Past Dreams
3 Capítulo 2 - The First Step To The End
Notas iniciais
POV Elena
Damon até que se comportou ao me trazer para casa. Viemos conversando durante todo o trajeto, mas em momento algum ele me deixou constrangida. Bom, talvez umas três ou quatro vezes, me elogiando. O que não é um comportamento habitual dele.
Já em casa, fui até o meu quarto, separei uma roupa fresca, pois está calor esta tarde, e fui para a área de serviço encontrar minha mãe.
–Vim ajudá-la, mamãe. — me aproximei e dei-lhe um beijo no topo da cabeça.
–Não precisa se preocupar, querida. Tenho prática cuidando de casa. Se quiser aproveitar seu tempo enquanto não começam suas tarefas de casa e trabalhos extra, pode ir.
–Mas eu insisto. Prometi que lhe ajudaria.
–Elena, vá. Eu cuido de tudo. Dê um mergulho, passeie pelo jardim, faça o que quiser. Mas aproveite seu tempo livre.
–Obrigada, mãe!
Voltei ao meu quarto, troquei minha roupa por um biquíni e vesti uma saia. Com a toalha pendurada no ombro, fui até a piscina. Só não contava que fosse encontrar com Damon e um amigo dele lá.
POV Damon
Estava conversando com Matt na piscina, ele é meu melhor amigo. Estudamos juntos todos os anos desde a primeira série e ele vive aqui em casa. Conversávamos a respeito de alguns assuntos sobre empresas, já que ele quer começar uma e eu trabalho para meu pai.
–Vou te ajudar no que puder, e quando firmar no mercado, eu saio da empresa do meu pai. Tudo o que eu quero é... É... — não consegui terminar a frase, pois nesse momento Elena apareceu usando um lindo biquíni e uma sainha, pronta para entrar na piscina.
Suas bochechas ficaram coradas instantaneamente. Acho que ela não esperava encontrar comigo aqui, muito menos comigo e um amigo meu. Matt, que estava de costas para Elena, não entendeu o porquê da minha pausa.
–Tudo o que você quer é...?
–Desculpa interromper. Minha mãe me incentivou a vir pra piscina, por causa do calor. Não se preocupem, vou deixá-los à vontade. — se desculpou.
–Não, Eleninha. Fica. Não nos incomodamos. E o Matt já está de saída mesmo, não é, Matt?
–Ér... Preciso resolver alguns documentos da empresa mesmo. Fique à vontade, senhorita Gilbert.
–Elena, por favor.
–Então fique à vontade, Elena.
Matt saiu da piscina, enrolou-se em uma toalha e foi para o casebre que meus pais pediram que fosse construído na área de lazer para que ninguém entrasse suado ou molhado em casa. Mamãe gosta de evitar dar qualquer tipo de trabalho extra à senhora Gilbert.
Elena timidamente tira a saia e entra na piscina com um belo mergulho.
–Realmente não esperava me encontrar aqui, não é mesmo?
–Não. — ela olha para baixo — Mas não precisa se preocupar. Se você não se incomodar com a minha presença aqui, então podemos os dois aproveitar a piscina.
Aproximo-me dela e ponho a mão em seu rosto.
–Claro que não me importo. Você sabe que eu aprecio sua companhia. — acaricio sua bochecha — Entre Matt e você, não acabei de escolher você?
–Sim, mas...
–Sem “mas”, Lena. — olho fixamente em seus olhos — Eu sempre vou preferir você.
E então eu tomo a atitude que esperei anos e anos para conseguir tomar: aproximo mais meu rosto do seu e selo nossos lábios apaixonadamente.
–Você, Elena. Sempre.
–Damon, eu... Eu... Eu acho que vou para o meu quarto. Preciso estudar.
E dirigiu-se à escada na beirada da piscina.
–Mas hoje foi seu primeiro dia! Não tem matéria ainda!
Mas não adiantou. Ela já tinha ido.
