Past Dreams

2 Capítulo 1 - The Beginning


Notas iniciais
Desculpem a demora, aqui está o primeiro capítulo da fic Espero que gostem

Seis anos antes...

Elena

Acordei com o sol batendo nos meus olhos, não pude deixar de pensar que aquilo era impossível, pois geralmente quando o despertador toca ainda está escuro. Quando, finalmente me sentei e peguei o celular em cima da mesinha, tomei um grande susto, eram 7:45 e eu estava totalmente atrasada.

– Essa não! — me levantei em um pulo e corri para o banheiro.

Tomei um rápido banho, fiz a minha higiene matinal antes de prender o meu cabelo em um rabo de cavalo e colocar o meu uniforme, que consistia em: uma saia azul, um terninho da mesma cor e uma camisa de botões. A Academia Idris era a melhor escola de Atlanta, talvez até mesmo de todo o estado da Georgia, e eu tinha muita sorte por estudar lá.

Quando cheguei à cozinha minha mãe estava terminando de fazer o café da manhã dos Salvatore. Na mesma hora comecei a me sentir culpada, tinha combinado de ajudá-la com as tarefas pela manhã, mas hoje seria completamente impossível.

– Bom dia, mãe! — a cumprimentei indo até o balcão e pegando uma maçã – Onde está o Jeremy? — perguntei me referindo ao meu irmão, um ano mais novo.

– Ele ainda está dormindo – respondeu – As aulas da série dele só começam na semana que vem.

– Sorte dele, pois já estou atrasada. – avisei – Bom, acho melhor eu ir andando, é um longo caminho até o ponto de ônibus.

– Espera, filha — ela me chamou antes que eu pudesse chegar à porta – Você vai mesmo sair só com uma maçã no estômago?

– Eu preciso ir, mãe – lembrei – Não quero chegar atrasada no meu primeiro dia de aula.

– Pena que seu pai já saiu de casa, ou ele poderia te dar uma carona – observou – Tenho certeza de que o senhor Salvatore não se importaria.

Meus pais trabalham para o senhor e a senhora Salvatore desde antes mesmo de eu nascer, o que significa que moro na mansão da família desde que nasci. Os Salvatore nunca deixaram faltar nada para mim nem para o meu irmão, nós fomos criados com os filhos deles e eles também pagam a nossa escola.

– Eu gosto de andar de ônibus, não tem o menor problema – garanti.

Foi quando eu ouvi passos em direção a cozinha e não demorou muito para que o moreno de olhos azuis parasse bem em frente à porta. Meu coração começou a bater mais acelerado nesse momento.

– Bom dia, Miranda, ainda tem aquele suco de laranja que eu adoro? — perguntou, se referindo a minha mãe.

– Ainda tem sim, Damon – garantiu – Espere aqui que eu vou pegar um copo para você.

– Oi, Eleninha – deu um sorriso torto na minha direção, o sorriso que eu sempre achei lindo e irresistível – Vejo que está indo para a escola, ainda bem que já me formei.

Damon é o filho mais velho dos Salvatore, tem 21 anos, assim que ele terminou o Ensino Médio decidiu dar uma volta ao mundo, mas no passado o pai dele disse que precisava ter mais responsabilidade e o colocou para trabalhar na empresa da família. Ele também tem um irmão mais novo, Stefan, nós temos a mesma idade e estudamos juntos até o ano passado.

– Mas algumas pessoas, como eu, ainda precisam estudar, Damon – revirei os olhos, ele podia ser lindo, mas às vezes conseguia ser insuportável – Tenho que ir se ainda quero pegar a primeira aula.

– Eu posso te levar – avisou – Eu preciso mesmo ir para a empresa, é caminho para a sua escola.

– Não precisa, Damon – respondi – Eu já estava mesmo de saída.

– Elena, eu faço questão – colocou a mão nas minhas costas – Acredite em mim, sou muito persuasivo e não vou aceitar um não como resposta.

– O Damon tem razão, vai ser melhor você ir com ele – minha mãe comentou enquanto voltava trazendo o copo com o suco de laranja – Assim você não precisa sair com tanta pressa.

Então minha mãe me fez comer uma torrada com geleia e tomar uma caneca de leite com chocolate antes de sair. Damon abriu a porta do passageiro para mim e deu a volta no carro para ir para o banco do motorista, nesses poucos segundos meu celular começou a tocar e eu o retirei de dentro da bolsa, reconhecendo o número do meu melhor amigo.

– Oi, Jace! — disse no exato momento em que Damon entrou no veículo e fechou a porta – E então, animado com o primeiro dia de aula?

Sempre, você sabe muito bem disso, Elena – percebi o certo tom de ironia na sua voz – Mas eu só liguei para te perguntar se você quer uma carona para a escola, estou de carona com o Alec e a Izzy, a Clary também está aqui, mas tem um espaço para você.

