Past Dreams

11 Capítulo 9 - Still In My Mind


Notas iniciais
Oi, gente! Estou cumprindo meu prazo ~palmas pra mim~ O capítulo está recheado de flashbacks e é todo no POV do Damon, ok? Boa leitura!

Acordei suado e ofegante. Sempre que chegava essa época do mês, eu tinha esses pesadelos. Carmélia dormia ao meu lado tranquilamente. Seu sono sempre foi assim, profundo. Posso contar nos dedos de uma mão quantas vezes, nesses três anos de namoro, ela se assustou quando eu acordei nesse sobressalto.

Levanto da cama e vou até o banheiro. A noite está tão quente que decido tomar um banho gelado. O sonho começa a voltar em flashback na minha cabeça.

*Flashback ON*

–Podemos conversar? – pergunto, temendo que ela negue meu pedido.

Jace e Caroline levantam e fazem menção de sair para nos dar privacidade.

–Não. – ela diz, segurando a mão da melhor amiga, que senta novamente na poltrona ao lado da cama. – Jace, fica. Eu não tenho nada pra dizer. Não quero conversar com você. Aliás, espero nunca mais ter que ver você. Nem de longe. Agora se você puder fazer a gentileza de ir embora, eu agradeço.

*Flashback OFF*

Todos os meses, desde que minha filha nasceu, apesar de não conhecê-la, tenho esses pesadelos. E sempre na mesma época. Por volta do dia vinte e oito. Isso está acabando comigo. Principalmente por não ter com quem conversar. Meu irmão ainda não fala direito comigo nem com nossos pais, meus pais fingem que a Mila nunca existiu. Tudo o que sei sobre ela é informação coletada de conversas da Car e do Stefan com outras pessoas.

Tem quase seis anos que não vejo minha garota e espero, do fundo do meu coração, que ela esteja feliz com a vida que ela escolheu ter. Fico pensando se ela está fazendo a faculdade de veterinária, se um dia vai conseguir um haras como o que comprei para ela. A casa em que moro agora fica um pouco afastada do haras, mas não podia permitir que ninguém, exceto ela, pudesse morar lá.

Não consegui cumprir minha promessa de ser o único homem da vida dela e nem a de fazê-la a única mulher da minha vida, mas comprei o haras, guardei o anel que havia dado a ela como símbolo do nosso compromisso, que ela pediu a Caroline que devolvesse, por dois anos tentei, de todas as formas encontrá-la e tentar me redimir pelo meu erro, mas nada adiantou.

Então, por insistência dos meus pais, comecei a namorar com essa menina, Carmélia Pierce, irmã de Katherine Pierce. A família delas é uma das mais ricas do círculo social do senhor Salvatore. Estamos juntos há três anos, mas apenas para agradarmos nossos pais. Ela é muito especial, mas não para mim. E nem eu para ela.

Vou até a cozinha pegar água. Na porta da geladeira, há uma foto do meu irmão com a Mila no colo quando ela tinha três ou quatro meses. É a única memória que tenho dela ou da Elena. Abro a porta, pego a garrafa de água e fecho a porta novamente, para poder ficar olhando a foto. Encaro-a por tanto tempo e tão fixamente que não percebo a loirinha pequena encostada à parede na entrada da cozinha.

–Você sente falta dele, não é?

–Muita. Mas um dia eu espero que ele me perdoe. O que me incomoda mais é o fato de não ter conhecido ela. – Carmélia se aproxima e olha para a foto. – Minha pequena Mila.

–Ela está fazendo uma careta igualzinha à que você faz quando algo não te agrada. – na foto, Mila está fazendo uma careta por causa da luz do sol, que está batendo em seu rostinho.

–Gostaria tanto de saber no que mais ela se parece comigo. Muitas vezes me pego pensando em coisas do tipo 'Será que ela tem os meus olhos?', 'Será que agora, com seis anos, ela parece mais comigo do que com a Elena?'. Me mata por dentro não saber nada sobre minha filha, sangue do meu sangue. Caroline não diz muita coisa, já que Stefan não gosta muito que ela fale comigo. Principalmente sobre a Mila.

–E tudo isso por que...?

