois dias, ou eu mesmo quebro esse portão!— Já desembanhava sua espada.
— Tá! Seu pirralho chato— Sussurava- Dois dias ok...
— Não adianta sussurar, você está dentro da minha mente, sim, lhe ofereço dois dias de minha vida.
— Não olhe para o buraco, liberação de mágia profana, chamado do além...
Uma especie de portal se abre no chão, mostrando vários demônios em estado de decomposição brigando entre si por restos de carne apodrecida de humanos, outros praticando canibalismo, entretanto, um homem sai desse portal, empunhando uma espada e um escudo igualmente enormes, protegido por uma armadura que só deixava seu rosto a mostra, rosto que estava em sério estado de decomposição, só possuia um dos olhos e sua carne estava em sério estado de apodrecimento, formigas, vermes e outros insetos caiam de seu corpo, contudo, se movia como se fosse um humano vivo normal.
— Levante, grande cavaleiro Sayern Kouga!!!
— É isso?— Hanno parecia com nojo, intrigado de por que o homem estava nesse estado.
— Esse homem deve ter ido para o inferno, lá humanos não costumam ter sorte, lembresse sempre, nunca olhe para o portal, só você poderá vê-lo pessoas que não tem contato comigo apenas verão mortos aparecerem como mágia, que aliás é, mas se você invocar alguém do céu, e ver um arcanjo, queimará no mesmo instante. — Explicava o porque de não olhar o portal.
— Entendi, mas quem é esse? — Intrigado de porque aquele homem seria o tão famoso guerreiro que valeria cinco dias de sua vida.
— Ah, é um cavaleiro qualquer, o matei a dois mil anos, e ele insistiu que em falar seu nome, para eu lembrar que ele não sucumbiu ao desejo dos demônios, e ele está sendo usado milhares de anos depois, irônico, não? Só o trouxe porque é o único humano que sei o nome.— Falava em um tom mais cômico.
— Você quer dizer que cobrou cinco dias da minha vida por um zumbi de dois mil anos?
Devia lhe entregar para um mendigo! — Olhava com ódio para o anel.
Olhava o velho zumbi caindo aos pedaços em sua frente e o ordenava:
— Destrua o portão, Kouga!— Nada acontecia.
— Destrua o portão, Sayern Kouga!— Ainda não acontecia nada
— Destrua o portão, grande cavaleiro, Sayern Kouga..— Nada acontecia oque o irritava.
— O filho da puta, destrua essa porra de portão!!!— Chutava o zumbi a sua frente fazendo vermes cairem dele.
— Ele só obedece quem o invocou, e nesse momento fui eu.—Explicava o motivo de ser totalmente ignorado.
— Não podia ter falado isso antes!— Falava em tom agressivo.
— Você nunca me escuta mesmo. Assoviava.
— Oque acontece se eu lhe entregar para um mendigo?— Olhava para os becos.
— Bom, se ele aceitar o meu acordo, você morreria e ele ficaria com seu tempo de vida somado ao dele. Mas caso você perdessemo anel ou fosse roubado, eu continuaria selado até você morrer e você continuária com todas as memórias, porém, se perder intencionalmente e alguém achá-lo, será como se tivesse me dado ele, e se você também ficar muito tempo sem me usar, seus dias de vida serão sugados para mim.
— Entendi, eu não irei lhe passar passar pra ninguém.— Olhava feio ameaçando as pessoas do beco que correram todos.
— Então faça-o quebrar o portão! Apontava para o zumbi.
— Sim, por dois dias de sua vida!
O garoto olhou novamente para os becos.
Pela segunda vez desembanhou a espada, dessa vez cortando o maçiço de madeira sem prévio aviso, deixando um buraco no portão.
— Eu vou é te jogar no esgoto, anel de merda! Seu demônio idiota.
Tirava o anel, fazendo sua aparência voltar ao normal, e abrindo um novo portal, dessa vez grande garras com unhas afiadas puxavam o zumbi de volta para o mundo dos mortos.
Guardando o anel novamente em seu manto, passava com alguma dificuldade pelo buraco que havia feito:
— Credo, devia ter feito um buraco maior, mas finalmente posso respirar o ar puro de fora das muralhas!— Puxou o ar com todo o pulmão, porém, só inalou vapor o que fez seu nariz arder.
