Past said hello

6 My troubled past


Notas iniciais
Voltei com mais um cap. Espero que gostem. ; ) Cap: Meu passado conturbado

POV Elijah Mikelson

Fico olhando, de maneira incrédula, para a garota a minha frente. O sangue em suas mãos já haviam diminuído devido a chuva. Mas não consigo compreender o motivo dela ter me salvado, sendo que da última vez em que nos encontramos ela praticamente havia me ameaçado de morte. Por que agora ela teria me salvado?

— Onde você mora? — Ela me surpreende com essa pergunta e eu deixo estampar em meu rosto.

— O que?! Não vou confiar em você — Digo em tom firmeza

— Você não tem escolha — Ela me disse calmamente — Se eu te deixar aqui, quem garante que não vai ser atacado de novo. Se aparecer morto, vai chamar muita atenção.

— Sei me cuidar muito bem. Obrigado — Digo de maneira mais dura.

— Não foi o que me pareceu — Diz ela quase que ironicamente — Fique tranquilo, não tenho a intenção de mata-lo.

Olho para ela de maneira bastante desconfiada. Mas mantenho a calma e relembro os motivos de estar em Mystic Falls, preciso de respostas.

— Vamos — Digo começando a guia-la. Noto que ela recoloca seu capuz.

Caminhos em total silêncio, não havia ninguém nas ruas. Até que paramos em frente a porta de minha casa.

Ela olha para mim e pergunta.

— Não vai me convidar para entrar?

— Por que eu faria isso? Você pode estar pretendendo me matar se eu deixar você entrar — Ela então me lança um sorriso sarcástico.

— Se eu de fato quisesse te matar, já teria feito isso no nosso primeiro encontro. Mas acho que finalmente chegou a hora de termos uma conversa. E então? Vai me convidar.

E u não resisto. Mas a olho com curiosidade.

— Pode entrar — Ela dá o primeiro passo e então entra.

Ela analisa a casa com o acompanhamento de seus olhos. Eu a deixo observando e vou ascender a lareira e em seguida olho para ela.

— Se vamos conversar, é melhor fecharmos as cortinas — Ela diz isso e em seguida ergue a mão. Com um movimento, fecha todas as cortinas da sala — E eu prefiro o ambiente a luz de velas — E com um olhar ela acende todas as velas, as deixando em fogo baixo.

Meus olhos não creem no que estão vendo.

— I-Isso é impossível. Não poder ser... — Estou totalmente incrédulo.

— Você vive em um mundo onde nada é impossível. Mas fique tranquilo, eu lhe contarei tudo o que quer saber.

Ela então se vira e senta-se em uma poltrona perto da lareira.

— Quero que saiba que no momento estou me odiando profundamente — Diz ela seriamente.

— Por que? — Pergunto confuso, me sentando em uma cadeira de frente para ela.

— Porque acabei de salvar a vida de alguém que pertence a família, que me transformou no que eu sou hoje — Diz ela friamente.

— O que quer dizer? — Estou sério, as palavras da bruxa começam a ecoar em minha mente. O que a minha família tem a ver com ela?

— Devemos começar pelo princípio. Preciso que saiba que eu estou viva a mais tempo do que gostaria. Eu nasci em um vilarejo na Irlanda, a mais de 700 anos atrás — Diz ela — A minha família não era uma família qualquer. Éramos de uma linhagem muito rara de bruxos. A dinastia Merlineana.

— Dinastia Merlineana? O que é isso? — Nunca ouvi falar em tal nome, mas reparo que o ano em que ela está se referindo é a mesma época em que minha mãe lançou o feitiço do vampirismo em nós.

— Significa que a minha família carrega o sangue do bruxo Merlin. Considerado o bruxo mais poderoso que já existiu — Explica ela, fico sem conseguir acreditar.

