Paulícia - Uma História

12 12° - Paulo / Margarida


Notas iniciais
Oiee povo, como estão? Hoje eu estou postando cedo porque vou sair e não sei que horas volto então já deixei postado para vocês para que não queiram me matar por demorar rsrs. Capítulo dedicado a " Thamiris " pelos comentários tão legais que ela deixa e que me animam bastante. Obrigada pelos 50 favoritos, muito obrigada mesmo gente, isso me deixa muito feliz. Boa leitura.

Pov's Paulo

Depois do beijo eu voltei para o dormitório e me deitei na cama ainda pensando no beijo. Certo, agora a pergunta que não quer calar é " Por que eu fiz isso? ". Sinceramente, nem eu mesmo sei.

Quando eu chamei ela para conversar eu queria apenas perguntar o porque dela ter me ajudado mais assim que vi uma oportunidade de irritar ela não perdi tempo. Eu adoro ver ela irritada, ela fica linda irritada. Não que eu repare nisso, longe de mim ficar reparando na Gusman. Tá! Ta bom, talvez eu repare nela sim, mais ela é linda, isso eu não posso negar.

Só que pelo jeito eu acabei estragando aquilo que havia começado hoje mesmo, além de falar que ela gostava de mim ( de onde eu tirei isso??? Nem mesmo eu sei ) e ainda a beijei. Não que eu não tenha gostado do beijo, pelo contrário, ela beija muito bem só que o problema e que agora não iriamos mais nos falar da mesma forma que estavamos a algumas horas atrás e o restante da turma vai perceber isso. Eles vão ficar fazendo um monte de perguntas ( mais do que já fizeram ) e não estou nenhum pouco a fim de ter que ouvir os três ciumentos ( lê-se os três patetas ) falando sobre a Alícia.

Pelo jeito eu vou ter que pedir desculpas para ela. Quem diria, a Gusman me fazendo pedir desculpas duas vezes em menos de 48 horas. O que essa menina tá fazendo comigo?

□□□

Estavamos todos no refeitório, mas quando eu digo todos eu quero dizer os meninos porque as meninas ainda não chegaram. Agora alguém me explica por que se arrumar toda para ficar em um acampamento? É muito sem sentido isso.

Depois de uns 10 minutos que chegamos ela finalmente chegaram e se sentaram nas mesas junto com os meninos. A Alícia pelo jeito está me evitando porque nem olhou na minha cara e foi falar com o Jorge sobre alguma coisa. Já que ela me evita eu vou falar com ela então.

Alícia: ... mais você tem que fazer alguma coisa Jorge — ouvi ela falando quando me aproximei.

Jorge: E precisa ser hoje? — perguntou um pouco aflito.

Alícia; Não mais... — ela parou a frase no meio quando me viu — O que quer? — perguntou já nervosa e isso que só me viu.

Paulo: Eu quero falar com você.

Alícia: Acontece que agora eu estou conversando com o Jorge caso você não tenha visto.

Paulo: Eu vi porque não sou cego, eu só quero falar com você mais eu espero — falei indo esperar na outra mesa mais o Jorge segurou o meu braço.

Jor: Não precisa ir não, eu já terminei de falar com ela, eu sei que vocês tem muito que conversar — então ele chegou perto de mim e começou a falar baixo apenas para que eu pudesse escutar — Se você fizer alguma palhaçada com ela, qualquer coisinha se quer você vai se ver comigo Guerra.

É, pelo jeito ela falou para ele.

Paulo: Pode deixar, eu só quero conversar.

Jor: Bom mesmo — então ele se afastou de mim e foi para perto dela — Valeu pela dica, vou pensar em algo e te falo. Até mais linda — ele falou dando um beijo na bochecha dela e se afastando.

Alícia: Fala logo o que você quer?

Paulo: Vem cá — falei pegando no braço dela e ela protestando mais mesmo assim a levei para o fundo da casa onde ninguém passava por enquanto.

– Mais que droga garoto por que fez isso? — perguntou irritada puxando o braço de volta.

– Porque eu preciso falar com você e precisava ser particular.

– E por que não pediu?

– Porque eu sabia que você não viria.

– Não mesmo mais é melhor pedir antes de já sair levando as pessoas por ai — falou e eu revirei os olhos.

– Viu? Por isso não pedi, já
Sabia a resposta.

– Tá, agora sem enrolação e fala logo o que quer que eu quero comer antes da prova de hoje.

– Eu quero te pedir desculpas por ontem, eu fui um idiota como você diz agindo daquele jeito — falei de uma vez.