— Oque é isso, eu esperava que fosse diferente. -Olhava em sua volta, mas podia ver alguns metros em meio ao vapor.
Em Haro, graças as grandes muralhas o vapor era contido do lado de fora, mas ao sair percebe o quão denso e espesso era ainda assim decide andar pela cidade desconhecida, seu olfato, e visão eram praticamente inúteis, o local estava envolto de um silêncio absurdo, contudo ainda se sentia incomodado como se alguém estivesse o observando, não sabia muito como era o mundo fora das muralhas, mas olhava para todos os lados e não via o escutava nenhum humano, apenas ouvia o canto de alguns pássaros ao amanhecer, entretanto, não entendia oque pássaros fariam naquele lugar, no meio de uma névoa de calor, acreditou estar alucinando e continuaou a andar sem rumo, tentando achar alguém, o local era tão quente e Hanno não estava acostumado, essa era a segunda parte da prisão, o estado de vapor de Furontia.
O garoto estava realmente certo, alguém o observava, o canto dos pássaros vinham de estranhas criaturas feitas de uma bizarra luz vermelha, que de repente se apagou.
Forte do Sul
Um homem vestindo roupas formais, muito bem apessoado chamava o líder Akabe para uma conversa, não parecia o temer, e dia ser urgente, era de manhã e Matsuro o tentava avisar que não seria uma boa ideia isso, todavia, não fez efeito e então depois de muita insistência o líder em fim foi chamado, descia as escadas parecendo estar de muito mau-humor, como seu famoso cutelo em mãos, coçava o olho como quem acabava de acordar:
— Oque quer? Oque seria tão importante?— Falava irritado.
Quando Akabe já se preparava para parti-lo em dois, ele some do nada, sem deixar rastros, o líder pensa alguns segundos, mas decide voltar aos seus aposentos.
Aparecendo no comodo ao lado, junto com uma garota que tomava seu café da manhã.
— Oque era tão importante que fez você vir aqui a essa hora, com o risco de ser cortado até a morte, Koutan?— Perguntava a garota, enquanto falava de boca cheia.
— E você oque faz aqui?— Surpreso ao vê-la tomando café, já que nem ao menos morava no forte.
— Eu venho todo dia tomar meu café da manhã, ué?— Sorria, o sorriso de uma ladra.
''Isso explica o sumiço de alimentos'' pensava consigo.
— Mas você não me respondeu, oque é tão importante ao ponto de arriscar sua vida?— Realmente estava muito interessada.
— Não devo resportar nada a você.— Se virava como quem fosse novamente chamar o líder.
—Mas nós somos velhos amigos, não somos!?— Falava enquanto pegava mais alimentos.
— Algumas vez você já foi sincera com alguém? Yuuta.— Suspirava.
— Sinceramente? Não! Mas fala, vai? Juro guardar segredo.— Fazia uma expressão como se fosse uma garota inocente pedindo um favor.
— Ah, tudo bem. O portão de Haro foi rompido, e um homem fugiu mas provavelmente já deve estar morrendo em Furontia nesse exato momento, mas..— Antes de terminar de falar a garota não estava mais ali.
'' Será que é ele'' apenas isso ecoava na mente de Yuuta.
Pouco tempo depois a moça já estava na cidade de vapor, procurou em todas as partes, quando próximo a ponte o viu caído em frente a duas bonitas mulheres.
— Vocês fizeram isso?— Falava com muita calma.
— Não, realmente acha que se fossemos nós estaria tudo inteiro por aqui? Nezumi e eu estávamos transando, quando escutamos um barulho aqui fora, eu não queria vir ver, mas isso acabou quebrando o clima.
— I-rmã, não fale de nossas intimidades para os o-o-outros. — Corava e se escondia atrás da irmã, mas na realidade pensava '' Quem é esse filho da puta eu queria matá-lo agora''.
— Tem razão, caso fossem vocês essa cidade estaria destruída, igual Kureta.— A garota que estava sorridente até poucos segundos atrás, olha com raiva para Yuuta.
