Past's Brand
4 Uma estrela?
Notas iniciais
Coisas pra falar: Essa semana tive um bloqueio de escrita horroroso. Esse capítulo pode não alcançar às expectativas de vocês, então, caso isso aconteça, eu sinto muito. Estou meio atolado porque semana que vem é minha semana de prova num colégio novo, ou seja, tenho que pegar tudo o que perdi e estudar. Além disso estou com pouco tempo, as vezes chego em casa e durmo e no outro dia já acordo na hora de sair, então tá meio difícil... Mas eu juro que quando passar a semana que vem, vou voltar a postar no prazo (5 em 5 dias), porém até lá, preciso de mais tempo. Semana que vem, provavelmente posto um pequeno porque realmente estou sem tempo.
Desculpem...
Mas espero que gostem do capítulo, sempre escrevo com o maior carinho, sem nem pensar em deixar as pessoas com medo, magina...
:)
21 de janeiro de 2013, ás 11:32
Jonas ja havia ido e Melanie estava só no hospital, esperando a notícia que os médicos a dariam. Era segunda de manhã, não era toda toda segunda a de manhã que Melanie ficava num hospital apreensiva, esperando uma notícia quase certa. Ela sabia que sua avó já não aguentaria tanto, já estava pra lá dos 80 e tinha problemas comuns entre os idosos como diabetes e alzheimer. Só soube o que comidas não saudáveis poderiam realmente causar à saúde depois dos 13, e após isso, ela não tinha mais tempo de previnir nada.
Depois de acordar e se deparar com a assustadora figura de sua avó caída no chão, não teve reações a não ser gritar e chorar, na esperança de alguém ouvir. E foi o que aconteceu. O menino. O menino a ajudou. Ele fora tão gentil, a dando suporte e consolo, ela não tinha mais ninguém para ajudá-la. Somente uma pessoa, só que esta estava morta. Sim, morta. Melanie ja sabia, ja sentia isso. A solidão. Não era mentira o que diziam, quando uma pessoa amada se vai, você realmente sente. É um vazio terrível.
Só encarava o chão, era branco e sujo, tudo o que via eram pernas vestidas de branco emolduradas pelas pontas do gorro de seu casaco de moletom cinza. Olhou para o relógio: 11:33. Nada, ninguem para informá-la sobre sua avó, ela queria ir para casa, deitar, dormir, descansar um pouco, já estava farta de tanto chorar.
Daí ele apareceu. Também de branco, cabelos grisalhos, barba por fazer... Era o tipo perfeito de pessoa para lhe dar uma má notícia. O médico a encarava seriamente.
-Você é Melanie, neta de Aidê? — a voz grave era profunda e triste, mas ainda assim, simpática.
-Sim — não levantara da cadeira, nem mesmo levantara a cabeça.
-Bom, o que sua avó teve foi um Acidente Vascular Cerebral... É bem normal pela idade dela, você deve saber...
Melanie assentiu em silêncio.
-E sua avó não pôde suportar, eu sinto muito.
O médico não disse mais nada, só ficou parado por alguns segundos assistindo a garota se afundar em prantos e deu as costas.
21 de janeiro de 2013, ás 18:13
Jonas, àquela altura, já se preocupava. Onde estaria Melanie? Por que ainda não voltara?
Antes mesmo de sair do hospital, o jovem pensara em convidá-la para ficar em sua casa, caso... Caso algo acontecesse com Dona Aidê. Mas ainda tinha esperanças, talvez Melanie esteja esperando sua avó receber alta para poderem ir para casa e voltar a sua vida normal.
Quem ele queria enganar? Melanie não poderia demorar tanto... Pelo menos voltaria para casa se descobrisse que sua avó estava bem.
A preocupação já era enorme, mas como iria procurá-la? Augusto estava com a picape no trabalho e raramente passavam-se ônibus no lugar. O que Jonas faria?
Resolveu resfriar a cabeça e esperar que Melanie desse algum sinal de vida.
Lívia ficara o dia inteiro sozinha em casa brincando com sua amiga imaginária enquanto Ana ficava na internet trabalhando. Ela era web designer e fazia sites para grandes empresas, era uma profissional realmente talentosa.