– E foi mesmo, que bom que sabe disso Guerra — falou irritada.

– Eu estou falando sério Alícia, eu percebi que fui longe demais ontem e que talvez tenha estragado nossa amizade de um dia.

– Não chegou nem a um dia já qhe brigamos ontem.

– Tá, nossa amizade de horas, melhorou?

– Sim.

– E então?

– Você não vai mais fazer isso néh? — perguntou me olhando.

– Não.

– Então eu te desculpo, mais só porque não estou com vontade de ficar falando para todo mundo porque nossa amizade durou algumas horas.

– Eu também não estou nenhum pouco com vontade de responder.

– Imagina só, se já me fizeram um mega interrogatório ontem, e nem terminaram todas as perguntas ainda, só porque viramos amigos imagina se nós dois parassemos de falar hoje? — perguntou se segurando para não rir

– Você pelo menos não teve que enfrentar o interrogatório do trio. Sério, aqueles três só não perguntaram o horário que fizemos as coisas porque eles sabiam que não tinhamos relógio mais do resto perguntaram sobre tudo — falei sorrindo lembrando de ontem e do interrogatório deles.

– Para, nem deve ter sido tão rium assim — falou rindo.

– Fale por você porque pelo visto ainda vou ter que falar sobre ontem a noite com o Jorge já que você contou para ele — falei sem pensar e ela parou de rir.

– Não me culpe, eu estava morrendo de ódio de você e precisava falar com alguém. Se eu falasse algo para as meninas seria um interrogatório maior que ontem e o Jorge não ficaria me falando besteiras por causa disso.

– Para você não já para mim...

– Eu precisava falar com alguém para não querer te matar, se não gostou o problema é seu Guerra — falou já irritada.

– Calma ai Gusman, não precisa ficar nervosa.

– Você que me irrita muleque.

– Eu gosto de te ver irritada — falei dando de ombros.

– Gosta de me ver irritada porque Guerra? — perguntou cruzando os braços.

– Não sei, acho que já me acostumei a te ver irritada de tanto que a gente brigou.

– E por que falou aquilo ontem? Que eu gostava de você? Foi só para me irritar também?!

– Foi. Mais a parte do beijo já foi por impulso mesmo.

– Isso não vai mais voltar a acontecer néh Guerra?! Porque se for a gente termina essa amizade aqui mesmo.

– Não. Não vai mais acontecer, como eu disse foi impulso, acho que eu percebi que isso iria te irritar mais e acabei fazendo.

– Tudo bem então, mais se você fizer mais uma gracinha eu te bato Guerra — falou já mais calma.

– Pode deixar Gusman.

– Então amigos? — perguntou estendendo a mão e eu apertei.

– Amigos.

– Agora já podemos ir? Eu estou com fome e daqui a pouco o meu vô chama.

– Primeiro eu quero um abraço — falei puxando a mão dela que eu apertava a deixando na minha frente.

– Quer o que? — perguntou sem acreditar que eu havia pedido isso.

– Eu quero um abraćo para selar a amizade — falei rindo.

– E desde quando você gosta de abraços Guerra?

– Desde quando eu acho que isso possa te irritar pequena — falei lembrando do apelido que a Maria havia chamado ela.

– A não! Você não vai me chamar desse apelido vai?

– Vou, isso te irrita e eu já falei que adoro te ver irritada. Isso é uma coisa que não vai mudar.

– Se eu te der um abraço agora você para de me chamar assim?

– Não — falei e ela fez cara de cachorrinho sem dono — mais fica tranquila que eu só vou te chamar assim quando estivermos conversando pequena.

– Não me chama assim na frente dos outro ou eu te mato Paulo — falou mais na mesma hora me abraçou encostando a cabeça no meu ombro. Na hora eu me arrepiei e me surpreendi porque além dela estar me abraçando ( coisa que eu achava que ela não faria ) ela ainda conseguiu me deixar arrepiado e não foi a primeira vez.

– Vou pensar no seu caso pequena — falei finalmente correspondendo ao abraço.

– Maldita hora que a Maria me chamou de pequena na sua frente. Por que tunha que ser logo você Paulo? Podia ser uma das meninas, seria tão melhor.

– Nós somos bipolares sabia? — falei ignorando o comentário dela.

– Por que?

– Porque as vezes nos chamamos pelo sobrenome e outras pelo nome.

– Bom, eu sou bipolar mesmo já você não sei.

– Eu devo ser também, ou talvez não, não sei direito — falei fazendo uma careta mesmo sem ela ver.

