Past Dreams

14 Capítulo 12 - Inevitable Reunion


Notas iniciais
Desculpem pela demora Era para eu ter postado na sexta e eu realmente escrevi o cap a tempo, mas eu não gostei de como ficou e reescrevi o cap quase todo (só usei alguns pedaços da primeira versão, o resto é novo) Enfim, espero que gostem Nos vemos lá embaixo nas notas finais.

Damon

*Flashback*

Estava sentado em frente ao computador no meu escritório respondendo alguns e-mails, era uma tarefa muito chata, mas precisava ser feito. Era uma bela tarde de sábado e o sol estava brilhando do lado de fora. Queria acabar logo com isso para, quem sabe, aproveitar o restante do dia.

Damon – me virei a tempo de encontrar Carmélia encostada no batente da porta – Você não vai adivinhar quem está aqui para te ver.

Quem? — já fui logo perguntando, sempre fui péssimo em adivinhação mesmo.

Caroline Forbes – respondeu, por fim – Ela disse que tem algo muito importante para conversar com você.

Bom, então não vamos deixá-la esperando, não mesmo? — disse ao mesmo tempo em que me levantava.

Quando cheguei à sala Caroline estava ali em pé e observando cada coisa que tinha no local.

Cunhadinha! — sorri ao me aproximar dela – Que surpresa te ver aqui! Não te vejo há semanas, confesso que estava com medo de você ter sido abduzida por alienígenas.

Como você é engraçadinho, Damon – ela revirou os olhos – Para sua informação eu “sumi” porque ando totalmente ocupada com os preparativos do casamento. Falando nisso, ainda está de pé o convite para fazer a cerimônia e a recepção no seu haras, não é mesmo?

Quando Caroline e Stefan começaram a planejar, de verdade, o casamento, ela confessou para todo mundo tinha o desejo de se casar ao ar livre e no mês de maio, então eu não perdi tempo e ofereci o meu haras para que eles fizessem a festa lá. Essa era uma maneira de tentar voltar a me reaproximar do meu irmão.

Mas é claro! — afirmei com a cabeça – Você nem precisa me perguntar isso, é claro que eu vou te deixar fazer o casamento no haras.

Bom, acho que vou deixar vocês dois conversando aqui – Carmélia falou, de repente, fazendo com que nós dois nos virássemos na sua direção – Tenho mesmo algumas coisas para fazer lá em cima.

Você não precisa ir – minha cunhada avisou – Nada que eu vou falar aqui é segredo.

Obrigada, Caroline, mas eu realmente preciso resolver algumas coisas- explicou – Qualquer coisa pode me chamar, Damon.

Está bem! — concordei com a cabeça.

Fiquei observando minha namorada subir as escadas e só quando ela desapareceu no andar de cima eu me virei novamente para Caroline.

Senta um pouco! — sugeri, apontando para o sofá que estava a poucos metros de nós. Ela sorriu e foi se sentar.

Olha, Damon, eu não ou mentir para você – começou a falar logo em seguida – Eu não sumi nas últimas semanas só porque eu estava resolvendo os problemas do casamento. Fiz uma viagem, fui visitar a Elena.

Não posso dizer que fiquei surpreso ao ouvi-la dizer isso. As duas são melhores amigas e, com certeza, deve ter ido várias vezes vê-la. Meu primeiro impulso foi perguntar aonde, exatamente, ela tinha ido, mas sei que ela nunca me falaria isso.

Contei para ela a respeito do meu casamento com o Stefan e a convidei para ser madrinha, junto com o Jace, é claro – continuou, pude ver que ela estava sendo o mais cautelosa possível – Eles estão vindo para cá em alguns dias.

A Lena, o Heroína e a Mila? — balançou a cabeça afirmativamente em resposta – Acho que eu meio que já esperava por isso, você jamais se casaria sem a sua melhor amiga por perto.

Achei que precisava saber disso por mim e não só quando eles chegassem – explicou – Afinal, você tem sido tão legal comigo que...

Tudo bem, Caroline, eu sei – a interrompi – Obrigado pela consideração.