POV Elena
Não. Isso não pode acontecer. Não podemos ficar juntos. Fomos criados como irmãos! O Damon é louco?! Deve ser. E além de louco, gosta de brincar com os sentimentos alheios. Mas acho que nunca disse ou mostrei a ninguém que gosto dele. Bem, talvez ele tenha concluído isso pelo modo como eu olho pra ele e desvio o olhar quando sou pega. Mas não importa. Não pode acontecer nada entre nós dois.
Ao chegar ao meu quarto, ligo para Car.
*Ligação ON*
–Estava pensando em você nesse exato instante! — atende eufórica.
–Ok. Mas por que tanta empolgação?
–Meus pais acabaram de me dar um carro e eu ganhei minha mesada ontem, então... — Caroline é mais velha que eu, tem dezesseis anos, mas como faz aniversário no fim do ano, sempre ficou uma série atrás.
–SHOPPING! — dissemos juntas.
–Parece que está tudo conspirando a seu favor, senhorita. Mamãe me liberou das tarefas da casa e eu quero sair daqui. Posso ficar na sua casa depois do shopping?
–É claro. Amanhã vamos juntas até a escola. Mas agora, precisamos nos arrumar.
*Ligação OFF*
Deixei o celular sobre a cama e fui até o armário separar uma roupa. Escolho um short jeans com as pontas desfiadas e uma blusa preta com a parte da frente parecida com um espartilho e um scarpin preto de verniz. Deixei tudo arrumado no quarto e fui falar com a minha mãe.
–Mãe, a senhora pode me dar algum dinheiro? Carol me convidou para ir ao shopping e como eu a conheço, sei que se eu não comprar pelo menos uma coisinha, ela vai querer me dar o shopping todo dizendo que é presente adiantado de aniversário. E eu posso dormir lá hoje? Amanhã eu vou para a escola com ela.
–Mas é claro, filha. Lá no meu quarto, na primeira gaveta da cômoda, há uma carteira com dinheiro. Pegue o quanto quiser. E pode dormir sim. Não precisa se preocupar em me ajudar. Está tudo certo por aqui.
Os Salvatore mandaram construir uma casa anexa para que meus pais morassem. Eu ficava na casa principal porque havia um cômodo extra e Stefan e eu éramos muito unidos antes dele ir para a Inglaterra.
Vou até o quarto da minha mãe, pego o dinheiro e volto ao meu para pegar a roupa e ir para o banho. Eu só não contava que Damon fosse estar bisbilhotando minhas coisas quando eu chegasse lá.
–Se é dinheiro o que quer, o que eu acho difícil, não vai encontrar. Se procura um diário com seu nome escrito, eu não tenho um.
–Não tem um diário ou não tem um diário com meu nome nele?
–O que você quer, Dam?
–Nossa. Você não me chama assim desde o quê, quando você tinha cinco anos?
–Saiu sem querer. O que você quer, Damon?
–Por que correu de mim mais cedo?
–Por que eu quis. E por que não tenho tempo pra desperdiçar com brincadeiras, principalmente se eu for a brincadeira.
–Sei que é difícil de acreditar, mas não é impossível. Gosto de você, Elena. De verdade. – ele começa a se aproximar. Dou um passo para trás.
–Tudo bem, Damon. Você gosta de mim, entendi. Agora eu preciso ir. Caroline vem me buscar e ela odeia atrasos. – desvio de seu corpo incrível, pego a roupa e saio dali o mais depressa possível.
Depois do banho, arrumo uma mochila além da de material para levar, já que vou dormir na casa da Car. Poucos minutos depois de eu terminar de me arrumar Caroline chega e nós saímos para ir ao shopping.
POV Damon
Elena não acreditar em mim é um mau sinal. Significa que eu vou ter muito mais trabalho do que pensei que teria para conquistá-la. Ela tem que ser minha. Quando a ouvi perguntando qual era o problema se o tal Heroína estivesse apaixonado por ela quase tive um troço dentro do carro. Mas isso vai mudar. Ela vai aceitar o que eu tenho para ela.
