Passionate Pact

1 Capítulo 1 - O relato do principe amaldiçoado


Notas iniciais
Apenas leiam se gostarem e quiserem mais comentem. Bem levinho esse cap...

Meu nome é Luke, minha vida? Não sei se devo contar para vocês, nada nunca me machucou por dentro até eu conhecer uma menina estranha.

Eu me lembro direito dela. Era uma menininha bem pequena, menor do que as costumeiras de sua idade. Seus pais não ligavam para ela, mas como eram uma família famosa e a assistência social já estava atrás da menina por abandono de incapaz eles se mudaram para uma casa afastada da cidade... Longe dos olhos que tentavam proteger os outros.

Ela era birrenta e gritava com todos, não como uma menina mimada, como uma criança rebelde, constantemente nervosa e que gostava de bater.

Ela tinha dois bichinhos de pelúcia que amava muito, um urso todo surrado e rasgado, e um coelho em ótimo estado que havia ganhado dos pais. Ela nunca brincava com o coelho, apenas com o urso. Eu nunca entendi isso.

Eu moro dentro dessa casa... E me alimento de cada família que se instala nela. Acreditava que o maior quarto seria para o casal, me alimentaria deles primeiro e em seguida matava de uma vez a menina, pois estou fraco porque ninguém mora aqui há dez anos — imagine o que é dez anos sem comer, eu fiquei hibernando todo esse tempo. – Mas foi justamente e aquele projeto de psicopata – era o que eu achava... Sabe ela dizia umas coisas para seu ursinho favorito, tipo:

“- Eu vou te estuprar!”, “- Seu caso é grave e não tem cura!” ou “- Que feio! Você precisa ser castigado!”

Da para acreditar? Tudo por causa dos pais dela, mas não tinha problema, porque quando eu matasse todos, ela não precisaria sofrer com esse mundo... Era o que eu achava.

Pois o quarto que eu tinha acesso por uma passagem secreta no closet era o que colocaram a menina, mesmo assim eu tinha que me alimentar! Eu poderia morrer de fome. Na primeira noite que fui até o quarto da menina fiquei um tanto surpreso: ela estava de completamente acordada olhando para a porta do closet, olhando fixamente para mim, e eu que tinha me certificado que todos já estavam em um sono profundo! Ela me olhava sem expressar emoção nenhuma, nem um sustinho sequer.

Os olhos dela... Intrigavam-me muito! Eu jurava que eles eram negros, mas a noite eles estavam mais para algo sem uma cor exata... Era azul mais partes de seu Iris refletiam um rosado claro muito forte chegando a brilhar, mas eu acho que era apenas coisa da minha cabeça.

Outra coisa que me deixou surpreso é que ela não reagia quando eu me aproximava dela apenas agarrava mais forte seu ursinho. Ela nem se mexeu quando comecei a me alimentar. É assim que eu gosto! Uma menina quieta que não abre o berreiro. Uma coisa que deve se saber sobre se alimentar do sangue de crianças é que elas podem ser mais fáceis de se seqüestrar, mas são 1000% mais birrentas e ficam chorando até você levá-las ao seu covil ou cripta. E minha sorte? Eles já estão no meu covil...

Estranho é que não me lembro de nada do que eu fazia 2 horas depois de beber o sangue dela... Nunca me importei!

Ela tinha um sangue diferente, até o costumeiro das crianças – que é mais puro do o de um adulto. – Não parecia sangue de uma pessoa normal... Não era mais espesso ou mais liquido, só senti que não era a mesma coisa. Senti como estivesse me metendo em algo muito perigoso, por que... Como aquela menina toda esquisita vai ter justamente meu tipo sanguíneo, O-? Sinto como se algo estivesse a entregando de bandeja para mim... Fazer o que?! Era um presente! Até ela mostrar o quão perigosa era e fazer todo esse estrago comigo.

Ela continua quieta no quarto, indo para a sala, almoçando, indo ao toilet, coisas de crianças e qualquer pessoa normal, ela só não ia para o quintal. Uma vez ela queria ir para o quintal, a mãe dela a barrou na porta e ficou toda furiosa, puxando ela pela orelha até deixar ela num canto da casa... Era um corredor sem saída, a mãe dela mandou ela ficar em pé e pensar no que fez de errado e saiu bufando dizendo coisas do tipo: “-Depois de tudo que fizemos para ela!” e “- Menina ingrata e mal-educada!”. Até hoje eu me pergunto o que ela fez de errado. Para mim não tinha nada de errado.