— Sei que parece impossível, mas acredite não é. Éramos um grupo pequeno, não chegávamos a vinte pessoas e isso se tornou um problema — Continua ela — Devido a dinastia ser muito pequena, as bruxas mais velhas passavam a maior parte de seus poderes para seus filhos, quando estes chegavam a uma determinada idade. Assim, quando os mais velhos falecessem grande parte de seus poderes ainda seriam mantidos em seus filhos e netos. Tínhamos de manter a dinastia viva, a qualquer custo.

Sua voz dá ênfase na frase final. Minha mente já trabalha no que ela me falará agora.

— Eu era a mais nova da família e tinha acabado de receber grande parte dos poderes de minha mãe. Aos 17 anos. E por ser a última da família, precisava me casar com alguém para poder ter filhos e passar os meus poderes a eles. Mas uma coisa aconteceu, algo que eu nunca tive nenhum conhecimento.

— O que? — Pergunto sem conseguir esconder a curiosidade em minha voz.

— Existe uma antiga profecia, outros chamam de calendário, com relação aos Merlienanos. Nela diz que a cada 273, o mais novo da dinastia terá seus poderes retirados de si por um dia. Nesse dia ele não poderá fazer magia e nem receber a magia de outros bruxos. Será humano por um dia.

— E você era a mais nova da família não era? — Concluo já compreendendo.

— Era, mas o problema não estava nessa profecia necessariamente. No dia em que a profecia se realizou, eu fui picada por uma cobra venenosa. Minha família não podia me curar, já que eu não podia receber magia e muito menos fazer magia. Eu ia morrer... E se isso acontecesse, todo o poder que eu tinha seria perdido — Nesse momento ela me olha no fundo dos olhos — E é nesse momento que a nobre família Mikaelson entra na história.

— O que a minha família teria a ver com isso? — Pergunto.

— Ficaria surpreso em como o mundo das bruxas se torna pequeno. Elas se conhecem entre si e a minha mãe conhecia a Bruxa Original, sua mão. Ela tinha ouvido falar que a Bruxa Original havia usado uma magia extremamente poderosa para transformar seus filhos em criaturas noturnas e sedentas de sangue. Mas que o sangue destes, poderia curar qualquer coisa — Meu coração começa a acelerar — Então minha mãe foi atrás da Bruxa Original e esta entregou a ela um único frasco de sangue de vampiro para que eu pudesse ser curada.

— Ao final daquela tarde, ela me entregou o frasco e aos poucos fui me curando depois de beber.

— Perdoe-me, mas não vejo o grande mal que a minha família poderia ter lhe feito — Digo de maneira calma.

— O problema começou a partir do momento em que eu tinha sangue de vampiro no meu organismo — Diz ela muito friamente — Naquela noite, lembro-me de ter caído no sono na tenda em que estava repousando. Mas de ter acordada com gritos vindos do lado de fora, quando eu saí da tenda para ver o que estava acontecendo.... Vi vários corpos no chão ensanguentados.... Minha família. Não sabia o que estava acontecendo, quem poderia estar fazendo aquilo ou por quais motivos.

Sua voz começa a vacilar.

— Eu caminhei em meio aos corpos estirados, atordoada... sem saber o que pensar. Até que eu vi mais adiante a minha mãe, sendo segurada por um homem e ele... estava mordendo o pescoço dela. Só ouvi ela dizer que me amava e que era para eu fugir, eu me virei por um segundo. Tentei buscar alguma ajuda, mas então ouvi.... O barulho do pescoço dela se quebrando.... e do corpo dela caindo ao chão.

Seus olhos começaram a marejar.

— Eu gritei a plenos pulmões, estava desesperada, confusa, queria saber quem era ele e o motivo de ter feito aquilo com a minha família. Estava em choque — Diz ela — E então eu senti a presença de alguém atrás de mim, era ele. Tentei entender como ele havia chegado perto de mim tão rápido, mas na hora eu não pude pensar.... Ele já tinha quebrado o meu pescoço e me matado, pude jurar que ouvi uma risada gélida saindo daquela boca nojenta — Ela olha novamente para mim.