Apesar de ser alguns meses mais velho que eu, Jace ainda não tem 16 anos e por isso não tem carteira de motorista, então ele pega carona com Alec Ligthwood, que é vizinho dele.

– O Damon se ofereceu para me levar – expliquei, pela minha visão periférica, percebi que o moreno ao meu lado sorria – Mas ainda não saímos daqui, se quiser eu posso te esperar, assim o Damon não tem tanto trabalho assim.

Tudo bem, estarei na sua porta em cinco minutos – avisou.

– Espera ai, me dá esse telefone aqui – Damon tirou o celular da minha mão – Jace, eu já estou levando a Elena para a escola, não precisa se incomodar, tchau...

Depois disso ele encerrou a ligação, ligou o carro e saiu andando em direção ao portão da casa e devolveu meu celular. Fiquei olhando intrigada na sua direção, mas ele não disse nada.

– O que foi aquilo? — decidi perguntar.

– Quer dizer que você aceitar a carona do Heroína, mas não a minha? — se virou, rapidamente, na minha direção, se fingindo de ofendido – Desse jeito vou achar que você não quer a minha linda companhia.

– Em primeiro lugar, o sobrenome dele é Herondale, não heroína – corrigi , ele sempre fazia isso – E o Jace é meu melhor amigo, além disso, está indo para o mesmo lugar que eu, diferente de você.

– Não teria tanta certeza quanto ao fato dele ser seu amigo – falou, calmamente – Ele está é afim de você, louquinho para saber o que tem debaixo dessa sua saia.

Imediatamente senti as minhas bochechas esquentarem de vergonha.

– Nem todos têm uma mente poluída como você, Damon – fiz uma careta – E qual o problema se ele for apaixonado por mim? Nós somos amigos desde a pré-escola, meus pais amam o Jace e os pais dele também gostam de mim, tenho certeza de que se namorássemos todos aprovariam.

– Eu não – respondeu – Não acho que o Heroína, ou seja lá qual for o sobrenome dele, seja o cara certo para você.

– Você não acha que o Jace seja o cara certo para mim – revirei os olhos – Quem você acha que seria o cara certo para mim, então?

– Eu, por exemplo – deu de ombros, tentando parecer indiferente.

Aquela frase mexia totalmente com a minha cabeça, para falar a verdade eu sempre fui afim do Damon, mas sabia que nunca teria uma chance. Além de eu ser uma pirralha cinco anos mais nova que ele era a filha da empregada e do motorista da casa. Apesar de saber que aquilo era brincadeira dele, não pude deixar de desejar que tivesse um fundo de verdade.

Passei o restante do caminho admirando a vista da janela. Suspirei aliviada quando chegamos ao estacionamento da Academia Idris, aquele ambiente já estava ficando constrangedor.

– Bom, aqui estamos – ele disse – Boa sorte no seu primeiro dia de aula, já vou avisando que o Ensino Médio não é moleza, então se prepare para estudar muito.

– Obrigada! — dei um fraco sorriso antes de colocar a mão na maçaneta – Acho melhor eu ir embora.

– Não antes de me dar um beijo de despedida – segurou o meu pulso, impedindo-me de realizar qualquer movimento para sair dali.

Virou o meu rosto delicadamente e beijou bem no canto dos meus lábios. Mesmo quando ele se afastou fiquei totalmente sem reação.

– Vou abrir a porta para você – avisou quanto saia do veículo.

No momento que eu coloquei os pés no chão, Caroline, minha melhor amiga, veio correndo na minha direção e me abraçou com toda força.

– Que bom que você chegou, Lena – disse – Achei que fosse perder o primeiro dia de aula.

– Tive uns pequenos contratempos hoje de manhã, mas agora eu estou aqui – expliquei.

– Oi, Damon – ela se virou para o moreno, que continuava ao meu lado – Tem notícias do Stef? Como ele está indo na Inglaterra?

Diferente do irmão mais velho, Stefan sempre foi responsável quanto aos estudos e quer ir para a faculdade a fim de assumir o seu lugar na empresa da família o mais rápido possível. Por isso ele decidiu ir para um colégio interno em Londres para fazer todo o Ensino Médio, viajou há umas duas semanas.

– Minha mãe tem ligado para ele todos os dias, chega até a ser cansativo – disse – Mas, pelo que ele disse, está bem feliz e se adaptando muito bem a vida na Inglaterra.

– Que bom – ela sorriu – Da próxima vez que falar com ele, diga eu mandei um oi.

Foi nesse momento que o sinal da primeira aula tocou, então segurei a mão de Caroline para corrermos para dentro da escola.

