Capitulo XI

_Vamos dar um jeito – prometeu Esme.

Carlisle cuidava de Ni no escritório, e eu estava no telhado, tentando olhar o que vinha, mas tudo que vi foi minha morte interligada com a de DeVane. Suspirei, meu telefone nunca mais tocaria com a minha mãe gritando pra eu voltar pra casa, nunca mais eu teria que ficar de castigo por ter batido na Nicole ou qualquer outra coisa.

Por que eu não tinha dado o valor pra minha mãe antes? Tudo foi em vão, eu tinha a felicidade do meu lado. Cada dia que eu saia pra vim aqui, era um dia a menos com minha mãe, só agora eu percebi. Agora não há nada que eu possa fazer pra mudar o passado.

Me fechei como uma bola, balançando de um lado para o outro. As lagrimas transbordavam do meu rosto. Por um instante tudo que eu queria era dormir, sair desse mundo que me causava danos.

Minha pequena cutucadora se revirou em minha barriga.

_Você perdeu a chance de conhecer sua avó, por minha culpa, não cheguei a tempo, como sempre.

Começou a chover, e em cada gota que caia vi o rosto triste de Poseidon. Uma poça logo se formou e dela saiu a figura de Poseidon.

_Sinto muito.

_Sente? – perguntei me levantando. – Se sentisse teria impedido ele?

_Não posso dizer que sim. Agora você tem o caminho livre, sem precisar voltar, ir pra onde quiser.

_Você disse a ele né?

_Não, nunca faria isso.

_Não? Eu vou morrer mesmos com DeVane?

_Temo que sim.

_E a criança?

_Criança? – perguntou assustado com a repentina pergunta.

_Vai dizer que não notou? – perguntei sarcasticamente.

_Bom... – ele começou a passar a mão varias vezes no cabelo. – Com a sua morte ela não terá os nutrientes necessários e morrerá também.

Ela começou a me cutucar violentamente, se manifestando com o comentário.

_Você pode salvar ela.

_Ela? Então é uma menina do vovô?

Revirei os olhos e ele se recompôs. Ele pigarreou.

_Farei de tudo pra ela sobreviver ao ataque. Quanto a Isau, ele sofrerá um trauma. E se a criança sobreviver ela terá que vir comigo.

_Nunca.

_Com o trauma Isau vai se pôr em vários riscos, então é melhor que a criança já ficar comigo.

_Não. Apague a memória dele quando eu morrer.

_E a criança?

_Fica aos cuidados de meus irmãos e primo.

Ele bufou.

_E como ele recuperar a memória. Vai usar o ‘beijo encantado’?

_Não. Achei que teria uma idéia melhor.

_Tudo bem. Após, sei lá, o que esses lobos de agora tem pra se apaixonar...

_Imprinting – interrompi. Ele revirou os olhos.

_Apos o Imprinting se a criança sobreviver, ela terá que dar um beijo no rosto dele e ele terá que retribuir com um abraço.

Olhei para ele incrédula.

_Ou você quer que ele se afogue?

_Não, claro que não. Que tal quando ele sofrer outro Imprinting por mim?

_Tudo bem. E é melhor já preparar o testamento.