– Então eu descubro para você, agora que eu vou ter que te aturar — falou rindo e me dando um tapa de leve nas costas.

– E eu que vou ter que aturar as suas crises de bipolaridade? Coitado de mim, isso sim.

– Coitado mesmo, você é o maior alvo dela.

– Já imaginava isso — então ficamos alguns segundos em silêncio — O que você e o Jorge estavam falando quando eu cheguei? — perguntei. Eu não sou nem um pouco discreto néh?!

– Eu estava falando que ele tinha logo que falar com a Marga sobre o que ele sente, até porque ela também gosta dele e tem vergonha de falar.

– E ele vai falar com ela?

– Não sei porque você chegou bem na hora e ele não me falou — falou com a voz um pouco irritada.

– Desculpa, não queria atrapalhar vocês.

– Tanto faz, mais tarde eu falo com ele. Agora vamos que eu estou morrendo de fome — falou se separando de mim e começando a andar e eu andei do lado dela — e antes que eu me esqueça, não fale para ninguém que nos beijamos ta legal?

– Tudo bem, eu não falo para ninguém.

– Então vamos rápido antes que o café acabe.

– Eu já tomei café Alícia, não preciso correr.

– Mais eu não e se eu não comer a culpa vai ser sua de não ter esperado eu tomar café para falar comigo e ai você que vai ter que me aguentar com fome.

– Então vamos logo — falei puxando ela e comecei a correr porque quando ela fica com fome é quase impossível de aturar.

□□□

Pov's Margarida

Depois que todos tomamos café o Sr. Campos veio nos chamar para a prova de hoje.

Campos: Agora que todos já tomaram café eu tenho um comunicado a fazer. Daqui a três dias vai ter uma festa aqui no acampamento para vocês...

Então todos começaram a falar de uma vez sobre a festa impedindo ele de continuar.

Majo: Festa?! Agora assim.

Val: É festa, é festa — falou fazendo uma dancinha engraçada enquanto o Davi ria dela.

Jai: Vai ter comida néh? Porque se não tiver comida nem vou.

Adri: Para de ser besta Jaime, se é uma festa tem comida.

Marga: Vai ter música?

Era uma barulheira sem fim com todos falando juntos e para ninguém em especial.

Ólivia: Crianças fiquem quietos por favor — falou de um jeito autoritário e todos ficaram quietos então ela se virou para o Sr. Campos — Pode continuar.

Campos: Obrigada Ólivia. Como eu disse vai ser daqui a três dias e respondendo a pergunta de vocês vai sim ter comida, música e com certeza muita diversão e confusão também porque uma festa sem alguma confusão não é festa não é mesmo? — falou para nos animar e deu certo porque todos rimos.

Então a porta do refeitório se abriu e o Paulo entrou correndo puxando o braço da Alícia atrás dele que vinha rindo mais parou quando viu o avô dela. Quando ele viu o Sr. Campos ele ficou com uma cara de assustado, talvez por estar puxando o braço da neta dele mais se foi por isso ele não soltou do mesmo jeito, enquanto isso todos encaravam eles que ficaram em silêncio.

Alícia: O café já acabou? — perguntou devagar para ninguém em especial.

Jor: Já sim Alícia.

Então ela puxou o braço dela da mão do Paulo e começou a bater nele, não forte é claro mais mesmo assim batia.

Alícia: Filha da mãe, eu te falei que não ia dar tempo, a culpa é sua Paulo — falava em meio aos tapas. Foi a primeira vez que eu vi ela com raiva dele e não o chamou de Guerra, já é mais um belo avanço.

Paulo: Ai Alícia. Para. Ai caramba! — ele falava tentando se defender dos tapas que ela dava — Para! — então ele pegou os dois braços dela e segurou e olhou para ela — Respira fundo ai menina, se acalma.

Ela então falou alguma coisa baixa para que só ele ouvisse e ele fez uma cara de quem queria rir mais não fez isso apenas para não irritar ela mais do que já estava.

Paulo: Sr. Campos será que a Alícia pode comer alguma coisa rapidinho lá na cozinha?

Ólivia: E onde vocês estavam? — perguntou se intrometendo.

Paulo: Eu chamei a Alícia para conversar sobre ontem e ver se ela também sofreu o interrogatório, só que eu acabei esquecendo que ela ainda não tinha tomado café e se ela não comer alguma coisa é capaz dela querer me matar — ele falou e o Sr. Campos riu.

Campos: Pode sim, eu conheço minha neta com fome e do jeito que ela é era capaz dela te matar mesmo.