–Porque eu fui um idiota, que disse as coisas erradas, sem necessidade alguma, pra pessoa mais certa da minha vida. E aí perdi minha garota, minha filha e meu irmão. Os únicos satisfeitos são os meus pais, que agora, junto com os seus, estão estragando a sua vida, tentando fazer com que eu dê a você o que eu não posso.

–Damon, você sabe que não importa o fato de estarmos fingindo que estamos juntos, não é? Isso me faz livre de todos os caras com quem meus pais já tentaram me juntar. Estamos nos tornando muito amigos depois de três anos juntos.

Puxo ela para um abraço.

–Sei que estamos nos tornando muito amigos. Prometi à Elena que ela seria a única mulher da minha vida. E estou tentando. Também prometi a você que te respeitaria e nunca tentaria nada. E estou cumprindo minha promessa. Quando você achar um cara que mereça você por inteiro, você estará livre para ir, seus pais querendo ou não. – beijo sua testa.

–Eu amo você, Damon Salvatore. Como eu queria que você fosse meu irmão, e não o cara com meus pais insistem que eu tenha um relacionamento.

–Também amo você, baixinha. E estamos vivendo como irmãos. Só agimos como namorados na frente dos nossos pais. Não se preocupa. Também queria muito que você fosse minha irmã. Cuidamos um do outro como se realmente fôssemos.

–Vamos voltar para cama. Ainda é o meio da madrugada.

Depois de deitarmos, fiquei fazendo cafuné nela até que dormisse. Fiquei lembrando de como foi quando a Elena saiu do hospital, há seis anos.

*Flashback ON*

Pedi para Caroline que me mantivesse informado a respeito de tudo o que acontecesse a Elena. Assim que ela me disse que ela teve alta e que iria para a casa dela, dei um jeito de despistar meu pai para poder vê-la. Esperava que ela estivesse menos chateada e que me deixasse explicar o que eu fiz.

Estacionei o carro em frente à casa da melhor amiga de Elena. Meu coração parecia pular de alegria no peito por estar tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Eu estava realmente esperançoso a respeito do que aconteceria comigo e com Elena. Toquei a campainha. A senhora Forbes atende à porta.

–Como vai, Damon? Espere um pouco, vou chamar a Carol.

Esperei do lado de fora mesmo. Não queria entrar e ficar na companhia dos pais de Caroline. E ela também não demorou muito para aparecer na porta com cara de quem está indo a um funeral.

–Sinto muito, Damon. Ela acabou de dormir. Quem sabe outra hora? – ela ia fechar a porta na minha cara, mas coloquei o pé, impedindo-a.

–Tem certeza de que ela está dormindo? Dá pra ver que tem alguma mentira aí.

–Olha, Damon, eu juro que tentei. Disse a ela todos os dias desde o acidente que devia dar a você uma chance de explicar, de se redimir. Mas a Lena está irredutível. Sinto muito. Não posso perder minha melhor amiga por sua causa.

Aproveitei o fato de que a mãe dela havia chamado sua atenção e entrei na casa, indo direto até o segundo andar, de onde Caroline tinha vindo.

–Damon, não!

Procurei pelas portas e não foi difícil achar o quarto dela. Mas a porta estava trancada. Bati com força.

–Elena, preciso falar com você! Por favor, me dá uma chance! Você não pode fazer isso comigo! – esperei por uma resposta que não veio. Ao invés disso, senti uma mão firme me puxar pelo braço. Era o senhor Forbes.

–Você acabou de invadir minha casa, rapaz. E fez um escarcéu. Peço que vá embora imediatamente. Se a Elena não quer vê-lo, ela não vai vê-lo. E se você se opuser, serei obrigado a chamar a polícia.

Puxo meu braço do aperto e saio. Não podia correr o risco do meu pai descobrir que eu tinha ido atrás da Lena. Ele me tiraria a herança. E de problemas já basta a minha namorada grávida não querer falar comigo.

*Flashback OFF*

Das outras vezes que tentei foram a mesma coisa. Elena nunca queria falar comigo. E mandava a Caroline dizer. Até que um dia eu fui lá e elas estavam pegando sol. A barriga dela já havia crescido um pouco, mas marcava bastante por ela ser magrinha e pequena.

*Flashback ON*

–Lena! Por favor, me deixa falar com você!

