Passion

11 Capítulo 7 - Curiosidade


Notas iniciais
Obrigada pelos comentários, não respondo eles porque vejo pelo celular e la não da pra responder, porém fico contente que estejam gostando. Aqui vai mais um capítulo para minhas queridas leitoras. Boa leitura !

– Faz tempo que você corre nesse encontro?- Pergunto.

– Faz 3 anos. Eu participava de alguns rachas, mas nada como esse, tão...-

– Tão?-

– Tão organizado. No encontro V8 é tudo muito bem planejado, não é qualquer um que sabe quando e onde acontecem. Sempre é em lugares diferentes e ninguém sabe onde até poucas horas antes. A policia está louca pra acabar com a gente, as poucas vezes que eles conseguiram nos achar eles só prenderam alguns frequentadores sem importância, nunca ninguém que pudesse comprometer a coisa toda.-

– Eu nunca ouvi a policia falando sobre isso. Há quanto tempo existe o V8?-

– Eles não falam porque não querem que as pessoas saibam que tem um grupo de jovens passando a perna na policia por mais de dez anos.-

– Tudo isso?- Pergunto surpresa.

– Sim. Diz que uma noite algumas pessoas simplesmente começaram a receber mensagens falando sobre o encontro V8 e suas regras. Essas pessoas, que já tinham participado de outras rachas é claro, se reuniram e com o tempo o grupo foi crescendo até que começou a chamar a atenção da policia. Desde então eles tentam prender os “chefões” por trás do V8.-

– Chefões?-

– É, aqueles que mandam as mensagens. Os que fundaram o encontro V8.-

– Ah. E quem é que fundou?-

– Ninguém sabe.-

Levanto e me apoio nos cotovelos para olha-lo nos olhos.

– Como assim ninguém sabe? Vocês recebem essas mensagens com um endereço e um horário e simplesmente aparecem lá? Sem saber quem está por trás disso tudo?-

– Sim. Mas tem essa história, que diz que os fundadores são os irmãos Voltoline. O nome da família Voltoline sempre aparece envolvido em diversas coisas ilegais pela cidade, e depois que o filho mais novo deles foi preso por participar de um racha alguns anos atrás, todo mundo apostou as fichas que foram eles os idealizadores do encontro. Tem alguns que acham que o nome é uma referência a família.-

– Como assim?- — V8. V de Voltoline e 8 seriam os sete filhos mais o próprio Vans Voltoline.-

– Oh, achei que era por causa do motor.- Ele ri.

– Poderia ser, ninguém sabe. E acho que ninguém nunca vai descobrir.-

Fico em silêncio por um momento. Eu já havia ouvido falar da família Voltoline nos jornais, Vans Voltoline e seus filhos são apontados como os grandes chefões dos crimes que acontecem por aqui. Já foram suspeitos de extorsão, tráfico de drogas, lavagem e falsificação de dinheiro e até homicídio. Nunca foi encontrado provas que pudessem incrimina-los, o máximo que aconteceu com eles foi serem intimados a prestar esclarecimentos. Com exceção do filho mais novo, acho que nunca algum membro da família Voltoline já foi preso.

– Se esses encontros são tão secretos, como a policia nos encontrou aquele dia?- Pergunto.

– Não sei. Acho que o mais provável é que alguém que estava lá tenha ligado pra eles.-

– Isso não faz sentido. Quem faria isso?-

– Paul talvez.- Ele parece pensativo.

– Ok, isso é besteira. Ele nunca faria isso.- Digo com mais veemência do que necessário.

German vira o rosto e me olha sério.

– O que faz você afirmar com tanta certeza que não foi ele? Você nem o conhece.-

– Eu não tenho certeza, é só que não é lógico. Paul também estava na corrida, se a policia aparecesse por lá ele também se daria mal.-

– É, talvez...aquele pedaço de merda faz muito dinheiro com essas corridas, ele não ia arriscar.-

Franzo a testa. Eu preciso saber porque eles se odeiam tanto. Lembro do modo que eles se olharam aquela noite, foi ódio puro.

– German.- Chamo.

– O que, coração? –

– Porque você e o Paul se odeiam tanto?- Sinto seu corpo se enrijecer. Acho que não devia ter perguntado, obviamente é um assunto delicado do qual não me diz respeito.

– Desculpa, não é da minha conta.- Digo.- Tudo bem. Acho que é melhor eu te alertar sobre o tipo de pessoa que ele é.-

O tom sério de suas palavras me forçam a encara-lo. Ele me encara de volta.

– Ele não é uma boa pessoa, Angie.- Ele me diz calmamente e não me passa despercebido que ele disse meu nome e não “coração”, o que significa que ele está falando sério.

– Ele foi tão legal comigo sexta. Ele não pode ser tão ruim assim, pode?- Pergunto.

– Pode, e ele é. Ele não é uma boa pessoa, e definitivamente ele não é o tipo de pessoa que eu quero perto de alguém como você, coração. –

– Alguém como eu? – Pergunto confusa.

Ele estica o braço e acaricia minha bochecha com o polegar.

– Alguém tão doce, tão inocente.- Ele me dá um sorrisinho. – Eu quero que a sua inocência seja somente minha.-

Assim que escuto suas palavras, eu coro. Ele sorri.

– Oh Deus, como você é adorável.-

– Você não vai me contar o porque você acha que Paul não é boa pessoa?-

– Primeiro; eu não acho, eu sei que ele não é boa pessoa e segundo; não, não vou te dizer, talvez em outro momento. Mas o que você precisa ter em mente, é que você deve ficar longe de Paul, você entendeu?-

Concordo levemente com a cabeça.

– Eu quero as palavras, coração.-

– Eu entendi, German.-

– Ótimo.- Ele me puxa para seus braços e me aperta forte em seu abraço e eu aproveito a sensação maravilhosa do seu corpo contra o meu.

Notas finais
@Violeteros_BR beijos Mari