Passos Espanhóis
2 Felices los 3
No dia seguinte, o assunto que mais se falava no batalhão era sobre a perseguição a bela meliante. Fernando chegou ao trabalho e nem se importou com as piadas internas.
— Bom dia Dante, tranquilo? — Disse ele.
— Tranquilo. Tirando o fato que viramos motivo de piada. Garotinha maldita essa! Como nós três conseguimos perder ela de vista? — Disse, Irritado.
— Dan Dan, Mulher é o capeta de salto alto e maquiagem. Não viu que ela se embrenhou no meio da feira e no meio do povo? Ela devia estar disfarçada ou algo assim. Mas nós vamos ficar atentos. Agora, bananas mesmo são os caras que ela passou pra trás. Disse Fernando, rindo.
— Você tá diferente irmão, chegou alegre, dando risada. Quem é você e o que fez com o Sargento? — Dante Gargalhou.
— Nada Dante. Tem nada de diferente aqui não rapaz. Acho que você deveria levantar dessa cadeira e continuar investigando a maluca. — Desviou.
— Isso aí é mulher hein. Tá amarrado em alguém. Cuidado. O que está tendo de louca por aí. — Riu alto.
— Você está vendo coisa onde não tem. Pega um café aí e chega de conversa. — Bufou.
* * *
Já era Tardezinha, Carolina ja estava saindo do trabalho,não avistou nenhum carro. Já estava se sentindo aliviada por levar um bolo, já que tinha outros planos para a sua noite. Estava carregando uma peruca loira na bolsa e uma blusa de malha fina.De repente uma mão a segurou e a puxou para o lado :
— Oi Lina.
— Caramba. Que susto você me deu, Fernando !
— Estava observando você. Você fica ainda mais bonita de vestido. — Deu um sorriso torto.
— Obrigado. Hm. Onde vamos? Tem algum lugar que costuma ir?
— Deixo a sua escolha. Quero conhecer você. Saber o que você gosta...
— Vamos ao Oliva's? É um restaurante bem tranquilo,pouco iluminado. Com massas maravilhosas.
— ''Pouco Iluminado''. É sugestivo. — Riu ele.
— Gosto de lugares assim, Sargento. O silêncio e as sombras me atraem. — Sorriu ela.
Fernando e Carolina já estavam na porta do restaurante quando ele parou em sua frente, e a encarou, com seriedade. Lina sentiu um arrepio,sentiu como se ele pudesse desnudar o seu corpo. Ele se aproximou lentamente, afastou o cabelo do seu rosto e lhe disse :
— Meus olhos estão em você, garota.
Entraram no restaurante.Lina ainda estava desconfiada, achava que a qualquer momento a fossem levar algemada dali. Enquanto Fernando estava absorto sobre os olhos castanhos-escuros dela. Carolina dificilmente sai com alguém. Seus interesses não envolvem relacionamentos. Envolvem diversão e uma dose de maldade. Fernando sempre fora muito responsável. Centrado e comprometido com o trabalho.
Fernando ousou fazer algumas perguntas, afim de saber mais sobre Lina:
— Sei que pode parecer clichê, mas gostaria de saber suas cores, músicas favoritas... — Perguntou, timidamente.
— Sem problemas. Sabe... É interessante perguntas assim, mesmo sendo clichê. Posso saber certamente que uma pessoa não tem personalidade quando diz que sua cor favorita é o preto. A propósito, gosto do Cinza e do Laranja. E você?
— Bom. Eu não vou negar. Ia dizer preto..Mas acabei de desistir. Não quero que pense que não tenho personalidade. — Abaixou a cabeça.
— Fernando ! — Riu alto. — Você está cumprindo com a promessa. Está realmente me fazendo rir.
— Então, de um homem sem personalidade eu evolui para comediante de stand up? Incrível. Me sinto bem melhor agora ! — Gargalhou.
— O que você costuma fazer no tempo livre? — Perguntou Fernando.
— Eu danço Flamenco, estudo letras.. Mato pessoas de vez em quando...
— O q-que disse? — Engasgou.
— Não se preocupe, vou poupar sua vida. Você é gente boa. — Deu um sorrisinho maroto.