*Fim do Flashback*

Aquela conversa aconteceu há quase uma semana e não tem um único dia que eu não pense nela. Não sei exatamente quando a Lena vai chegar, mas deve ser logo, afinal todos os padrinhos estão começando a se reunir na casa dos meus pais. Eu mesmo estou indo para lá amanhã.

Tenho que admitir que estou meio dividido a respeito do que pensar sobre o meu reencontro com minha ex-namorada. Por um lado quero conhecer a Mila, ver a minha filha pela primeira vez, sem ser por foto; mas não sei se vou aguentar ver a minha Elena feliz com o tal de Heroína. Muita coisa aconteceu e nós dois seguimos em frente, mesmo assim não quero comprovar isso ao vivo.

Senti Carmélia se mexendo do meu lado e quando me virei ela estava me olhando totalmente atenta.

– O que houve, Damon? — perguntou – Você ainda não dormiu?

O relógio digital em cima da mesinha indicava que já passava das três horas da manhã, mas eu ainda não tinha conseguido dormir.

– Apenas pensando – dei de ombros.

– Pensando na Elena? — contei para ela tudo que eu e Caroline conversamos assim que minha cunhada saiu, juntamente com todos os meus medos a respeito disso – Damon, você não pode ficar assim ou vai acabar enlouquecendo.

– Sei disso – concordei – Mesmo depois de seis anos, não consigo esquecê-la e só de lembrar que eu vou vê-la em breve...

– Tudo bem, Damon, eu sei – passou a mão pelo meu braço – Olha, nós temos um dia longo amanhã e se você não dormir agora não vai conseguir acordar amanhã e eu vou ser obrigada a jogar um balde de água fria em cima de você.

Revirei os olhos, ela não estava brincando, um dia ela realmente já tinha feito isso. Acabei passando quase toda a madrugada alisando uns contratos e não consegui levantar cedo para ir trabalhar na manhã seguinte, então Carmélia foi obrigada a jogar água em cima de mim para eu acordar, aquela não era uma lembrança muito feliz.

– Você tem razão – concordei – Eu preciso dormir.

– Além disso, não é garantia de que a Elena esteja lá amanhã – lembrou — Seja lá onde ela esteja, deve estar fazendo faculdade, não é tão fácil largar tudo e viajar assim.

Ela tinha toda razão. Decidi esvaziar a minha mente e fechei os olhos, não demorou muito para eu cair na inconsciência.

Jace

Já estava meio acordado quando senti o outro lado da cama afundando, sinal de que alguém tinha acabado de sentar. Não queria abrir os olhos, pois ainda estava com muito sono.

– Acorda, papai! — Mila colocou a mão no meu rosto – Está muito preguiçoso.

– É que eu estou com sono, Mila – tentei explicar enquanto virava de frente para poder olhá-la – Em casa eu estou sempre no estágio ou na faculdade, agora eu posso descansar um pouco mais.

– A vovó Amatis fez panquecas – explicou – E parecem estar deliciosas. Vem, vamos comer.

– Depois eu como – avisei, enquanto me virava novamente – Só preciso dormir mais uma meia hora.

– De jeito nenhum – estava totalmente decidida, minha filha pode ser muito teimosa quando quer – Vou ter que fazer cócegas em você?

Ela começou a fazer cosquinha na minha cintura, essa era a tática que eu sempre usava quando a Mila enrolava para acordar de manhã cedo.

– Tudo bem, a senhorita venceu – agora foi a minha vez de fazer cócegas nela, logo estava se contorcendo de tanto rir – Viu, como é bom?

– Certo, você venceu – levantou as duas mãos, se rendendo – Agora vamos tomar café da manhã?

– Só preciso trocar de roupa antes – avisei me levantando e a deixando sentada no meio do colchão.

Peguei a minha roupa e fui para o banheiro. Quando voltei Mila estava ali no mesmo lugar em que a deixei olhando para um ponto fixo na parede. Não pude deixar de dar um sorriso bobo com isso, eu amo essa menina como se fosse mesmo minha filha e sou grato a Elena todos os dias por ter me permitido criá-la junto com ela.

– Papai! — sua voz me tirou dos meus devaneios – Esse era o seu quarto quando você morava aqui com o vovô Stephen e a vovó Amatis?

