Notas iniciais
Hey Pessoal!! ME DESCULPEM MESMO! Esse mês tava corrido pra mim e eu não tive tempo de terminar o capitulo e postar. Obrigada mesmo aos comentários e aos favoritos!!! Não tenho muito tempo então sem enrolações...

– Filha? — Meu pai me chamou com a cabeça pra dentro de meu quarto, na porta. Levantei a cabeça para olhá-lo e assenti para que ele pudesse entrar. Ele entrou, caminhou até minha cama e se sentou, pude perceber por suas feições que ele estava tenso, preocupado e temeroso. Grayson Gilbert era um homem relativamente alto, cabelos em um castanho acobreado, estava de roupas sociais, o que já era normal pois trabalhava em um hospital. — Filha... Você sabe que eu sempre amei sua mãe, não sabe? — Estranhei aquela pergunta, mas respondi com um aceno de cabeça. Eu não estava gostando do rumo que aquilo estava tomando. — Então, eu sempre amei e amarei vocês incondicionalmente, pra sempre. Ok? — Assenti novamente, estava meio tensa com essa conversa. — Elena, há uns 2 meses atrás eu conheci uma mulher, Lílian é seu nome, eu a vi pela primeira vez no hospital e estamos nos encontrando as vezes desde então. Eu não te contei antes porque eu queria saber se ia realmente dar em alguma coisa, mas eu gosto mesmo dela e quero começar em relacionamento de verdade, mas também quero que vocês se conheçam e se deem bem. — Eu não tinha reação, não havia como, eu estava realmente surpresa. Encarei meu pai e vi sua expressão aliviada, como se estivesse tirando um grande peso das costas, mas também pude perceber que estava aflito, esperando um resposta minha que não surgiu. Eu precisava de tempo pra pensar, não era uma coisa fácil a se aceitar, mas eu tinha que ver o lado de meu pai também.

–Pai, posso pensar? Preciso de tempo. Não é fácil receber uma notícia dessa. — Olhei sugestivamente para a porta e meu pai pareceu entender o recado, pois se levantou, mas antes de sair me deu um beijo na testa, sussurrou "Eu Te Amo", se virou, abriu a porta e saiu, fechando novamente a porta atrás de si.

Meu pai e eu sempre tivemos uma relação ótima, foi graças a ele que eu havia escolhido fazer medicina na faculdade. Ele as vezes me levava para seu consultório e eu passava o dia brincando e observando meu pai sorrir cada vez que um paciente deixava sua sala com o problema resolvido ou quase resolvido, mas ele se sentia feliz mesmo assim, feliz por ter ajudado alguém.

Eu me lembro como se fosse ontem de sua felicidade ao me ouvir dizer que eu queria ser médica igual a ele, ajudar as pessoas e vê-las saudáveis.

FlashBack On

– Papai! Mamãe! – eu gritava por meus pais enquanto descia as escadas de minha casa. Precisava falar com eles, precisava contar que eu havia escolhido o que eu queria fazer na faculdade.

–Estamos na sala, filha! – Minha mãe respondeu ao meu chamado. Fui correndo até a sala e os vi no sofá assistindo a um programa qualquer na televisão, fui até eles e me sentei em meio as dois. Eu via eles sorrindo um para o outro e eu, um dia, sonhava em viver um amor igual ao deles, porque eu sabia que eles se amavam incondicionalmente. – O que foi filha? Aconteceu alguma coisa? – minha mãe tinha uma feição leve e encantadora.

– Não, mãe. Só queria lhes contar que eu sei o que quero ser quando crescer. Quero ser médica, igual ao papai. Quero cuidar das pessoas e vê-las bem e sorrindo. – Olhei pro meu pai e vi seus olhos marejados e minha mãe sorria , feliz.- Quero se orgulhem de mim! – Eu dizia a verdade, nada no mundo era melhor do que ver meus pai orgulhosos de mim por qualquer conquista que eu teria na vida, eu sabia que se orgulhariam se eu estivesse feliz.

FlashBack Off

Eu queria ser médica. Mas ao longo dos anos, outras profissões me chamaram atenção, como psicologia, arquitetura e, por incrível que pareça, moda. Eu costumava gostar de me vestir bem e antes de tudo acontecer eu me sentia apaixonada por moda. Mas como disse antes, ainda tenho tempo pra escolher o que fazer com a minha vida. Quando eu disse a meu pai que não sabia mais se queria fazer medicina, eu esperava que ele ficasse magoado e triste, mas, para minha surpresa, ele sorriu e disse as palavras que eu jamais esqueceria:

“ Filha, você é a pessoa mais importante da minha vida e eu não me incomodo em você não querer seguir minha profissão, vou me incomodar se fizer isso por achar que é sua obrigação e que me fará feliz, eu ficaria feliz se você for feliz e seguisse seu coração e uma pessoa que segue seu coração jamais é infeliz.”