— Engraçadinha você. Não roube minha função de comediante, porque essa é a minha nova personalidade,sabe... — Tossiu.
— Você é uma ótima companhia. Sabia?
— Bom.. Eu tento. — Disse ele, encarando-a.
A noite seguiu tranquila,Aos poucos os clientes foram aparecendo. A chuva dera uma trégua e as poucas nuvens no céu permitiam uma bela imagem da lua cheia. Carolina tomou mais um gole do vinho branco, enquanto Fernando ainda nem havia tocado no delicioso Tomate á grega. Ele se levantou e sentou-se do outro lado do banco, ao lado da Srta. Husban. Ela sentiu uma tensão percorrer-lhe o corpo, no momento em que ele afastou seus cabelos e deixou a respiração sobre a nuca dela. Lina apertou os olhos e apoiou sua mão esquerda sobre a perna dele e disse:
— Eu ainda posso te matar. — Brincou.
Fernando segurou seu queixo,trouxe o rosto dela próximo o seu e fixou os olhos:
— Ou pode me fazer viver. — Sussurou ele.
Ele pôs sua mão em volta do pescoço dela e beijou sua boca,saboreando o sabor do vinho em seus lábios. Lina não interrompeu,e apertou ainda mais sua mão sobre a perna dele. O restaurante estava quase fechando,quando eles foram embora:
— Posso saber onde moras, Sargento? — Perguntou, mordendo o lábio.
— Estou te levando pra lá. — Sorriu ele.
A casa do Sargento Muriel não era muito grande e tampouco luxuosa. Era simples e tinha uma decoração rústica. A Cozinha era o único ambiente moderno da casa. Fernando a encarou enquanto ela analisava o seu redor:
— Srta. Husban. Não quero ser precipitado sobre você. E quero que se sinta a vontade aqui. Não tenho a pretensão de fazer algo que você não queira. — Se aproximou.
— E quanto a você, o que quer? — Indagou ela.
— Sincerament...
— Shh. Vá para o quarto. Descanse meu Sargento.. Em cinco minutos estarei lá. — Disse ela, interrompendo-o
Fernando mal podia acreditar no que estava acontecendo. Ele fez que ''Sim'' com a cabeça e foi em direção ao seu quarto. Ficou apenas com seu jeans surrado, revelando seus músculos definidos. Deixou apenas um abajur aceso,desejando exasperadamente Carolina. Ela entrou,sorrateiramente pela porta e parou em frente a cama. Observou Fernando dos pés a cabeça,e sussurou:
— O que você quer, Sargento Fernando... Me diga o que você quer. — Disse ela, inclinando-se.
— Quero Você Carolina. Seja minha esta noite.. — Balbuciava.
Lina abriu o zíper do seu vestido lentamente, revelando os seios fartos e o tecido vermelho da sua lingerie. Aproximou-se de Fernando e fora deixando as marcas do seu batom pelo abdomen dele, enquanto descia até sua virilha com a ponta da língua. Nenhuma palavra. Somente a respiração ofegante e as pernas trêmulas, enquanto ela roçava suas mãos na boca dele.
— Fique aqui. Tenho outras surpresas para você, Sargento. — Falou baixinho.
Fernando não se moveu. Estava completamente paralisado, imaginando como deveria ser o gosto da pele da Srta. Husban. Queria loucamente sugar seus seios e mordiscar sua nuca. Queria ela como uma amazona, cavalgando livremente com prazer. Ele abriu os olhos e disse:
— Carolina Carolina ! Está me deixando louco! — Gritou.
A casa estava muito quieta. Fernando começou a ficar preocupado. Levantou-se da cama,nu e foi atrás de Lina. Procurou por todos os cômodos e não a encontrou. Sentiu um vento frio soprar e notou que a porta estava entreaberta.
— Ela fugiu de mim ! Eu não acredito ! — Gritou pela casa.
Carolina arrumara suas coisas e fora embora. Com seu cabelo loiro e outra roupa. Agora ela estava pronta, em busca de uma nova vítima. Seu celular estava tocando sem parar : Era Fernando, afim de saber o que havia acontecido. Desligou o celular, dando um sorriso malicioso.
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