País Tropical
4 Apresentação
Notas iniciais
—Filho, como se lê os horários naquela TV?
Dinei e sua mãe estão no aeroporto prestes a pegarem o avião para São Paulo. É a primeira vez que eles irão pegar um avião e também a primeira vez que conhecem um aeroporto. Eles só estão conseguindo fazer essa viagem fazendo perguntas para todas as pessoas que eles encontram. Então Dinei leva os seus bilhetes até um rapaz que está parado, vestindo tudo preto, parecendo um uniforme, deduzindo que ele trabalha no aeroporto, para se informar como faz para entrar no avião.
—Bom, o seu vôo é das 10:00 horas. Quando for umas 9:40h, vá até aquela porta lá na frente –Ele aponta o lugar de embarcação –pega a fila e entrega o bilhete à moça que estará recebendo
—Ah, entendi. Brigado! –Ele agradece, com seu sotaque do interior
Dinei volta e explica para sua mãe. Mas ela não para de olhar pro cara do uniforme, e fica muda, sem expressão
—Mãe? –Ela ainda não responde -Mãe!
—Filho pelo amor de deus, o cara que você perguntou está armado!! Vamos sair daqui!
Dinei não sabe o que fazer. Sua mãe esta desesperada e quer sair dali correndo
—Ei vocês, fiquem calmos, ele é só o segurança daqui –Diz alguém que está passando por eles e avista a cena, percebendo que eles estão confusos
—Dinei seu vagabundo! Me faz passar vergonha! –Florinda briga com filho em voz baixa
Dinei não sabe o que dizer.
Já se passou algum tempo e agora são 9:30h. Dinei e sua mãe já vão para a porta de embarcação. Eles ficam impressionados com o tamanho do avião e até ficam preocupados de como isso irá voar. Eles sentam em seus lugares, e, como terão que esperar praticamente 30 minutos até a decolagem, eles ficam conversando. Florinda o pergunta sobre o que ele fará quando chegar a São Paulo
—Bom, primeiramente é lógico que eu vou conhecer a escola que vou estudar. E depois vou procurar algum tipo de curso de música ou algo relacionado –Dinei é um rapaz muito dedicado
—Que orgulho do meu filho –Ela o abraça com seu braço direito –Quando nós estivermos voando, eu quero que cê olha pra baixo, e fala adeus à sua cidade com orgulho, porque agora cê tá voando para realizar seus sonhos
Dinei pensa um pouco, fecha seu sorriso, olha pra sua mãe e a pergunta, preocupado
—Cê acha que eu vou conseguir mãe?
—Como assim?
—Conseguir realizar meus sonhos? Você acha isso possível pra alguém?
—Bom filho, meu grande sonho sempre foi voar, e minha mãe vivia me dizendo que isso era impossível, achando que eu tava me iludindo
—E aí?
—Olha o que to fazendo hoje –Diz ela, fazendo seu filho sorrir
Capítulo 4 — Apresentação
—Olá, meu nome é Willian eu vim fazer minha audição para o musical
Will, dois dias após ele ter perdido seu emprego e sua namorada, ele decide recomeçar sua vida. Ele decide apostar em sua voz e ir entrar no musical que ele viu no panfleto duas noites atrás, acreditando que isso irá criar uma carreira totalmente nova para sua vida. Isso o ajudaria também a distrair a mente e se esquecer de sua ex-namorada
—Eu irei cantar Morena , de Scracho —A banda do palco começa a tocar
E agora vem dizer, morena
Que você não quer ser mais a minha pequena
E que prefere dormir e acordar
Nos braços de um outro alguém
Sabe, eu sei que errei
Quando eu te escondi a verdade
E demorei, mas tô aqui e a saudade
Não me deixou te esquecer,
Não é assim que tem que ser
É o fogo da lembrança que me aquece
Já fiz de tudo pra que um dia 'cê regresse
Me declarei como se fosse numa prece
E se eu pudesse faria você feliz
E agora vem dizer, morena
Que você não quer ser mais a minha pequena
E que prefere dormir e acordar
Nos braços de um outro alguém
Ser feliz ao te dizer, Morena.