–Damon, não. Você teve sua chance. Você fez uma escolha. Ninguém me contou. Eu estava lá e ouvi o que você disse. Seduzi você, não foi? E pelo meu erro, você preferiu a sua maldita herança no lugar da sua filha!

Congelei. Disso eu não sabia. Era uma menina!

–Você está grávida de uma menina? Vou ter uma filha? – perguntei, emocionado.

–Não, Damon, eu errei. Você escolheu sua herança e não a MINHA filha. Essa menina nunca vai ser sua filha, Damon. Ela tem apenas seus genes e nada mais. Você nunca vai conhecê-la. Vou fazer o que estiver ao meu alcance para que ela nunca tenha o desgosto de descobrir que quem me deu o melhor presente da minha vida é um filhinho de papai que escolheu o dinheiro.

–Elena, já disse que não foi assim...

–Car, será que nós podemos entrar? Não estou me sentindo muito bem.

Caroline imediatamente a levou para dentro encerrando a conversa.

Ótimo. Agora além de ter feito a maior burrada da minha vida, ainda continuo fazendo mal a ela. Pensei, irritado comigo mesmo. Desisti de importuná-la pelo bem-estar das duas. Vou ter uma filha! Isso é maravilhoso. Saio da casa sorrindo como um bobo, apesar da tristeza de estar perdendo a minha garota estar me consumindo por dentro.

*Flashback OFF*

Decidi parar de pensar um pouco no passado e tentar relaxar o suficiente para dormir por umas duas horas. Afinal, amanhã teria um almoço de aniversário para a Katherine na casa dos Pierce. Ela vai fazer dezessete anos. É uma boa menina. Está tentando entrar para a faculdade. Carmélia tem muito orgulho da irmã mais nova.

Na manhã seguinte, acordo com a loirinha me sacudindo.

–Bom dia, Damon. Trouxe o café-da-manhã. Como imaginei que você tivesse ido dormir tarde, como sempre faz quando tem pesadelos, te deixei dormir até um pouco mais tarde e trouxe bastante café. Agora levanta que faltam poucas horas pro almoço da Kath.

–Ok, ok, já estou levantando. Acho que vou levar sua irmã até o haras amanhã. Ela gosta tanto de lá. E eu realmente preciso ir até lá para checar como estão as coisas. Matt tem sido muito compreensivo desde que me emprestou o dinheiro para que eu comprasse o haras. Ainda não consegui fazer tudo o que ele me pediu.

–E o que falta?

–Alguns documentos, fazer umas contabilizações... Até o fim de semana eu organizo tudo.

–E o seu irmão? Tem notícias dele?

Carmélia gosta muito de Stefan e dá toda a razão do mundo pro meu irmão quando conversamos sobre o que aconteceu há seis anos. Ela está mais para advogada do Stefan do que minha namorada.

–Caroline anda sumida. Não sei por que, mais sinto que ela está aprontando uma das grandes. E como não tenho falado com ela, também não sei como estão as coisas entre ela e o Stefan.

Depois de terminar o ensino médio na Inglaterra, Stefan voltou para casa e anunciou diante de nossas famílias, Salvatore e Forbes, que havia pedido a mão de Caroline em casamento. Meus pais ficaram muito felizes, e apesar de não gostarem muito da minha família, os Forbes também gostaram da notícia.

*Flashback ON*

–Mãe, pai, senhor e senhora Forbes, eu e a Car gostaríamos de anunciar que vamos nos casar. Não precisam se assustar. Só ficamos noivos. Estamos planejando casar apenas quando terminarmos nossas respectivas faculdades. – explicou.

–Não posso expressar em palavras o quanto estou feliz com isso! – a mãe da Caroline disse. – Muito bem, minha filha, você escolheu um ótimo rapaz para ser seu marido.

Não entendi muito bem por que ela havia me alfinetado daquela maneira, mas depois Caroline veio falar comigo.

–Olha, Damon, sei que você entende e se arrepende por todos os seus erros com a Elena, mas minha mãe não sabe segurar a língua e ela ficou impressionada com o Stefan quando ele veio de Londres para visitar a Elena durante aqueles dias em que ela esteve lá em casa.

–Tudo bem, Caroline. Eu mereço todas as alfinetadas do mundo pelo que fiz. Eu a perdi, não foi?

–Realmente não sei responder sua pergunta. Vocês terminaram de um jeito muito abrupto. Nada entre os dois é muito claro. Teria de ser resolvido por vocês. Desculpe.