— Enfim, esse é um fugitivo que estava caçando, deixe-me levar esse criminoso.
Os dois somem de lá rapidamente, indo para uma cidadezinha longe de tudo, o garoto estava inconscientee os órgãos internos desgastados devido a respiração do vapor por tanto tempo.
A chegar na cidade, a moça só pensava '' oque eu estou fazendo''.
Logo viu um morador e lhe pediu informações:
— Onde está a grande curandeira Kaede? Este soldado está morrendo, preciso de ajuda urgente!— Falava desesperada quase chorando, uma atuação memorável.
O homem sem pensar duas vezes decide guiá-la até a curandeira,carregando Hanno até lá.
— Por aqui vamos!— Dizia o nobre homem.
Rapidamente chegaram onde a curandeira atendia, Kaede os atende:
— Oque aconteceu com o rapaz?— Já percebia a vermelhidão em sua pele.
Mostrava o brasão do exército provando ser uma militar.
— Estávamos em missão, eu mostraria o brasão dele, mas o deixamos cair na pressa de traze-lo para cá.— Mexia no corpo procurando o brasão, que obviamente não existia, monstrando desespero.
— Vocês não me devem explicação, afinal meu trabalho e curar, desde que tenham dinheiro eu os curarei, é simples, aproposito, são 400 kins!— A velha sorria enquanto falava tentando transimitir serenidade.
'' Se é simples porque cobrar tão caro'' pensava a garota, com peso no coração pagou a velha com todo seu dinheiro.
Algumas horas se passaram e enfim ele acorda, ao seu lado lá estava alguém o cuidando, essa era Yuuta, estava muito curiosa para saber como era o homem que fugiu de uma Haro.
Ao perceber onde estava estranho o lugar e a garota que estava junto de si, cuidando de seus ferimentos:
— Onde estou? Quem é você?— Tentava levantar mas não conseguia, com toda sua força tudo oque pode fazer era mover sua cabeça e apoi-a-la novamente:
— Calma, você está na cidade da fé. Eu sou só uma camponesa que foi encarregada de cuidar de você.— Depois disso a mulher explicou a todos que havia mostrado o brasão, que ele havia perdido a memória e seria perigoso avisa-lo de tuido que aconteceu.
Sorrindo ela ajeitava a cabeça do rapaz no travesseiro.
— Como vim parar aqui, eu não entendo. — Tentava em vão se levantar.
— Sim, eu sei que deve ser confuso para você. Mas um viajante que estava passando com uma carroça o trouxe aqui, primeiro pensavámos que fosse seu pai, mas pouco depois ele sumiu sem deixar rastros, e o deixou a meus cuidados sem nem ao menos me dizer quem são e de onde vieram, aliás, de onde você vem?— Falava com uma voz terna que o acalmava.
— Realmente não me lembro de nada desde que desmaiei... Eu prefiro não falar de onde vim.— Tinha uma expressão de dúvida sobre tudo.
Olhando em seus olhos, a garota não via a mesma a raiva ou o sentimentos ruins que enxergava nos homens do exercito.
— Uma pessoa ainda preciso falar com ela.— Novamente tenta levantar-se e não consegue.
— Você é bem insistente, né? Você ainda tem a vida toda para ver essa pessoa, e onde ela está? — Ela sabia ser Shisa essa tal pessoa, e que ele morreria caso fosse vê-lo.
— Eu não sei.— Finalmente pensava.
— Como assim não sabe? Bateu com a cabeça?— Olhava a cabeça de Hanno procurando algum machucado.
— Sim, eu acho que bati..— Não podia falar a verdade para aquela doce camponesa.
A garota sempre sorria, aos poucos foi percebendo o quão lindo aquele sorriso era para ele, ela era realmente linda, e começava a ficar corado ao conversar, deixando-a perceber.
— Desculpa perguntar, mas qual sua idade? — Com um folheto de anotação, que fingia ser para sua consulta.
— 17 e v-você?— Estava muito tímido.
— 19, olha sou sua senpai! Acho que como senpai devo lhe ensinar algumas coisas já que perdeu a memória.— Um lindo sorriso por dentro e por fora.
