Passion
14 Capítulo 10 - O Mirage
Notas iniciais
Esse capítulo é em especial , pra leonettalovtini, fico feliz que esteja gostando da fic, agradeço a todos pelos comentários. Aproveitem hoje eu to boazinha , só porque é meu niver. Boa leitura!
Uma hora e várias bebidas depois, eu e German descemos para o primeiro andar e fomos para a pista.
Estava tocando “Give me Everytinhg” do Pitbull, normalmente eu ficaria tímida demais em dançar na frente de tantas pessoas, mas o álcool correndo em minhas veias está me dando coragem então começo a dançar.German e eu estamos com nossos corpos tão grudados que é como se quiséssemos nos fundir. Olho para o lado e vejo Cami dançando com Jordan, essa garota sabe dançar, com certeza. Eles estão tão juntos que é difícil distinguir onde começa um e onde acaba o outro. Me viro e posiciono minha bunda na parte da frente do jeans de German. Me movo no ritmo da música, sinto suas mãos segurarem minha cintura.Me esfrego no corpo dele e sinto seu peito subindo e descendo ofegantemente contra minhas costas, ele aperta mais minha cintura e continuamos dançando provocadoramente. Dançamos a próxima música, “One (Your Name)” do grupo Swedish House Mafia e mais duas músicas, começo a sentir minha garganta seca. – Eu vou pegar uma bebida, quer alguma coisa? – Grito no ouvido de German. Ele faz que não com a cabeça. Chego no bar, depois de atravessar um mar de multidão, e depois de conseguir fazer o bartender me ouvir peço uma marguerita. Todos os bancos estão ocupados então espero em pé pela minha bebida. – Angie ? – Escuto alguém me chamando, a voz abafada pela música alta. Me viro e levo um segundo para reconhecer o cara que está na minha frente. Não pode ser. Não acredito que ele está aqui, depois de tanto tempo. – Thomas Miller? – Digo meio hesitante. Será ele mesmo? – Em carne e osso. – Ele diz. “E músculo” eu penso. Uau, não acredito que Thomas Miller está parado na minha frente, eu não o vejo desde que ele partiu meu coração naquele acampamento de verão, três anos atrás. Nossa, que mundo pequeno, e o mais bizarro é, ele se lembra de mim. – Quanto tempo.- Eu digo. Eu o encaro ainda surpresa por ele se lembrar de mim, achava que ele nem sabia da minha existência. – Desculpa.- Eu peço depois de encara-lo descaradamente. – É que é muita coincidência. Eu estou surpresa que você se lembre de mim.- Confesso. – Como eu iria me esquecer da garota que me seguia por todo canto do acampamento.- Ele diz com um sorriso provocador. Eu coro. Mas que droga, eu sempre achei que ele não sabia que eu e a Leila, minha amiga do acampamento, vivíamos seguindo ele e os seus amigos monitores. – Eu tinha que ir onde você ia, você era meu monitor.- Tento me justificar. Ele me dá um sorriso safado. – Mesmo depois do seu toque de recolher, quando eu e meus amigos íamos beber em volta da fogueira? Ou quando era o dia livre dos campistas e você me seguia até o lago e me observava nadar? — Ok, agora eu necessito urgentemente que um buraco se abra no chão e me engula. Sinto meu rosto pegando fogo. – Você me pegou. – Eu admito envergonhada, olho para o chão e evito seus olhos. – Em minha defesa, eu não fazia ideia que você sabia. Droga, eu achava que estava fazendo esse lance de perseguição direito. – Digo. Ele dá uma gargalhada. – Sinto em te desapontar, mas eu sabia o tempo todo. – Ele diz. O bartender me entrega minha bebida e eu dou um gole. – Porque você nunca me disse que sabia? Nunca me pediu para parar? – Pergunto. – Bom, porque eu gostava que você me seguisse e eu achava você uma fofa.