Capitulo VIII


Após aquele dia,DeVane não me perturbou mais e o aniversario de Nicole se aproximava cada vez mais e eu,tinha que ajudar minha mãe a escolher o presente.

Essa tarefa me ocupou muito e não pude ir a casa dos Cullen. Seth começou a ficar preocupado com minha falta de atenção as suas conversas.

Todas as vezes que ele me chamava para ir com ele eu tinha sempre um compromisso com minha mãe para ajuda-lá e ele me olhava com uma cara.

Uma noite quando estava indo para lá,Hermes apareceu no meio da floresta.

_Cléo DeVane?

_É né. Que você quer?

_Trago uma mensagem de teu pai. Ele pede que vos termine imediatamente teu namoro com Isau caso contrario,ele sofrera a ira de Poseidon.

_Claro...que não. Diga a ele que vermos quem vai sofrer quando eu arrancar o braço dele.

Hermes fez uma reverencia e foi embora.


_Parabéns – disse tocando a guitarra. Nicole gemeu e colocou o travesseiro no rosto tentando abafar o som. – Acorda! Acorda! Ta na hora de abri o presente e ir com ele pra escola!

_Patty! Me deixa dormir!

_Que pena. Sabe aquele MP25 que você queria vou ter que devolver pra loja.

_MP25?! Cadê? – disse se levantando mais rápido que qualquer outro dia. Entreguei a ela.

_É um presente meu,da Erica,da Márcia e do Nick. Já esta com as musicas que você gosta e lógico da minha banda.

_Adorei,você é a melhor irmã do mundo – ela me abraçou e começou a escutar as musicas.

Sai para me encontrar com meus amigos para contar que ela tinha adorado o presente.

A noite,todos os nossos amigos e familiares estavam lá para comemorarem. Ninguém tinha percebido que eu e Seth não estávamos mais lá na festa.


Acordei com o sol nascendo,abraçada a Seth. Olhei as mais de trinta ligações da minha mãe e mandei uma mensagem dizendo que estava na casa dos Cullen e que perdia a hora de voltar por causa da grande quantidade de dever de casa,ela teria que se contentar com essa historia.

_Hei Seth! Acorda. – Sussurrei,ele foi acordando aos pouco.

_Bom dia – disse ele.

Antes de voltar para casa cacei um pouco.

_Que historia é essa mocinha? Ficar na casa dos Cullen ate essa hora! – gritou minha mãe.

_Já disse mãe,Seth veio aqui,pediu minha ajuda,só isso.

_Que horas foi isso?

_Quando você estava ajudando Nicole a cortar o bolo.

_Hum... já pra escola,antes que eu mude de idéia mocinha.

Na escola,foi apresentado o professor Lucian III a nossa turma e ele nos levou a biblioteca da cidade junto com a sala de Seth que estava de aula vaga.

Na volta,fui perguntar a Erica quem começaria a cantar e nos segundos que eu ia ate lá,Seth gritou de dor. Todos os alunos olharam para trás assim como eu e se depararam com uma cena agonizante.

Uma lança tinha atravessado Seth a poucos centímetros do coração. Por um segundo,meu mundo despencou. Fui ate ele e retirei a lança.

_Seth fala comigo!

_Você me perdoa?

_Perdoar o que? Seth não,não vai.

_Me perdoe por não ter como ajudar mais.

Seus olhos foram se fechando lentamente nesse momento Poseidon apareceu em minha frente,ele me levantou e começou a arrastar para longe do corpo.

_Hermes te avisou sobre isso.

_Por que? Por que só você pode ter uma vida? Você é muito egoísta.

_Egoísta? Fiz você voltar a vida só pra você me chamar de egoísta.

_E Seth para matá-lo?

_Não é essa a questão. Só o trago com uma condição.

_Qualquer uma.

_Nunca mais fale com ele,tocar nele. Nenhum gesto que mostre que você o ame.

_Tudo bem você venceu.

Voltamos e Poseidon pediu para que os presentes ali voltasse para a escola,mas pediu ao professor que eu ficasse.

Ele passou algo na ferida de Seth.

_Beije ele – ordenou,olhei sem saber o que responde. – Isso dará a ele vontade de viver novamente.