– Essa não! — parei no meio da escadaria de acesso ao prédio — Esqueci de olhar em que turma eu estou.

– Não se preocupe, eu já fiz isso antes de você chegar – minha amiga avisou – Nós duas estamos na mesma turma.

– Isso é bom – sorri. Eu e Car somos da mesma turma desde que nos entendemos por gente, seria estranho parar de estudar com ela.

– Mas de qualquer jeito, é bom você me contar uma coisa – pediu – O que está acontecendo entre você e o Damon?

– Nada – fiquei encarando os meus pés enquanto falava – Ele apenas me deu uma carona para escola, nada demais.

– Tem certeza? — insistiu, minha amiga conseguia ser muito curiosa quando queria – Você parecia tão desconfortável quando eu cheguei perto do carro.

– Não aconteceu nada – garanti – Damon me vê apenas como se fosse a irmãzinha dele, nada mais do que isso.

– Se você diz – deu de ombros – Agora vamos para a aula.

Quando chegamos à sala o professor ainda não tinha chegado, o que era um alívio. Em um canto eu avistei Jace conversando com Isabelle Ligthwood e Clary Fray, meu amigo estava sempre cercado de garotas, mas nenhuma era sua namorada, nem mesmo sua ficante. Uma vez ele me disse que estava se guardando para uma certa garota, mas não me disse quem era, fiquei totalmente curiosa para saber quem era essa sortuda.

– Lena! — levantou-se assim que nos viu, deu um abraço em mim e depois e Caroline – Oi para você também, Car.

– Oi, Jace! — dissemos ao mesmo tempo.

– Não acredito que estamos na mesma turma de novo – comentou, sorrindo – Venham, vamos nos sentar.

Não demorou muito para o nosso professor do primeiro horário chegar. O dia foi bem tranquilo, em todas as aulas foi apenas para dizer como seria aquele ano e como seriam as avaliações. Apesar disso eu estava totalmente exausta no fim do dia, acho que me desacostumei com a rotina de aula durante as férias de verão.

– Você quer uma carona agora? — Jace colocou o braço em volta dos meus ombros enquanto caminhávamos em direção ao pátio do colégio – Pode ir lá para casa e assistimos a um filme e comemos pipoca, depois a minha mãe ou o meu pai podem te deixar em casa.

– Infelizmente eu vou ter que recusar, Jace – disse – Não consegui ajudar a minha mãe hoje de manhã, então acho que vou ajudá-la com o jantar.

– Tudo bem! — deu um suspiro triste – Quem sabe outro dia.

– Isso me lembra de uma coisa, Lena – Caroline também estava conosco – O que acha de fazermos uma festa do pijama lá em casa nesse final de semana?

– É uma boa ideia! — concordei, sempre fazíamos festas do pijama desde que tínhamos sete anos, éramos apenas nós duas, mas nos divertíamos muito.

– Acho injusta essa história de vocês fazerem uma festa do pijama e não me convidarem – Jace cruzou os braços e se fingiu de bravo – Os melhores amigos também deviam ser convidados para esses momentos.

– Tudo bem, Jace, você pode ir – minha amiga respondeu – Mas vai ter que passar esmalte nas unhas e falar de garotos como nós duas fazemos.

– Certo, eu mudei de ideia – a resposta dele fez com que nós duas começássemos a rir.

Então, cada um foi para um lado diferente: Jace foi para o estacionamento procurar por Alec, Caroline foi pegar a sua bicicleta (ela mora bem perto da escola, por isso pode se dar ao luxo de vir de bicicleta) e eu fui na direção do ponto do ônibus.

Eu ouvi uma buzina bem próxima de mim e quando me virei encontrei o carro de Damon.

– O que você está fazendo aqui? — perguntei.

– Achei que você fosse precisar de uma carona de volta – explicou – Então, aqui estou eu. Dessa vez você não tem desculpa, afinal, estamos indo para o mesmo lugar.

– Qual é o truque, Damon? — decidi perguntar – Por que você está sendo tão legal comigo desse jeito?

– Não tem truque nenhum – garantiu – E eu sempre fui legal com você, Leninha. Acredite, não tem motivos para você desconfiar de mim.

– Tudo bem, eu aceito a sua carona – concordei, por fim – Mas não precisa abrir a porta para mim, eu faço isso sozinha.

Dei a volta e me sentei no banco do passageiro, colocando a minha bolsa no meu pé. Todos os instintos do meu corpo estavam me dizendo que não foi uma boa ideia aceitar essa carona, mas eu ignorei, afinal, que mal podia haver nisso?

Notas finais
Ai está, Ainda não tem muito o que falar, mas acho que já dá para ter uma noção do que vai acontecer.... Então é isso, Comentem e digam o que estão achando.