– Era sim! — respondi enquanto me aproximava dela, novamente – Esse aqui era o meu quarto, tudo que está aqui é dessa época, só faltam as coisas que eu levei para Phoenix quando eu e sua mãe nos mudamos para lá.

– Não entendo porque nunca viemos até Atlanta – cruzou os braços e fez biquinho – Aqui é tão legal!

Não tinha o que discutir sobre isso, eu também sentia muitas saudades de Atlanta e, é claro, dos meus pais. Mas Elena nunca quis nem pensar em colocar os pés aqui até alguns dias atrás e ela tinha todos os motivos do mundo para isso, algo que eu nunca poderia lhe tirar a razão.

– Isso é um pouco complicado, Mila – passei a mão pelo seu cabelo – Mas o importante é que agora você está aqui, não é mesmo?

– Tem razão! — concordou – Mas eu queria que a mamãe estivesse aqui também. Não gostei dela ter que ficar com a tia Car e a gente aqui.

– A sua tia Car precisa de ajuda com o casamento e sua mãe como madrinha vai auxiliá-la em tudo – tentei explicar – Nós vamos vê-la hoje, lembra?

Caroline tinha convencido Elena de que eu e a Mila fôssemos passar o dia de hoje na casa dos Salvatore. Disse que seria apenas por algumas horas e que não teria perigo nenhum.

– É mesmo! — começou a pular repetidas vezes em cima da cama – E que horas ela vai vir aqui nos buscar?

– Só mais tarde, minha pipoquinha – ri e a peguei no colo – Agora lá para baixo, pensei que você estivesse com fome.

– Sim! — concordou com a cabeça – Vamos lá!

Meus pais já estavam na cozinha tomando café da manhã quando nos juntamos a eles. As panquecas estavam mesmo uma delícia, não tinha ideia do quanto sentia saudades da comida da minha mãe até aquele momento.

Assim que terminamos de comer, fiz Mila ir lá para cima tomar banho e começar a escolher uma roupa, logo Elena estaria lá para nos buscar.

Elena

Já tinha acordado há mais de uma hora, mas eu não queria sair do quarto. Sei que posso estar parecendo infantil, mas não quero correr o perigo de encontrar o senhor ou a senhora Salvatore, estou na casa deles por causa dos meus amigos, mas eu não sei ser falsa e fingir que está tudo bem mesmo sabendo que não está.

E ainda tem o Damon, mas esse não é um problema com o qual eu precise me preocupar a um curto prazo. Car me garantiu que ele só chegaria hoje à noite, tanto que Jace e Mila virão passar o dia aqui hoje.

Ouvi duas batidas na porta e confesso que me assustei um pouco. Quem poder ser?

– Pode entrar – disse, mesmo estando um pouco incerta em relação a isso.

Por sorte era minha melhor amiga. Caroline entrou e deu um enorme sorriso antes de se aproximar de mim.

– E então, Lena, você não pretende sair desse quarto hoje? – quis saber – A Rosa fez um café da manhã maravilhoso sabendo que todos os nossos padrinhos estão aqui em casa. E se você não for comer vou achar que é algum problema comigo.

Foi nesse momento que meu estômago começou a roncar. Afinal, eu não como nada desde ontem à noite.

– Você sabe que o problema não é com você, Car – garanti – Mas eu tenho os meus motivos para não confraternizar com ninguém dessa casa e você sabe muito bem disso.

– Pode ficar tranquila amiga, o senhor e a senhora Salvatore não estão em casa – garantiu – Ele saiu bem cedo para ir até a empresa e a megera saiu quase agora. Acredite em mim, acho que ela também não quer te ver.

– A recíproca é verdadeira – meu comentário fez com que a minha sorrisse.

– Então vamos até lá – começou a puxar o meu braço – Se você desmaiar de fome o Jace vai querer brigar comigo.

– Tudo bem, vamos lá – acabei concordando, revirando os olhos.

Caroline praticamente me arrastou pelos corredores da mansão. Cada passo que eu dava eu percebia o quanto era estranho eu estar ali, eu tinha crescido naquele lugar como filha da empregada e agora era convidada de honra, totalmente ilógico quando me lembro do porque eu fui embora há seis anos.