A família que o assiste não o aplaudem, como de costume. Porém os elogios foram muito bons. Will com certeza está no elenco.
Se passa mais um dia, e, na escola Monte Verde, Dinei está tendo seu primeiro dia de aula. Aula de música. Ele agora estuda a noite e frequenta as aulas de música de manhã, que passou a permitir pessoas de outras séries, sendo o único rapaz do ensino médio ali.
—Pessoal, esse é o nosso novo aluno e colega, Dinei! –O professor Rafael o apresenta para os seus alunos. Eles o aplaudem, conforme são educados. A sala parece totalmente cheia, mas de alunos só tem no máximo 10. É uma sala pequena; as paredes são amarelas e as cadeiras ficam no centro; os instrumentos musicais ficam dos dois lados da sala e Rafael fica na frente. Apesar de pequena, é bem organizada –Desculpa perguntar, mas o que o fez entrar nesse clube em seu primeiro dia de aula?
—Na verdade professor, eu vim do estado do Paraná só pela música. Estou procurando qualquer coisa que possa ajudar em minha carreira de cantor
—Meus sinceros parabéns! Estaremos torcendo por você! –Diz Rafael, surpreso
—Obrigado –Dinei deixa sua felicidade aparente, com um enorme sorriso
—Bom, e já que temos um talvez futuro cantor aqui na frente, gostaríamos de ser o seu primeiro público, o que acha? –O professor, já informado de que ele sabe tocar violão, o entrega um em sua mão ao fazer a pergunta
—Com certeza! –Dinei pega o violão sorrindo, pensa um pouco, e decide tocar uma música bem adequada para o momento. Está pensando em trazer um pouco de seu sertão para a cidade grande, então canta Sem trânsito, sem avião—Victor e Léo.
Os alunos e o maestro amam sua voz e a canção. Logo, o maestro vê um futuro nesse garoto e o quer ajudar a garanti-lo
—Osvaldo? –Quando sua aula acaba, Rafael vai falar com o diretor. Ele dá uma batida na porta semi aberta
—Pode entrar –O diretor tira os óculos e o coloca sobre a sua mesa
—Eu fiquei sabendo por meio da Vanessa que veio aqui esses dias duas pessoas que estavam atrás de meus alunos e que era algo relacionado a musica. Ela falou sobre uns panfletos que deixou aqui com você
—Ah sim! Obrigado por me lembrar. Faz quase dois dias que eu estou precisando te entregar isso. Eles estão precisando de pessoas que saibam cantar para um musical. Está tudo escrito aí
—Puxa, obrigado mesmo! –O professor já ia saindo da sala, mas o diretor o impede para avisar uma coisa
—Se você for chamar algum deles, você só poderá fazer trato fora da escola, porque eles foram banidos –Diz ele, colocando os óculos
Mesmo surpreso, ele concorda. Sem mais perguntas, sai de sua sala
♪♪♪
João está na internet procurando por atores perto da região. Ele conseguiu ligar para 12 pessoas, porém nenhuma estava interessada e/ou disponível. Logo ele recebe uma mensagem em seu celular:
“Olá João, eu sou professor aqui da escola Monte Verde e dou aula de música, e chegou um aluno hoje que eu gostaria muito de te apresentar. Se vc responder que sim, me encontre amanhã, às 12:30h na saída da escola. Obrigado”
E logicamente ele responde que sim.
♪♪♪
São 13:10h. Vânia está terminando de lavar a louça, e pede para as suas filhas Vanessa e Roberta, que acabam de almoçar, retirarem a mesa
—Roberta, você por acaso viu algum panfleto que eu deixei em cima da mesa aqui? –Vanessa pergunta pra sua irmã mais nova
—Vi sim, mas achei que não era importante e dei pra um amigo meu. Por quê? Era importante?
