Payphone
5 Capítulo 5
If happy ever after did exist. I would still be holding you like this. And all those fairy tales are full of sh*t. One more f*cking love song i'll be sick.
Se 'felizes para sempre' existisse. Eu ainda estaria te segurando assim. E todos esses contos de fadas estão cheio de merda. Mais uma canção de amor estúpida e vou passar mal.
– Caramba Alec, deixa de ser egoísta e atende esse telefone! – Exclamei enquanto esperava ele atender. Coisa que não veio a acontecer.
Desliguei meu celular e fiquei andando de um lado para o outro em meu apartamento pensando no que poderia fazer. Liguei meu notebook na escrivaninha do meu quarto e fiquei navegando na Internet por busca de informações, escutava musica e na hora que vinha alguma inspiração para alguma musica, eu só anotava.
Parei para ler alguns e-mails antigos da época em que Alec e eu começamos a namorar. Lendo cada linha atentamente, me fez pensar em uma coisa: o amor nos faz fazer cada coisa que nem mesmo imaginaríamos que faríamos tal coisa algum dia. É como se estivéssemos dopados com algo tão bom e que nos deixasse de bem com a vida.
Procurei por musicas na Internet que de alguma forma dissessem o que eu e Alec estávamos passando, achei uma que foi perfeita. Acessei meu e-mail e comecei a escrever uma mensagem enquanto o arquivo era anexado. Assim que terminou de carregar, inclui no corpo da mensagem o vídeo clipe da musica. Enviei. Fechei meu notebook e fui fazer minha higiene pessoal e pensar em algumas coisas.
Acordei no meio da noite com o barulho da chuva. Fui ate a cozinha e fiz um pouco de chocolate quente. Bebericava enquanto meus pensamentos insistiam em pulsar na minha mente. Ao passar pela sala, me deparei com uma fotografia minha com o Alec e fiquei lembrando aquele momento. Dei um sorriso bobo e voltei para a cama. Estava frio e eu precisava me aquecer e inclusive os meus pensamentos para que eles não caíssem no esquecimento.
Acordei um pouco antes do meio dia e fui ate a lanchonete da esquina comer alguma coisa. Estava frio. Sentei em uma mesa isolada das outras e pedi a garçonete bacon com ovos e um chocolate quente. Eu usava uma touca, bastante blusa e estava com meus óculos. Assim que meu pedido chegou, vi Alec entrando pela porta pedindo alguma coisa para viagem. Fiquei feliz ao vê-lo e mexi no meu celular para ver se tinha algo de novo, mas sempre olhando-o de forma discreta. Ele saiu sem notar minha presença ali. Continuei a tomar meu café da manha e voltei para casa. No caminho de volta tive uma ideia de gente doida, mas eu posso me considerar alguém normal por ter tido essa ideia.
Como a tarde seria um tédio, resolvi tirar meu violão do case e comecei a tocar a mesma musica que tinha enviado para Alec no e-mail. Aos poucos minha voz acompanhou os acordes da musica e quando terminei uma lágrima escorreu pelo meu rosto.
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