Patience

1 A Little Patience


Notas iniciais
Hello rangers vermelhos, psé, tô com outra one shot, não, eu não canso de fazer ones, mass essa é especial, eu juro de mindinho!
deixa eu explicar, os personagens pertencem ao Gimi, tipo, ele escreve uma fic chamada Mi Tormenta Favorita (yes, leiam) e tem um personagem que eu amo chamado Rafael, eu, como a boa leitora inconformada q sou, não gostei mesmo do q o Gimi fez com ele ~chorei horrores, é~ e decidi o que? ~nananana~ fazer um final alternativo, e aqui está
now avisos:
não, não tem lemon, sorry amores, mas ela é mais cute cute won won
eu escrevi escutando stand by me - oasis essa música é linda e eu acho q tem um pouco a ver com o Rafa e o Edu, porém a música do cap é Patience - Guns N' Roses, essa banda pfta q a autora q vos fala ama, é, e essa música pfta, linda, maravilhosa, tudo de bom, escutem, se apaixonem virem gunners HAHAUHA
sim, eu tenho total direito de escrever isso pq o gimi deixou muahaha /e mesmo q nn deixasse eu ia escrever clandestinamente HAUHAUHAU
Cap betado pela Anjo das Trevas
capa feita pela swagay (user do SS)
boa leitura dears e espero q gostem

Ainda era estranho.

Rafael sentia-se feliz em ver Nicholas, seu melhor amigo, com um sorriso daqueles – grande, largo, mostrando os dentes brancos e bem delineados – enquanto tinha os dedos entrelaçados aos do namorado. Seus olhos azuis brilhavam contentes em ver os dois, alegres, como tinham que ser. Mas lá no fundo, por trás de toda a satisfação e felicidade genuína pelos dois garotos, algo pulsava. Detrás do verde da íris, Rafael sentia a dor, tão real que o feria, que o fazia se sentir sujo, incorreto, desejando algo que não tinha o direito de possuir. Pior, desejando algo que já pertencia à outra pessoa, a alguém tão puro como Arthur, de rosto angelical e voz doce, seu amigo Arthur.

Era vulgar, ele sabia que sim, mas, enquanto caminhavam pelo shopping, não podia evitar pensar (desejar até) ter os dedos de Nicholas entrelaçados entre os seus, e o de mais ninguém, ter aquele sorriso voltado para si enquanto seu nome era prosseguido do “eu te amo” que Nicholas e Arthur tanto gostavam de falar um para o outro.

Caminhava ao lado dos dois, via os olhares admirados e maliciosos que Nick recebia das pessoas que passavam e não podia evitar (não podia, Deus sabia que tentava, mas não podia evitar) ser mais um entre eles, olhando para Nicholas com olhos de amor, ternura e paixão – paixão daquelas que devora os ossos com chamas de desejo.

E ainda era estranho ser feliz e triste (dor e amor) estando tão perto e tão longe da pessoa pela qual se apaixonou, mas lidaria da forma de sempre.

Ainda agradecia por Nicholas e Arthur não se afastarem dele após se confessar daquele jeito cheio de lamentos, no momento em que achou que morreria, e quando Nick disse-lhe “eu te amo”, ele acreditou porque sua voz era sincera e foi simples – fácil até – fingir que as lágrimas que escapavam pelos olhos negros (aqueles olhos que o faziam gravitar entre dor e amor) eram de felicidade por finalmente estarem juntos. Seria bom morrer daquela maneira, em meio àquelas circunstâncias.

Amanda, sua irmã obcecada por controle, havia lhe pedido perdão, Nick havia sussurrado uma jura de amor e Álvaro, o (ex) namorado sociopata de Amanda (sua mãe sempre lhe dizia, a gente colhe o que planta, não estava à vista. Até Eduardo estava ali, segurando sua mão entre as dele, tentando passar algum conforto.

Então ele acordou em um hospital, cheio de fios presos ao corpo depois de duas semanas em coma, e a bala que habitava seu corpo era apenas uma lembrança ruim. E ali estava ele, um mês depois do ocorrido, andando pelo shopping com seus melhores amigos, dividido – como sempre esteve – entre a felicidade pelo sorriso de Nick e o desejo ferrenho de ser Arthur.

Dirigiram-se até a praça de alimentação e fizeram o pedido para o almoço – hambúrguer, batata-frita e refrigerante, como os adolescentes que eram – e comeram entre risos, brincadeiras e carinhos. Rafael sentia-se acolhido entre o casal, ainda que, em muitos momentos, o sentimento de intrusão lhe fosse bastante familiar. Eram nesses momentos que sorria mais, brincava mais (sabe que adoro casais gays aos beijos, mas com meus amigos protagonizando é um pouco estranho) e ria feliz – feliz?

Seu celular tocou, e Creo em Tí, seu toque de chamada, iniciou. Deveria sentir vergonha do motivo que o levou a pôr aquela música (era uma das músicas favoritas de Nick, de uma de suas bandas favoritas), mas isso o fazia se sentir minimamente mais próximo de seu Villarreal mais querido, e antes milímetros mais perto do que centímetros mais longe.

Franziu o cenho para o nome desenhado na tela, atendendo-o logo em seguida.

A voz de Eduardo era animada como uma festa e doce como mel, seu jeito extrovertido era como um presente, ele sempre podia contar com Eduardo para animá-lo. A melhor coisa que fez nesse meio tempo foi, sem dúvida, dar seu número ao garoto.