- – Claro que eu era fofa, eu era uma criança vivendo a primeira paixão. – – Eu fui sua primeira paixão? Me sinto honrado.- Olho em seus olhos pra ver se há deboche, mas o que eu vejo é sinceridade e um pouco de diversão inocente. – Minha primeira desilusão amorosa também.- – Sinto muito por isso. – Thomas diz. – Tudo bem, era uma daquelas paixões impossíveis. Eu era criança demais pra você. – – Realmente.- Ficamos nos olhando e sem saber o que falar. – Mas agora eu não sou mais uma criança.- Digo. – Eu com certeza não te vejo mais como uma criança.- Ele diz passando o olhar por todo o meu corpo e eu estremeço. Ele chega mais perto, tão perto que nossos corpos estão quase se encostando. – Você está linda, Angie, de deixar qualquer cara doido. – Thomas me olha como se ele fosse o predador e eu a sua presa. Dou um sorriso sem graça. Graças a Deus Cami aparece para me salvar. – Angie, que demora. Você foi pegar uma bebida no bar ou na fabrica? – Ela me diz brava e depois olha Thomas e o avalia. – Cami, esse é um amigo meu. Thomaz Miller.- – Thomas, essa é Camila Kyle, minha melhor amiga.- Apresento. Eles trocam comprimentos e Thomas dá um sorriso arranca calcinha. – Desculpa interromper, mas estamos te esperando.- Cami diz, agora com a voz mansa – Ah, eu que peço desculpas, estava segurando a Angie. É que faz tanto tempo que nos vimos, estávamos colocando o papo em dia. – Ele diz. – Está tudo bem. Se eu soubesse que ela estava em tão boa companhia, não teria me preocupado. – Cami diz e dá um sorriso matador.
Olho pra ela, chocada. Ela está flertando com ele enquanto o Jordan a espera? – Acho melhor a gente ir indo antes do Jordan vir te procurar. – Digo o nome dele com uma ênfase a mais. – Namorado? – Thomaz pergunta. – Namorado da Cami, não é Cami? – Tento chamar a atenção para que ela pare de sorrir que nem uma boba para ele. – Cami? – Chamo quando ela não responde. – Hum? Ah é sim, meu namorado.- Camidiz. Percebo uma carranca na cara de Thomaz. É isso ai cara, ela tem dono. – Bom então a gente se vê por ai.- Ele diz me olhando. – Claro, a gente se vê.- Respondo. – Foi um grande prazer te conhecer, Cami. – Sua voz escorrendo sedução. – O prazer foi todo meu, Thomaz.- Sua voz igualmente sedutora. Deixamos ele para trás, mas não sem antes ele lançar aquele sorriso arranca calcinha para nós duas de novo. Enquanto subimos as escadas Cami exclama. – Que pedaço de mal caminho, meu Deus. — Eu lanço um olhar zangado em sua direção. – O que? – Ela pergunta. – Você estava flertando com o Thomaz enquanto o Jordan, seu namorado, estava te esperando. – – Ah Angie, foi um flerte inocente, nada demais. – Cami da de ombros. Reviro os olhos. – Você sabe que eu estou totalmente na do Jordan. Aquilo era só brincadeira.- – Pra você, porque ele parecia prestes a te atacar ali mesmo.- Cami ri. – Não se faça de santinha. Vocês estavam muito próximos quando eu cheguei lá, e ele estava te olhando como se quisesse te comer. E o seu olhar não era totalmente desinteressado. – Reviro os olhos de novo. – Até que enfim. Porque a demora? – German pergunta quando finalmente alcançamos a nossa mesa. – Err...fila grande.- Respondo. Se falace do Thomaz, ele e Jordan iriam nos dar uma bronca. – E cadê a sua bebida? – Jordan pergunta. Eu bebi toda enquanto conversava com o Thomaz, e não pedi outra. – Eu bebi lá mesmo. – Respondo. German me olha desconfiado mas então chega mais perto e me abraça. Cami se aconchega nos braços de Jordan e ficamos nós quatro, conversando na mesa do Mirage.
Notas finais
@Violeteros_BR beijos Mari
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