Path of Darkness

1 A presa e o predador


Notas iniciais
Qualquer erro no texto, me avise que consertarei.

Julia, já de férias, planejou um viajem sozinha. Estava muito ansiosa.

Se passaram três dias, Julia já se preparava para embarcar no trem do dia seguinte, arrumava as malas e já estava quase pronta. Estava a se despedir antecipadamente dos parentes, já que partiria de madrugada.

Ela aproveitou ao máximo o dia com os pais, já que ficaria fora por três meses. Era o que ela pensava, mas as férias serão bem mais prolongadas.

Já de madrugada, ela esperava pelo trem. Estava frio, e ela se encolhia para ficar aquecida. Havia no máximo 45 pessoas com ela na estação ferroviária.

O trem estava quase chegando, ela se levantou e se aproximou da linha de trem.

Para passar o tempo, ela resolveu ler a carta que sua irmã deu-lhe de despedida.

Bye Byeirmãzinha, que suas férias sejam incríveis, boas e duradouras. ( e que você arrumo logo um namorado! ♥ )

-Essa garota... — Pensou sorrindo enquanto lia a carta.

O trem chegou e ela guardou a carta no casaco. Ela subiu com grande parte das poucas pessoas que estavam lá.

A viagem demoraria, então Julia caiu no sono. Foi acordada com um barulho de sino. Já havia chegado na cidade da mansão onde se hospedaria.

Ela desceu do trem e foi andar pela cidade.

-É perigoso um moça andar sozinha, quer que nós lhe acompanhemos?

-Não, agradeço.

-Por que? Vêm passear com a gente!

-Recuso, estou com presa! — Disse ela mantendo a calma, aqueles indivíduos estavam a importunando.

-Venha conosco... — Ele iria continuar, porém foi interrompido:

-Ela não quer, podem parar de a incomodar? — Disse um rapaz de cabelos loiros e olhos verdes.

-Deve ser o namorado dela, vamos cair fora! — respondeu um dos caras.

- Muito obrigada. — Agradeceu Julia.

-Não é nada. E o que está fazendo sozinha em uma hora dessas, é perigoso. — Ele falava tão calmamente e educadamente que dava a sensação de conforto.

-Eu cheguei de viajem à alguns minutos, porém estou perdida.

-Oh, eu entendo, isto acontece muito. Qual o seu destino? Talvez possa-lhe ajudar.

-Estou procurando o hotelWarmth Angels.

-Ah, o novo hotel que foi inaugurado? Eu conheço sim, me mudei para lá faz dois dias. Posso lhe acompanhar, se preferir.

-Muito obrigada.

Julia o seguiu, até que chegaram em uma mansão enorme, aquele era o hotel recentemente inaugurado que estava no panfleto.

-Aqui é a Recepção, você pode pegar a chave aqui, sinta-se a vontade. Irei subir para meu quarto. — Disse o rapaz de boa aparência.

-Sim, obrigada. Qual é seu nome?

-Vincent.

-Prazer conhecê-lo, sou Julia.

Ele a cumprimentou e subiu para seu quarto no terceiro andar.

-É uma mansão pequena, mas luxuosa. No primeiro andar há a recepção e a cozinha, onde servimos a comida, no segundo há dez quartos, assim como no terceiro, o resto dos inquilinos chegarão hoje ou amanhã, sinta-se em casa. Seu quarto é o número sete, segundo andar. — Disse a recepcionista.

-Agradeço pela informação e pela chave.

Julia subiu as escadas e foi ajeitar suas malas.

Quando terminou já era quase noite, aproximadamente 7:50.

Ela desceu a escada e foi jantar.

A comida tinha uma cara apetitosa. Julia terminou de comer e subiu para tomar um banho. Vestiu um vestido simples até os joelhos e foi ver o jardim. Havia uma bela vista para uma densa floresta.

Quando ela atravessava a porta do jardim, encontrou Vincent:

-Oh, boa noite. Julia, não é?

-Sim, boa noite também.

-Já ajeitou as coisas em seu quarto?

-Sim.

-Você é bem rápida! Eu terminei de arrumar tudo só hoje! — Disse Vincent com um sorriso desastrado.

Julia sorriu gentilmente, se despediu e voltou para o quarto.

No dia seguinte, ela acordou, desceu para o café da manhã. Notou que já havia, no hotel, em torno de 9 pessoas.

-Bom dia. — Cumprimentou uma dócil senhora de aparência madura. Devia ter em torno de uns 42 anos.

-Igualmente. — Cumprimentou com um sorriso gentil e sentou-se em uma mesa.

Os empregados serviram frutas, café, pão, manteiga e entre outras coisas saudáveis no café da manhã. Julia pegou três pães e um pequeno pote de manteiga. Preferiu chá, em vez de café, e pegou uma salada de frutas.

Terminou de comer e saiu para conhecer a cidade, levando consigo spray de pimenta e uma arma de choque leve, para se prevenir ser importunada novamente. Aproveitou e pediu na recepção um mapa da cidade.

Voltando de seu passeio, voltou para a mansão e notou que todos os quartos já foram ocupados.

-Bem vinda de volta. — Disse a recepcionista.

-Igualmente.

-Após subir, notou que esqueceu seu cachecol no banco da cozinha, deveria atravessar a recepção.

Ela enquanto passava, viu a recepcionista falar com o dono do estabelecimento:

-Que azarados esses vinte inquilinos! — Disse a recepcionista, soltando uma risadinha amigável, porém sádica.

-Eles são bem sortudos! Poderão desfrutar dessas férias de modo diferenciado! — Disse, com tom sarcástico e sorrindo ironicamente

- Mal podem imaginar a surpresa que estará aqui amanhã, até por que ''ele'' veio brincar conosco.

-Sim, ''ele'' quer jogar alguns jogos com seus ''vizinhos''.

Julia ouvia a conversa, estava um pouco desconfiada, resolveu subir e dormir, talvez estivesse tendo alucinações por causa do cansaço. Deixou o cachecol de lado.

Ao acordar, desceu para o café da manhã. Todos estavam sussurrando, alguns apavorados, e outros sem entender.

-O que está acontecendo? — Perguntou Julia

-Foi encontrado um corpo jogado na cozinha, ao que parece. — Respondeu um rapaz que aparentava ter 15 anos, com cabelos levemente longos e castanhos.

-Um corpo?!

-Sim, é o que estão dizendo. Além disso, não há sinais sobre a recepcionista nem nenhum dos empregados, parece que só há os 20 inquilinos aqui.

-Então o sonho de ontem era real? — Pensou Julia.

Ela se aproximou para ver melhor. havia um corpo de um homem, de porte alto, moreno e cabelos negros. Ela o vira no dia anterior. O corpo estava ainda fresco, o crime foi feito no máximo a 5 horas.

-Será que ''ele'' que estavam se referindo... — Julia parou de pensar por um tempo — Era um assassino?!

Ela começou ao olhar para os lados: Janelas, portas e qualquer outro tipo de saída estavam bloqueados com um mecanismo de ferro pesado.

-Isto é uma brincadeira, certo?! — Pensou Julia.

As outras pessoas estavam ficando apavoradas, Julia estava tonta e confusa.

Uma voz ecoou de um megafone:

Devem estar se perguntando o que está acontecendo, certo?

Pois bem, há um assassino entre vocês. ''Ele'' veio para brincar, apenas se divirtam.

Se conseguirem matar ''ele'', todos ficam livres, porém ''ele'' tentará matá-los primeiro.

As pessoas ficaram movimentadas, tremiam de medo e estavam apavoradas, pessoas iriam morrer. Aquilo era um jogo de Sobrevivência.