Ele perguntava como estava e como iam as coisas e como estava seu irmão, a mulher dele e o filho, desse jeito mesmo, rápido e quase sem tempo suficiente para Rafael responder; isso, incrivelmente, o fazia sorrir. Gostava do contraste entre as personalidades; a calmaria pós-tempestade de Rafael e a animação pré-festa de Eduardo.

Edu perguntou onde ele estava agora, dessa vez deu tempo o suficiente para ele responder, com sobra para uma pequena pausa após o estou no Shopping Central com Nicholas e Arthur.

— Estou indo aí — e desligou.

Rafael ainda olhou para o celular um pouco aturdido, não tendo se acostumado totalmente com o jeito rápido e louco do rapaz.

— Quem era? — Arthur perguntou.

— Eduardo.

Arthur o olhou compreensivo, um sorriso se desenhava nos lábios rosados do garoto como se, sem precisar ouvir a conversa inteira, já soubesse o que Eduardo havia feito por já ter passado por algo semelhante com o outro.

Nicholas se mantinha impassível, ainda no dilema entre dar uma chance ao rapaz ou desgostar de vez.

— Ele é assim mesmo, não dá tempo de se sentir triste perto dele — Arthur falou mantendo o sorriso.

Rafael acenou com a cabeça e imitou, nos próprios lábios, o sorriso de Arthur. Logo o tópico de conversa já era outro, e eles riam felizes (Rafael já tinha quase esquecido a dor que estava sempre lá) quando Eduardo chegou.

— Boa tarde moço, vem sempre aqui?

O sorriso de Rafael se alargou quando olhou nos olhos castanhos de Edu.

— Venho sim, moço, mas nunca te vi por esse lado.

Edu gargalhou pondo, assim, fim na brincadeira. Rafael se afastou, dando espaço para o recém chegado sentar-se ao seu lado. Nicholas e Arthur se deixaram perder no mundo deles, dentro da bolha de amor e compreensão em que eles se fechavam de quando em vez.

Eduardo não demorou a iniciar um assunto, intercalando-o com piadas e comentários engraçados sobre seja-lá-qual-assunto-fosse. Ele era uma boa companhia, não se podia negar.

Edu olhava para o casal à sua frente, rindo e conversando de algo entre eles. Arthur era feliz, isso era visível nos olhos, na expressão, no sorriso. Mais feliz do que já ousara imaginar um dia. Foi quando Eduardo decidiu, com a certeza do definitivo, que iria esquecê-lo, e era o momento perfeito para isso. Ao seu lado, havia um garoto lindo de olhos azuis penetrantes e que também precisava esquecer alguém. Uniria o útil ao agradável, a felicidade no prazer.

O tempo passou rápido; o que restava do almoço no prato já estava frio e Nicholas e Arthur queriam ir para casa. Eduardo convidou Rafael para irem ao cinema– tem esse filme que eu ouvi dizer que é muito bom e a gente podia assistir juntos.

E foram.

A sensação de estar dentro de uma sala escura, comendo pipoca e prevendo o exato momento em que a sua mão iria se entrelaçar com a de sua companhia, quase poderia sentir a satisfação entre os toques discretos, a respiração (inspira expira) rápida demais pela proximidade cativante. Tudo parecia bem, não ótimo, não perfeito, mas bem o suficiente. Os dedos de Eduardo eram quentes e transmitiam calor e certa excitação também, como se sua mente começasse a nublar com pensamentos pouco decentes, e Rafael, em um súbito momento de vontades, desejou algo além da mão de Edu para segurar.

Eduardo sussurrava constantemente em seu ouvido, ora comentários sobre o filme, ora piadinhas curtas que fazia Rafael duvidar entre rir ou suspirar pelos lábios que, vez em vez, roçavam o local sensível. Eduardo provocava-lhe sem perceber, e isso lhe deixava mais consciente do encanto que nutria pelo rapaz, a safadeza inocente que ele exalava.

Eduardo Vellmont era uma boa companhia, não dava, realmente, tempo de se sentir triste perto dele, como Arthur havia pontuado mais cedo, e Rafael não se sentia disposto a procurar minutos onde se afundar em pensamentos infames sobre Nicholas.

Talvez fosse hora de superar, de os dois superarem. E não havia melhor forma de construir a ponte até o outro lado (a felicidade plena da e na aceitação) do que mergulhando um no outro, dois garotos tão incompletos e sentimentos tão reais escapando – nadando um pelo outro e iniciando a ponte, talvez. Rafael não se sentia em posição de negar.

Por isso que, quando Eduardo inclinou-se para seu lado novamente no intento de fazer algum comentário ou soltar alguma piada, Rafael apertou os dedos do rapaz entre os seus e virou o rosto ao mesmo tempo, em puro instinto (instinto puramente calculado). Foi quando os lábios se chocaram.

E qual foi a surpresa quando, durante a troca de salivas, carinhos e histórias em um ato só, Rafael sentiu seu coração bater uma vez mais rápido.

Era um começo, um bom começo, enfim.

Notas finais
então sweeties, espero que tenham gostado, agradeço ao Gimi por me deixar escrever isso e recomendo a fic dele, so, leiam
agradeço a Anjo por betar e a Gabi pela capa (again) e recomendo fortemente Creo en Ti, é de uma banda chamada Reik
xoxo ronnie
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!