Alícia: Obrigada vô, é tão bom saber que o senhor me conhece — falou sorindo irônica.

Campos: De nada minha linda, agora vão lá na cozinha pegar algo para comer e depois nos encontrem no lago, a prova de hoje não vai ser difícil.

Paulo: obrigado Sr. Campos, vamos logo antes que você me bata de novo — falou puxando a Alícia novamente em direção a cozinha.

□□□

Carm: Como será que vai ser essa festa? — perguntou quando saiu do bannheiro e se jogou na cama.

Estavamos todas no quarto depois do jantar. A prova de hoje realmente não foi difícil, apenas tivemos que entrar no lago ( dois de cada time ) e procurar por alguns bastões com chaves presas e uma delas abriria um baú com uma bandeira, eles passavam para outra pessoa do time e apenas tinhamos que abrir o baú, pegar a bandeira e correr até o lago de volta e fincar a bandeira no chão, o time laranja ganhou e empatou o jogo em 2x2.

Depois disso tinhamos o dia livre para fazermos o que quisermos e aqui estavamos nós depois do jantar discutindo sobre a festa.

Val: Como vai ser eu não sei. Eu só sei que eu vou me divertir muito, isso sim.

Majo: Finalmente uma coisa mais a minha cara nesse acampamento, eu amo festas.

Marga: Jura?! Nem sabia disso — falei revirando os olhos.

Carm: Falando sério, eu não falei nesse sentido e sim como realmente vai ser a festa, tipo onde vai ser? Que horas vai ser? Coisas assim.

Lau: É mesmo, que horas será que vai ser?

Val: O Alícia, seu vô já fez alguma festa aqui antes? — perguntou para a mesma mais ela só estava mexendo no celular — Alícia? ALÍCIA! — gritou e ela finalmente parou de olhar o celular.

Alícia: O que foi?

Val: Mais que merda vadia, eu estava te chamando e você só ai no celular. O que merda você está fazendo de tão importante para não me ouvir?

Alícia: Foi mal Val é que eu estava conversando com o Pedro, fazia um tempinho que a gente não se falava e ele está me perguntando como está aqui no acampamento esse ano.

Val: Esse Pedro é aquele garoto que você gosta?

Alícia: ACHO que gosto mais sim, é ele mesmo.

Majo: E ele vai vir? — perguntou toda contente.

Alícia: Não, é por isso que ele está me perguntando como está as coisas por aqui — falou um pouco triste.

Marga: É impressão minha ou você ficou triste com isso?

Alícia: Fiquei sim...

Majo: Então você gosta dele — falou apontando para ela toda contente.

Alícia: Que saco, por que vocês não param de me interromper? Como eu disse eu fiquei sim mais não foi por esse motivo e sim porque eu estou com saudades dele, desde o ano passado eu não vejo ele.

Lau: Ta bom, e nós vamos fingir que acreditamos em você.

Carm: E ele é bonito?

Alícia: É sim, pelo menos eu acho.

Val: Que bom mais agora voltando ao assunto principal, seu avô já fez alguma festa aqui? — perguntou mudando de assunto.

Alícia: Já fez algumas sim, por que?

Carm: É porque a gente queria saber como vai ser — falou dando de ombros.

Alícia: Vai ser como uma festa normal. Ele provavelmente vai fazer lá onde fazemos a fogueira, ele coloca algumas luzes em volta para ficar claro. Ele faz de noite já respondendo antes que perguntem. Ele geralmente pede para que a gente escolha algumas músicas já que ele não conhece nenhuma que a gente gosta. Ele também coloca bastante comida gostosa para a gente. É como uma festa comum só que no acampamento.

Val: Então parece que vai ser legal.

Majo: Vai sim e se tocar uma música lenta e tivermos sorte os meninos nos chamam para dançar — falou sorridente.

Alícia: Então é só torcer porque ele sempre deixa umas quatro ou cinco músicas para a dança lenta, só que tem que ir trocando de pares.

Lau: Contando que eu dance com o Adriano...

Majo: E eu com o Dan, por mim tudo bem.

Alícia: Tá, agora vou conversar com ele, qualquer coisa me chama.

Carm: Ta bom.

Então ela voltou a prestar atenção no celular e a gente continuou a conversar só que o assunto não durou muito e logo já estavamos nos arrumando para dormir e a única que ficou acordada foi a Alícia.

Notas finais
Bom gente, desculpem os erros, eu estou postando novamente pelo celular. Agora só posto na quarta, até lá. Beijos.