—Ah, não era não, só pra saber mesmo –Vanessa mente
A conversa muda
—Mãe, não é amanha que você faz 40 anos? –Roberta pergunta
—O que?! 40 anos?! Você nem pra nos lembrar com tempo de fazer uma festa?! –Vanessa para o que está fazendo. Vânia abaixa o volume de seu rádio e continua
—Gente, eu não comemoro aniversário faz 10 anos. Só os loucos comemoram por ficarem velhos. E, na verdade, eu considero que amanha ainda vou fazer 30 anos, com mentalidade de 15. Todo ano a mesma coisa. Pra mim eu sou mais jovem que vocês –Vânia é uma mãe jovem, por assim dizer
As irmãs olham uma pra outra e riem, enquanto sua mãe volta a erguer o rádio. Esta começando a música Aquela dos 30, de Sandy, e elas começam a cantar juntas e a dançarem pela casa, já que coincidiu com o que elas falam
Hoje já é quinta-feira
E eu já tenho quase 30
Acabou a brincadeira
E aumentou em mim a pressa
De ser tudo o que eu queria
E ter mais tempo pra me exercer
Tenho sonhos adolescentes
Mas as costas doem
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem
Tenho discos de 87 e de 2009
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem
Hoje já é quinta-feira
E há pouco eu tinha quase 20
Tantos planos eu fazia
E eu achava que em 10 anos
Viveria uma vida
E não me faltaria tanto pra ver
Tempo falta
E me faz tanta falta
Preciso de um tempo maior
Que a vida que eu não tenho toda pela frente
E do tamanho do que a alma sente
Tenho sonhos adolescentes
Mas as costas doem
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem
Dou valor ao que a alma sente
Mas já curti Bon Jovi
Sou jovem pra ser velha
E velha pra ser jovem
Já é quase meia-noite
Quase sexta-feira
E me falta tanto ainda
Elas acabam a canção se jogando no sofá da sala, todas rindo da situação que nem crianças
♪♪♪
Já se passou outro dia, e já são 12:30. João está em frente à escola esperando pelo professor de música. Mas antes, ele encontra com Vanessa, que está saindo da aula.
—João? –Ela chega de mansinho
—Vanessa! Oi!
—Oi! O que faz aqui?
—O professor de música me chamou, ele tem alguém pra me apresentar. E você, o que faz aqui?
—Ah que legal! Bom, e agora estudo de manhã. Conseguimos uma sala para esse horário.
—Puxa, quantas mudanças –Diz ele, um pouco preocupado de não saber o que falar
—Realmente. Bom, boa sorte, eu já vou indo pra casa –Antes de ela estar longe, João anda um pouco para trás e a interrompe
—Desculpa perguntar, mas você não pensou ainda em ir fazer a audição? –João perguntou por perguntar, sem sequer saber que ela tinha o talento de cantar
—Ah, então, eu acabei perdendo o seu panfleto
—Fica tranqüila, no meu carro eu tenho mais, só vou esperar aqui o professor e já irei lá pegar
Vanessa concorda com a cabeça e o espera junto a ele. O professor sai da escola e vem direto a João, logo que ele era o único esperando alguém ali, além de Vanessa. Dinei é apresentado a João, e, depois de uma conversa, é decidido que João irá levar o novo garoto para conhecer a escola nesse momento e logo o levaria para casa. Quando vão para o carro, e quando João entrega o panfleto a Vanessa, ele a pergunta se não deseja uma carona. Ela aceita, tímida.
João vira uma rua e para logo na esquina, na frente da escola. Dinei fica surpreso
—Vocês não acreditam! Minha casa é logo atrás, é só eu entrar naquela viela –Dinei aponta a viela mais para baixo –que já estou em casa!
—Que incrível! Então, eu posso te deixar aqui mesmo? E você mais tarde passa aqui na escola?
—Com certeza! –Ele parece estar muito animado
Dinei desce do carro e se despede de João e Vanessa, que está no banco de trás. Ele fecha a porta. João olha para a Vanessa pelo espelho e vê que ela esta parada
—Acho que vou ser obrigado a ligar meu taxímetro –Diz João num tom de humor. Vanessa ri e logo vai para o banco da frente. Ele continua –Então, onde você mora?
