Passion
45 Capítulo 41 - É o fim
Notas iniciais
Boa leitura!
– Juntos como...namorados. Pelo menos foi o que Mari nos contou.-
Jordan não diz nada, não grita ou esboça qualquer outra reação. Ele apenas fica encarando o nada. – Tem outra coisa, parece que o Bruno estava bêbado quando entrou naquele carro.- – Aquele filho da puta. Estava dirigindo bêbado e levou a minha Cami junto. Queria que ele não estivesse morto, assim eu mesmo poderia mata-lo.- Jordan esbraveja. – Se alguma coisa acontecer com ela, eu não sei o que eu vou fazer.- Jordan chora no ombro de German. Me levanto e vou até ele. – Calma, ela vai ficar bem.- Digo e ele me abraça forte. Um homem vestido de branco e na faixa dos 40 anos se aproxima. – Vocês estão aqui pela Camila Kyle?- Pergunta olhando para todos nós.Balançamos a cabeça e ele se aproxima mais. – Eu sou o doutor Johnson e sou o médico da srta. Kyle. Ela acabou de deixar o centro cirúrgico.- Todos respiramos aliviados. – Como ela está doutor?- Pergunto ansiosa. – A cirurgia correu bem. Ela tinha algumas costelas quebradas que perfuraram o pulmão e um traumatismo craniano, algumas escoriações leves e um ombro fora do lugar. Conseguimos deixar a paciente estável, mas pedi que seja encaminhada para UTI para ficarmos de olho em qualquer sinal de risco.- – Graças a Deus.- – Que alívio.- Outras exclamações aliviadas irromperam a sala mas a expressão do Dr. Johnson estava triste. – Tem mais alguma coisa Dr.?- Pergunto analisando seu rosto. – Bom, apesar de todos os nossos esforços, não conseguimos salvar o bebê.- A sala fica em silêncio, todos se olhando com confusão. Jordan olha para o médico como se ele tivesse quatro braços e duas cabeças. – Bebê? Como assim bebê?- German pergunta em voz alta exatamente o que eu estava me perguntando. O Dr. nos olha com curiosidade e diz confuso. – A srta. Kyle estava gravida de aproximadamente 3 meses, mas infelizmente era tarde de mais para salvarmos a criança.- – Gravida? Ela estava gravida...Era meu...era meu filho. Cami estava esperando meu filho...agora ele está...morto? Meu filhinho está morto, oh meu Deus.- Jordan desaba e cai no chão, chorando descontroladamente. Coloco a mão na boca em choque e começo a chorar. Não acredito que Cami estava gravida, ela não me disse nada. Ela estava zangada comigo, mas deveria ter me contado, eu a ajudaria a passar por isso. Mas ao invés, ela estava completamente sozinha. Pelo o que eu conheço dela, Bárbara não deve saber de nada. – Vocês não sabiam?- Dr. Johnson pergunta. Eu não consigo dizer nada, então apenas balanço a cabeça. German está no chão, tentando consolar um Jordan desesperado. Ele fica apenas repetindo “meu filhinho, meu filhinho.” Ver ele assim me corta o coração. Preciso beber alguma coisa. – Vou buscar um café, alguém quer?- Memorizo os pedidos e saio. Estou segurando a embalagem de papelão cheia de copos fumegantes de café, entro na sala de espera e entrego os copos para todos. – Onde está Jordan?- Pergunto enquanto entrego o café para German. – Uma enfermeira teve que leva-lo para dar um calmante.- Suspiro e dou um gole na minha bebida quente. – Que loucura. Não acredito que Cami estava gravida do Jordan.- Digo. German franze a testa. – O que foi?- – Será que esse bebê era mesmo do Jordan?- Ele pergunta. – O que? Claro que era. Você não ouviu o médico? Ela estava de 3 meses, foi quando ela e Jordan dormiram juntos, naquela dia que nós o fizemos conversarem.- E que não funcionou. Na verdade, só piorou as coisas. – Mas você ouviu Mari, ela estava namorando com Bruno.- – Você acha que esse bebê poderia ser dele?- Pergunto chocada. – Não sei, sinceramente não sei mais o que pensar.- Ele diz e me abraça. Escuto uma voz desesperada e me viro. Bárbara finalmente chegou, ela está com o pai de Cami a segurando enquanto ela caminha em nossa direção, chorando. – Minha filha, cadê minha filha? Quero ver a Cami agora.- Ela diz desesperada. Uma enfermeira conversa com ela, tentando acalma-la e dizendo que ela ainda não pode entrar e ver Cami. – Sra. Kyle.- Chamo e ela me olha, mas parece que não me vê realmente. Vou até ela e peço para conversar em particular. Esta na hora de contar toda a verdade. Ela, meio relutante, me acompanha para um canto vazio. Faço ela se sentar e me sento ao seu lado. Seus olhos estão perdidos, talvez não devesse despejar toda a verdade em cima dela agora, quando está tão frágil, mas ela vai acabar descobrindo. Teve um acidente de carro, Bruno morreu, o motorista do caminhão está bem mas levemente ferido. Provavelmente haverá policia envolvida, é melhor que ela saiba de tudo por mim do que por outra pessoa, na frente de todos. Então começo contando tudo desde o inicio. Conto sobre Jordan e as corridas e sobre a briga deles, conto sobre a briga entre Cami e eu e sobre seu recém descoberto envolvimento com Bruno. Por último, conto sobre sua gravidez. Me sinto como se estivesse traindo a confiança de Cami, mas nessa situação não vejo outra saída.
Bárbara me ouve com uma expressão de puro choque e horror. Ela parece atordoada. – Não acredito que estava acontecendo tudo isso com a minha filha e eu não notei.- – Não se culpe. Nada disso é culpa sua. Se tem alguém culpado aqui, sou eu. Deveria ter dito alguma coisa, mas apenas me deixei levar e não...- Balanço a cabeça sem conseguir terminar. – Não, Angie. Você é só uma criança, isso não é culpa sua.- – Nem sua, Bárbara.- Ela fecha os olhos e suspira, levanta e fica de costas. – Eu deveria ter notado.- Ela diz baixinho, para si mesma. Chorando em silêncio. Me levanto e vou até ela e dou-lhe um abraço apertado. – Está tudo bem. A cirurgia foi bem, ela está segura agora.- Tento reconforta-la. – Não acredito que eu ia ser avó.- Ela diz com a voz cheia de emoção. – Quero conhecer esse tal de Jordan, ele está aqui?- Ela pergunta me olhando nos olhos. – Ele precisou ser levado. Tiveram que dar um calmante, ele estava muito nervoso.- Explico. Ela apenas balança a cabeça. – Eu vou ver se já posso ir ver minha filha.- Ela caminha mas de repente se vira. – Como você chegou aqui tão rápido?- Ela me pergunta. – Como assim?- – Fazia poucos minutos que eu havia ligado para sua casa.- O que? Como assim? Ela ligou para minha casa? – Você ligou para minha casa?- Não consigo disfarçar o tom de desespero em minha voz. – Sim, eu liguei para avisar sobre Cami, logo depois que eu recebi o telefonema. Avisei sua mãe e ela me disse que ia falar com você imediatamente.- Me sinto doente na hora. – Eu...err...eu vim o mais rápido que pude. Estava preocupada.- Ela me olha e então vai em direção a enfermeira, querendo ver Cami. Oh não, não, não, não! Bárbara ligou para minha mãe perguntando sobre mim. Quando eu devia estar dormindo em sua casa. Isso significa que minha mãe sabe a verdade. Ela sabe que eu menti para ela.
Notas finais
@Violeteros_BR beijos Mari
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