Assim dias foram passando, e a garota le ensinava sobre tudo, em particular sobre os cinco governos do país, estados, cidades, lugares perigosos, lendas, leis, fronteiras..etc. Sempre seguido de um sincero '' Obrigado senpai'', a garota sorria de felicidade, nunca havia visto alguém tão inocente, mas que ao mesmo tempo tivesse uma presença assustadora. Pensava consigo mesma todos os dias antes de dormir '' Esse garoto mereceu mesmo 17 anos preso naquele inferno'', antes que os dois percebessem, só pensavam um no outro, pela primeira vez ela havia se aproximado de alguém que não cabiçasse seu poder ou pensasse apenas em seu corpo, podia ver no olhar de Hanno a sinceridade, e também que igual ela cresceu sozinho e isolado de tudo e todos. Pouco mais de um mês que se conheceram e não podiam mais se separar, o garoto não vivia sem ela, e ela ao lado dele esquecia seu passado e todos seus problemas, não pensava em mais nada.
Ela o achava tão inocente, mas não percebeu que havia se apaixonado a primeira vista, no dia em que invadiu Haro e o viu caido em cima desse estranho manto que sempre usa.
Todos os dias eram felizes os sorrisos puros de Hanno eram como o sol que acordava sua alma todas as manhãs, seu coração era envolto de trevas antes de o conhecer.
Seu passado não podia ser apagado tão facilmente, mas um lindo futuro poderia ser construído em cima.
Até quando sem querer ela fala por impulso:
— Hanno, eu te amo.— Ela para alguns segundos pensando em oque fez e que essas palavras nunca poderão ser apagadas.
Um silêncio destruidor paira sobre sobre o local, quando um feixe de luz vermelha ofuscante passa pelo peito da garota, que cai aos seus pés, normalmente ela desviaria facilmente, mas estava fora de si graças a frase que havia dito anteriormente.
Essa luz vinha de um homem que usava uma roupa similar ao homem que atirava adagas e levou seu mestre, tendo um flashback do dia que seu mestre foi levado e o deixaram impotente no chão, uma furia toma conta de si que investe descontroladamente em direção ao homem, misturando duas raivas distintas, contudo, aumentava seu poder, depois de meses desembanhou novamente sua espada, e atacou com toda sua ira o homem a sua frente:
— Ah, você é o homem que fugiu da prisão? Yuuta estava engando você?— Falava enquanto defendia facilmente os ataques com um escudo formado de luz.
Os ataques carregados de raiva faziam o balança de sua espada ser longo e fácil de interceptar.
— Ela não é assim!— Lágrimas caiam enquanto seu balanço piorava.
— Você o enganou direito, hem? Yuuta, ele realmente acredita em você.— Falava de forma cortês, como se estivessem em uma conversa de amigos, porém, a garota estava em seus ultimos momentos de vida.
Se esforçando para ficar de joelhos, apoiando-se no banco que acabava de confessar seu amor.
— Hanno, fuja, esqueça de mim, por favor, fuja.— Usava suas forças para se manter consciente e tentava não chorar.
— Koutan por que você está aqui? Por favor se quer tirar a vida de alguém tire a minha e poupe a dele!— Finalmente começava a chorar.
— Você o conhece, Yuuta? — Olhava-a distraindo-se quando é empurrado para perto de sua amada.
— Sim, ela me conhece, ela é uma militar, ou melhor, uma ex militar, que traiu o estado e será executada, se não fosse o homem enviado pela senhora Kaede nunca os achariámos.— Quando a velha aparece para vê-los e é totalmente ignorada.
— Não, Yuuta não é uma militar, é uma doce camponesa, não é mesmo?— A moça vira o rosto, não tendo coragem de o olhar nos olhos, quase como se dissesse que não.
— Yuuta, me responda. Algumas vez já foi sincera na vida?— Repetia a pergunta que fez a ultima vez que se encontraram.
— Sim.— Respondia seco, enquanto cuspia sangue.
— Hanno olhe para mim, sim eu sou uma ex militar, e eu já disse tantas palavras vaziaw que já nem lembro mais que até perdi as contas de quantas vezes menti, acabou se tornando um vicio... Mas quando eu disse que te amava foi real, por favor pordoe-me e fuja, você já sofreu muito, e diferente de mim não merece sofrer mais, me desculpe, pelo menos no meu adeus pude ser sincera.— Deitava sobre o colo de Hanno, o sujando de sangue.