—Duas quadras pra lá –Ela aponta para a frente da avenida em que estão parados
—Puxa, eu também moro nessa avenida! Só que mais pra frente da sua casa –João faz ela rir, tímida –Sabe, umas cinco quadras pra frente, tem um restaurante muito bom.É quase do lado da minha casa, por isso eu conheço. Nós podíamos ir almoçar lá, o que acha?
—Olha, seria bom fugir pelo menos um dia da comida da minha mãe –Vanessa ri
—É ruim?
—Um pouco –É claro que é mentira
Logo que João sai com o carro, Maria vêm da porta da escola tentando pará-lo. Mas ele não a vê
—Mas que... –Maria o xinga
Dentro da escola, Maria volta junto a seu pai. Eles estão recebendo os irmãos Gustavo e Fernanda. Eles estão lá porque o pai deles os deu a meta de que durante um ano -esse ano- ele não mais irá bancar as contas dos filhos, com exceção da alimentação. Mas, por exemplo, a viagem que Fernanda quer realizar em Janeiro para Nova York só será possível com seu próprio dinheiro. E Gustavo vai demorar para comprar uma câmera profissional nova.
—Nós aqui somos em três. Meu pai que é o diretor. Eu, Maria, com meu irmão João, que não está no momento, somos os produtores –Maria explica
—Então espera, você é Maria e seu irmão é João? Há, esse deve ser o lobo mal –Fernanda aponta para Mariano e tenta fazer uma piada. Ela não é a mais inteligente da família
Todos na sala permanecem sérios. Com exceção de Maria que está com a cara de deboche.
—Não fez sentido —Seu irmão cochicha em seu ouvido
♪♪♪
No restaurante, João explica para Vanessa como funcionam as audições
—Você não é obrigada a fazer as audições. Porém, se não fizer, você será apenas figurante na peça, sem nenhum solo ou sequer parte de alguma música. Além de que... –João pensa um pouco se ele realmente diz o que esta prestes a dizer -você não passa tanto tempo com o produtor quando se é uma figurante –Ele desvia o olhar com medo de ver sua reação
Vanessa dá um sorriso, e sabe o que dizer
—Vou deduzir que você é o produtor
—Sim –João fica com o rosto vermelho
Com uma pequena risada, Vanessa continua
—Vou fazer a audição –Ela sorri
Ele responde com outro sorriso maior, e a comida chega.
♪♪♪
São 14:30. Alex, o vendedor de cachorros quentes, e Dinei, o garoto do interior, acabam de se matricular para fazerem a audição. Mas agora é a vez de Aline. Ela está atrás do palco esperando a chamarem. Dinei puxa assunto com ela, e eles ficam conversando até a hora da apresentação.
Uma coisa que Aline logo reparou em Dinei, é que ele tem a mania de rotular as pessoas. Mas ela tenta ajudá-lo, dizendo que isso já foi passado, e que agora as pessoas não são apenas aquilo o que os outros dizem que elas são, e sim, elas são o que elas querem ser.
—Por favor, Aline! –João dá a sua chamada. Ele chegou faz uma meia hora.
Aline entra com a ajuda de alguns dançarinos, cantando Sou como sou – Preta Gil.
♪♪♪
Roberta está no seu trabalho, em frente ao computador, e o único barulho que ela ouve são as teclas dos computadores, e o seu único pensamento era a conversa que ela teve com Lucas ontem á noite em sua casa
Flashback:
“Lucas está na casa de Roberta. Em seu quarto, especificamente. Vários assuntos estão sendo comentados ali, mas Roberta começa um novo
—Eu não estou mais aguentando meu trabalho
— Porque Ro?!
—O chefe esta me perturbando. Tá me obrigando a fazer hora extra de graça! Eu odeio ser obrigada a alguma coisa
—E eu sei como odeia! Você precisa sair de lá urgente!