*Na sexta-feira*
É hoje que tudo vai acontecer. Desde segunda-feira, o primeiro dia de aula da Elena, eu a tenho cercado. Carona pra escola, passeios na praça aqui perto, o que quer que seja. Ah, além das indiretas, que ela leva na brincadeira. Hoje ela finalmente vai entender que eu a quero de verdade. Preparei algo bem especial. Meus pais foram viajar há dois dias, então pedi ajuda à Miranda, que apreciou o fato de eu gostar da filha dela. Tenho medo de saber o que o marido dela pensa.
No jardim está montada uma tenda com diversas velas espalhadas ao redor. No interior, uma mesa com nosso jantar: o prato preferido da Lena. E tem também um futon para que possamos nos sentar depois de comer e é onde eu a pedirei em namoro. Agora só preciso me arrumar e dar o sinal para Miranda.
Duas horas se passaram desde que terminei de arrumar o espaço no jardim. Já estou pronto há tanto tempo. Mas ainda falta. Caroline ligou para Elena faz um tempo e isso atrasou um pouco. Mas agora as duas vêm vindo na escada. A meu pedido, Elena está vendada. Miranda a guia pelos degraus enquanto eu espero no pé da escada para pegá-la e levá-la para o jardim. Assim que sua mão está na minha, começo a guiá-la sem dizer uma palavra sequer.
–Damon, pra onde está me levando? Minha mãe disse que tinham vindo me buscar pra me levar a algum lugar especial.
–Como sabe que sou eu?
–Então é você mesmo. Rá! Sabia que ia acertar. Eu não sabia que era você. Mas como não pensa muito, caiu direitinho na minha. Agora me diz, onde está me levando?
Mas eu decidi não dizer mais nada. Já que a senhorita espertinha sabe que sou eu, não vai descobrir mais nada. Caminhamos pelo jardim até nos aproximarmos da tenda. Então fiz com que ela parasse e me posicionei atrás dela para desamarrar sua venda.
–Seja bem-vinda. Aliás, se me permite, você está deslumbrante vestida assim.
Ela ficou quieta por muitos minutos. Não sei ao certo se admirando a beleza do que eu e a mãe dela fizemos, se irritada ou se emocionada. Mas então ela diz alguma coisa.
–Você fez isso ou tem mais alguém aqui? Já sei! É uma armação sua e você inventou alguma coisa pra minha mãe ajudar você.
Virei seu corpo de frente pra mim e segurei seu rosto com as duas mãos.
–Elena, fiz isso por você. Pra você. Pode, pelo menos, me dar um voto de confiança?
–Tudo bem, Damon. Mas você tem apenas essa noite para me convencer de que nada disso é uma brincadeira de mau gosto. Amanhã eu vou para a casa da Caroline e vamos passar a noite juntas. Se for partir meu coração, não passe dessa noite.
–Vem, vamos comer. Tem seu prato favorito: bife à parmegiana com batatas fritas. E como você é menor de idade, suco de uva.
Comemos e conversamos por um bom tempo. Como estava ficando tarde, e sei que Elena gosta de acordar cedo aos fins de semana, peguei sua mão e a puxei para o futon.
–Lena, nada disso é uma pegadinha. Eu sempre gostei de você. Todas as suas qualidades, defeitos e cada uma de suas manias, como a de deixar sempre um comprimido para dor de cabeça na mesinha de cabeceira, por causa das suas enxaquecas, ou a de não usar nenhum calçado de madrugada para ir à cozinha beber água. Eu amo você. E é por isso que eu armei esse circo todo. Por que eu poderia simplesmente dizer algumas palavras, mas preferi fazer desse momento, um momento especial, uma data importante pra ser lembrada. Elena Gilbert, você aceita ser minha namorada? – ao dizer as palavras, tiro de dentro do bolso uma caixinha com um anel de compromisso bem simples, mas muito bonito e mostro a ela.