– O que foi? — perguntou quando eu parei de repente.

– Só me lembrando de tudo que vivemos aqui nessa casa – expliquei – São tanta lembranças, boas e ruins.

– Posso começar a falar sobre as milhares de vezes em que saímos correndo por esses corredores e a senhora Salvatore brigou com a gente, ou qualquer coisa parecida – observou – Mas sei que você está se referindo a uma lembrança específica: Damon Salvatore. Estou certa?

– Sim, Car, você está certa – admiti – Passei os últimos seis anos da minha vida tentando esquecê-lo, mas, por mais que eu queira, não consegui fazer isso completamente.

– Você e Damon tiveram uma história curta, complicada, mas muito intensa, sem contar que tem uma filha juntos – lembrou – Não é algo fácil de esquecer.

– Mas eu preciso fazer isso, eu estou com o Jace agora e ele cuida muito bem de mim e da Mila, nos faz muito feliz – eu repetia isso para mim, mentalmente, quase todos os dias – E o Damon também está namorando, não é mesmo?

Tudo que minha amiga fez foi balançar a cabeça afirmativamente. Parecia que tinha algo a mais nessa história que ela não queria compartilhar comigo, pelo menos não agora.

– E como é a namorada dele? — sabia que só estava me fazendo sofrer com essa pergunta, mas eu precisava saber.

– A Carmélia é muito legal, sempre muito simpática comigo, quanto a isso não posso reclamar – disse – Acho que você a conhece, ela é a filha dos Pierce, amigos dos Salvatore.

É claro que eu me lembro da família Pierce. O senhor Pierce tem vários negócios com a empresa dos Salvatore, então sempre estavam presentes em todas as festas e jantares importantes da mansão. Lembro-me muito bem da filha mais nova deles, Katherine, ela era uns seis anos mais nova que eu e o Stef e ficava correndo atrás da gente querendo entrar nas brincadeiras, sempre que estava aqui; já vi Carmélia algumas vezes, mas não era sempre que estava presente pois ela estudava em um colégio interno em Nova York.

– Não sei por que estou surpresa – comento – Uma garota rica e que faz parte do círculo social da família Salvatore. Tudo que os pais dele queriam para uma nora.

– Não fica assim, Lena – pediu – Mas, se te serve de consolo, ele não tem aquele mesmo brilho no olhar que tinha quando estava com você.

– Isso não faz mais a menor diferença – dei de ombros – Foi o próprio Damon quem escolheu que as coisas fossem desse jeito.

– Chega de falar de coisas ruins – mudou de assunto – Vamos logo lá para baixo. A Clary, a Izzy e o Alec estão aqui, loucos para te rever, sem contar que seu irmão está lá com a namorada. Tenho certeza de que vai te fazer sentir muito mais animada.

Car tinha toda razão, foi mesmo ótimo rever todos os nossos amigos de escola, principalmente quando soube que todos ali estariam no almoço de hoje. A principal pergunta foi, é claro, onde estava o Jace, e eu disse que logo ele estaria aqui para se juntar à festa.

Apesar da conversa estar muito boa, tive que voltar para o meu quarto a fim de guardar as minhas coisas no armário, já que eu não tinha tido tempo de fazer isso ontem, e também queria trocar de roupa para poder sair.

No momento em que abri a porta de madeira do meu antigo guarda roupa, encontrei uma foto jogada em um canto, completamente esquecida. Nela estávamos eu e Damon em um parque de diversões que tinha sido montado temporariamente na cidade, acho que tínhamos pouco mais de um mês de namoro e aquele foi um dos poucos momentos que tivemos de completa felicidade.

Fiquei algum tempo olhando aqueles dois rostos sorridentes, jovens, felizes, apaixonados e cheios de planos. Acho que ninguém, naquela época, poderia prever que as coisas acabariam de uma maneira tão ruim apenas pouco tempo depois.

*Flashback*

Apoiei a mão no rosto e o cotovelo em cima da minha mesa de estudos. Já estava com esse dever de casa há uma semana para fazer e deixei justamente para a última hora, eu não era assim antes de começar a namorar, acho que preciso conversar com Damon e rever isso.