—Mas eu gosto de ter meu próprio dinheiro!
—E se você seguir outro ramo?
—Como assim?
—Eu lembro ate hoje do panfleto que você falou pra mim que sua irmã ganhou. Porque você não tenta? Eu sempre achei que sua família tem o dom da música
—Dom da música?
—Eu acho incrível a sua voz, como a da sua irmã! E vocês não são amadoras, vocês tem o jeito para serem grandes artistas!
—Você já me disse isso –Ela da uma curta risada
—Porque é verdade! Pega aquele panfleto, vê o local e vai até lá, é uma porta aberta!”
Roberta ‘acorda’ com a voz grossa de seu chefe atrás dela
—Preciso que você fique mais uma hora! –Ele disse e continuou andando
Sem nem conseguir se manifestar, ela apenas o obedece, cerrando os dentes de raiva. Ela de repente ficou decidida em aquela tarde ser a sua ultima naquele lugar.
Pane no sistema, alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluido em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico, é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente, eu sei o que vão fazer
Reinstalar o sistema
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste, viva
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Mas lá vem eles novamente, eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema
Admirável chip novo – Pitty foi sua música de audição. Ela foi muito bem elogiada. Logo, lá do palco ela vê alguém sentado no auditório
—Vanessa?! –Ela reconhece sua irmã. Vanessa também está surpresa, desde a hora que ela entrou no palco
—O que você esta fazendo aqui? –Ela se levanta da cadeira
—Eu a convenci a vir, e agora nós três fazemos parte do musical –Lucas vem caminhando entre as cadeiras
—Lucas?! –Roberta esta ainda mais chocada –Você também está no musical? Espera, Vanessa também está no musical? Ai meu Deus –Diz ela, sem mesmo acreditar Nele
—Ainda não, só preciso fazer minha audição
—Eu também –Vanessa continua, abaixando a voz
Mariano levanta de sua cadeira, animado, e se vira para seus filhos, sentados –Olhem só, já temos as 10 pessoas interessadas em fazer o musical, isso tem que se comemorar! Estávamos com medo de sequer chegar nesse ponto, e chegamos mais fácil do que pensamos –João e Maria se olham e concordam com a cabeça e um sorriso
João também decide se expressar
—Eu tenho uma ótima idéia. Vamos dar uma música para aqueles que ainda não fizeram a audição cantarem, para poupar o tempo deles de escolherem
—Ótima idéia! –Mariano concorda, orgulhoso
A música é Nosso pequeno castelo – O teatro mágico. A decoração no palco está linda. O desenho no fundo é de um céu preto e estrelado, com uma grande lua brilhando. Tudo ideia de Mariano com ajuda da equipe de encenação, mostrando o quão ele esta animado.
Dinei é o primeiro a cantar a música. Aline o assiste, sentada na beira do palco.
Já longe de tanta fumaça
Menina que manda seus beijos com graça
Me faça rir, me faça feliz
Sentada na areia, brincando com a sorte
Não chove não molha
Não olhe agora, estou olhando pra você
Não olhe agora, estou olhando pra você
Me faça um gesto, me faça perto
Me dê a lua que eu te faço adormecer
Me faça um gesto, me faça perto
Me dê a lua que eu te faço adormecer
Anoitecerá
Alex também mostra seu talento com a voz
Na estrada o farol de quem se foi
Já não ilumina quando te beijar
Parece que a vida inteira esperei para te mostrar
Que na rua dia desses me perdi
Esqueci completamente de vencer
Mas o vento lá da areia trouxe infinita paz
Fernanda faz sua audição depois
No nosso livro, a nossa história
É faz de conta ou é faz acontecer?
Em seguida, seu irmão Gustavo
No nosso livro, a nossa história
É faz de conta ou é faz acontecer?
Então Lucas
No nosso livro, a nossa história
É faz de conta ou é faz acontecer?
E Vinícius
No nosso livro, a nossa história
É faz de conta ou é faz acontecer?
Acontecerá
Vanessa não apareceu.
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