Ela se afastou e foi ficar com Stefan. Não agüentei ficar ali por muito mais tempo. Poderia ir para o meu quarto, mas não queria ficar remoendo os acontecimentos. Então fiz a única coisa que poderia fazer. Fui para o apartamento de Matt.

*Flashback OFF*

Terminei de tomar café com a Carmélia e fui tomar banho. Ela foi arrumar a cozinha. Não demorei muito para dar tempo a ela de tomar banho e se arrumar com calma. Quando terminei de me vestir, desci para esperar por ela na sala.

Pensar tanto em Stefan me fez lembrar de quando ele me disse que tinha vergonha de mim e dos nossos pais pelo que fizemos com Elena. Ele me chamou de covarde. Meu irmãozinho, sempre tão alegre e amigo de tudo e de todos, me dando sermão e cobrando meu melhor, dizendo que eu havia falhado na tarefa de proteger a melhor amiga dele e que por minha causa ela agora estava longe. Foi a primeira vez, depois de adulto, que meu irmão me viu chorar.

Você é bom, Damon. Cresci com você. Sei quem é meu irmão e espero que ele não tenha se perdido aí dentro. Tenho esperanças de que um dia você conserte as coisas com a Lena, mas até lá, não quero saber de você. Estou muito triste com suas atitudes frente a um acontecimento como esse. Sempre que ouvia essas palavras sendo repetidas em minha cabeça, me sentia um pouco deprimido. Queria tanto poder consertar as coisas com a Elena e ter meu irmão de volta, como devia ser. Mas ela foi embora e ninguém, nem mesmos a Miranda, quis me dizer para onde ela tinha ido.

*Flashback ON*

–Caroline, me deixa tentar uma última vez. Me deixa subir pra falar com ela. Preciso desfazer o mal que fiz. Por favor. – eu implorava, mas ela continuava negando com a cabeça, sua expressão triste.

–Não posso fazer mais nada, Damon. Lena foi embora. E me fez prometer que não diria nada. Ela seguiu em frente, Damon. O Jace vai assumir o bebê. Eles já até conversaram com os Herondale.

–Não! A filha é minha! Ele não tem esse direito. A Elena é minha namorada! Ele não vai assumir minha filha. O sangue dela é o sangue de uma Salvatore. Não de uma Heroína.

–É Herondale, Damon. – rebateu, impaciente.

–Não importa a pronúncia. Importa que ela é minha filhe, não dele! Preciso que você me diga onde ela está, Caroline. Preciso buscá-la!

–Sinto muito, Damon.

Voltei para casa cabisbaixo e me sentindo derrotado e impotente. Não sabia onde minha garota estava, não podia buscá-la, não podia resolver as coisas. Estava perdendo o que tinha de mais precioso na vida.

Subi para o quarto que costumava ser dela. Não tinha muita coisa lá. Apenas os móveis. E uma foto minha. No verso estava escrito 'O amor de todo dia que para sempre vai durar'. É, Lena, acho que nenhum de nós pensava que isso fosse acontecer, não é? A mãe dela deve ter esvaziado o quarto a mando dos meus pais, depois que ela decidiu não voltar aqui. É isso! A Miranda sabe para onde ela foi!

Quase voei escada a baixo para conseguir chegar bem rápido até a cozinha. Miranda estava lá, em frente ao fogão, cozinhando o jantar.

–Miranda, preciso saber onde ela está! Por favor. Não há nada no mundo que eu queira mais do que consertar as coisas com ela.

–Filho, você precisa esquecê-la. Sei que a bebê é sua filha, mas para todos os efeitos, ela será uma Herondale. Jace já veio aqui conversar com meu marido. Ele pediu permissão para se casar com a Elena. Não posso te dizer onde ela está, mas daqui a alguns dias ela vai embora para bem longe. Em breve, eu, o pai dela e Jeremy nos juntaremos a eles. Sinto muito, filho.

–Miranda, por favor...

–Apesar de gostar muito de você, Elena me pediu que entendesse e que estava escolhendo o melhor para ela e a filha. Como mãe, sei que ela estava realmente fazendo o melhor.