Seus lábios já estavam mais frios que a pele dos vampiros. Aperto meus lábios contra os dele. Puxo para mais perto de mim – na esperança dele responder.

Lembra-te nunca mais falar com ele,tocar nele,beijar ele – sussurrou Poseidon ao meu ouvido.

Assim que ele parou de sussurrar,a pele de Seth começou a ficar mais quente,seus braços mais fortes – e me puxando para mais perto dele. Seus lábios respondiam aos meus. Me afasto de seus braços e me libero de seus lábios.

Meu rosto se tornou mais duro que gelo,ele ia dizer algo quando dei as costas,indo em direção a rua.

_Espera! – disse pegando no meu braço.

_Não! – me soltei de sua mão.

_Por que isso?

_Escute aqui,seu animal selvagem. – Disse nos machucando por dentro. – Eu não suporto mais você,a sua voz,o seu cheiro. Você não passa de uma besta selvagem,que só fala.

_Então você só queria dormir comigo? – Como fui idiota. Eu queria poder dizer que não era,mas não tinha mais volta. – Não me ama como eu te amo?

_Ainda bem que você entendeu. Eu não amo você – disse rindo friamente,uma câmara de tortura feita só pra mim se abriu em meu coração. Era como ter uma faca enfiada no meu crânio,não tinha discrição melhor. – Assim que eu tiver as armas,sua cabeça ficara no portão de entrada,para mostrar aos escravos quem manda.

Seth ficou paralisado,compreendendo minhas palavras.

A nossa ida ate a escola foi silenciosa. O professor estava com todos os alunos a sua volta explicando e sendo interrompido por vários alunos perguntando onde nos estávamos.

_Ali esta nossos atores – falou alto para que nos escutássemos. – Viram meninas ele esta perfeitamente bem. Nos ensaiamos essa cena varias vezes.

Cena? Ele não sabe que fui acertado de verdade? Se perguntou Seth. Revirei os olhos e dei uma olhada na mente dele.

Ele conhecia a lenda de Cléo,estava nos ajudando,talvez ele quisesse algo em troca,como a imortalidade,talvez.

_Vamos lá todos para suas salas – pediu ao bater o sinal.

_Tchau Patty – disse Seth indo para sala dele. Fui me arrastando para minha sala com minha mascara em pedaços.

As aulas demoraram mais que qualquer outra para acabar,tudo que eu queria era sair dali e pra compensar os alunos que viram a cena ficavam me perguntando como consegui atuar,como a lança atravessou o corpo do outro aluno.

Quando finalmente acabou a aula o professor Lucian ainda pediu para que eu ficasse.

Ele se sentou na mesa e pediu que eu me sentasse. Sentei em uma das cadeiras.

_Eu sei o que você é – começou,olhei ele com tédio. – Meus pais procuravam você a gerações,e sou eu que te encontro.

_O que você quer,meu dia não estar bom e pra eu matar você é meio segundo.

_Você não faria isso.

_Me de um motivo.

_Bem que Poseidon me avisou,perda de memória. Qual é mesmo o nome do seu filho mesmo?

_Lucian,mas ele morreu a vários anos.

_Deixando para seus filhos a missão de achar sua mãe.

Levantei e comecei a bater palma.

_Tudo bem,o que você quer de verdade.

_Nada,você já me deu o que eu queria.

_Me achar? Por que eu? Se é que eu sou Cléo DeVane?

_Só uma pessoa poderia tirar a lança do peito de Isau,só Cléo DeVane. Você se mostrou ser a Cléo quando seus olhos mudaram de cor.

_E daí? Qualquer pessoa pode fazer isso!

_Não,só Cléo pode fazer isso.

Ele queria ver Cléo DeVane,tudo bem ele vai ver. O peguei pelo colarinho e o levantei,mudei de forma e ele deu um sorriso tremulo.

_Ta gostando de ver Cléo DeVane – disse com a voz mais grossa e feroz. – Há imortalidade escolhe poucos e os deixam loucos para o poder,nem todos os deuses são bons e nem todos pais ótimos.

O larguei,voltei a minha forma e sair pra ir para casa,muita coisa teria que ser resolvida.