Mas eu ainda estava focado no meu plano de me fortaleço com a menina e no final, já forte, matava o pai e mãe e me mandava de vez Dalí. Não agüentava aquela casa velha onde meu pai me botou para hibernar.

Com o tempo deixei a menina anêmica e toda manhã recebia transfusões de sangue. Ela ficava sentada em frente à TV enquanto recebia o sangue daquelas bolsas de sangue que pelo meu ponto de vista eram apetitosas! Todo dia ela recebia transfusões de sangue e toda noite eu ia e bebia o sangue dela – alias! Como ela era bem pequena e seu pescoço não era grande para eu cravar minhas presas, eu bebia do pulso dela. Uma noite dessas, eu já ia indo embora depois de beber aquele sangue! Ah! Que sangue bom, tenho que dizer! Como eu ia dizendo, já estava indo embora quando ela puxa meu cabelo (que é um pouco comprido eu sei...), eu furioso me viro em direção a ela e fico sem palavras: Ela estendia a bolsa sangue pela metade, ela estava me dando um presente. Que menina estranha!

E o tempo passou, Ela passou a me dar sempre metade das suas transfusões de sangue e o resto eu tirava dela, eu não queria, mas eu acabei me aproximando dela, ela insistia em pegar uma escova da penteadeira de e ficar escovando meu cabelo, mesmo ele estando ajeitado, ficávamos a madrugada inteira juntos vendo TV, eu cantava para ela dormir quando a manhã chegava – eu sinto como se eu não cantasse tão bem, mas ela nunca se quer reclamou, então para ela eu devia cantar do jeito que ela gosta. – e ia embora.

Eu me apeguei a ela... Ela era meu bichinho de estimação. Eu não devia ter feito isso. Descobri depois de um triste incidente.

A empregada entrou correndo no quarto da menina e a abraçou forte, ela apertava a menina dizendo para ela não ter medo, que seus pais não iriam mais voltar, que eles foram para um lugar melhor e que iriam olhar por ela. Até eu me assustei quando ela disse aquelas palavras – Eu jurava que ela estava começando a gostar dos pais, pois dias antes disso, ela começou até a sorrir para eles -, quando ela se afastou da empregada, eu nunca vou esquecer-me do ódio dessa menina:

“- Finalmente. Aqueles desgraçados demoraram a irem pro inferno!”

Aterrorizada a empregada saiu correndo depois daquelas palavras gritando que aquela menina era possuída pelo demônio e coisas do tipo.

Depois eu soube que os pais dela foram assassinados num assalto. O pai dela não queria entregar a carteira e o rolex e a mãe as jóias. Tenho que admitir... “- Finalmente. Aqueles desgraçados demoraram a irem pro inferno!”

E finalmente a assistência social foi buscar ela. Para mim... Como dizer... No começo eu me senti tão aliviado. Achava que era finalmente a hora de ir embora e encontrar meus irmãos – não estou falando no modo figurativo, realmente eu tenho quatro irmãos vivendo na Inglaterra, mas nós sempre pensamos em morar no Japão, mas não é desse assunto que eu estou falando! – e encontrar com a Milene (vampira que eu dei “uns pegas” no passado... Sério, espero que ela não esteja morta!) e viver como um vampiro de alta classe que eu sou por natureza!

I-n-f-e-r-n-o! Nem uma semana tinham se passado eu já estava sentindo algo faltando, aquele bichinho mimado! Eu estava com saudade dela.

Então fui falar com “uns homens do poder” para saber onde meu bichinho de estimação foi parar. Ela foi para um orfanato. Deixei meus miolos cozinhando de raiva e ligando para uma dúzia de amigos meus se podiam resolver um problema para mim: Uma família já estava interessada em adotá-la.

Então simplesmente meu pai veio ao meu apartamento – acha que eu ia continuar naquela maldita casa no campo? Lógico que não! – e me entregou uns papeis.

– Se quiser pegar essa menina, vá amanhã ao orfanato dela e entregue esses papeis, você vai poder pegar ela na hora. Eu já tratei de tudo. – Ele jogou os papeis na mesinha da sala.