— Não, Yuuta, não morra! Como vou viver sem você!?— A Abraçava não se importando com estar se sujando.
— Você viveu anos sem saber que eu existia, e eu só fiz mal na minha vida, eu não mereço ser lembrada e sim lhe agradecer, se eu não te encontrasse, nunca conseguiria me sentir tão feliz tendo dias tão agradáveis e comuns como os que tivemos, obrigada.— Voz serena já mostrava que estava chegando ao fim a tragetória de vida cheia de mentiras da garota.
— Mesmo se não pudermos ter esses momentos em vida, ainda vamos nos rever no outro mundo!— Lagrimas caiam sobre a garota.
— Você é realmente incrível, mesmo depois de minhas mentiras, e eu lhe enganar ainda deseja me reencontrar... Eu de verdade tive sorte de te conhecer, mas infelizmente isso é um adeus e não um tchau..— Seu corpo tremia pela falta de sangue, estava no limite.
Por quê?— Falava tremulo com se não acreditasse que a garota que ama estava morrendo.
— Porque você é um pessoa boa, e ira para o céu...— Dava um ultimo sorriso, o mesmo sorriso que está marcado na memória do dois.
— Yuuta, mesmo que eu precise ir ao inferno, eu irei lhe reencontrar.— Falava com convicção
— Eu já fiz mal demais as pessoas em vida.— Começava a chorar a ponto de não conseguir maios se entender oque dizia.
''- Por favor não deixe eu destruir seu futuro''.- Estranhamente Hanno entendeu.
— Mas qualquer lugar é o inferno sem você.— Finalmenteo homem que só assistia se intromente.
— Já chega, deixei você se despedir pela nossa antiga ''amizade'', mas desculpe, Yuuta, acabou o tempo de vocês dois, adeus.
— Yuuta qual seu verdadeiro nome?— Pergunta enquanto procurava o anel no bolso de seu manto
— Suguha Yuuta.— Cuspia sangue e falava com extrema dificuldade.
Durante esse tempo um novo ataque Koutan se preparava quando de repente Hanno some, era o teleporte de Yuuta sendo usado pela ultima vez, porém, ela ficou e foi atingida em cheio pelo ataque cruel, mas ainda continuava com um fio de vida:
— Então mesmo quase morta ainda tinha poder para isso. Onde o mandou? Pelo seu estado deve ser perto!— Olhava a velha amiga caída bem abaixo de si.
— Nunca irei dizer.— Falava tão baixo e enrolado que era impossível de se entender.
— Eu poderia te levar, e caso sebrevivesse seria julgada e caso fosse condenada, não acredito que alguma prisão a seguraria, e com certeza seria executada, então irei lhe poupar dor e sofrimento sendo seu carrasco, adeus, amiga..— O homem fecha a mão com forma- Crepúsculo.
Um rápido clarão vermelho vem do horizonte, semelhante a um nascer do sol em velocidade espantosa, focando apenas no corpo da garota, partindo-a no meio, manchando o solo sagrado das antigas curandeiras com o sangue impuro de uma traidora.
Andava rindo, junta suas mãos como em uma oração, mas não era isso:
— Conjuração do animal de luz, Karasu!
Corvos feitos da bizarra luz vermelha aparecem e começam a devorar o corpo recém morto de Yuuta, a visão e o paladar dos corvos estão ligados ao seu mestre:
— Delicioso.— Diz Koutan.
Algum lugar perdido pelo país
Hanno sente uma estranha pontada em seu coração, mesmo sem entender chora ainda mais do que antes, estava ele sem saber oque acontecia, perdido em um floresta estranha, para todo lado só tinha bambus, e planicie montanhosa o impedia de ver o horizonte, olhando para todos os lados parecia estar sozinho, quando percebe que há duas pessoas em uma batalha mortal, uma garota com um estranho capacete com chifres e um homem, aparentemente de sua idade, com uma gigante espada com o simbolo de umraio nela.
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