Elena olha de mim para o anel. Sua boca abre e fecha várias vezes, mas ela não diz uma palavra sequer. Então quem começa a ficar nervoso sou eu, ao achar que ela vai partir o meu coração.
POV Elena
Oh. Meu. Deus. Isso está mesmo acontecendo. Damon acabou de me pedir em namoro. E foi melhor do que em qualquer um dos meus sonhos. Muito melhor. E ele está esperando a resposta. Mas nada sai da minha boca. Não consigo encontrar minha voz. Não consigo me mexer. Nada. Mais alguns minutos se passam. Meu corpo aos poucos vai saindo do choque e começando por movimentos ínfimos, vou sacudindo a cabeça para cima e para baixo, aceitando seu pedido.
Nada no mundo pagaria o momento seguinte: eu e Damon nos encarando, cada um com um sorriso maior que o outro, até que ele se levanta, me abraça e começa a girar comigo pelo jardim até que caímos, eu por cima dele, e ele me beija. Dessa vez não corro ou fico envergonhada.
Ele me ama! Ele me ama! Não consigo parar de repetir essa frase em minha cabeça. Nossa noite foi incrível e estou tão feliz!
–Damon...
–Hm?
–Preciso dormir. Mas a noite está tão perfeita.
–Então quer dizer que agora você acredita em mim?
–Sempre tive esperança, mas tinha medo do que poderia acontecer, de sair dessa história magoada.
–Não precisa ter medo, pequena. Vou fazer o possível e o impossível para nunca te magoar. Agora vamos entrar. Sei que você vai acordar cedo e à noite, com a Forbes, você não vai ter descanso.
Ele me leva até a porta do quarto, me dá um beijo na testa e então estou sozinha. Por pouco tempo, já que logo minha mãe entra no quarto.
–E aí, filha, feliz?
–No céu, mamãe. Mas cansada. Podemos conversar amanhã? Preciso acordar cedo para estudar e fazer os deveres.
–Tudo bem, meu amor. Descanse. Bons sonhos.
POV Autora
No dia seguinte tudo estava lindo. Damon e Elena eram só sorrisos pela casa toda. E, é claro, uns beijinhos roubados pelos corredores. Mas logo era hora da menina ir para a casa da melhor amiga, onde ficaria até a segunda-feira de manhã, quando iriam juntas à escola.
–Me conta logo, que novidade tão importante é essa que precisou me ligar de madrugada pra dizer!
–Eram nove da manhã, Caroline Forbes! E meu Deus... A novidade é quente... – Elena começou a se abanar com a mão onde estava o anel que ganhara na noite anterior. Assim que a amiga notou, as duas começaram a ter um momento de histeria, tamanha a felicidade.
Aquela noite seria uma comemoração pelo namoro da mais nova. Tudo estava preparado: havia salgadinhos, suco, doces. E havia também revistas e mais revistas de fofoca, já que não podiam deixar de comentar a respeito das novidades no mundo das celebridades que elas amavam e odiavam.
Depois de conversarem muito sobre assuntos aleatórios, Caroline pediu que Elena contasse todos os detalhes da noite anterior, pois estava morrendo de curiosidade. Elena, apesar de envergonhada, contou tudo à amiga, já que não tinham segredos uma com a outra. O que elas não sabiam é que tinha alguém na janela que estava ouvindo tudo, pois sabia da festa e queria muito saber o que o impedia de ser convidado.
Quem mandou você vir, seu idiota! Agora você acabou de ouvir a garota dos seus sonhos dizer que está com outro. Sua mãe sempre lhe disse que quem faz o que quer, ouve o que não quer. E mesmo assim você veio. Satisfeito?
Nenhuma das meninas notou quando o garoto se afastou cabisbaixo da janela para retornar a sua casa, abalado pela nova e surpreendente notícia.
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