Passos Espanhóis

4 Cuando pase el temblor


— Oi meninas ! — Disse Lina.

— Estamos preocupadas com você, Carolina. — Disse Alexandra.

— Eu sei que vocês repudiam o que faço, mas essa é a minha diversão. — Sorriu.

— Deixa ela, Alex. Lina, fizemos brigadeiro. Estamos sem um pingo de sono e vamos fazer uma sessão tarantino. O que acha? — Disse Estela.

— Super topo !

— Qual foi a aventura da noite? — Perguntou Alex,curiosa.

— Sabem o Sargento de quem eu falei, aquele que esqueceu os fones na loja? Pois bem. Saí com ele essa noite. Fomos pra casa dele, pro quarto dele e...

— ..E transaram pra caramba! — Sugeriu Estela.

— Não... Eu fui embora. — Deu uma risada maquiavélica.

— Oi? Embora? Guria eu vou te arrebentar no meio! Pelo o que você me disse ele é bem charmoso. E convenhamos, deve ter uma pegada... — Devaneou Alexandra.

— Mas tem outra parte da história que vocês não sabem. Tells, pega o jornal de ontem ali na escrivaninha pra mim. — Pediu ela.

— Nós já vimos. É você a louca que aparece nas filmagens completamente caracterizada. Mas o que tem a ver uma coisa com a outra? — Questionou Estela.

— Viram a foto dos três policiais que estavam me perseguindo? Reparem: Este do meio é o Sargento Fernando. Entendem porque não pretendo me relacionar com ele? E ele é o tipo de homem que não merece ser enganado. Ao contrário do colega dele aqui do lado, o Dante. — Deu uma risadinha.

— Ah não. Deixa eu ver se entendi. Você está saindo com os dois? — Perguntou Alexandra, incrédula.

— Não. Eu apenas sai com Fernando hoje, fugi e encontrei o Dante na Saravejos. Pura coincidência. A próposito, esse Dante chega a ser ridículo! Fiz questão de trazer a chave e o documento dele comigo. — Gargalhou.

— Ai meu Deus. Alexandra, nossa amiga perdeu a noção do perigo. E quanto ao Fernando? O que vai dizer a ele?

— Eu não vou dizer nada. Duvido que ele venha atrás de mim. Já deve ter percebido que não bato bem da cabeça. — Franziu a testa.

A madrugada prosseguiu, com Pulp Fiction e brigadeiro. Alexandra já estava em seu sétimo sono. Estela e Carolina foram dormir. Eram sete horas da manhã, aos poucos a cidade de Granada se despertava. Fernando não havia conseguido dormir e tampouco Dante. Os dois se encontraram no estacionamento do batalhão:

— Bom dia Dan dan. — Disse Muriel,desanimado.

— Queria saber bom pra quem rapaz. — Disse Dante,enquanto tomava outro gole de café.

— Noite díficil jovem? — Riu Fernando.

— Díficil? Aquela pilantra que estamos investigando me roubou os documentos e a chave do meu carro ontem. Filha da mãe!

Fernando parou. Não conseguiu se mexer e logo em seguida soltou o riso:

— Rapaz. Como é que isso foi acontecer? A guria te deu uma volta, hein? — Gargalhou.

— Ela ainda foi boazinha. Deixou a porta do carro aberta e eu tinha uma chave reserva. Ela me disse que seu nome era Ruby, mas não tinha nenhuma porra de Ruby lá. Quatro palavras, Muriel: Mulher, Capeta, Salto alto e maquiagem. — Bufou.

— Eu falei. Mas veja bem,agora você viu bem o rosto dela. Pode identificá-la em qualquer lugar. Granada não é uma cidade muito grande e o mundo, bem, ele é pequeno. — Disse, rindo.

— Se eu topar com uma maldita dessa de novo sou capaz de cometer uma atrocidade! — Disse,sério.

— Isso definitivamente não é nada pra quem quase teve uma noite quente. — Disse Fernando.

— Quase? Ih mermão. Não tá mais dando conta ? — Disse Dante, Gargalhando.

— Não pô, não é nada disso. A moça fugiu de mim. Eu não sei o que eu fiz.. Estou preocupado. Essa menina tem vida, fogo nos olhos. Ah Carolina... — Suspirou Muriel.

— Alá ! O sargento todo derretido... Essas mulheres andam terríveis ! — Exclamou Dante.