Payphone
3 Capítulo 3
I've wasted my nights. You turned out the lights. Now i'm paralyzed. Still stuck in that time when we called it love. But even the sun sets in paradise.
Eu desperdicei minhas noites. Você apagou as luzes. Agora eu estou paralisado. Ainda preso no tempo em que chamávamos isso de amor. Mas até mesmo o sol se põe no paraíso.
Acho que vou desistir de ligar e ver se você está em casa, mesmo que seja tarde da noite, quem sabe alguma luz esteja acessa indicando que você está acordado por conta de sua insônia. Sinto falta dos conselhos que dei a ti, será que um dia terei tudo isso de volta? Dirigi por um tempo e liguei o radio do carro em uma estação FM qualquer, para variar de madrugada só toca musica triste que te deixa pior do que você já esta. Parei o carro em frente a sua casa, bem devagar para não te acordar. Fiquei ali por não sei quanto tempo, paralisado com a saudade dos tempos em que morava com você. Acredite se quiser, eu sinto saudade daquilo tudo que ficou para trás.
Parado ali em frente da casa onde um dia eu morei, finalmente eu percebi e tinha certeza de que tinha alguém que precisava mais de mim e que esse alguém não era minha noiva. Agora eu tinha certeza do que queria fazer e como fazer. Liguei o carro e sai dali dirigindo de volta para casa. Coloquei o carro na garagem, entrei e fui tomar um banho por conta do banho de chuva que tomei e dali direto para a cama, onde deitei cuidadosamente para não acordar a Charlotte.
— Joshua?! – Ela resmungou.
— Volte a dormir Charlotte, amanha será um dia longo.
— Onde você esteve? – Ela insistiu.
— Estava sem sono e fui andar pela cidade um pouco. Agora tente dormir que eu vou fazer o mesmo. – Virei para o lado e tentei dormir. Percebi que ela já tinha adormecido quando parou de se remexer na cama. Aos poucos o sono me venceu e eu dormi. Acordei cedo no dia seguinte, preparei um café e sentei na para ver televisão. Ela aproximou-se do sofá, tentou me beijar mais acabei virando o rosto.
— O que você tem? – Perguntou inconformada com minha atitude.
— Precisamos conversar e acho melhor você se sentar.
— O que foi Joshua?
— Charlote, você é uma ótima pessoa, mas não é a ótima pessoa que estou procurando para viver ao meu lado.
— O que você quer dizer com isso?
— Que acabou. Antes aqui em casa do que no altar, na frente de um monte de gente.
— Você só pode estar brincando.
— Nunca falei tão serio em toda a minha vida. Comece a arrumar suas coisas e sai do meu apartamento. – Levantei-me peguei a chave do carro.
— Aonde você vai?
— Ficar vagando por ai até você pegar todas as suas coisas e sair daqui.
— Joshua...
— Nem comece com suas chantagens. Agora vá arrumar suas coisas e suma da minha vida.
Sai batendo a porta com tudo, liguei o carro e dirigi para um lugar que me fez bem. Fui ate uma colina, distante de casa, que tinha vista para o resto da cidade. Fiquei ali por um bom tempo. Ouvi algumas musicas e sai do carro, parei olhando para aquela vista noturna perfeita da cidade, coloquei minhas mãos no bolso da calça e fique ali pensando em coisas aleatórias. Do nada sinto gotas caindo, umas delas atinge a lente do meu óculos. Entrei no carro e fiquei batucando no volante. Era quase meio dia e ela já devia ter ido embora. Dirigi de volta para casa, estacionei e verifiquei se a porta estava fechada. Debaixo do carpete de “boas vindas” estava a chave da porta. Entrei e finalmente eu poderia ficar sozinho com meus pensamentos.
Eu ainda gosto do Alec como amigo, como melhor amigo para falar a verdade, como um ótimo namorado que ele foi e ainda pode ser. Peguei um álbum de fotos do tempo em que namorávamos e fiquei relembrando cada história, cada dia, cada momento que foi perfeito. Eu estava paralisado com o feitiço do amor e estava preso no tempo que era só nos dois e nada mais importava.
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