Meu pai é a pessoa que mais amo no mundo e isso nunca vai mudar. O fato de ele estar quase namorando alguém me incomodou no sentido de que talvez ele vá me esquecer, sei que ele jamais faria isso, mas me sinto insegura. Porém, não posso deixar essa minha insegurança impeça meu pai de ser feliz com quem ele gosta, não posso obrigar meu pai a ficar sozinho por minha causa, ele não merece isso, merece ser feliz e seguir em frente. Quando minha mãe morreu, meu pai ficou muito preocupado comigo, ele pegou férias nessa época pra me fazer companhia, mas não adiantou muito. Eu ficará no quarto durante 2 semanas e só saia pra ir ao médico ver meus ferimentos após a saída do hospital, depois desse período, saia pra ir ao jardim ver as margaridas que minha mãe plantará e que estavam sendo cuidadas por Ariana desde sua morte, eu pegava o regador e molhava elas, todos os dias, pra que crescessem. Meu pai as vezes entrava em meu quarto e sem falar uma palavra deitava em minha cama ao meu lado e eu me permitia abraça-lo e chorar sem vergonha alguma. Eu ficava surpresa por papai me entender tanto e nunca me dizer pra sair do quarto ou me mandar a um psicólogo. Ele compreendia, ele sabia que eu precisava de tempo. Eu realmente melhorei depois de um tempo com a ajuda dele, não que eu conseguiria voltar a ser a mesma Elena de antes, mas eu tinha ele e isso era o que mais importava pra mim e me dava forças. Era por esse e vários outros motivos que eu não poderia deixa-lo ser infeliz e sozinho, mesmo que tivesse a mim. Ele merecia alguém em sua vida e era minha obrigação, por tudo que ele fez por mim, entender ele e o apoiar em sua vida com sua futura namorada.

* * *

– Pai? – Eu descia as escadas e chamava por ele. Eu o vi deitado no sofá e pela sua cara, seus pensamentos estavam longe a ponto de não ouvir meu chamado. Fui até ele e parei em sua frente. Ele pareceu despertar e me olhar, seus olhos continham preocupação, ansiedade e compreensão e ali, olhando em seus olhos, eu soube que havia tomada a decisão certa. – Pai... Eu... Eu te entendo e me desculpe por te fazer passar por essa angústia, eu quero que você viva sua vida, quero que encontre alguém que o ame e que seja feliz, porque se o senhor estiver feliz eu também vou estar. Eu vou te apoiar na decisão que tomar e quero que saiba que te amo, você é a pessoa que mais amo no mundo e a pequena hipótese de que um dia o senhor vá seguir sua vida e me esquecer dói. Mas não posso ser egoísta, o senhor merece as coisas boas da vida e eu nunca vou te privar de nada, pai. – Eu olhava em seus olhos que agora estavam em minha frente e agora eu via admiração, amor, carinho e felicidade. Ele me abraçou e esse lugar me parecia tão certo pra se estar agora.

– Filha, eu jamais esqueceria você ou sua mãe, por que eu sei que é isso que te preocupa, eu amo você incondicionalmente e jamais isso vai acabar. Eu fico muito feliz que você pense em minha felicidade e eu penso na sua, por isso, tenho que te perguntar, você está feliz com isso? Isso é o que realmente quer? Preciso saber que está bem com relação a isso e não porque acha que é obrigada. – Confesso que eu estava surpresa por ele pensar assim mas sim, aquilo é o que eu realmente queria.

– Sim, pai. É o que eu realmente quero. – Ele sorriu e me abraçou e eu não pude deixar de corresponder. Era assim que eu queria vê-lo sempre, sorrindo.

– Filha, se importa se eu marcar um jantar aqui em casa pra vocês se conhecerem? Ela tem um filho, Damon, e eu gostaria de pedi-la em namoro aqui, com vocês presentes. – Ta, esse me pegou realmente de surpresa, mas o que eu poderia fazer? Ia ter que conhece-los uma hora ou outra, quanto mais cedo melhor.

– Tudo bem pai. Pode ser hoje? Amanhã começa as provas e eu provavelmente vou estar muito estressada e vou estudar muito pra essa semana então seria melhor hoje, já que amanhã não pretendo sair do quarto. – Era realmente verdade. Mas também porque amanhã era meu aniversário e eu não queria comemorar com eles, queria ir com meu pai a algum lugar, apenas nós. E acho que ele percebeu isso pois assentiu sem questionar e se afastou para fazer a ligação, era 16:00 então ainda dava tempo de eles se organizarem e virem ainda hoje e a mim dava tempo de me preparar porque aquele pressentimento havia voltado e dessa vez não era algo ruim, parecia que algo bom estava pra acontecer e algo me diz que é nesse jantar.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? ME CONTEM! Comenteem !! esse semana ainda tem capitulo! Beijoss pessoal e até breve!! Ps: desculpem os erros, se tiver algum!