Sem contar que física nunca foi a minha matéria favorita, o que tornava a tarefa ainda mais chata...

Com licença! — a porta do meu quarto foi aberta, era o meu namorado com um enorme sorriso no rosto, como sempre – Você não parece tão feliz assim em me ver aqui.

Tenho que fazer esses exercícios de física para amanhã – revirei os olhos – E não estou com a menor paciência para isso.

Coitada de você – ele fez uma careta – Eu até te ajudaria, mas eu sou péssimo em física, acho que só iria piorar a situação.

Em seguida, deitou na minha cama e puxou um dos travesseiros para abraçá-lo. Fiquei apenas olhando para a sua cara por vários segundos.

Sério mesmo que você vai ficar ai olhando para a minha cara enquanto eu quebro a cabeça estudando? — cruzei os braços, me fingindo de brava.

É divertido – deu de ombros – Confesso que sempre quis saber se pode mesmo sair fumaça pelas orelhas de alguém, acho que hoje vou descobrir.

Engraçadinho – joguei uma borracha nele – É sério, Damon, se você ficar aqui, não vou conseguir me concentrar.

Tudo bem, não quero que você reprove por minha causa – concordou, se levantando – Mas antes, quero te entregar isso.

Ele me passou um embrulho retangular e eu abri na mesma hora. Dentro tinha um porta-retratos de conchinhas com uma foto nossa no parque de diversões na semana passada.

É lindo, Damon! — sorri sem conseguir parar de olhar para aquele presente.

Achei que era o presente perfeito, você pode colocá-lo no seu quarto – sugeriu – Enquanto estiver aqui, é claro, na hora em que você sair é melhor guardá-lo. Sei que só eu ou a sua mãe costumamos entrar aqui, mas é sempre bom ser cauteloso.

Tem razão! — concordei – E eu amei, vou guardar essa foto para o resto da minha vida.

Levantei e o abracei, ficando na ponta dos pés antes de beijá-lo.

*Fim do Flashback*

O porta-retratos que veio junto está comigo até hoje na minha casa em Phoenix, acho que tem uma foto da Mila nele. Caroline veio aqui buscar as minhas coisas quando decidi que não voltaria mais para essa casa, deve ter sido ela a responsável por jogar fora aquela lembrança do Damon.

Totalmente distraída com os meus pensamentos, eu me vi passando o dedo pelo “rosto” dele...

– Lena! — era a voz de Jeremy. Quando eu me virei, encontrei meu irmão parado ao meu lado – Eu vim até aqui saber se você está precisando de ajuda.

– Não, Jer, não estou – virei a foto para escondê-la e rezei para que não tivesse dado tempo dele ver nada.

– É uma bela foto sua e do Damon – comentou, frustrando todas as minhas expectativas – Foi tirada na época em que vocês namoraram?

– De onde você tirou isso, Jeremy? — tentei fazer a cara mais chocada que eu podia, mas não sei se fui convincente – Eu e Damon nunca namoramos.

– Lena, eu podia ser um pirralho na época, mas não era idiota – continuou – Lembro na época que o Damon começou a nos dar carona para ir à escola, vocês dois estavam bem juntinhos. Isso foi um pouco antes de você contar que estava grávida do Jace.

Apenas fiquei encarando as minhas mãos, que ainda estavam agarrando, com força, a foto. Acho que eu subestimei a capacidade intelectual do meu irmão caçula.

– A Mila na verdade é filha do Damon, não é mesmo? — não tinha mais o que fazer, então apenas balancei a cabeça afirmativamente – Sabia! Aquela história de você passar um tempo na casa da Caroline com medo dos Salvatore descobrirem da sua gravidez foi muito estranho. E também nunca engoli a desculpa da mamãe dela e do papai pedirem demissão e se mudarem para Phoenix, pois ficariam com muitas saudades de você.

– Jer, por favor, as únicas pessoas que sabem da verdade somos eu, Jace, Caroline e a mamãe – pedi – O papai não pode ficar sabendo, mesmo depois de seis anos, não sei o que ele faria com o Damon.