Voltei para o meu quarto e comecei a chorar. Chorei como um bebê durante a noite toda. Não desci para jantar com meus pais, não abri a porta para minha mãe nem atendi o telefone quando Matt me ligou. Passei a noite toda em claro tentando me conformar de que eu havia perdido a minha garota.

*Flashback OFF*

–E então, vamos? – Carmélia me chamou, fazendo com que eu, momentaneamente, parasse de lembrar do passado.

–Sim, vamos. Não quero que você me mate logo hoje. Sua irmã ficaria muito triste se você e eu não estivéssemos lá, juntos.

–Ela gosta muito de você.

–É o meu charme. E o haras. Aquela menina é apaixonada pelo lugar.

Rimos e fomos para o carro. Passamos o caminho todo conversando e ouvindo música. Quando tocava alguma que ela gostava, começava a cantar a plenos pulmões, fazendo com que eu risse ainda mais de sua voz fina e aguda.

Ao chegarmos à propriedade dos Pierce, um manobrista veio pegar o carro e eu segui até o jardim de mãos dadas com Carmélia. Nossos pais estavam sentados na mesma mesa e havia um lugar para nós dois.

–Oi, gente! – disse ela beijando a bochecha de um por um que ali estava.

–Oi mãe, pai. Senhor e senhora Pierce. – cumprimentei.

Logo Katherine apareceu com várias amigas ao seu redor.

–Damon! Irmã! Que saudades eu estava sentindo de vocês. Parece que só vêm aqui quando é meu aniversário.

–Então, já que você está com tanta saudade, o que acha de dormir lá na nossa casa hoje e ir comigo pro haras amanhã cedo?

–Jura?!

–Claro!

–Damon, você é o melhor! – pulou em mim, me abraçando bem apertado.

Notei, sobre seu ombro, que suas amigas me encaravam e suspiravam. Katherine pareceu notar, pois logo falou alguma coisa pra elas.

–Meninas, menos! Ele é namorado da minha irmã! – todas ficaram de bochechas coradas ao ouvirem a amiga. Típico em adolescentes.

Sentamos novamente a mesa e começamos a conversar. Até que minha mãe decidiu começar o momento constrangedor.

–E então, Damon, Carmélia, quando vocês pretendem nos dar um neto? Estamos ficando velhos e o Stefan ainda nem se casou.

–Nós também não, senhora Salvatore.

–Ora, por favor, me chame de Edna.

–Tudo bem. Nós também não somos casados, Edna.

–Mas são mais velhos que Stefan e a menina Caroline. Eles ainda estão terminando a faculdade, começando a trabalhar. Seria uma boa que fossem vocês a nos darem o primeiro neto. – o que minha mãe disse fez meu sangue ferver.

–Vocês já têm um primeiro neto, mãe. A Elena teve uma filha minha. Vocês não a reconhecem como neta de vocês porque são preconceituosos. Mas não haja como se a Mila não existisse. Ela não está comigo hoje porque VOCÊS provocaram um acidente que poderia nunca ter acontecido.

–Damon Salvatore, não admito que fale assim com a sua mãe. E você mesmo fez a escolha. Foi você quem nos disse que aquelazinha seduziu você. Era um golpe.

–Fiz aquilo para ter um jeito de sustentá-las, mas acabou sendo o maior erro da minha vida, do qual eu me arrependo amargamente todos os dias.

–Damon...

–Não, Carmélia, ele precisam ouvir. Vocês tiraram minha filha e o amor da minha vida de mim. E agora, queiram ou não, eu vou fazer o possível e o impossível para trazer essa criança de volta pra família! Vem Carmélia, vamos embora.

Ela levantou e me acompanhou. Passamos por Katherine que não entendeu nada.

–Desculpa, Kath, mas não podemos ficar aqui. Os pais do Damon acabaram de provocar uma cena lá atrás. Mas não se preocupe. Quando a festa acabar, ligue que viremos buscá-la.

Ela assente. Damos um beijo na testa dela e vamos embora. É isso. Chega de me lamentar por tudo o que fiz. Agora vou dar um jeito de mudar toda essa situação. Vou correr atrás do tempo perdido e não importa como, eu vou conseguir a Elena e a Mila de volta.

Notas finais
Não me matem. Por favor. Espero que tenha explicado bastante coisa. E o que acharam da 'namorada' do Damon? Alguém se habilita a recomendar?