— E você tinha sangue de vampiro no organismo... — Digo de maneira triste, sinto pena dela.

— Eu sou uma bruxa e uma bruxa nunca pode ser um vampiro ao mesmo tempo e vice versa. Mas naquele dia, naquele mísero e maldito dia eu não era uma bruxa... Eu era humana.

Fico sem reação perante a tudo o que ela está me contando, nunca ouvi nada sequer similar. Não consigo formular bem as palavras nesse momento.

— Acordei algumas horas depois, sentia minhas pupilas dilatadas, coração acelerado, confusa... Um milhão de emoções diferentes dentro de mim... Tudo é aumentado. Sentia medo, raiva e ... um desejo horrível de matar. Ao ver todo aquele sangue a minha volta, enlouqueci. Eu precisava sair daquele lugar, mas o cheiro já estava em minha mente.

— Vaguei algumas horas sem rumo, totalmente atormentada.... Não sabia o que estava acontecendo. Mas então o sol nasceu e a minha pele começou a queimar, então eu entendi que eu não poderia sair mais a luz do sol. Porém esse era o mínimo dos problemas, eu comecei a sentir dores extremamente fortes que percorriam todo o meu corpo.... Era a rejeição.

— O sangue de bruxa não aceitava o de vampiro, meu corpo lutava contra si mesmo. Cada espasmo de dor.... eu sentia que ia morrer e por um momento eu desejei isso. Seria tudo muito mais simples — Sua voz vacila novamente — Até que eu senti a presença de mais uma pessoa, um caçador passava por aquela região naquele momento e eu.... não me controlei. Eu o matei.

— E a partir daquele momento, parece que meu corpo encontrou um equilíbrio. Metade do meu corpo seria como o de uma bruxa e o outro lado como o de um vampiro. Há momentos em que eu consigo predominar um lado, como você viu naquele dia no baile e agora na floresta. Mas isso não dura muito tempo, logo ele volta a ser como está agora.

— Quando os dois olhos estão como os de um vampiro... O lado de vampira predomina, mas quando seus olhos estão normais é o lado bruxa que está mais forte — Digo compreendendo — E quando você predomina um lado não resiste muito tempo, conforme os minutos vão se passando sente dor.

— Exatamente. Esses últimos 700 anos não foram uma visa, foram sobrevivência . Fazer com que as pessoas nãos descubram o que eu sou... Não é natural — Minha ficha cai e me lembro das palavras de Alexandra, o que ocorreu a ela não deveria ter acontecido. Vai totalmente contra as leis naturais.

— Agora que sabe de tudo, peço que vá embora dessa cidade.

— Por que? Tem medo que alguém me descubra aqui?

— É simples. Eu simplesmente não quero mais a família Original na minha vida — Diz ela se levantando — Pois caso você não saiba, quem matou todos da minha família.... Foi um dos seus irmãos, um dos Originais.

— O que? — Pergunto totalmente em choque.

— É, pelo visto sua família não compartilha tudo. Agora entende o motivo de querer que vá , faça a escolha certa — Ela se dirige até a porta e eu digo.

— Espere, qual o seu nome?

Ela se vira para mim e diz.

— Audrey. Audrey Griffin.

— Sou Elijah. Elijah Mikaelson — O olhar dela para mim é de como se já soubesse.

Nesse momento porém, ela vai ajeitar algo em seu capuz e após fazer um movimento, solta um gemido de dor.

— Aargh! — Diz ela estreitando o rosto.

— Você está bem? — Pergunto preocupado, tento me aproximar dela. Mas ela se afasta quase que de imediato.

Em seguida ela tira a capa, revelando profundos arranhões que iam do final de seu pescoço até o final do busto.

Continua.....

Notas finais
Nossa ruiva tem uma baita ligação com os Mikaelson hein. Quais as chances disso terminar bem rsrsrrs. Espero que tenham gostado. Bjooos