– Tudo bem eu entendo – concordou – O motivo para você ter feito o Jace e a Mila ficarem na casa dos Herondale é porque você não queria que o Damon a visse, não é mesmo? Por quê?

– Digamos que o Damon fez algumas coisas que me magoaram muito – foi tudo que eu disse – E não estou com vontade de reviver tudo agora, então, por favor, vamos mudar de assunto.

– Claro – levantou as mãos como se pedisse desculpas – Você precisa de alguma ajuda? Eu já terminei de arrumar as minhas coisas.

– Não precisa, Jer, eu termino isso aqui rapidinho – garanti.

Meu irmão deu um beijo no topo da minha cabeça antes de sair. Tenho que admitir que foi muito bom conversar com ele e contar toda a verdade. Depois disso eu voltei a minha atividade de arrumar as minhas coisas e não demorei muito para terminar.

Caroline me deixou ir com o seu carro até a casa dos Herondale buscar meu noivo e minha filha. Quando cheguei os dois já estavam prontos, ainda falei com Stephen e Amatis antes de sair.

– Está tudo bem, meu amor? — Jace perguntou quando já estávamos a caminho, colocando a mão em cima da minha.

– Sim! — garanti, balançando a cabeça afirmativamente.

– Mãe, falta muito para chegarmos à casa da tia Car? — Mila perguntou, ela estava sentada no banco de trás e presa ao cinto de segurança.

– Um pouco! — disse – Mas essa não é, exatamente, a casa da tia Caroline, é dos pais do tio Stefan.

– E o tio Stef e a tia Car vão morar lá depois que se casarem? — quis saber.

Tenho certeza de que se a decisão fosse da senhora Salvatore eles morariam lá, ela sempre foi muito protetora em relação aos dois filhos e, se dependesse dela, ficariam eternamente na sua casa. Mas eu duvido que minha amiga vá querer morar com aquela megera.

– Acho que não, eles devem querer uma casa só deles – expliquei – Igual a mim e o seu pai quando fomos morar em Phoenix. Temos a nossa própria casa, não moramos com os seus avós.

– Mas vocês dois não são casados – observou.

– Por pouco tempo, Mila, nós estamos noivos – foi Jace quem completou – Sabe que só estamos esperando nós dois estarmos formados na faculdade.

Quando parei o carro em frente à mansão Salvatore minha filha ficou totalmente espantada, disse que nunca tinha visto uma casa tão grande na vida. O motorista chegou para levar o veículo e nós subimos as escadarias, achei muito estranho quando chegamos à sala e os únicos que estavam lá eram Caroline e Stefan.

– Tia Car! Tio Stef! — Mila correu na direção dos dois e minha amiga pegou a afilhada no colo.

– Onde estão os outros? — decidi perguntar.

– Foram todos para a piscina – explicou – Está fazendo um dia tão lindo que decidimos aproveitar, só estávamos esperando vocês para irmos também.

Percebi que meu amigo não parecia muito feliz, como se algo o estivesse incomodando. Não sei exatamente o que, mas alguma coisa aconteceu entre a hora que eu saí e agora.

– Eu devia ter trazido o meu biquíni – minha filha reclamou – Queria ir na piscina.

– De maneira nenhuma – já fui avisando – A senhorita estava com princípio de gripe na semana passada. Piscina só daqui a alguns dias quando eu tiver certeza de que você está curada.

– Está bem – soltou um suspiro de frustração, mas pelo menos ela não insistiu.

– Já deixei as minhas coisas no meu antigo quarto – uma voz totalmente familiar chegou aos meus ouvidos – É bom saber que está tudo igual à última vez que eu estive aqui.

Virei-me na direção do alto da escada a tempo de encontrar Damon junto com uma loira que devia ser a sua namorada. Sei que ele também me viu, pois seus olhos estavam arregalados na minha direção.

Notas finais
Pois é gente, o tão esperado reencontro do Damon e da Elena, finalmente, aconteceu. E no próximo cap acontece o momento do prólogo. Como eu e a Karol já dissemos antes, o próximo cap também será escrito por mim e eu posto na terça-feira, dessa vez sem falta. *** Comentem e digam o que estão achando. Ainda estamos esperando pela primeira recomendação.