Após terminar uma parte de edição no DreamWeaver, salvou o trabalho e foi preparar algo para jantarem quando o marido chegasse.
-Lívia — chamou.
-Aqui mamãe — respondeu a pequena.
Ana foi até a sala, onde Lívia passara o dia desenhando. Ao chegar notou uma bagunça enorme. Havia folhas espalhadas por todos o canto, giz de cêra nas poltronas e a garota sentada no chão.
-Lívia, onde encontrou tudo isso?
-Eu e Tina achamos no porão.
Ana, mesmo assustada com a bagunça observou o que a filha desenhava.
-Um estrela, filha?
-Não. Tina o chama de realta seiube.
-Filha, de onde você tirou isso?
-A Tina me disse, mãe.
Ana começou a se preocupar com a filha, será que toda essa invenção da garota era por causa da solidão?
Ana se agaichou e pegou a filha no colo e a abraçou.
-Me solta, mãe. Quero voltar a desenhar.
Ana segurou a filha pelas axilas em sua frente.
-Por que você não quer meu abraço, querida?
Lívia se contorceu e mordeu o braço da mãe, a qual a largou no chão e gritou. Lívia tombou e caiu de joelhos.
Ana olhou seu braço, ele sangrava. A filha lentamente soltava gemidos estranhos com a garganta, ainda caída de joelhos. Ana se distanciou, temendo a atitude estranha da garota, que ainda não se levantara. Enquanto tomava distância, a menina começou a avançar a mãe, andando de joelhos. Mas não engatinhava simplesmente. Seu corpo estava torto, cotovelos invertidos, pernas abertas, seu cabelo outrora castanho se tornara negro e tapava seu rosto, e um líquido vermelho saía da boca da criança.
Ana continuou a caminhar e acabou tropeçando no próprio pé, bateu com as costas no chão e continuou a rastejar com os cotovelos e o calcanhar.
Aquilo que outrora era Lívia agora corria de joelhos como um jaguar e soltava gritos abafados e Ana berrava, apavorada. Após mais alguns segundos de corrida Ana viu sua filha saltar em uma investida, fechou seus olhos...
-Mãe — gritou Jonas, enquanto descia as escadas.
Ana abriu os olhos lentamente, Lívia estava sentada no chão com uma folha nas mãos, desenhando uma estrela enquanto cantarolava alguma cantiga infantil.
-Mãe, o que está fazendo no chão? — perguntou ele, caminhando até a sala.
Ana estava chocada, será que enlouquecera? O que fora aquilo?
-Nada, eu tropeçei.
-Venha aqui, eu te ajudo — o garoto deu as mãos para a mãe e a levantou.
-E aí Livinha, o que está fazendo? — disse, se desviando do olhar assustado da mãe.
-Desenhando.
-É uma estrela?
-NÃO — a garota olhou nervosa para Jonas — Tina o chama de realta seiube. Não diga que é uma estrela novamete.
Jonas se abalou com a maneira com que sua irmã falara. E desde quando falava tão bem? Ela sempre dizia coisas como: Nós vai, chama ele...
-Tudo bem, não é uma estrela.
Jonas deu as costas e olhou para a mãe, agora sentada na poltrona, encarando sériamente o diálogo entre os dois.
-Mãe, nós temos que ir no hospital ver como está Melanie, ela não voltou até agora.
Ana não respondeu, ainda estava abalada.
-Mãe, tudo bem?
-Oi, filho. Veja isso com o Augusto quando ele chegar, tenho que cuidar da sua irmã agora.
Jonas estranhou a reação da mãe, a qual encarava Lívia sem nenhuma expressão no rosto.
O som do motor roncou do lado de fora. Jonas correu à ajuda do padrasto e Ana continuou encarando a filha.
De súbito, começou a chorar, pois sabia que sua filha corria perigos.
Notas finais
E então, o que acharam? Mandem reviews, podem mandar spoilers e tal... O que vocês acham que está acontecendo... Eu só não vou responder... kkk, quer dizer, vou. Mas não vou dizer se o que vocês acham é real ou não. Vou só comentar..
Então não se esqueçam dos reviews hem.
E leitores fantasmas me assustam, vocês são piores que a Catarina.... Apareçam
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