– Porque está fazendo isso por mim? – Eu sempre soube que quando a esmola e demais o santo desconfia.

– Veja como um presente de boas-vindas e porque é você quem vai ter que cuidar dos seus irmãos mais novos daqui a uma semana.

– O QUE?!?!

– Até, Luke... – Ele sai do apartamento até rindo.

Maldito Alucard Draculea – Ainda não sei por que meu avô botou o nome dele ao contrario no meu pai... Isso é meio esquisito. – só sabe me ferrar no fim. E eu fui para naquela casa porque ele me botou de castigo. Não quero nem imaginar o que ele fez com o Luciano (um dos meus irmãos que me ajudou a fazer besteira com uma garota *risos*).

Bem... Argh... Odeio essa parte! Eu fui até o tal orfanato, digamos que estava um belo e ensolarado dia e eu não cheguei a tempo. Posso sair normalmente durante o dia, só não esteja ensolarado... Me deixa enjoado, não é meu horário normal de caça. E isso serve para todos os vampiros os efeitos colaterais é que são diferentes tais como: Vomito, embriaguês, manchas escuras na pele, enjôo (o meu caso), cegueira parcial, tontura, e desmaios (isso só acontece comigo se eu ficar bastante tempo debaixo do sol, mesmo fraco).

Quando entreguei a papelada, a moça disse que todos os requisitos para pegar a menina foram preenchidos por uma família e que até já tinham levado a menina Também. Senti uma pontada de raiva da mulher, não tinha problema arranjara meu jantar para aquela noite.

Depois de jantar, eu me sentei na cadeira da recepcionista, fui checar o computador e pegar o endereço da moradia “temporária” dela – É lógico que eu ia levá-la embora de lá! Ela era meu bichinho de estimação... Ou era eu o pet dela...? Então era uma família de classe media baixa. Hum... Mãe adotiva cabeleireira, pai adotivo escritor. Quem então vai comprar brinquedos para ela? E dar uma vida de princesa que ela tinha? Eles é que não conseguiriam fazer isso! Ele precisava de mim.

Na noite seguinte eu mexia em minhas coisas, umas malas de roupas e objetos meus que eu tinha no meu quarto escondido na casa do campo e encontrei algo que não achava que tinha colocado lá... Nem mesmo sabia se tinha colocado em algum lugar ou tivesse trazido para cidade. Era o coelho dela, estava em perfeito estado exceto pelo olho de botão esquerdo e parecia que tinha algo dentro do buraco que ficou no lugar do botão. Era um pedaço de papel pequeno dobrado, um vazio dentro de mim veio e botei fogo naquilo depois que li.

“Adeus”

Mas uma coisa não impediu que aquele papel queimasse. Por quê? Por que isso tinha que acontecer comigo? O pecado que cometi no passado foi tão grave assim? Por quê? Por que eu me sinto tão preso a essa criança maldita, que dizia que iria estuprar seu ursinho de pelúcia, que batia e brigava com todos, que sorriu quando os pais morreram? Ela era tão essencial para mim? Eu estava tão confuso – e ainda estou.

Fui num dia nublado onde ela morava, eles não estavam, perguntei com uma senhora que morava ao lado e ela disse que eles haviam saído para ir ao parque de diversões.

Começa a chover disfarçando minhas lagrimas. Depois daquela noite eu senti que eu a queria somente para mim porque precisava de algo que só necessitasse de mim, para sempre! Ela sorria fugindo da chuva com seus novos e alegres pais. Meu coração começou a ser preenchido por um vazio completo... Justamente o lado bom que eu tinha dentro de mim.

Novamente na minha casa naquela mesma noite eu estava deitado no sofá vendo a chuva cair lá fora. E meu pai chega.

– Vejo uma casa cheia de presente e brinquedos que seus irmãos mandaram para a menina, mas não vejo nenhuma criança afobada abrindo eles...

– Eu a deixei em paz... Ela vai ser mais feliz assim.

– Pode ser... Mas você vai começar se quebrar por dentro. – Ele disse serio. – Os resultados podem ser horríveis. Vai por mim.

Ele vai embora e eu me viro de bruços no sofá.

“Isso vai me consumir com o tempo... Eu vou quebrar.”

Notas finais
"Me salve Dana..."